Questões de Concurso
Sobre nutrição e dietética nos ciclos de vida em nutrição
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I. As diretrizes nacionais e internacionais sugerem a ingestão máxima diária de sódio entre 2.000 e 2.400mg/dia. O uso de substitutos de sal contendo cloreto de potássio não deve ser recomendado.
II. A ingestão de grãos integrais, aves, peixes e nozes é estimulada na dieta DASH, além da ingestão de, aproximadamente, 8 a 10 porções por dia de frutas e hortaliças.
III. A recomendação de ingestão de fibra alimentar total para adultos é de 20-30g/dia, sendo 5 a 10g como fibras solúveis. Recomenda-se a suplementação de cálcio, potássio e magnésio como intervenções para o controle de níveis pressóricos.
I. O leite da mulher que teve parto prematuro apresenta maior teor de imunoglobulinas e fatores de proteção, vitaminas e minerais, ácidos graxos e aminoácidos essenciais, como taurina, glicina, leucina e cistina, quando comparado à mulher que teve o parto a termo.
II. É comum o recém-nascido com síndrome de Down apresentar inicialmente sucção débil, sonolência, incoordenação motora oral, engasgos, regurgitações durante as mamadas, cansar rápido e ainda pode apresentar apneia.
III. A hipotonia é típica no recém-nascido prematuro e gera atraso no desenvolvimento motor. Neste caso, para facilitar a amamentação, deve-se orientar as posições “cavaleiro” e “invertida”.
( ) Considerando o recente posicionamento da Organização Mundial de Saúde, o leite de vaca poderia ser utilizado em lactentes hospitalizados de 6 a 12 meses de idade.
( ) A utilização de fórmulas infantis é recomendada para lactentes hospitalizados de 6 a 12 meses de idade, independentemente da via de alimentação.
( ) A oferta de dieta artesanal (alimentos liquidificados) não apresenta riscos a lactentes hospitalizados de 6 a 12 meses de idade, em uso de via alternativa para alimentação.
(1) Responsivo.
(2) Controlador.
(3) Permissivo ou indulgente.
(4) Não envolvido ou passivo.
( ) Tenta controlar a alimentação da criança. Restringe alimentos da criança. Pressiona a criança para comer. Suborna a criança com recompensas. Ignora os sinais de fome da criança.
( ) Orienta a alimentação da criança. Estabelece limites. Come como modelo e conversa sobre comida de forma positiva. Responde aos sinais de fome da criança.
( ) Não estabelece limites. Alimenta a criança com o quê, onde e quando ela quer. Prepara comidas especiais para a criança. Ignora os sinais de fome da criança.
( ) Desiste das responsabilidades alimentares. Não estabelece limites. Ignora os sinais de fome ou as necessidades físicas e psicológicas da criança.
O processo de envelhecimento leva a diversas alterações anatômicas e funcionais que interferem na saúde do idoso, inclusive no intestino. Com base na Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Envelhecimento (2019), a recomendação diária de fibra dietética, para indivíduos idosos, com o objetivo de manter um adequado funcionamento intestinal deve ser de:
( ) Durante os primeiros três dias de terapia com nutrição enteral e nutrição parenteral em idosos desnutridos, atenção especial deve ser dada aos níveis sanguíneos de fosfato, magnésio, potássio e tiamina, que devem ser suplementados mesmo em caso de deficiência leve.
( ) Deverá ser oferecida nutrição enteral aos idosos com prognóstico razoável se a ingestão oral for considerada impossível por mais de cinco dias ou abaixo de 60% das necessidades energéticas por mais de uma semana, apesar das intervenções para garantir a ingestão oral adequada, a fim de atender necessidades nutricionais e manter ou melhorar o estado nutricional.
( ) Intervenções nutricionais não devem ser oferecidas a pacientes idosos com risco de úlceras por pressão, a fim de prevenir o desenvolvimento de úlceras por pressão.
( ) Intervenções nutricionais devem ser oferecidas a pacientes idosos desnutridos com úlceras por pressão para melhorar a cicatrização.
I. A dietoterapia do indivíduo idoso com diabetes envolve a seguinte recomendação: carboidratos devem permanecer entre 55% das necessidades energéticas totais, 30% de lipídeos, 15% de proteínas (1,0 a 1,2g por kg/peso) e 14 g de fibras dietéticas/1000 Kcal ao dia.
II. A recomendação de ingestão proteica no paciente idoso oncológico deve ser baseada na condição clínica, estado nutricional e estadiamento da doença. Considerar sempre uma oferta proteica acima de 1,0 g/Kg/dia. Pacientes com algum grau de desnutrição, deve-se aumentar a oferta proteica para 1,2 a 1,5 g por Kg/dia.
III. Para a pessoa idosa com sarcopenia, a melhor fonte proteica para manter a massa muscular no idoso é aquela com maior digestibilidade e absorção e com maior disponibilidade de aminoácidos pós-prandial. A proteína do soro do leite preenche esses critérios e ainda, por ser rico em leucina, se torna um potente ativador da sinalização anabólica no músculo esquelético. Contudo, as proteínas ofertadas na forma líquida são menos eficientes que proteínas na forma sólida.
IV. As recomendações de ingestão energética e proteica para idosos obesos devem ser individualizadas, considerando o nível de atividade física, comorbidades associadas e tolerância. Recomenda-se utilizar 30 Kcal por kg/dia e aplicar redução calórica moderada de 1000 Kcal/dia, assegurando uma ingestão proteica de 1,2 a 2,0 g por kg de peso corporal ao dia.
I. Uma dieta hipoproteica deve ser recomendada quando se utiliza o fármaco levodopa, pois fármaco e aminoácidos competem pelo mesmo mecanismo de transporte ativo no trato gastrointestinal e na barreira hematoencefálica, de modo que refeições hiperproteicas associadas à ingestão do medicamento favorecem esta interação, ocasionando prejuízos de flutuações motoras ao paciente.
II. A recomendação de jejum de 30 minutos a 1 hora antes da administração da levodopa pode fazer com que haja baixa ingestão alimentar, uma vez que o fármaco é administrado em múltiplas doses ao longo do dia, aumentando o risco de desnutrição e perda de peso.
III. Com o uso da levodopa, recomenda-se o monitoramento dos níveis de homocisteína plasmática e das vitaminas B6, B9 e B12, sendo que folato e B12 podem necessitar de suplementação.
IV. A levodopa pode influenciar a ingestão alimentar causando efeitos adversos como náusea, vômito, dor e desconforto gastrointestinal, diarreia e sensação de sabor amargo. A indução de discinesias também é apontada como um efeito adverso da levodopa e pode aumentar o gasto energético e ainda prejudicar a mastigação, impactando a ingestão alimentar.
I. Na fase inicial da Doença de Alzheimer, o déficit de memória e a desorientação temporal e espacial, bem como os distúrbios da funcionalidade, podem interferir na habilidade de escolher alimentos, preparar e realizar as refeições.
II. Os pacientes cursam com hiporexia, dificuldade de mastigação, intolerância a certas consistências, disfagia e recusa alimentar, pois o paciente deixa de reconhecer o alimento.
III. Além dos fatores de risco não modificáveis, fatores ambientais, como estilo de vida, sedentarismo, maus hábitos alimentares e certas patologias, dentre elas a hipercolesterolemia, diabetes, hipertensão e obesidade, podem influenciar no risco para a doença.
IV. O estresse oxidativo e inflamação estão presentes na fisiopatologia da Doença de Alzheimer, causando alterações estruturais que comprometem o tecido cerebral. Além disso, a deficiência de micronutrientes, uma condição comumente encontrada nos idosos com estado nutricional comprometido, acelera o envelhecimento e a deterioração dos neurônios.
I. Em decorrência de uma prevalência crescente de doenças gastrintestinais, que são acompanhadas pela reduzida biodisponibilidade de nutrientes, os idosos podem apresentar maiores riscos de deficiências de vitamina B12, cálcio e ferro, e nesse caso deverão ter sua suplementação necessária.
II. Uma característica comum nas pessoas idosas é o aumento da capacidade de absorção de vitaminas lipossolúveis, contribuindo para uma melhor saúde óssea.
III. Maiores chances de quedas e fraturas podem estar associadas a deficiências na ingestão e absorção de vitamina D e cálcio. No entanto, não há indicação de suplementação desses micronutrientes para pessoas idosas, uma vez que as recomendações das DRI’s são suficientes para manutenção de valores séricos normais.
IV. A suplementação de vitamina D, associada ou não a reposição de cálcio, está indicada para idosos com idade ≥ 65 anos. Em geral, nessa faixa etária, os idosos apresentam risco aumentado de deficiência de vitamina D (25OH vitamina D < 20 ng/mL), com maior chance de quedas e fraturas.
V. A suplementação de micronutrientes deve ser baseada nas DRI’s, o que requer avaliação do consumo atual e da biodisponibilidade de nutrientes, não devendo ultrapassar a UL (Tolerable Upper Intake Level), que é definida como o mais alto valor de ingestão diária realizada de forma prolongada o que, aparentemente, não oferece risco à saúde.
( ) Deve ser estimulado o uso de temperos naturais para dar mais sabor às preparações e reduzir o uso excessivo de sal evitando assim complicações na gestação e prevenido o risco de descompensação na pressão arterial.
( ) Em caso de náuseas pode ser incentivado o consumo de água pura ou temperada, com rodelas de limão, folhas de hortelã, casca de abacaxi.
( ) Uma ingestão segura de cafeína, não deve ultrapassar 100mg, o que equivale a uma xícara de café ou chá com cafeína por dia e consumido sem a adição de açúcar.
( ) Bebidas adoçadas não são recomendadas para gestantes, por serem adicionadas de muito açúcar, aromatizantes, corantes e outros aditivos, piorando os sintomas comuns na gestação, como náuseas e vômitos.
A sequência correta de cima para baixo é: