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Q3916612 Saúde Pública
Um relatório da Secretaria Estadual de Saúde apresenta os DALYs atribuídos às principais causas de carga de doença na população adulta. O documento destaca que a hipertensão arterial, mesmo apresentando mortalidade relativamente estável, continua entre as maiores causas de DALYs no estado.
Considerando o conceito de DALY, a posição da hipertensão no ranking indica que
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Q3916611 Saúde Pública
A 8ª Conferência Nacional de Saúde (1986) é considerada um marco da Reforma Sanitária Brasileira. Considerando o papel dessa Conferência no processo de formulação do SUS, é correto afirmar que ela
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Q3916610 Saúde Pública
Durante uma campanha municipal de saúde realizada na Atenção Primária, adultos a partir de 35 anos são convidados a medir a glicemia capilar mesmo sem apresentarem sintomas. O objetivo da ação é identificar precocemente casos de diabetes e iniciar o acompanhamento das pessoas que apresentarem alterações.
Considerando os níveis de prevenção em saúde, essa ação corresponde a
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Q3916609 Saúde Pública
Em um município, a Secretaria de Saúde implantou um programa de acompanhamento de hipertensos e diabéticos em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Entretanto, para acessar a consulta com nutricionista, é necessário agendamento presencial, às 7 horas da manhã, no ambulatório de especialidades na região central do município. As vagas têm sido preenchidas quase que exclusivamente por pessoas cadastradas nas UBSs centrais ou que conseguem chegar muito cedo, enquanto usuários que trabalham em horário comercial ou residem em bairros mais distantes relatam dificuldade de acesso ao serviço.
Considerando as diretrizes do SUS, a situação descrita representa:
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Q3916608 Medicina
A gestora de uma UBS identifica que pessoas com diabetes, do território, apresentam baixa adesão ao tratamento e que muitas estão com controle inadequado da doença.
Nas visitas ao bairro, observa poucas áreas verdes, dificuldade de transporte público e grande quantitativo de trabalhadores informais entre os moradores. O bairro tem 2 mini-mercados, com disponibilidade de alimentos ultraprocessados e pouca oferta de alimentos frescos.
Considerando ações viáveis dentro da atenção primária, qual intervenção tem maior potencial para melhorar o controle glicêmico da população?
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Q3916606 Português
Leia o texto do médico hematologista e pesquisador Dimas Covas para responder à questão.

Vacinas: soberania nacional e o coletivo

        Desde o final do século 18, quando o médico inglês Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas não contraíam varíola, uma doença de altíssima letalidade, e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas, a vacinação evoluiu significativamente e se consolidou como uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Graças às vacinas, a varíola foi erradicada e diversas doenças contagiosas foram controladas. Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.

        A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos “antivacina”, que desencorajam a população de se proteger de doenças contagiosas e evitáveis. Em vez de incentivar a prevenção de doenças, prestam um desserviço à população, contrariando os esforços globais para evitar novas pandemias. Com isso, aumenta a hesitação vacinal, que tem contribuído para a volta de outras doenças antes controladas, como coqueluche, poliomielite e sarampo.

        No caso do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, a situação é ainda mais preocupante. Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente. O Canadá e o México foram os países mais afetados, seguidos pelos Estados Unidos. No Texas e no Novo México, ocorreram três mortes, todas de pessoas não vacinadas.

        Em muitos países, a escassez de vacinas e as dificuldades logísticas são o principal problema. A pandemia de covid-19 escancarou essa vulnerabilidade: enquanto os países ricos monopolizavam as doses, os outros, dependentes da produção externa, tinham de esperar ações da diplomacia internacional. Foi nesse contexto que as vacinas se consolidaram como instrumentos de soft power: distribuir imunizantes e tecnologias tornou-se uma forma de construir prestígio e criar alianças.

        O Brasil, onde existe um dos mais abrangentes programas públicos de vacinação do mundo, tem tradição e legitimidade nesse campo. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan ampliaram a capacidade de produção de vacinas. Em maio deste ano, o País firmou um acordo estratégico com a Gavi, a Vaccine Alliance, para fornecer vacinas a países de baixa e média renda da África e da América Latina.

        Esse tipo de cooperação reforça o papel do Brasil como ator relevante na saúde global, em particular no eixo Sul-Sul, e transforma solidariedade em política externa.

        O século 21 será marcado pela capacidade dos países de garantir inovação, prevenção e acesso à saúde. O Brasil tem a oportunidade de transformar sua tradição em vacinas num poderoso instrumento de soft power. O País pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde, usando vacinas também como alicerce de uma política externa solidária, inovadora e estratégica.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.11.2025. Adaptado)
Considere as passagens:
•  ... e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas... (1° parágrafo)
•  Com isso, aumenta a hesitação vacinal... (2° parágrafo)
Reescreve-se em conformidade com a norma-padrão a oração destacada do 1° parágrafo e indica-se a correta referência do pronome destacado do 2° parágrafo, respectivamente, em:
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Q3916605 Português
Leia o texto do médico hematologista e pesquisador Dimas Covas para responder à questão.

Vacinas: soberania nacional e o coletivo

        Desde o final do século 18, quando o médico inglês Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas não contraíam varíola, uma doença de altíssima letalidade, e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas, a vacinação evoluiu significativamente e se consolidou como uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Graças às vacinas, a varíola foi erradicada e diversas doenças contagiosas foram controladas. Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.

        A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos “antivacina”, que desencorajam a população de se proteger de doenças contagiosas e evitáveis. Em vez de incentivar a prevenção de doenças, prestam um desserviço à população, contrariando os esforços globais para evitar novas pandemias. Com isso, aumenta a hesitação vacinal, que tem contribuído para a volta de outras doenças antes controladas, como coqueluche, poliomielite e sarampo.

        No caso do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, a situação é ainda mais preocupante. Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente. O Canadá e o México foram os países mais afetados, seguidos pelos Estados Unidos. No Texas e no Novo México, ocorreram três mortes, todas de pessoas não vacinadas.

        Em muitos países, a escassez de vacinas e as dificuldades logísticas são o principal problema. A pandemia de covid-19 escancarou essa vulnerabilidade: enquanto os países ricos monopolizavam as doses, os outros, dependentes da produção externa, tinham de esperar ações da diplomacia internacional. Foi nesse contexto que as vacinas se consolidaram como instrumentos de soft power: distribuir imunizantes e tecnologias tornou-se uma forma de construir prestígio e criar alianças.

        O Brasil, onde existe um dos mais abrangentes programas públicos de vacinação do mundo, tem tradição e legitimidade nesse campo. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan ampliaram a capacidade de produção de vacinas. Em maio deste ano, o País firmou um acordo estratégico com a Gavi, a Vaccine Alliance, para fornecer vacinas a países de baixa e média renda da África e da América Latina.

        Esse tipo de cooperação reforça o papel do Brasil como ator relevante na saúde global, em particular no eixo Sul-Sul, e transforma solidariedade em política externa.

        O século 21 será marcado pela capacidade dos países de garantir inovação, prevenção e acesso à saúde. O Brasil tem a oportunidade de transformar sua tradição em vacinas num poderoso instrumento de soft power. O País pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde, usando vacinas também como alicerce de uma política externa solidária, inovadora e estratégica.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.11.2025. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão e o sentido original, na passagem do 3° parágrafo “Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente.”, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:
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Q3916604 Português
Leia o texto do médico hematologista e pesquisador Dimas Covas para responder à questão.

Vacinas: soberania nacional e o coletivo

        Desde o final do século 18, quando o médico inglês Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas não contraíam varíola, uma doença de altíssima letalidade, e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas, a vacinação evoluiu significativamente e se consolidou como uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Graças às vacinas, a varíola foi erradicada e diversas doenças contagiosas foram controladas. Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.

        A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos “antivacina”, que desencorajam a população de se proteger de doenças contagiosas e evitáveis. Em vez de incentivar a prevenção de doenças, prestam um desserviço à população, contrariando os esforços globais para evitar novas pandemias. Com isso, aumenta a hesitação vacinal, que tem contribuído para a volta de outras doenças antes controladas, como coqueluche, poliomielite e sarampo.

        No caso do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, a situação é ainda mais preocupante. Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente. O Canadá e o México foram os países mais afetados, seguidos pelos Estados Unidos. No Texas e no Novo México, ocorreram três mortes, todas de pessoas não vacinadas.

        Em muitos países, a escassez de vacinas e as dificuldades logísticas são o principal problema. A pandemia de covid-19 escancarou essa vulnerabilidade: enquanto os países ricos monopolizavam as doses, os outros, dependentes da produção externa, tinham de esperar ações da diplomacia internacional. Foi nesse contexto que as vacinas se consolidaram como instrumentos de soft power: distribuir imunizantes e tecnologias tornou-se uma forma de construir prestígio e criar alianças.

        O Brasil, onde existe um dos mais abrangentes programas públicos de vacinação do mundo, tem tradição e legitimidade nesse campo. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan ampliaram a capacidade de produção de vacinas. Em maio deste ano, o País firmou um acordo estratégico com a Gavi, a Vaccine Alliance, para fornecer vacinas a países de baixa e média renda da África e da América Latina.

        Esse tipo de cooperação reforça o papel do Brasil como ator relevante na saúde global, em particular no eixo Sul-Sul, e transforma solidariedade em política externa.

        O século 21 será marcado pela capacidade dos países de garantir inovação, prevenção e acesso à saúde. O Brasil tem a oportunidade de transformar sua tradição em vacinas num poderoso instrumento de soft power. O País pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde, usando vacinas também como alicerce de uma política externa solidária, inovadora e estratégica.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.11.2025. Adaptado)
Na passagem do 1° parágrafo “Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.”, as vírgulas e o sinal de dois-pontos são empregados, correta e respectivamente, pelos seguintes motivos:
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Q3916603 Português
Leia o texto do médico hematologista e pesquisador Dimas Covas para responder à questão.

Vacinas: soberania nacional e o coletivo

        Desde o final do século 18, quando o médico inglês Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas não contraíam varíola, uma doença de altíssima letalidade, e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas, a vacinação evoluiu significativamente e se consolidou como uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Graças às vacinas, a varíola foi erradicada e diversas doenças contagiosas foram controladas. Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.

        A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos “antivacina”, que desencorajam a população de se proteger de doenças contagiosas e evitáveis. Em vez de incentivar a prevenção de doenças, prestam um desserviço à população, contrariando os esforços globais para evitar novas pandemias. Com isso, aumenta a hesitação vacinal, que tem contribuído para a volta de outras doenças antes controladas, como coqueluche, poliomielite e sarampo.

        No caso do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, a situação é ainda mais preocupante. Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente. O Canadá e o México foram os países mais afetados, seguidos pelos Estados Unidos. No Texas e no Novo México, ocorreram três mortes, todas de pessoas não vacinadas.

        Em muitos países, a escassez de vacinas e as dificuldades logísticas são o principal problema. A pandemia de covid-19 escancarou essa vulnerabilidade: enquanto os países ricos monopolizavam as doses, os outros, dependentes da produção externa, tinham de esperar ações da diplomacia internacional. Foi nesse contexto que as vacinas se consolidaram como instrumentos de soft power: distribuir imunizantes e tecnologias tornou-se uma forma de construir prestígio e criar alianças.

        O Brasil, onde existe um dos mais abrangentes programas públicos de vacinação do mundo, tem tradição e legitimidade nesse campo. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan ampliaram a capacidade de produção de vacinas. Em maio deste ano, o País firmou um acordo estratégico com a Gavi, a Vaccine Alliance, para fornecer vacinas a países de baixa e média renda da África e da América Latina.

        Esse tipo de cooperação reforça o papel do Brasil como ator relevante na saúde global, em particular no eixo Sul-Sul, e transforma solidariedade em política externa.

        O século 21 será marcado pela capacidade dos países de garantir inovação, prevenção e acesso à saúde. O Brasil tem a oportunidade de transformar sua tradição em vacinas num poderoso instrumento de soft power. O País pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde, usando vacinas também como alicerce de uma política externa solidária, inovadora e estratégica.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.11.2025. Adaptado)
Na passagem “... se proteger de doenças contagiosas e evitáveis.” (2° parágrafo), o substantivo está modificado por dois adjetivos. Esse mesmo contexto ocorre com a expressão
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Q3916602 Português
Leia o texto do médico hematologista e pesquisador Dimas Covas para responder à questão.

Vacinas: soberania nacional e o coletivo

        Desde o final do século 18, quando o médico inglês Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas não contraíam varíola, uma doença de altíssima letalidade, e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas, a vacinação evoluiu significativamente e se consolidou como uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Graças às vacinas, a varíola foi erradicada e diversas doenças contagiosas foram controladas. Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.

        A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos “antivacina”, que desencorajam a população de se proteger de doenças contagiosas e evitáveis. Em vez de incentivar a prevenção de doenças, prestam um desserviço à população, contrariando os esforços globais para evitar novas pandemias. Com isso, aumenta a hesitação vacinal, que tem contribuído para a volta de outras doenças antes controladas, como coqueluche, poliomielite e sarampo.

        No caso do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, a situação é ainda mais preocupante. Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente. O Canadá e o México foram os países mais afetados, seguidos pelos Estados Unidos. No Texas e no Novo México, ocorreram três mortes, todas de pessoas não vacinadas.

        Em muitos países, a escassez de vacinas e as dificuldades logísticas são o principal problema. A pandemia de covid-19 escancarou essa vulnerabilidade: enquanto os países ricos monopolizavam as doses, os outros, dependentes da produção externa, tinham de esperar ações da diplomacia internacional. Foi nesse contexto que as vacinas se consolidaram como instrumentos de soft power: distribuir imunizantes e tecnologias tornou-se uma forma de construir prestígio e criar alianças.

        O Brasil, onde existe um dos mais abrangentes programas públicos de vacinação do mundo, tem tradição e legitimidade nesse campo. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan ampliaram a capacidade de produção de vacinas. Em maio deste ano, o País firmou um acordo estratégico com a Gavi, a Vaccine Alliance, para fornecer vacinas a países de baixa e média renda da África e da América Latina.

        Esse tipo de cooperação reforça o papel do Brasil como ator relevante na saúde global, em particular no eixo Sul-Sul, e transforma solidariedade em política externa.

        O século 21 será marcado pela capacidade dos países de garantir inovação, prevenção e acesso à saúde. O Brasil tem a oportunidade de transformar sua tradição em vacinas num poderoso instrumento de soft power. O País pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde, usando vacinas também como alicerce de uma política externa solidária, inovadora e estratégica.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.11.2025. Adaptado)
O termo destacado está empregado em sentido figurado em:
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Q3916600 Saúde Pública
Leia o texto do médico hematologista e pesquisador Dimas Covas para responder à questão.

Vacinas: soberania nacional e o coletivo

        Desde o final do século 18, quando o médico inglês Edward Jenner observou que mulheres que ordenhavam vacas não contraíam varíola, uma doença de altíssima letalidade, e descobriu que era a exposição aos animais infectados que conferia imunidade a elas, a vacinação evoluiu significativamente e se consolidou como uma das ferramentas mais poderosas da saúde pública. Graças às vacinas, a varíola foi erradicada e diversas doenças contagiosas foram controladas. Sua eficácia depende, porém, de dois pilares fundamentais: informação confiável e acesso garantido.

        A disseminação de boatos e de teorias conspiratórias que põem em dúvida a segurança das vacinas ganhou visibilidade, sobretudo nos Estados Unidos, com os movimentos “antivacina”, que desencorajam a população de se proteger de doenças contagiosas e evitáveis. Em vez de incentivar a prevenção de doenças, prestam um desserviço à população, contrariando os esforços globais para evitar novas pandemias. Com isso, aumenta a hesitação vacinal, que tem contribuído para a volta de outras doenças antes controladas, como coqueluche, poliomielite e sarampo.

        No caso do sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, a situação é ainda mais preocupante. Recentemente, conforme notificou a Organização Pan-Americana da Saúde, foram registrados em dez países das Américas surtos da doença, que já havia sido eliminada em grande parte do continente. O Canadá e o México foram os países mais afetados, seguidos pelos Estados Unidos. No Texas e no Novo México, ocorreram três mortes, todas de pessoas não vacinadas.

        Em muitos países, a escassez de vacinas e as dificuldades logísticas são o principal problema. A pandemia de covid-19 escancarou essa vulnerabilidade: enquanto os países ricos monopolizavam as doses, os outros, dependentes da produção externa, tinham de esperar ações da diplomacia internacional. Foi nesse contexto que as vacinas se consolidaram como instrumentos de soft power: distribuir imunizantes e tecnologias tornou-se uma forma de construir prestígio e criar alianças.

        O Brasil, onde existe um dos mais abrangentes programas públicos de vacinação do mundo, tem tradição e legitimidade nesse campo. Instituições como a Fiocruz e o Instituto Butantan ampliaram a capacidade de produção de vacinas. Em maio deste ano, o País firmou um acordo estratégico com a Gavi, a Vaccine Alliance, para fornecer vacinas a países de baixa e média renda da África e da América Latina.

        Esse tipo de cooperação reforça o papel do Brasil como ator relevante na saúde global, em particular no eixo Sul-Sul, e transforma solidariedade em política externa.

        O século 21 será marcado pela capacidade dos países de garantir inovação, prevenção e acesso à saúde. O Brasil tem a oportunidade de transformar sua tradição em vacinas num poderoso instrumento de soft power. O País pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde, usando vacinas também como alicerce de uma política externa solidária, inovadora e estratégica.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.11.2025. Adaptado)
De acordo com o autor, o Brasil “pode e deve posicionar-se como líder de uma nova diplomacia em saúde”. Um dos argumentos usados para justificar essa opinião diz respeito ao fato de o País
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Q3915124 Medicina
Um homem de 55 anos, com história de consumo de álcool 60 g/dia durante 20 anos (atualmente abstinente há 6 meses), procura o Programa Saúde da Família (PSF) com queixa de ascite progressiva, edema de membros inferiores, icterícia leve. Exame físico: eritema palmar, telangectasia, hepatomegalia de borda dura. Laboratorial: AST 185 U/L, ALT 52 U/L, bilirrubina total 3,2 mg/dL (direta 2,1 mg/dL), albumina 2,8 g/dL, TP 18 seg (INR 1,8), plaquetas 95.000/μL. Ultrassom abdominal: fígado heterogêneo com arquitetura grosseira, ascite moderada, fluxo portal revertido. Com base no caso, a complicação mais provável em curto prazo e o achado clínico/laboratorial que sinaliza risco elevado é:
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Q3915123 Medicina
Considere o caso hipotético a seguir:
Paciente de 65 anos apresenta-se com isquemia aguda de membro inferior esquerdo. O médico identifica os 5 Ps (polar, pain, pulseless, paresthesias, paresis) durante exame físico. Ao exame cardiovascular, detecta fibrilação atrial. Analisado o caso hipotético, assinale CORRETAMENTE:
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Q3915122 Medicina
Paciente de 70 anos com história de tabagismo apresenta claudicação intermitente em membro inferior direito. Ao exame físico, identifica-se ausência de pelos, unhas espessadas e úlcera no calcâneo direito com contornos regulares, fundo limpo e muito dolorosa. Sobre o caso, é CORRETO afirmar que:
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Q3915121 Medicina
Paciente de 45 anos apresenta-se com massa abdominal palpável visível em região mesogástrica. Durante a inspeção dinâmica, o médico solicita manobras de contração da musculatura abdominal para diferenciar massa de parede de massa intraabdominal. Para esse caso, a conduta CORRETA deve ser:
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Q3915120 Medicina
Analise o caso clínico a seguir:

Paciente de 52 anos com hepatopatia crônica comparece à consulta apresentando abdome globoso e sopro audível à ausculta da região periumbilical. Ao exame, identifica-se circulação colateral tipo cabeça de medusa com fluxo centrífugo em relação ao umbigo. Nesse contexto, é CORRETO afirmar que: 
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Q3915119 Medicina
Criança de 8 anos em parada cardiorrespiratória intrahospitalar apresenta assistolia ao monitor cardíaco. A equipe inicia RCP de alta qualidade e obtém acesso intraósseo. Nesse caso, deve-se CORRETAMENTE:
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Q3915118 Medicina
Lactente de 7 meses em parada cardiorrespiratória é atendido por equipe de emergência pré-hospitalar composta por dois socorristas. Após assegurar a cena e confirmar ausência de respiração e pulso, iniciam RCP seguindo a sequência CAB. Assinale a conduta CORRETA para esse caso:
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Q3915117 Medicina
Pré-escolar de 5 anos apresenta lesões urticariformes recorrentes há 3 meses. A mãe relata que as lesões individuais duram cerca de 36 horas no mesmo local, apresentam queimação mais intensa que prurido e não desaparecem completamente à digitopressão, deixando manchas residuais acastanhadas. Nega febre ou sintomas sistêmicos. Para esse caso, a conduta CORRETA é:
Alternativas
Q3915116 Medicina
Analise o caso hipotético a seguir:

Lactente de 11 meses é levado ao pronto-socorro com história de edema em face, especialmente em pálpebras e lábios, associado a desconforto respiratório leve. O quadro iniciou há 6 horas e a mãe refere que a criança apresentou episódio semelhante há 2 meses. Nega urticas associadas. O pai teve diagnóstico de angioedema hereditário na adolescência. Ao exame, observa-se edema assimétrico não pruriginoso em face. De acordo com o caso, a conduta CORRETA deve ser:
Alternativas
Respostas
9561: C
9562: B
9563: C
9564: D
9565: B
9566: A
9567: D
9568: B
9569: C
9570: E
9571: A
9572: C
9573: B
9574: A
9575: B
9576: C
9577: C
9578: D
9579: B
9580: C