À medida em que ocorrem alterações fisiológicas no envelheci...
I. Em decorrência de uma prevalência crescente de doenças gastrintestinais, que são acompanhadas pela reduzida biodisponibilidade de nutrientes, os idosos podem apresentar maiores riscos de deficiências de vitamina B12, cálcio e ferro, e nesse caso deverão ter sua suplementação necessária.
II. Uma característica comum nas pessoas idosas é o aumento da capacidade de absorção de vitaminas lipossolúveis, contribuindo para uma melhor saúde óssea.
III. Maiores chances de quedas e fraturas podem estar associadas a deficiências na ingestão e absorção de vitamina D e cálcio. No entanto, não há indicação de suplementação desses micronutrientes para pessoas idosas, uma vez que as recomendações das DRI’s são suficientes para manutenção de valores séricos normais.
IV. A suplementação de vitamina D, associada ou não a reposição de cálcio, está indicada para idosos com idade ≥ 65 anos. Em geral, nessa faixa etária, os idosos apresentam risco aumentado de deficiência de vitamina D (25OH vitamina D < 20 ng/mL), com maior chance de quedas e fraturas.
V. A suplementação de micronutrientes deve ser baseada nas DRI’s, o que requer avaliação do consumo atual e da biodisponibilidade de nutrientes, não devendo ultrapassar a UL (Tolerable Upper Intake Level), que é definida como o mais alto valor de ingestão diária realizada de forma prolongada o que, aparentemente, não oferece risco à saúde.
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: O ponto decisivo era identificar quais assertivas se compatibilizam com a base técnica sobre envelhecimento: II e III destoam da fisiologia nutricional e da conduta em idosos, enquanto I, IV e V permanecem compatíveis com a referência dada.
- Em itens sobre idosos, diferencie risco aumentado de deficiência de suplementação obrigatória para todos; a indicação depende de avaliação clínica e nutricional.
- Quando aparecer UL nas DRI, leia como limite de segurança de uso crônico, não como meta de ingestão.
- Se a assertiva negar de forma absoluta a possibilidade de suplementação de vitamina D/cálcio em idosos, a tendência é estar errada diante do risco reconhecido de deficiência nesse grupo.
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