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A revolta de 1710 faz parte de um conjunto de eventos – de ruptura da ordem colonial e movimentação contra a autoridade régia – que a historiografia do século XIX designou como Guerra dos Mascates. Seu ponto de partida materializou a reação da elite açucareira pernambucana, representada por Olinda, diante da pressão dos comerciantes do Recife, que eram pejorativamente apelidados de “mascates”, para a criação de uma Câmara Municipal independente.
(Lilia Moritz Schwarz; Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
A revolta citada no trecho foi, na América Portuguesa, a primeira a
Ao mesmo tempo que alarga o território colonial, tal atividade traz mudanças profundas na sociedade luso- -brasílica. A produção avoluma a oferta alimentar nas fazendas e nos engenhos do litoral, facilitando a concentração do trabalho escravo na agricultura de exportação. A atividade dá origem a relações de produção que se apartam do escravismo. A tênue presença do capital mercantil, a natureza do processo produtivo e a ausência de controle direto do proprietário reduziam o impacto do sistema escravista, ainda que a presença de escravos negros possa ter sido importante nas fazendas.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)
O trecho trata
Pretendi esboçar as fronteiras e as etapas históricas que constituíram um espaço transcontinental, luso- -brasileiro e luso-africano que se assemelha a um atol do Pacífico. Na maior parte do tempo, a cadeia de montanhas unindo as ilhas fica submersa, invisível. Só quando um terremoto faz tremer o fundo do mar e se levantam tempestades é que o grande anel do atol surge no horizonte. Há, de fato, dois terremotos que expõem o arco transcontinental da zona econômica formada pelo Brasil e por Angola.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)
Um dos terremotos a que o autor se refere esteve associado à
É no espaço mais amplo do Atlântico Sul que a história da América portuguesa e a gênese do Império do Brasil tomam toda a sua dimensão. A continuidade da história colonial não se confunde com a continuidade do território da Colônia. Na verdade, os condicionantes atlânticos, africanos – distintos dos vínculos europeus –, só desaparecem do horizonte do país após o término do tráfico negreiro e a ruptura da matriz espacial colonial. Tais condicionantes marcam a originalidade da formação histórica brasileira.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)
Na perspectiva do autor, entre os acontecimentos a seguir, o mais marcante na história da sociedade brasileira seria
É flagrante o anacronismo do procedimento que consiste em transpor o espaço nacional contemporâneo aos mapas coloniais para tirar conclusões sobre a Terra de Santa Cruz. Terra que não era toda uma só.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)
De acordo com o autor, tal anacronismo se deve ao fato de que
“A Educação Especial possui amparo legal e integra a educação regular. Desse modo, a visão mais aprimorada dessa integração indica o desenvolvimento dos trabalhos com base da Educação Especial, integrando a educação regular em todos os seus níveis e modalidades, desde a educação infantil à pós-graduação”.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.