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Q3699444 Pedagogia

Na perspectiva da educação inclusiva, supõe-se que todos os alunos tenham uma resposta educativa na escola regular onde seja proporcionado o desenvolvimento de todas as suas capacidades, a fim de minimizar o preconceito e a exclusão, pois o preconceito pode resultar em sentimentos de diminuição da autoestima e em obstáculos nas interações emocionais e sociais para as pessoas com deficiência, tendo um impacto negativo na qualidade de vida que elas experimentam.


Fonte: SANTOS, T. E. de C. dos. O currículo na escola inclusiva: flexibilização curricular. Caderno Pedagógico, 21(8), 2024. Disponível em: https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/cadped/article/view/6500/4149 Acesso em: 08 out. 2024.



Considerando a proposta curricular na perspectiva da inclusão e da diversidade, analise as afirmações a seguir, identificando aquela que representa o princípio fundamental para garantir o direito à aprendizagem de todos os estudantes. 

Alternativas
Q3699443 Pedagogia

A Política da Educação Integral e Integrada em Minas Gerais foi instituída pelo Decreto Estadual n. 47.227/2017. Em seu Art. 1º, é estabelecido que a Educação Integral e Integrada visa a assegurar o acesso e a permanência dos estudantes na Educação Básica, com a melhoria da qualidade do ensino e o respeito à diversidade, garantindo-se as condições necessárias ao desenvolvimento dos diversos saberes e habilidades pelos estudantes e a ampliação da oferta da jornada em tempo integral, em consonância com as metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação.


Considerando seus princípios e diretrizes, analise as afirmações a seguir:



I. A gestão da Escola terá a responsabilidade de criar estratégias operacionais para a implementação da educação integral e integrada, a partir da constituição de Escolas Polo de Educação Múltipla.


II. Essa política prioriza o desenvolvimento acadêmico dos estudantes, desconsiderando aspectos socioemocionais e culturais que impactam a formação integral.


III. A Educação Integral e Integrada deve ser organizada a partir de três eixos estruturantes como o projeto político pedagógico, a infraestrutura e o sistema de gestão.


IV. O projeto político pedagógico contemplará estratégias para a integração com outros órgãos locais do campo da proteção social, com vistas à superação de mecanismos de exclusão social que afetam o desenvolvimento e o aprendizado dos estudantes.



Está CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3699442 Direitos Humanos

O Art. 2º da Resolução CNE/CP n. 1/2012 dispõe sobre a Educação em Direitos Humanos, um dos eixos fundamentais do direito à educação. Esse documento refere-se ao uso de concepções e práticas educativas fundadas nos Direitos Humanos e em seus processos de promoção, proteção, defesa e aplicação na vida cotidiana e cidadã de sujeitos de direitos e de responsabilidades individuais e coletivas. Os Direitos Humanos, internacionalmente reconhecidos como um conjunto de direitos civis, políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais, sejam eles individuais, coletivos, transindividuais ou difusos, referem-se à necessidade de igualdade e de defesa da dignidade humana. Assim, aos sistemas de ensino e suas instituições, cabe a efetivação da Educação em Direitos Humanos, implicando a adoção sistemática dessas diretrizes por todos(as) os(as) envolvidos(as) nos processos educacionais.



Considerando os princípios e objetivos dessa Resolução, assinale a afirmativa que apresenta corretamente um dos enfoques fundamentais que devem ser integrados ao currículo escolar:

Alternativas
Q3699441 Pedagogia

De acordo com as normas de organização e funcionamento do ensino nas Escolas Estaduais de Educação Básica de Minas Gerais, a estrutura curricular deve garantir a implementação de práticas pedagógicas que contemplem os princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as especificidades locais. As escolas da rede estadual, assegurando o seu caráter de qualidade social, deverão respeitar os princípios éticos, estéticos e políticos, tendo como centralidade o estudante e a aprendizagem, considerando a inclusão, o respeito à diversidade e às diferenças, o seu desenvolvimento integral, a sua autonomia intelectual e o pensamento crítico.


Sobre a organização e funcionamento do ensino nas Escolas Estaduais de Educação Básica de Minas Gerais, analise as afirmativas a seguir:



I. As escolas devem se basear unicamente nas diretrizes da Secretaria de Estado de Educação, desconsiderando as especificidades regionais, para garantir uniformidade no ensino, em todo o estado de Minas Gerais.


II. O dia escolar é aquele em que são realizadas atividades de caráter pedagógico e administrativo, com a presença obrigatória do pessoal docente, técnico e administrativo, podendo incluir a representação de pais e alunos.


III. O Projeto Político-Pedagógico (PPP), elaborado por toda comunidade escolar, deve ser amplamente divulgado e as ações implementadas devem ser avaliadas, periódica e coletivamente, para se ajustar o processo pedagógico.


IV. Os cursos presenciais da EJA dos anos finais do Ensino Fundamental e Médio têm duração de dois anos letivos, organizados em quatro períodos semestrais.



Está CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3699440 Pedagogia

O Decreto n. 8.752/2016 dispõe sobre a Política Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica e estabelece diretrizes para garantir a qualidade da formação inicial e continuada de professores. Em seu Art. 1º, Fica instituída a Política Nacional, com a finalidade de fixar seus princípios e objetivos, e de organizar seus programas e ações, em regime de colaboração entre os sistemas de ensino e em consonância com o Plano Nacional de Educação - PNE, aprovado pela Lei n. 13.005, de 24 de junho de 2014, e com os planos decenais dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.



Em relação aos objetivos dessa política, assinale a afirmativa CORRETA.

Alternativas
Q3699439 Pedagogia

A Educação do Campo ganhou legitimação no Estado de Minas Gerais por meio da Resolução SEE n. 2.820/2015, que apresenta as diretrizes para a Educação do Campo no Estado. Essa legislação institucionalizou o entendimento que compõe a Educação do Campo e sobre os sujeitos que a caracterizam. De acordo com o documento, agricultores familiares, ribeirinhos, população assentada em acampamentos de reforma agrária, trabalhadores assalariados rurais quilombolas, integrantes dos movimentos atingidos pelas barragens, entre outras condições que desenvolvam suas sobrevivências materiais e de existência a partir da relação com a terra, são condições características da modalidade. Assim, a Educação do Campo enquanto política destina-se à qualificação e à ampliação da oferta da Educação Básica, tendo como parâmetro o que dispõe o Plano Nacional de Educação, priorizando a diminuição das desigualdades educacionais, principalmente, no que diz respeito às diferenças elencadas no âmbito da geografia e à universalização da Educação Básica. Essa modalidade, assim, deve proporcionar um processo de construção do saber no qual a autonomia do estudante seja colocada em destaque para se aprimorar juntamente com uma perspectiva de relação com a terra de forma sustentável.


Fonte: A Educação do Campo. Disponível em: https://srenovaera.educacao.mg.gov.br/47- divep/287-escola-do-campo. Acesso em: 10 out. 2024. (com adaptações)



Considerando as Diretrizes para a Educação Básica nas escolas do campo em Minas Gerais, qual princípio orienta a formulação das práticas pedagógicas nesse contexto, promovendo uma educação que responda às especificidades socioeconômicas e culturais das comunidades rurais?

Alternativas
Q3699438 Pedagogia

A Educação Escolar Quilombola no Brasil é uma modalidade da Educação Básica, cujos fundamentos podem ser encontrados no Parecer CNE/CP n. 03/2004 e na Resolução CNE/CP n. 01/2004, que instituem a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana nos currículos das escolas públicas e privadas da Educação Básica. Posteriormente, foi assegurada nas Diretrizes Curriculares Gerais para a Educação Básica (Resolução CNE/CEB. n. 04/2010 e pela Resolução CNE/CEB n. 08/2012, bem como pelas demais orientações e resoluções do Conselho Nacional de Educação.



Qual das alternativas abaixo reflete os principais objetivos desta modalidade de ensino, conforme previsto nas diretrizes educacionais brasileiras?

Alternativas
Q3699437 Português

A questão refere-se ao texto a seguir.



O arquivo



    No fim de um ano de trabalho,

    joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos. joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.

    No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.

    Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.

    Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.

    O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.

    Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.

    Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.

    Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.

    Prosseguiu a luta. 

    Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.

    joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.

    Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.

    Respirou descompassado.

    — Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.

    joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.

    — Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.

    O coração parava.

    — Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.

    A  revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.

    — De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente?

    Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho.

    Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.

    Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão.

    Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.

    Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.

    O corpo era um monte de rugas sorridentes.

    Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia:

    — Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.

    O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:

    — Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.

    O chefe não compreendeu:

    — Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?

    A emoção impediu qualquer resposta.

    joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.

    joão transformou-se num arquivo de metal.



(GIUDICE, Victor. O arquivo. In: MORICONI, Ítalo. Os cem contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2009. p. 554-561). 


O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.



Nesse fragmento, há

Alternativas
Q3699431 Português

A questão refere-se ao texto a seguir.



O arquivo



    No fim de um ano de trabalho,

    joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos. joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.

    No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.

    Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.

    Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.

    O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.

    Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.

    Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.

    Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.

    Prosseguiu a luta. 

    Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.

    joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.

    Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.

    Respirou descompassado.

    — Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.

    joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.

    — Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.

    O coração parava.

    — Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.

    A  revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.

    — De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente?

    Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho.

    Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.

    Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão.

    Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.

    Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.

    O corpo era um monte de rugas sorridentes.

    Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia:

    — Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.

    O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:

    — Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.

    O chefe não compreendeu:

    — Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?

    A emoção impediu qualquer resposta.

    joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.

    joão transformou-se num arquivo de metal.



(GIUDICE, Victor. O arquivo. In: MORICONI, Ítalo. Os cem contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2009. p. 554-561). 


O uso de letra minúscula em “joão”



I - representa a coisificação e a insignificância do personagem.


II - intensifica a despersonalização e o anonimato do personagem.


III - corrobora a ausência de destaque da existência do personagem.


IV - acentua a personalidade idiossincrática e dinâmica do personagem.



É CORRETO o que se afirma em

Alternativas
Q3698937 Pedagogia
A abordagem interdisciplinar no trabalho com Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) é caracterizada por:
Alternativas
Q3698936 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
Qual serviço é indicado para crianças com 4 anos ou mais que apresentam dificuldades de aprendizagem na rede municipal de Chapecó?
Alternativas
Q3698935 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
Aponte o objetivo da articulação entre a pré-escola e o Ensino Fundamental, segundo o currículo de Chapecó.
Alternativas
Q3698934 Pedagogia
Qual foi o principal impacto da Lei nº 11.274/2006 no Ensino Fundamental?
Alternativas
Q3698933 Pedagogia
Segundo a Lei nº 12.796/2013, assinale a faixa etária para a qual o Estado deve garantir educação básica obrigatória e gratuita.
Alternativas
Q3698932 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
Segundo o currículo da rede municipal de Chapecó, assinale a abordagem pedagógica que busca romper as barreiras entre as disciplinas escolares ao promover a articulação entre diferentes áreas do conhecimento e conectar os saberes à vida e à realidade social.
Alternativas
Q3698931 Literatura
Analise o texto abaixo. O Naturalismo foi um movimento artístico e literário do século............, derivado do ............................................, que se caracterizou pela aplicação de teorias científicas, como o Darwinismo, Positivismo e o Determinismo, para analisar o ser humano e a sociedade. Os naturalistas viam o indivíduo como um produto............................................, da raça e do momento histórico, o que resultava em obras que retratavam o comportamento humano de forma............................................ e focavam em patologias sociais, explorando os instintos e a miséria humana de maneira objetiva e científica.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Alternativas
Q3698930 Literatura
Assinale a alternativa que aponta corretamente características do Modernismo no Brasil.
Alternativas
Q3698929 Português
Texto 2

Leia o texto abaixo para responder à questão.


Não traiam o Machado.


Rio de Janeiro - Mais uma vez Machado de Assis no vestibular. Dois capítulos de “Dom Casmurro”, na prova de Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se entendi bem as questões propostas e as resoluções que saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira tão enfática que nem admite sombra de controvérsia.

A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento qual Otelo, está fundamentada em “O enigma de Capitu”. Apareceu de fato no ensaio de interpretação de Eugênio Gomes, publicado em 1967. Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá sido levantada como simples quebra-cabeça, um joguinho enigmático para descansar o espírito numa hora de folga e tédio.

Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal contada que desmente o próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano de mão cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do vestibular, o drama do Bentinho se apresenta como “centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua esposa”. Suposta? De onde os senhores professores tiraram este despropósito e o passam aos imberbes e indefesos vestibulandos? “Dom Casmurro” saiu em 1900. Machado morreu em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.

Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do Machado: “Casada, teve por amante o maior amigo do marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque. Dar o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia. Bestialógico mesmo. Um disparate indigno de pisar no vestíbulo da universidade. Refinadíssimo escritor, mestre do subentendido, virtuose da meia palavra, do “understatement”, Machado jamais desabaria numa grosseira cena de alcova, como num flagrante policial de adultério. (…)

Machado merece respeito!


Otto Lara Resende - Folha de S. Paulo, - 08/01/1992 – texto editado
Abaixo você vai encontrar a resposta dada pelo professor de Língua e Literatura Grega da USP Antônio Medina Rodrigues, em carta ao Painel do Leitor, Folha de S. Paulo, em 10/01/1992, ao Texto 2.

Traição de Capitu
Os argumentos de Otto Lara Resende empobrecem Machado de Assis (Folha, 08/01). O adultério de Capitu é de fato possível, outros acham que provável, e Otto acha que é definitivo, e espinafra quem pensa de outra maneira. Se Machado quisesse escolher uma alternativa, ele o teria feito, e sem perda de elegância. Mas o que Machado quis foi explorar ao máximo a tensão entre probabilidade e possibilidade. Daí nasce o paradoxo comportamental do livro, que faz com que o leitor estranhe que Capitu não seja tratada com a mesma incerteza com que seu marido trata o resto do mundo. Certezas podem ser ilusões, como mostra à saciedade a história do saber humano, a história da literatura. É sobre a ética das incertezas que Machado escreveu o romance, não sobre Capitu. A dúvida, sentida muito justamente pelo leitor, ficaria de pé, mesmo que Machado anexasse ao final do romance uma carta da própria Capitu, confessando o adultério, ou mesmo que o adultério fosse provado por testemunhos inequívocos. Isso não iria acabar com nossa dúvida, cujo objeto é – de fato – o caráter de Bentinho.

Assinale a alternativa correta conforme o texto.
Alternativas
Q3698928 Português
Texto 2

Leia o texto abaixo para responder à questão.


Não traiam o Machado.


Rio de Janeiro - Mais uma vez Machado de Assis no vestibular. Dois capítulos de “Dom Casmurro”, na prova de Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se entendi bem as questões propostas e as resoluções que saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira tão enfática que nem admite sombra de controvérsia.

A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento qual Otelo, está fundamentada em “O enigma de Capitu”. Apareceu de fato no ensaio de interpretação de Eugênio Gomes, publicado em 1967. Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá sido levantada como simples quebra-cabeça, um joguinho enigmático para descansar o espírito numa hora de folga e tédio.

Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal contada que desmente o próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano de mão cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do vestibular, o drama do Bentinho se apresenta como “centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua esposa”. Suposta? De onde os senhores professores tiraram este despropósito e o passam aos imberbes e indefesos vestibulandos? “Dom Casmurro” saiu em 1900. Machado morreu em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.

Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do Machado: “Casada, teve por amante o maior amigo do marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque. Dar o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia. Bestialógico mesmo. Um disparate indigno de pisar no vestíbulo da universidade. Refinadíssimo escritor, mestre do subentendido, virtuose da meia palavra, do “understatement”, Machado jamais desabaria numa grosseira cena de alcova, como num flagrante policial de adultério. (…)

Machado merece respeito!


Otto Lara Resende - Folha de S. Paulo, - 08/01/1992 – texto editado
Do trecho retirado do Texto 2, são propostas substituições no emprego da conjunção.

Se Machado quisesse escolher uma alternativa, ele o teria feito, e sem perda de elegância.

Assinale a alternativa que mantem o significado original da construção.
Alternativas
Q3698927 Português
Texto 2

Leia o texto abaixo para responder à questão.


Não traiam o Machado.


Rio de Janeiro - Mais uma vez Machado de Assis no vestibular. Dois capítulos de “Dom Casmurro”, na prova de Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se entendi bem as questões propostas e as resoluções que saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira tão enfática que nem admite sombra de controvérsia.

A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento qual Otelo, está fundamentada em “O enigma de Capitu”. Apareceu de fato no ensaio de interpretação de Eugênio Gomes, publicado em 1967. Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá sido levantada como simples quebra-cabeça, um joguinho enigmático para descansar o espírito numa hora de folga e tédio.

Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal contada que desmente o próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano de mão cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do vestibular, o drama do Bentinho se apresenta como “centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua esposa”. Suposta? De onde os senhores professores tiraram este despropósito e o passam aos imberbes e indefesos vestibulandos? “Dom Casmurro” saiu em 1900. Machado morreu em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.

Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do Machado: “Casada, teve por amante o maior amigo do marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque. Dar o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia. Bestialógico mesmo. Um disparate indigno de pisar no vestíbulo da universidade. Refinadíssimo escritor, mestre do subentendido, virtuose da meia palavra, do “understatement”, Machado jamais desabaria numa grosseira cena de alcova, como num flagrante policial de adultério. (…)

Machado merece respeito!


Otto Lara Resende - Folha de S. Paulo, - 08/01/1992 – texto editado
Assinale a alternativa que pode substituir corretamente, sem alteração semântica, o verbo empobrecer no primeiro período do Texto 2.
Alternativas
Respostas
2961: B
2962: D
2963: C
2964: C
2965: B
2966: A
2967: B
2968: B
2969: B
2970: A
2971: D
2972: E
2973: C
2974: B
2975: C
2976: B
2977: E
2978: D
2979: A
2980: C