Questões de Concurso
Sobre a construção do conhecimento: papel do educador, do educando e da sociedade em pedagogia
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A questão da formação docente é uma reflexão muito importante para a prática educativo-progressista em favor da autonomia dos estudantes. Segundo Paulo Freire (2011), no livro Pedagogia da Autonomia, ensinar exige alguns saberes necessários:
I- Ensinar exige pesquisa. Não existe ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando.
II- Ensinar exige criticidade. Existe diferença entre ingenuidade e a criticidade, entre o saber de pura experiência feito e que resulta dos procedimentos rigorosos, uma falta de ruptura sem superação.
III- Ensinar exige estética e ética. É necessária uma rigorosa formação ética ao lado sempre da estética. A prática educativa deve ser um testemunho rigoroso de decência e de pureza.
IV- Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática. A prática docente crítica envolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e o pensar sobre o fazer.
De acordo com as assertivas, assinale a alternativa verdadeira.
Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/338/emilia-ferreiro-estudiosa-que -revolucionou-alfabetizacao
O trecho acima transcreve o pensamento desenvolvido no trabalho de Emília Ferreiro, que assume o erro como sendo um ponto de partida para a aprendizagem. A teoria elaborada com base nesse pensamento, é chamada de:
(Alarcão, 2001b: 13.)
O pedagogo é o intelectual orgânico do grupo, qual seja, aquele que está atento à realidade, que é competente para localizar os temas geradores (questões; contradições; necessidades; e, desejos) do grupo, organizá-los e devolvê-los como um desafio para o coletivo, ajudando na tomada de consciência e na busca conjunta de formas de enfrentamento. Portanto, sobre as práticas do pedagogo como exercício na construção do Quadro de Saberes Necessários (QSN), assinale a afirmativa correta.
“Eu me comprometo, por que eu acho isso válido, a dar o meu assessoramento a vocês. Agora, o que é preciso é “fazer”. Assim, a gente vai tendo a sensação agradável de estar descobrindo as coisas com o povo. Então, hoje, eu tenho a impressão de que não caberia uma palestra sobre um Método de realizar a educação popular, não é para isso que eu vim aqui. Eu tenho a impressão de que eu poderia colocar a nós - e não a vocês, porque eu coloco a mim também - alguns ele mentos, chamemos, até, de princípios, que são válidos, não apenas para quem está metido com alfabetização, mas para quem estiver participando de qualquer tipo de pastoral [ ou enfrentando as relações entre movimento e mudança]. Não importa se está fazendo alfabetização de adultos ou se está trabalhando na pastoral operária, na área da saúde ou qual quer outra que seja. Os princípios são válidos também, por exemplo, para quem é médico e trabalha com o povão. Paulo Freire então explanou sobre cinco princípios - que considerava fundamentais - aos educadores e às educadoras: saber ouvir; desmontar a visão mágica; aprender/estar com o outro; assumir a ingenuidade dos educandos (as) e viver pacientemente impaciente.
Caderno de educação popular e saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Apoio à Gestão Participativa. - Brasília: Ministério da Saúde, 2007
Ao usar o termo “viver pacientemente impaciente”, o Professor Paulo Freire defende que na educação popular
I. As brincadeiras devem ser utilizadas apenas como momentos de recreação, sem intencionalidade pedagógica.
II. O brincar coletivo limita o desenvolvimento da autonomia, por depender da interação com outras crianças.
III. As atividades individuais são mais eficazes que as coletivas, pois evitam conflitos entre as crianças.
Pode-se afirmar que: