Criança de 8 anos em parada cardiorrespiratória intrahospita...

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Q3915119 Medicina
Criança de 8 anos em parada cardiorrespiratória intrahospitalar apresenta assistolia ao monitor cardíaco. A equipe inicia RCP de alta qualidade e obtém acesso intraósseo. Nesse caso, deve-se CORRETAMENTE:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na PCR pediátrica em assistolia, com RCP de alta qualidade já iniciada e acesso intraósseo obtido, a epinefrina indicada é IV/IO 0,01 mg/kg da solução 1:10.000, repetida a cada 3 a 5 minutos; por isso, a alternativa C é a correta.

Tema central: Epinefrina na PCR pediátrica
Análise das alternativas
A
Errada
Erra o intervalo de repetição. Na PCR pediátrica em assistolia/AESP, a epinefrina IV/IO deve ser repetida a cada 3 a 5 minutos, não a cada 2 a 4 minutos. Dose, concentração e via estão corretas, mas o intervalo fora do algoritmo exclui a alternativa.
B
Errada
Erra dose e concentração. A dose IV/IO rotineira recomendada é 0,01 mg/kg da solução 1:10.000; a alternativa propõe 0,1 mg/kg da solução 1:1.000, o que configura dose 10 vezes maior que a padrão para PCR pediátrica por via IV/IO. Isso contraria diretamente o algoritmo.
C
Certa
A alternativa C reproduz integralmente a recomendação da AHA/PALS para assistolia/AESP pediátrica: epinefrina por via IV/IO na dose de 0,01 mg/kg, na concentração 1:10.000, com repetição a cada 3 a 5 minutos. Como o enunciado já informa assistolia, RCP em curso e acesso IO disponível, essa é a conduta medicamentosa correta.
D
Errada
Erra a via e a justificativa. Na PCR, a via intraóssea é equivalente à intravenosa para administração de fármacos e é preferencial quando o acesso IV não está disponível rapidamente. A via endotraqueal é alternativa quando não há acesso IV/IO, com farmacocinética menos confiável. Como o enunciado já informa acesso IO obtido, substituir por via endotraqueal é tecnicamente inadequado; além disso, a afirmação de que o acesso intraósseo seria menos confiável é falsa segundo a base.
Pegadinha da questão
A banca misturou quatro pontos que precisam estar todos corretos ao mesmo tempo: concentração 1:10.000 versus 1:1.000, dose padrão versus dose 10 vezes maior, intervalo de 3 a 5 minutos versus intervalo incorreto e preferência da via intraóssea sobre a endotraqueal quando o acesso IO já existe.
Dica para questões semelhantes
  • Em assistolia pediátrica, pense em ritmo não chocável: a prioridade medicamentosa é epinefrina precoce, não desfibrilação.
  • Se houver acesso IV ou intraósseo, a epinefrina deve ser dada por essa via; não troque por via endotraqueal quando o acesso IO já está disponível.
  • Grave o conjunto completo da epinefrina na PCR pediátrica: 0,01 mg/kg, solução 1:10.000, por IV/IO, a cada 3 a 5 minutos.

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