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Q3839486 Português
Reunião de pais às sete da noite


   A convocação veio no bilhete dobrado, amassado no fundo da mochila, encontrado pela mãe às dez da noite, junto com um pacote de biscoito aberto e um casaco esquecido desde o inverno passado. “Reunião de pais às 19h. Comparecimento importante.” Importante, segundo a escola, é toda reunião. Segundo os pais, importante é conseguir chegar.

   Naquele dia, o pai saiu mais cedo do trabalho, o que significou sair correndo, olhando o relógio a cada três minutos e fingindo que o trânsito não existia. A mãe, que trabalhava perto, decidiu ir direto, sem passar em casa. O filho, por sua vez, avisou com a naturalidade de quem comunica a previsão do tempo: “Hoje tem reunião. A professora falou que é bom vocês irem.” Como se “bom” e “possível” fossem sempre sinônimos.

   Às sete em ponto, a escola era um mundo paralelo. Carros disputavam vaga na rua estreita, pais se equilibravam entre o salto e o chão esburacado, mães chegavam de uniforme de trabalho, alguns com crachá ainda pendurado no pescoço. Havia quem viesse de moto, de bicicleta, de ônibus lotado. E havia, claro, aqueles que não vieram, apesar dos lembretes, bilhetes e mensagens no grupo do WhatsApp da turma.

   Na sala de aula, as carteiras estavam dispostas de um jeito estranho para os adultos: pequenas demais, perto demais, coloridas demais. Algumas mães escolheram, sem perceber, a carteira onde os filhos costumam sentar. Outras preferiram o fundo, como se a velha timidez de aluno tivesse voltado, disfarçada de cansaço. O pai que conseguiu chegar, atrasado em dez minutos, entrou pedindo desculpas com o olhar. A professora respondeu com um sorriso compreensivo, típico de quem já viu essa cena muitas vezes.

   Ela começou falando das rotinas: tarefas, leitura, combinados de sala. Falou também de coisas menos visíveis, como a dificuldade de alguns alunos em se concentrar, o tanto que a turma conversa, a disputa silenciosa por atenção. Lembrou que o caderno não é apenas um objeto perdido na mochila, mas um jeito de acompanhar o que acontece ali. Enquanto explicava, olhava para aqueles adultos cansados e pensava que, de certa forma, estava dando uma aula também para eles.

   Os pais fizeram perguntas práticas: horário da prova, data do passeio, se o uniforme novo é obrigatório, se pode mandar lanche diferente. Entre uma dúvida e outra, surgiram confissões: “Ele anda muito ansioso”, “Ela diz que não consegue aprender matemática”, “Em casa está difícil fazer tarefa, porque chego tarde”. De repente, a reunião não era só sobre boletins, mas sobre vidas apertadas em agendas cheias.

   Quando a reunião terminou, pouco depois das oito, cada um saiu com uma mistura de alívio e preocupação. A professora, com pilhas de cadernos para corrigir. Os pais, com a sensação de que precisariam de mais tempo, mais paciência, mais presença. A escola fechou o portão, mas a reunião continuou na cabeça de muita gente.

   Reunião de pais às sete da noite é isso: um encontro rápido no meio de uma correria longa. Um intervalo em que escola e família se lembram, por alguns minutos, de que educar uma criança não é tarefa de um lado só, nem de um horário só.


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Ao afirmar que, ao avisar sobre a reunião, o filho fala “como se ‘bom’ e ‘possível’ fossem sempre sinônimos”, o narrador
Alternativas
Q3839485 Português
Reunião de pais às sete da noite


   A convocação veio no bilhete dobrado, amassado no fundo da mochila, encontrado pela mãe às dez da noite, junto com um pacote de biscoito aberto e um casaco esquecido desde o inverno passado. “Reunião de pais às 19h. Comparecimento importante.” Importante, segundo a escola, é toda reunião. Segundo os pais, importante é conseguir chegar.

   Naquele dia, o pai saiu mais cedo do trabalho, o que significou sair correndo, olhando o relógio a cada três minutos e fingindo que o trânsito não existia. A mãe, que trabalhava perto, decidiu ir direto, sem passar em casa. O filho, por sua vez, avisou com a naturalidade de quem comunica a previsão do tempo: “Hoje tem reunião. A professora falou que é bom vocês irem.” Como se “bom” e “possível” fossem sempre sinônimos.

   Às sete em ponto, a escola era um mundo paralelo. Carros disputavam vaga na rua estreita, pais se equilibravam entre o salto e o chão esburacado, mães chegavam de uniforme de trabalho, alguns com crachá ainda pendurado no pescoço. Havia quem viesse de moto, de bicicleta, de ônibus lotado. E havia, claro, aqueles que não vieram, apesar dos lembretes, bilhetes e mensagens no grupo do WhatsApp da turma.

   Na sala de aula, as carteiras estavam dispostas de um jeito estranho para os adultos: pequenas demais, perto demais, coloridas demais. Algumas mães escolheram, sem perceber, a carteira onde os filhos costumam sentar. Outras preferiram o fundo, como se a velha timidez de aluno tivesse voltado, disfarçada de cansaço. O pai que conseguiu chegar, atrasado em dez minutos, entrou pedindo desculpas com o olhar. A professora respondeu com um sorriso compreensivo, típico de quem já viu essa cena muitas vezes.

   Ela começou falando das rotinas: tarefas, leitura, combinados de sala. Falou também de coisas menos visíveis, como a dificuldade de alguns alunos em se concentrar, o tanto que a turma conversa, a disputa silenciosa por atenção. Lembrou que o caderno não é apenas um objeto perdido na mochila, mas um jeito de acompanhar o que acontece ali. Enquanto explicava, olhava para aqueles adultos cansados e pensava que, de certa forma, estava dando uma aula também para eles.

   Os pais fizeram perguntas práticas: horário da prova, data do passeio, se o uniforme novo é obrigatório, se pode mandar lanche diferente. Entre uma dúvida e outra, surgiram confissões: “Ele anda muito ansioso”, “Ela diz que não consegue aprender matemática”, “Em casa está difícil fazer tarefa, porque chego tarde”. De repente, a reunião não era só sobre boletins, mas sobre vidas apertadas em agendas cheias.

   Quando a reunião terminou, pouco depois das oito, cada um saiu com uma mistura de alívio e preocupação. A professora, com pilhas de cadernos para corrigir. Os pais, com a sensação de que precisariam de mais tempo, mais paciência, mais presença. A escola fechou o portão, mas a reunião continuou na cabeça de muita gente.

   Reunião de pais às sete da noite é isso: um encontro rápido no meio de uma correria longa. Um intervalo em que escola e família se lembram, por alguns minutos, de que educar uma criança não é tarefa de um lado só, nem de um horário só.


Fonte: BANCA EXAMINADORA
No primeiro parágrafo, o contraste entre “Importante, segundo a escola, é toda reunião. Segundo os pais, importante é conseguir chegar” sugere que 
Alternativas
Q3839484 Português
Reunião de pais às sete da noite


   A convocação veio no bilhete dobrado, amassado no fundo da mochila, encontrado pela mãe às dez da noite, junto com um pacote de biscoito aberto e um casaco esquecido desde o inverno passado. “Reunião de pais às 19h. Comparecimento importante.” Importante, segundo a escola, é toda reunião. Segundo os pais, importante é conseguir chegar.

   Naquele dia, o pai saiu mais cedo do trabalho, o que significou sair correndo, olhando o relógio a cada três minutos e fingindo que o trânsito não existia. A mãe, que trabalhava perto, decidiu ir direto, sem passar em casa. O filho, por sua vez, avisou com a naturalidade de quem comunica a previsão do tempo: “Hoje tem reunião. A professora falou que é bom vocês irem.” Como se “bom” e “possível” fossem sempre sinônimos.

   Às sete em ponto, a escola era um mundo paralelo. Carros disputavam vaga na rua estreita, pais se equilibravam entre o salto e o chão esburacado, mães chegavam de uniforme de trabalho, alguns com crachá ainda pendurado no pescoço. Havia quem viesse de moto, de bicicleta, de ônibus lotado. E havia, claro, aqueles que não vieram, apesar dos lembretes, bilhetes e mensagens no grupo do WhatsApp da turma.

   Na sala de aula, as carteiras estavam dispostas de um jeito estranho para os adultos: pequenas demais, perto demais, coloridas demais. Algumas mães escolheram, sem perceber, a carteira onde os filhos costumam sentar. Outras preferiram o fundo, como se a velha timidez de aluno tivesse voltado, disfarçada de cansaço. O pai que conseguiu chegar, atrasado em dez minutos, entrou pedindo desculpas com o olhar. A professora respondeu com um sorriso compreensivo, típico de quem já viu essa cena muitas vezes.

   Ela começou falando das rotinas: tarefas, leitura, combinados de sala. Falou também de coisas menos visíveis, como a dificuldade de alguns alunos em se concentrar, o tanto que a turma conversa, a disputa silenciosa por atenção. Lembrou que o caderno não é apenas um objeto perdido na mochila, mas um jeito de acompanhar o que acontece ali. Enquanto explicava, olhava para aqueles adultos cansados e pensava que, de certa forma, estava dando uma aula também para eles.

   Os pais fizeram perguntas práticas: horário da prova, data do passeio, se o uniforme novo é obrigatório, se pode mandar lanche diferente. Entre uma dúvida e outra, surgiram confissões: “Ele anda muito ansioso”, “Ela diz que não consegue aprender matemática”, “Em casa está difícil fazer tarefa, porque chego tarde”. De repente, a reunião não era só sobre boletins, mas sobre vidas apertadas em agendas cheias.

   Quando a reunião terminou, pouco depois das oito, cada um saiu com uma mistura de alívio e preocupação. A professora, com pilhas de cadernos para corrigir. Os pais, com a sensação de que precisariam de mais tempo, mais paciência, mais presença. A escola fechou o portão, mas a reunião continuou na cabeça de muita gente.

   Reunião de pais às sete da noite é isso: um encontro rápido no meio de uma correria longa. Um intervalo em que escola e família se lembram, por alguns minutos, de que educar uma criança não é tarefa de um lado só, nem de um horário só.


Fonte: BANCA EXAMINADORA
A partir da leitura global do texto, é possível afirmar que a crônica problematiza, principalmente,
Alternativas
Q3839422 Legislação dos Municípios do Estado do Maranhão
A Lei Orgânica de Vitória do Mearim impõe restrições ao poder municipal com o objetivo de preservar a laicidade do Estado, a impessoalidade administrativa e a isonomia entre os cidadãos. Considerando tais limitações, assinale a alternativa que corretamente reflete uma vedação expressa:
Alternativas
Q3839421 Direito Constitucional
A Lei Orgânica de Vitória do Mearim estabelece que determinadas atribuições devem ser exercidas em regime de competência administrativa comum entre União, Estado e Município, desde que atendam ao interesse local. Considerando esse dispositivo, assinale a alternativa que corretamente representa uma competência que o Município compartilha com os demais entes federativos: 
Alternativas
Q3839420 Legislação dos Municípios do Estado do Maranhão
A Lei Orgânica de Vitória do Mearim estabelece que compete ao Município prover aquilo que se relaciona ao seu peculiar interesse, exercendo funções privativas. Considerando a repartição de competências na federação brasileira, assinale a alternativa que corretamente apresenta atribuições que somente podem ser desempenhadas pelo Município, nos termos do texto legal:
Alternativas
Q3839419 Direito Constitucional
A Lei Orgânica de Vitória do Mearim estabelece que todo poder do Município emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, garantindo a soberania popular pelo sufrágio universal, voto direto e secreto e pela utilização de instrumentos de participação previstos em lei. Entre esses instrumentos, incluem-se: 
Alternativas
Q3839418 Legislação Federal
A responsabilidade da União, conforme a LDB, no que se refere à avaliação e regulação da educação nacional, caracteriza-se pela: 
Alternativas
Q3839417 Pedagogia
Uma instituição particular de ensino pretende iniciar suas atividades sem submeter-se à autorização formal do sistema de ensino, alegando liberdade educacional prevista em lei. À luz da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a abertura e o funcionamento regular de instituições privadas de ensino dependem:
Alternativas
Q3839416 Pedagogia
Em determinado município, a Secretaria de Educação mantém um sistema de busca ativa de estudantes fora da escola, exige frequência mínima para continuidade da matrícula e publica periodicamente a lista de espera por vagas em creches. Essas ações atendem, corretamente, às incumbências legais do poder público de:  
Alternativas
Q3839415 Pedagogia
Uma rede municipal de ensino decide reformular seu projeto pedagógico para incluir saberes comunitários, estágios sociais e projetos integrados com o mundo do trabalho, sem abrir mão do acompanhamento sistemático da aprendizagem e do combate a práticas discriminatórias. Essa reformulação está diretamente fundamentada nos princípios da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que asseguram: 
Alternativas
Q3839414 História
O encerramento da Guerra Fria provocou profundas mudanças na configuração do poder mundial. De acordo com esse contexto histórico, assinale corretamente a opção que apresenta a consequência desse processo que evidencia a transição para uma nova ordem geopolítica.
Alternativas
Q3839413 História
A Guerra Fria estruturou-se a partir da disputa entre dois modelos político-econômicos antagônicos, resultando em intervenções em diversas regiões do mundo. Com base nesse contexto histórico, assinale a alternativa que expressa corretamente o mecanismo pelo qual essa polarização afetou países fora do eixo EUA-URSS. 
Alternativas
Q3839412 História
Mesmo sem atingirem plenamente seus objetivos religiosos, as Cruzadas contribuíram para a desintegração da ordem feudal. Assinale corretamente a opção que contém o fator decorrente das Cruzadas que foi determinante para esse processo. 
Alternativas
Q3839411 História
A Peste Negra foi um dos eventos decisivos para acelerar a crise feudal. Com base nesse contexto histórico, assinale a alternativa que apresenta o impacto social direto dessa pandemia sobre a ordem feudal.  
Alternativas
Q3839410 História
O aumento populacional a partir do século X provocou mudanças profundas na organização do mundo feudal. Considerando esse processo, assinale a consequência estrutural que contribuiu diretamente para o enfraquecimento do sistema feudal. 
Alternativas
Q3839409 História
O Império Persa desenvolveu um modelo administrativo inovador para a sua época, que contribuiu para sua estabilidade e expansão. Assinale a alternativa que apresenta corretamente um elemento fundamental desse sistema.
Alternativas
Q3839408 História
A tradição religiosa hebraica exerceu forte influência sobre civilizações posteriores. Com base nesse contexto, assinale a característica que distingue a experiência histórica dos hebreus em relação à maior parte dos povos da Antiguidade Oriental.
Alternativas
Q3839407 História
A organização política centralizada foi um elemento determinante nas chamadas civilizações hidráulicas da Antiguidade Oriental. Com base nesse modelo, qual afirmativa explica corretamente o motivo da centralização do poder ser essencial para essas sociedades? 
Alternativas
Q3839406 História
A prática histórica contemporânea exige que o pesquisador resista tanto ao objetivismo absoluto quanto ao relativismo extremo. Considerando essa exigência metodológica, assinale a alternativa que expressa corretamente o fundamento necessário para a construção do conhecimento histórico. 
Alternativas
Respostas
1741: D
1742: E
1743: C
1744: B
1745: B
1746: C
1747: B
1748: D
1749: C
1750: B
1751: A
1752: C
1753: D
1754: A
1755: C
1756: B
1757: A
1758: D
1759: B
1760: C