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O fato de que o atual professor de filosofia seja um funcionário do Estado pode definir um papel institucional mais ou menos importante na reprodução do estado de coisas, mas não esgota necessariamente a fertilidade do lugar em que se inscreve. As escolas, ou as instituições educativas em geral, são lugares de encontros entre pessoas, saberes, tradições, pensamentos. Portanto, a dimensão eventual de toda prática educativa, e da filosófica em especial, constitui o suplemento permanente de toda repetição, por mais intensa ou fechada que aparente ser. Todo saber está sempre exposto a ser interpelado e nisso a filosofia joga sua condição de possibilidade.
(Alejandro Cerletti.
O ensino de filosofia como problema filosófico, 2009. Adaptado)
Segundo Cerletti, mesmo como funcionário do Estado, o professor de filosofia pode fazer do ensino uma prática de resistência porque a
Leia o trecho do diálogo platônico A República.
– Fica sabendo que o que transmite a verdade aos objetos cognoscíveis e dá ao sujeito que conhece esse poder, é a ideia do bem. Entende que é ela a causa do saber e da verdade, na medida em que esta é conhecida, mas, sendo ambos assim belos, o saber e a verdade, terás razão em pensar que há algo de mais belo ainda do que eles. E, tal como se pode pensar corretamente que neste mundo a luz e a vista são semelhantes ao Sol, mas já não é certo tomá-las pelo Sol, da mesma maneira, no outro, é correto considerar a ciência e a verdade, ambas elas, semelhantes ao bem, mas não está certo tomá-las, a um ou a outra, pelo bem, mas sim formar um conceito ainda mais elevado do que seja o bem.
(Platão. A República, 2010)
Em A República, a chamada “analogia do Sol” sobre a natureza do bem é utilizada por Platão como
Comte definiu a sociologia como a ciência da sociedade, e de fato foi o desenvolvimento da ciência que constituiu uma importante inspiração para os primeiros sociólogos. A sociologia evoluiu de um desejo nascido em alguns intelectuais de aplicar as técnicas da ciência ao estudo da sociedade. (…) Os sociólogos seguiram o conselho dos pensadores iluministas do século 18: podemos entender as leis da sociedade aplicando os instrumentos da ciência.
(Joel M. Charon. Sociologia, 2002)
Segundo o excerto, a tentativa de investigar as “leis da sociedade” com o auxílio da ciência efetivou-se por meio de
A dimensão religiosa das artes deu aos objetos artísticos ou às obras de arte uma qualidade que foi estudada pelo filósofo alemão Walter Benjamin: a aura. Que é a aura? A aura é a absoluta singularidade de um ser – natural ou artístico –, sua condição de exemplar único que se oferece num aqui e agora irrepetível, sua qualidade de eternidade e fugacidade simultâneas, seu pertencimento necessário ao contexto onde se encontra e sua participação numa tradição que lhe dá sentido.
(Marilena Chaui. Convite à filosofia, 2000)
No trecho, Chauí apresenta a noção de “aura” proposta por Walter Benjamin, a qual se caracteriza por sua
Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta.
(Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina, 2002)
No excerto, Galeano afirma que a América Latina “se especializou em perder”. Tal afirmação
(Eva Maria Lakatos e Marina de Andrade Marconi. Sociologia geral, 1999)
No excerto são sugeridas políticas de inclusão digital, as quais consistem em
(René Descartes. Meditações sobre a Filosofia Primeira, 2004. Adaptado)
No trecho da Quarta Meditação, Descartes examina a origem do erro. Segundo seu argumento, o erro decorreria de
(Renato Noguera. O Ensino de Filosofia e a Lei no 10.639, 2011. Adaptado)
Quando associada a um horizonte intercultural, a Filosofia em afroperspectiva enfatiza a
(Cipriano Carlos Luckesi e Elizete Passos. Introdução à filosofia: aprendendo a pensar, 2012)
No trecho, é descrito como se formaria um “conceito explicativo” do real. Segundo os autores, tal conceito resultaria de uma
(David Hume. Tratado da natureza humana, 2009. Adaptado)
No trecho, Hume introduz o célebre “tom de azul ausente”. À luz desse recurso, conclui-se que, para o filósofo, o episódio serve para
Há muita diferença entre a vontade de todos e a vontade geral; esta se refere somente ao interesse comum, enquanto a outra diz respeito ao interesse privado, nada mais sendo que uma soma das vontades particulares. Quando, porém, se retiram dessas mesmas vontades os mais e os menos que se destroem mutuamente, resta, como soma das diferenças, a vontade geral.
(Jean-Jacques Rousseau.
Do contrato social ou Princípios do direito político, 2011)
Segundo Rousseau, a distinção entre “vontade de todos” e “vontade geral” implica que a decisão política legítima
Na medida em que esta visão “bancária” anula o poder criador dos educandos ou o minimiza, estimulando sua ingenuidade e não sua criticidade, satisfaz aos interesses dos opressores: para estes, o fundamental não é o desnudamento do mundo, a sua transformação.
(Paulo Freire. Pedagogia do oprimido, 2011)
Segundo Paulo Freire, destaca-se como uma medida de enfrentamento contra a educação “bancária” a
(Alejandro Cerletti. O ensino de filosofia como problema filosófico, 2009. Adaptado)
Segundo Cerletti, a ideia de que cada professor transmite a “sua biblioteca” indica que a formação filosófica
Leia o trecho do diálogo platônico A República.
– Uma vez que os filósofos são aqueles que são capazes de atingir aquilo que se mantém sempre do mesmo modo, e que aqueles que o não são, mas que se perdem no que é múltiplo e variável, não são filósofos, qual das duas espécies é que de ser chefe da cidade?
(Platão. A República, 2010)
Segundo o critério estabelecido por Platão, os filósofos devem ser modelo de governantes porque
(Renato Noguera. O Ensino de Filosofia e a Lei no 10.639, 2011. Adaptado)
A partir do excerto, uma consequência filosófica do racismo epistêmico é a
Jean Le Boulch (Educação psicomotora: a psicocinética na idade escolar, 1987) faz algumas recomendações didáticas para orientar a ação do professor que atua nos anos iniciais da Educação Básica no sentido de promover a educação pelo movimento.
Assinale a alternativa que expressa corretamente uma dessas recomendações do autor ligada ao interesse ou ao desinteresse da criança pela atividade proposta pelo professor.
Segundo Gallahue e Ozmun (Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos, 2005), os movimentos fundamentais são caracterizados por uma série organizada de movimentos que desempenham tarefas motoras básicas. Exemplos desses movimentos são correr, saltar, arremessar etc. Nos primeiros anos da Educação Básica, visando ao desenvolvimento motor das crianças, é importante que o professor de Educação Física estimule a vivência das atividades nas três classes de movimentos fundamentais mencionadas por Gallahue e Ozmun (2005).
Essas classes compreendem, além dos movimentos locomotores, também os movimentos
O desenvolvimento motor é um processo contínuo que acontece ao longo de toda a vida do ser humano.
Em relação à sequência do desenvolvimento motor humano e à sua velocidade de progressão durante a primeira infância, Tani e colaboradores (Educação Física escolar: fundamentos de uma abordagem desenvolvimentista, 1988) afirmam que a primeira é