Aproximando-me ainda mais de mim mesmo e, investigando quais são os meus erros – somente eles denunciam uma imperfeição em mim, – percebo que dependem do concurso simultâneo de duas causas, a saber, da
faculdade de conhecer que está em mim e da faculdade
de escolher ou liberdade do arbítrio, isto é, do intelecto e, ao mesmo tempo, da vontade. Pois, pelo intelecto
sozinho não afirmo, nem nego coisa alguma, mas apenas
percebo as ideias a respeito das quais posso fazer um
juízo, e nenhum erro, propriamente dito, ocorre no intelecto, considerado assim precisamente.
(René Descartes.
Meditações sobre a Filosofia Primeira, 2004. Adaptado)
No trecho da Quarta Meditação, Descartes examina a
origem do erro. Segundo seu argumento, o erro decorreria de
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