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Q3990913 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mãe e filha descobrem maior colônia de corais do mundo na costa australiana



Uma equipe de cientistas cidadãs, formada por mãe e filha, identificou a maior colônia de corais conhecida no mundo, localizada na Grande Barreira de Corais, na costa da Austrália.


Tem cerca de 111 metros (364 pés) de comprimento − aproximadamente o mesmo que um campo de futebol − e cobre cerca de 3.973 metros quadrados (42.765 pés quadrados), de acordo com um comunicado da organização de conservação Citizens of the Reef divulgado na terça-feira (24).


Isso significa que está "entre as estruturas de coral mais significativas já registradas na Grande Barreira de Corais" e é "a maior colônia de coral documentada e mapeada do mundo", segundo a organização.


O coral foi encontrado no final do ano passado por Sophie Kalkowski-Pope, coordenadora de operações marinhas da organização Citizens of the Reef, e sua mãe, Jan Pope, mergulhadora experiente e fotógrafa subaquática.


Pope havia mergulhado no local uma semana antes e sabia que tinha visto algo especial. Então, a dupla retornou com equipamentos de medição.


"Quando entramos na água, imediatamente reconheci a importância do que estávamos vendo", disse Kalkowski-Pope. Juntos, eles filmaram um vídeo nadando pela extensão do coral em forma de J. "Levei três minutos de vídeo só para nadar de um lado para o outro", disse Kalkowski-Pope.


O tamanho do coral Pavona clavus foi verificado por meio de medições manuais subaquáticas e imagens de alta resolução obtidas a partir de plataformas na superfície da água.


Esses dados foram então usados para produzir um modelo 3D do coral, de acordo com a organização Citizens of the Reef.


Esse tipo de modelagem espacial é útil para monitorar o local e suas mudanças, pois "significa que podemos retornar nos próximos meses e anos e fazer comparações diretas, um a um, para entender como o coral muda ao longo do tempo", disse Serena Mou, engenheira de pesquisa do Centro de Robótica da Universidade de Tecnologia de Queensland.


Constatou-se que o local apresenta fortes correntes de maré e baixa exposição a ondas ciclônicas tropicais em comparação com muitas outras partes da Grande Barreira de Corais, e os cientistas estão agora examinando se essas condições podem desempenhar um papel na existência de uma estrutura de coral tão grande.


A Grande Barreira de Corais da Austrália é a maior estrutura viva do planeta e lar de uma vasta gama de espécies. Mas, nos últimos anos, ela foi atingida por uma série de eventos devastadores de branqueamento em massa , transformando as cores vibrantes de partes do recife em um branco brilhante.


Em todo o mundo, os corais estão sofrendo um destino semelhante, com mais de 80% dos recifes oceânicos afetados por um evento global de branqueamento em curso, que começou em 2023 devido às temperaturas marinhas recordes. O branqueamento pode ser fatal, pois os corais ficam sem as algas que vivem em seu interior e servem de alimento.


O projeto Citizens of the Reef faz parte dos esforços de conservação que visam proteger a Grande Barreira de Corais, e a dupla de mãe e filha estava realizando um levantamento da área a partir do barco da família como parte do Great Reef Census, um esforço conjunto para coletar imagens da Grande Barreira de Corais que envolve mais de 100 embarcações.


"O Grande Censo dos Recifes nos ajuda a localizar as fontes mais importantes de recuperação dos recifes, auxiliando cientistas e gestores a direcionar melhor sua proteção", disse Pete Mumby, do Laboratório de Ecologia Espacial Marinha da Universidade de Queensland, em comunicado. A iniciativa faz parte dos esforços para mobilizar o "poder popular" a fim de impulsionar os esforços de conservação, afirmou Andy Ridley, CEO da Citizens of the Reef, em comunicado.


"O Censo dos Grandes Recifes foi desenvolvido para complementar os programas de monitoramento existentes, coletando dados em larga escala", disse ele.


"Isso só é possível graças a pessoas que já estão na água, como Sophie e Jan, e a milhares de cientistas cidadãos em todo o mundo."



https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/mae-e-filha-descobrem-maior-colonia-de-corais-do-mundo-na-costa-australiana/

Embora destaque uma descoberta positiva, o texto também contextualiza a situação global dos recifes de coral. A referência ao branqueamento em massa cumpre a função de: 
Alternativas
Q3990885 Português
TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO

A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo

Natalia Pasternak


Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos?


Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.


O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.


E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.


Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.


A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.


Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade.


Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da ciencia/post/2025/07/essencialismo-genetico.ghtml. Acesso em 12/02/2026. Fragmento
Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia” (4º parágrafo). O verbo em destaque classifica-se como: 
Alternativas
Q3990883 Português
TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO

A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo

Natalia Pasternak


Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos?


Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.


O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.


E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.


Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.


A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.


Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade.


Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da ciencia/post/2025/07/essencialismo-genetico.ghtml. Acesso em 12/02/2026. Fragmento
“Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético” (2º parágrafo). O termo em destaque é sintaticamente classificado como:
Alternativas
Q3990880 Português
TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO

A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo

Natalia Pasternak


Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos?


Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.


O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.


E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.


Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.


A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.


Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade.


Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da ciencia/post/2025/07/essencialismo-genetico.ghtml. Acesso em 12/02/2026. Fragmento

A autora do texto sustenta sua posição, predominantemente, por meio de:

 

Alternativas
Q3990877 Português
TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO

A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo

Natalia Pasternak


Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos?


Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.


O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.


E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.


Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.


A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.


Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade.


Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da ciencia/post/2025/07/essencialismo-genetico.ghtml. Acesso em 12/02/2026. Fragmento

Sobre a posição defendida pela autora, é correto afirmar que:

 

Alternativas
Q3990696 Português
TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO


A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo

Natalia Pasternak


        Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos?


     Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.


       O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.


        E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.


         Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.


         A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.


      Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade.


Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da-
ciencia/post/2025/07/essencialismo genetico.ghtml.
Acesso em 12/02/2026. Fragmento
“Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros” (2º parágrafo).
Nesse trecho, o conectivo em destaque estabelece, entre as ideias, relação de: 
Alternativas
Q3990690 Linguística
São quatro as dimensões da linguagem: sistema, arte, conhecimento e comportamento. Uma afirmativa verdadeira sobre como essas dimensões se relacionam na análise e no uso da linguagem em práticas de sinalização, tradução e produção textual é: 
Alternativas
Q3990689 Libras
É sabido que a Libras utiliza o espaço de sinalização de forma gramatical para estabelecer referentes e relações entre elementos da frase. Desse modo, é verdadeira a seguinte afirmativa acerca de suas propriedades morfossintáticas: 
Alternativas
Q3990688 Libras
Considerando a Libras como língua natural de modalidade visuoespacial, é uma afirmativa correta sobre seus aspectos fonético-fonológicos: 
Alternativas
Q3990686 Libras
Considerando as especificidades visuoespaciais da Libras e as exigências da educação bilíngue de surdos, a alternativa que apresenta uma afirmativa correta sobre critérios para avaliação de materiais didáticos e princípios para sua produção pedagógica é: 
Alternativas
Q3990684 Libras
Das alternativas abaixo, aquela que apresenta uma afirmativa correta sobre a atuação articulada do intérprete educacional com o professor regente e as condições para o desempenho eficaz desse profissional é a seguinte: 
Alternativas
Q3990681 Libras
Considerando a educação bilíngue de surdos e a necessidade de garantir acesso, participação e aprendizagem em Libras e em Língua Portuguesa, uma informação correta acerca do papel do intérprete educacional no contexto escolar está apresentada na seguinte alternativa: 
Alternativas
Q3990680 Libras
No que diz respeito à educação bilíngue de surdos, é uma afirmativa correta sobre o ensino de Português como L2 e a atuação articulada dos profissionais envolvidos (professor bilíngue e intérprete educacional) no processo pedagógico:
Alternativas
Q3990678 Libras
Considerando abordagens de ensino de L2 e as especificidades da Libras como língua de modalidade visuoespacial, a alternativa correta no que se refere a estratégias didáticas que favorecem a aprendizagem e o desenvolvimento de competência comunicativa em Libras é: 
Alternativas
Q3990677 Libras
Na literatura sobre aquisição da linguagem, os “sinais caseiros” referem-se a sistemas gestuais criados por crianças surdas para se comunicarem quando não têm acesso a uma língua convencional. É uma informação verdadeira sobre esses sistemas desenvolvidos na ausência de input linguístico convencional: 
Alternativas
Q3990676 Libras

Das alternativas abaixo, aquela que sintetiza corretamente resultados recorrentes na literatura sobre aquisição da Libras por pessoas surdas com exposição precoce versus tardia, considerando vocabulário, morfologia e o estatuto linguístico dessa aprendizagem, é a seguinte: 


Alternativas
Q3990675 Libras
Considerando contribuições de autores como Nelson Pimenta, Lodenir Becker Karnopp, Cláudio Mourão e Sueli Ramalho Segala, o conceito de literatura surda e sua relevância para a comunidade surda estão corretamente apresentados na seguinte alternativa: 
Alternativas
Q3990673 Libras
São consequências historicamente associadas à hegemonia do oralismo após o Congresso de Milão (1880), especialmente em razão da restrição ao uso de línguas de sinais em contextos escolares: 
Alternativas
Q3990636 Redação Oficial
Uma unidade administrativa recebe documentos externos diariamente (ofícios, requerimentos e notificações). Alguns foram perdidos por falta de registro e encaminhamento, gerando atraso e retrabalho.

Considere as assertivas:

I- Registro de entrada/saída (protocolo) cria rastreabilidade e responsabilização sobre o trâmite do documento.
II- Encaminhamento formal com identificação do destinatário e prazos favorece controle e cumprimento de demandas.
III- O controle de documentos é dispensável se o setor confiar no envio por e-mail.
IV- Recebimento e envio bem controlados reduzem riscos de extravio e melhoram a eficiência administrativa.

Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3990621 Português
O texto que segue servirá de base para a questão.

Texto 1:

Humanidade

Depôis de conhecer a humanidade
suas perversidades
suas ambições
Eu fui envelhecendo
E perdendo
as ilusões
o que predomina é a
maldade
porque a bondade:
Ninguem pratica
Humanidade ambiciosa
E gananciosa
Que quer ficar rica!
Quando eu morrer…
Não quero renascer
é horrivel, suportar a humanidade
Que tem aparência nobre
Que encobre
As pesimas qualidades

Notei que o ente humano
É perverso, é tirano
Egoista interesseiros
Mas trata com cortêzia
Mas tudo é ipocresia
São rudes, e trapaçêiros

Jesus, Carolina Maria. Meu estranho diário. São Paulo: Xamã, 1996. (grafia original)
Analise os sentidos das palavras no poema considerando as afirmações a seguir.


I- “Humanidade” é usada com sentido coletivo, referindo-se ao conjunto dos seres humanos.
II- “Hipocrisia” indica falsidade, dissimulação.
III- “Cortêzia” (grafia original) significa polidez, urbanidade.
IV- “Gananciosa” é empregada como sinônimo de generosa.

É correto apenas o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
19461: A
19462: B
19463: C
19464: A
19465: C
19466: B
19467: B
19468: C
19469: A
19470: A
19471: D
19472: A
19473: D
19474: D
19475: B
19476: A
19477: B
19478: C
19479: C
19480: D