A colonialidade diz respeito às condições de estabelecimento do capitalismo como padrão de funcionamento
mundial, operando através da “imposição de uma classificação racial/étnica da população do mundo”, incluindo
um conjunto de dispositivos que recobre, entre outros:
o trabalho; o meio ambiente e os seus recursos de produção; o sexo; a subjetividade; e a autoridade e os seus
instrumentos de regulação das relações sociais. A colonização implicou a desconstrução da estrutura societal,
reduzindo os saberes dos povos colonizados à categoria de crenças ou pseudossaberes. Essa hegemonia, no
caso da colonização do continente africano, passou a
desqualificar e invisibilizar os saberes tradicionais, proporcionando uma completa desconsideração do pensamento filosófico desses povos. Neste sentido, estamos
diante do racismo epistêmico.
(Renato Noguera.
O Ensino de Filosofia e a Lei no
10.639, 2011. Adaptado)
A partir do excerto, uma consequência filosófica do racismo epistêmico é a
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