Questões de Concurso Comentadas para cirurgião-dentista

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Q3368719 Português
Texto para a questão.

A LUZ ALHEIA

    Os insetos noturnos são atraídos pelo brilho artificial de uma lâmpada. Li, em algum lugar, que a Lua é uma fonte de orientação para eles e, vendo uma luz qualquer, ficam confusos e voam em espirais cada vez menores. O fototropismo instintivo tornase perigoso e até fatal. O brilho que seduz também queima. Como costumamos transferir consciência humana aos animais, questionamos: por que eles giram ao redor da cintilância que não os beneficia e pode até matá-los?
    
     Humanos têm acentuado fototropismo. Buscamos a luz das pessoas. O interesse pelos famosos, em particular, é um tipo de busca do brilho alheio. Imagine estar próximo de alguém que, por algum motivo, você admira intensamente. Viramos insetos fascinados. Em si, a busca pela luminescência alheia é boa e até inspiradora. Crescemos quando olhamos para ídolos positivos e buscamos objetivos mais elevados. Porém, a sedução implica riscos.

    Então, cada um de nós, insetos que voam sozinhos ou em grupo, vê uma luz coruscante na noite escura de nossa consciência. São biografias que, de longe, se mostram melhores, mais interessantes, desafiadoras e repletas de prazer. Elas estão no Facebook, no YouTube, no Instagram, nas revistas, nas narrativas dos amigos e na televisão. A luz alheia ilumina nossa mediocridade. Avaliamos o resultado visível, raramente o custo dele. Vemos alguém falar bem inglês, escrever bem, viajar muito, possuir boa aparência, ter uma família harmoniosa ou quaisquer outros pontos que nosso voo irregular captou na escuridão: ficamos ofuscados e atraídos, feridos narcisicamente e hipnotizados.

    Machado de Assis usou esta metáfora no soneto “Círculo vicioso”. Um vaga-lume voa raso e, mirando ao alto, inveja uma estrela. A estrela lança seu olhar pesaroso em direção ao brilho da Lua. Nosso satélite natural inveja o Sol radiante. Por fim, no terceto final, o Astro-rei confessa: “Pesa-me esta brilhante auréola de nume.../Enfara-me esta luz e desmedida umbela.../Por que não nasci eu um simples vaga-lume?”. Fecha-se o círculo: desejamos o que não temos, a luz a mais ou a menos. O pirilampo, em seu gracioso voo, perde-se ao observar supostas felicidades mais elevadas. As estrelas são diminuídas pela Lua cheia e o Sol a todos se impõe com sua coroa radiosa. A inveja geral nem sequer concebe que o Sol brilhante possa ser infeliz.

    Abrir mão da dor permanente da comparação e da projeção sobre a luz alheia é um desafio. Precisamos reaprender o caminho da máxima grega: conhece a ti mesmo. Isso não garante que cada vaga-lume se torne o Sol, todavia impede que ele se queime no equívoco da busca da luz alheia. Vaga-lume invejoso morre triste.

KARNAL, Leandro. Diálogo de culturas. 1.ed., 4ª reimpressão. – São Paulo: Contexto, 2018.Adaptado.
“Li, em algum lugar, que a Lua é uma fonte de orientação para eles”
A oração realçada, no período em evidência, tipifica-se como
Alternativas
Q3368718 Português
Texto para a questão.

A LUZ ALHEIA

    Os insetos noturnos são atraídos pelo brilho artificial de uma lâmpada. Li, em algum lugar, que a Lua é uma fonte de orientação para eles e, vendo uma luz qualquer, ficam confusos e voam em espirais cada vez menores. O fototropismo instintivo tornase perigoso e até fatal. O brilho que seduz também queima. Como costumamos transferir consciência humana aos animais, questionamos: por que eles giram ao redor da cintilância que não os beneficia e pode até matá-los?
    
     Humanos têm acentuado fototropismo. Buscamos a luz das pessoas. O interesse pelos famosos, em particular, é um tipo de busca do brilho alheio. Imagine estar próximo de alguém que, por algum motivo, você admira intensamente. Viramos insetos fascinados. Em si, a busca pela luminescência alheia é boa e até inspiradora. Crescemos quando olhamos para ídolos positivos e buscamos objetivos mais elevados. Porém, a sedução implica riscos.

    Então, cada um de nós, insetos que voam sozinhos ou em grupo, vê uma luz coruscante na noite escura de nossa consciência. São biografias que, de longe, se mostram melhores, mais interessantes, desafiadoras e repletas de prazer. Elas estão no Facebook, no YouTube, no Instagram, nas revistas, nas narrativas dos amigos e na televisão. A luz alheia ilumina nossa mediocridade. Avaliamos o resultado visível, raramente o custo dele. Vemos alguém falar bem inglês, escrever bem, viajar muito, possuir boa aparência, ter uma família harmoniosa ou quaisquer outros pontos que nosso voo irregular captou na escuridão: ficamos ofuscados e atraídos, feridos narcisicamente e hipnotizados.

    Machado de Assis usou esta metáfora no soneto “Círculo vicioso”. Um vaga-lume voa raso e, mirando ao alto, inveja uma estrela. A estrela lança seu olhar pesaroso em direção ao brilho da Lua. Nosso satélite natural inveja o Sol radiante. Por fim, no terceto final, o Astro-rei confessa: “Pesa-me esta brilhante auréola de nume.../Enfara-me esta luz e desmedida umbela.../Por que não nasci eu um simples vaga-lume?”. Fecha-se o círculo: desejamos o que não temos, a luz a mais ou a menos. O pirilampo, em seu gracioso voo, perde-se ao observar supostas felicidades mais elevadas. As estrelas são diminuídas pela Lua cheia e o Sol a todos se impõe com sua coroa radiosa. A inveja geral nem sequer concebe que o Sol brilhante possa ser infeliz.

    Abrir mão da dor permanente da comparação e da projeção sobre a luz alheia é um desafio. Precisamos reaprender o caminho da máxima grega: conhece a ti mesmo. Isso não garante que cada vaga-lume se torne o Sol, todavia impede que ele se queime no equívoco da busca da luz alheia. Vaga-lume invejoso morre triste.

KARNAL, Leandro. Diálogo de culturas. 1.ed., 4ª reimpressão. – São Paulo: Contexto, 2018.Adaptado.
Atente-se aos vocábulos demarcados a seguir, a fim de assinalar a correta função que desempenham nos contextos em que se inserem.
I. “O brilho que seduz também queima.”
II. “Isso não garante que cada vaga-lume se torne o Sol”
Alternativas
Q3368717 Português
Texto para a questão.

A LUZ ALHEIA

    Os insetos noturnos são atraídos pelo brilho artificial de uma lâmpada. Li, em algum lugar, que a Lua é uma fonte de orientação para eles e, vendo uma luz qualquer, ficam confusos e voam em espirais cada vez menores. O fototropismo instintivo tornase perigoso e até fatal. O brilho que seduz também queima. Como costumamos transferir consciência humana aos animais, questionamos: por que eles giram ao redor da cintilância que não os beneficia e pode até matá-los?
    
     Humanos têm acentuado fototropismo. Buscamos a luz das pessoas. O interesse pelos famosos, em particular, é um tipo de busca do brilho alheio. Imagine estar próximo de alguém que, por algum motivo, você admira intensamente. Viramos insetos fascinados. Em si, a busca pela luminescência alheia é boa e até inspiradora. Crescemos quando olhamos para ídolos positivos e buscamos objetivos mais elevados. Porém, a sedução implica riscos.

    Então, cada um de nós, insetos que voam sozinhos ou em grupo, vê uma luz coruscante na noite escura de nossa consciência. São biografias que, de longe, se mostram melhores, mais interessantes, desafiadoras e repletas de prazer. Elas estão no Facebook, no YouTube, no Instagram, nas revistas, nas narrativas dos amigos e na televisão. A luz alheia ilumina nossa mediocridade. Avaliamos o resultado visível, raramente o custo dele. Vemos alguém falar bem inglês, escrever bem, viajar muito, possuir boa aparência, ter uma família harmoniosa ou quaisquer outros pontos que nosso voo irregular captou na escuridão: ficamos ofuscados e atraídos, feridos narcisicamente e hipnotizados.

    Machado de Assis usou esta metáfora no soneto “Círculo vicioso”. Um vaga-lume voa raso e, mirando ao alto, inveja uma estrela. A estrela lança seu olhar pesaroso em direção ao brilho da Lua. Nosso satélite natural inveja o Sol radiante. Por fim, no terceto final, o Astro-rei confessa: “Pesa-me esta brilhante auréola de nume.../Enfara-me esta luz e desmedida umbela.../Por que não nasci eu um simples vaga-lume?”. Fecha-se o círculo: desejamos o que não temos, a luz a mais ou a menos. O pirilampo, em seu gracioso voo, perde-se ao observar supostas felicidades mais elevadas. As estrelas são diminuídas pela Lua cheia e o Sol a todos se impõe com sua coroa radiosa. A inveja geral nem sequer concebe que o Sol brilhante possa ser infeliz.

    Abrir mão da dor permanente da comparação e da projeção sobre a luz alheia é um desafio. Precisamos reaprender o caminho da máxima grega: conhece a ti mesmo. Isso não garante que cada vaga-lume se torne o Sol, todavia impede que ele se queime no equívoco da busca da luz alheia. Vaga-lume invejoso morre triste.

KARNAL, Leandro. Diálogo de culturas. 1.ed., 4ª reimpressão. – São Paulo: Contexto, 2018.Adaptado.
O fototropismo, em sentido denotativo, trata-se do movimento vegetal em que ocorre a curvatura da planta em resposta à luz. Assim sendo, a ideia de fototropismo, conforme a intencionalidade discursiva do texto, indica um(a)
Alternativas
Q3367586 Odontologia
Qual tipo de biópsia é indicado para lesões extensas ou quando há suspeita de malignidade, onde apenas uma parte representativa da lesão, incluindo tecido normal adjacente, é removida para análise histopatológica?
Alternativas
Q3367585 Odontologia
Qual das seguintes situações representa uma indicação clássica para a extração de um dente permanente?
Alternativas
Q3367584 Odontologia
O biofilme dental é uma comunidade microbiana complexa aderida às superfícies dentárias. Qual grupo de bactérias é considerado pioneiro na colonização da película adquirida, iniciando a formação do biofilme supragengival?
Alternativas
Q3367583 Odontologia
Tratamento Periodontal Não CirúrgicoEnunciado: A terapia periodontal não cirúrgica (raspagem e alisamento radicular - RAR) tem como objetivo principal:
Alternativas
Q3367582 Odontologia
A principal diferença entre gengivite e periodontite induzidas por biofilme reside na: 
Alternativas
Q3367581 Odontologia
Qual sinal clínico é considerado o principal indicador da presença de gengivite induzida por biofilme?
Alternativas
Q3367580 Odontologia
Um paciente apresenta dor intensa, espontânea e pulsátil em um dente com necrose pulpar, edema facial localizado e sensibilidade extrema à percussão vertical. Radiograficamente, pode haver um discreto espessamento do ligamento periodontal apical. Qual o diagnóstico mais provável e a conduta de urgência inicial?
Alternativas
Q3367579 Odontologia
O objetivo da obturação do sistema de canais radiculares é preencher tridimensionalmente o espaço preparado, selando-o para prevenir a reinfecção. Qual material é considerado o padrão ouro para a obturação de canais radiculares?
Alternativas
Q3367578 Odontologia
Durante o preparo biomecânico (ou químico-mecânico) dos canais radiculares, qual o objetivo principal da utilização de soluções irrigadoras como o hipoclorito de sódio (NaOCl)?
Alternativas
Q3367577 Odontologia
O hidróxido de cálcio [Ca(OH)2] é a medicação intracanal mais utilizada entre sessões no tratamento endodôntico. Qual sua principal propriedade terapêutica?
Alternativas
Q3367576 Odontologia
A cárie radicular é uma condição prevalente em idosos. Além da exposição da raiz devido à retração gengival, qual outro fator contribui significativamente para o desenvolvimento dessas lesões?
Alternativas
Q3367572 Odontologia
O alginato (hidrocoloide irreversível) é um material de moldagem amplamente utilizado para obtenção de modelos de estudo e antagonistas. Qual fenômeno pode ocorrer se o molde de alginato for exposto ao ar por tempo prolongado antes do vazamento do gesso, comprometendo sua precisão dimensional?
Alternativas
Q3367571 Odontologia
Os Cimentos de Ionômero de Vidro (CIV) possuem propriedades únicas. Qual das seguintes características NÃO é típica dos CIVs convencionais?  
Alternativas
Q3367570 Odontologia
A amoxicilina é um antibiótico beta-lactâmico amplamente utilizado em infecções odontogênicas. A associação da amoxicilina com o clavulanato de potássio tem qual objetivo principal?
Alternativas
Q3367569 Odontologia
Os AINEs são frequentemente prescritos em odontologia para controle da dor e inflamação pós-operatória. Qual o principal mecanismo de ação desses fármacos?
Alternativas
Q3367568 Odontologia
A epinefrina é o vasoconstritor mais comum associado aos anestésicos locais. Em qual das seguintes condições sistêmicas do paciente o uso de anestésicos com epinefrina deve ser evitado ou utilizado com extrema cautela (dose mínima)?
Alternativas
Q3367567 Odontologia
Os anestésicos locais utilizados em odontologia são classificados quimicamente em dois grupos principais, o que influencia seu metabolismo e potencial alergênico. A lidocaína, mepivacaína e articaína pertencem a qual grupo?
Alternativas
Respostas
1681: A
1682: D
1683: B
1684: B
1685: D
1686: C
1687: C
1688: D
1689: C
1690: C
1691: B
1692: C
1693: D
1694: A
1695: A
1696: D
1697: C
1698: B
1699: B
1700: B