Pré-escolar de 5 anos apresenta lesões urticariformes recor...

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Q3915117 Medicina
Pré-escolar de 5 anos apresenta lesões urticariformes recorrentes há 3 meses. A mãe relata que as lesões individuais duram cerca de 36 horas no mesmo local, apresentam queimação mais intensa que prurido e não desaparecem completamente à digitopressão, deixando manchas residuais acastanhadas. Nega febre ou sintomas sistêmicos. Para esse caso, a conduta CORRETA é:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Lesões urticariformes com duração individual superior a 24 horas, queimação predominante, branqueamento incompleto à digitopressão e pigmentação residual não são compatíveis com urticária comum; esse padrão aponta para vasculite urticariforme, cuja confirmação diagnóstica exige biópsia de pele, tornando correta a alternativa B.

Tema central: Vasculite urticariforme
Análise das alternativas
A
Errada
Essa conduta corresponde ao manejo inicial de urticária crônica espontânea, mas o caso não tem padrão de urticária comum. O dado decisivo é a duração de cada lesão por mais de 24 horas, associada a queimação, branqueamento incompleto e pigmentação residual, achados que afastam edema dérmico transitório típico da urticária clássica e favorecem vasculite urticariforme. Portanto, tratar apenas com anti-histamínico e observar adia a investigação diagnóstica correta.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o quadro descrito reúne sinais semiológicos clássicos de lesão urticariforme vasculítica: duração individual de cerca de 36 horas, ardor/queimação predominando sobre prurido, desaparecimento incompleto à digitopressão e mancha residual acastanhada. Esse padrão sugere inflamação vascular cutânea, e a confirmação diagnóstica é feita por biópsia de pele, idealmente em lesão recente e representativa.
C
Errada
A alternativa erra porque prioriza supressão empírica com corticosteroide oral antes da definição diagnóstica de um quadro sugestivo de vasculite urticariforme. A necessidade central aqui é confirmar o processo vasculítico por biópsia de pele. Além disso, o enunciado não traz febre, sintomas sistêmicos ou cenário de emergência que imponha corticoide sistêmico imediato como conduta principal.
D
Errada
O erro está em enquadrar o caso como urticária crônica espontânea. Hemograma, VHS e PCR são exames inespecíficos e não resolvem o diagnóstico principal quando a própria morfologia e evolução temporal das lesões apontam para vasculite urticariforme. Neste cenário, o exame decisivo é a biópsia cutânea, porque o problema central não é triagem inflamatória genérica, mas confirmação histopatológica.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre cronicidade do quadro e urticária crônica espontânea: o decisivo não é apenas haver lesões recorrentes há 3 meses, mas sim que cada lesão individual dura mais de 24 horas, arde, não some completamente à digitopressão e deixa resíduo, padrão que aponta para vasculite urticariforme.
Dica para questões semelhantes
  • Em lesões urticariformes, avalie a duração de cada lesão individual, não apenas o tempo total de evolução do quadro.
  • Queimação ou dor, em vez de prurido predominante, devem levantar suspeita de vasculite urticariforme.
  • Branqueamento incompleto à digitopressão e pigmentação residual são achados contra urticária comum.
  • Quando o padrão clínico sugerir vasculite cutânea, o exame confirmatório é a biópsia de pele.

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