Considere o caso hipotético a seguir: Paciente de 65 anos a...

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Q3915123 Medicina
Considere o caso hipotético a seguir:
Paciente de 65 anos apresenta-se com isquemia aguda de membro inferior esquerdo. O médico identifica os 5 Ps (polar, pain, pulseless, paresthesias, paresis) durante exame físico. Ao exame cardiovascular, detecta fibrilação atrial. Analisado o caso hipotético, assinale CORRETAMENTE:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Os 5 Ps caracterizam isquemia arterial aguda de membro, e a fibrilação atrial é fonte importante de êmbolos arteriais periféricos; no caso, esse achado sustenta etiologia embólica da oclusão arterial aguda, o que torna correta a alternativa B.

Tema central: Isquemia arterial aguda embólica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque os 5 Ps correspondem à apresentação semiológica clássica da isquemia arterial aguda de membro. Esses achados são compatíveis com oclusão aguda, não com exclusão desse diagnóstico. A alternativa erra ao redefinir um sinal típico de isquemia aguda como se indicasse necessariamente isquemia crônica agudizada.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a fibrilação atrial é uma fonte clássica de embolia arterial sistêmica. Nessa arritmia há estase sanguínea atrial, com possibilidade de formação de trombo intracardíaco e migração para artérias periféricas, inclusive de membro inferior. Como o quadro descrito é de isquemia arterial aguda, reconhecida pelos 5 Ps, a presença de fibrilação atrial sustenta etiologia embólica da oclusão.
C
Errada
Está errada porque inverte a fisiopatologia. A fibrilação atrial não exclui etiologia embólica; ao contrário, é um dos principais achados que a favorecem, por predispor à formação de trombo intracardíaco com embolização arterial periférica. Trombose in situ se relaciona mais a doença aterosclerótica local prévia, e isso não é o que a presença de fibrilação atrial aponta.
D
Errada
Está errada porque paresia indica comprometimento neurológico e membro ameaçado, mas não define sozinha irreversibilidade nem necrose muscular estabelecida. Pela classificação clínica de gravidade da isquemia aguda, irreversibilidade exige quadro mais extremo, com perda sensitivo-motora profunda e sinais de tecido não viável. Portanto, a presença isolada de paresia não contraindica automaticamente revascularização.
Pegadinha da questão
A banca explora três confusões reais: tomar os 5 Ps como sinal de isquemia crônica em vez de aguda, interpretar fibrilação atrial como argumento contra embolia e tratar paresia isolada como prova de membro irreversivelmente perdido.
Dica para questões semelhantes
  • Reconheça os 5 Ps como padrão clássico de isquemia arterial aguda de membro.
  • Em isquemia aguda com fibrilação atrial, priorize a hipótese de fonte embólica cardíaca.
  • Não conclua irreversibilidade do membro apenas por paresia; déficit motor indica gravidade, não inviabilidade automática.

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