Qual das seguintes situações representa uma indicação clássi...

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Q3367585 Odontologia
Qual das seguintes situações representa uma indicação clássica para a extração de um dente permanente?
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Tema central: Indicações clássicas de exodontia em dentes permanentes. A decisão baseia-se no prognóstico restaurador e endodôntico, risco de infecção e impossibilidade de manter função e saúde periodontal.

Alternativa correta: D — Dente com extensa destruição coronária e comprometimento radicular que inviabiliza restauração ou tratamento endodôntico adequado é indicação clássica de extração. Quando não há estrutura remanescente suficiente para ferrule, há fratura radicular vertical, perfurações extensas, reabsorções severas ou perda óssea avançada, o selamento e a longevidade do tratamento falham. A conduta é extrair e planejar reabilitação (p.ex., implante ou prótese removível), evitando foco infeccioso crônico.

Raciocínio clínico: Avaliar clinicamente e por imagem (radiografias periapicais, bite-wing, e CBCT quando indicado) a extensão da destruição, nível da margem gengival, sondagem periodontal e integridade radicular. Se não é possível restabelecer vedamento endodôntico e retenção/restauração previsível, a extração é indicada.

Bases científicas: Consenso em livros-texto e diretrizes: Peterson’s Principles of Oral and Maxillofacial Surgery; AAE (American Association of Endodontists) para pulpite irreversível e decisão preservar vs extrair; ADA para manejo de cárie; Ministério da Saúde – Atenção Básica em Saúde Bucal. Todos apontam dente irrecuperável como indicação típica de exodontia.

  • A (Incorreta): Cárie incipiente em esmalte é passível de manejo não invasivo (fluoretos, selantes, controle de dieta) ou restauração minimamente invasiva. Não há indicação de extração. (ADA: gestão de lesões iniciais)
  • B (Incorreta): Pulpite irreversível passível de endodontia deve ser tratada com tratamento endodôntico (ou pulpotomia em casos selecionados), preservando o dente. Extração só se torna opção quando o dente é irrestaurável, o paciente recusa endodontia ou há contraindicações. (AAE: tratamento de pulpite irreversível)
  • C (Incorreta): Dente hígido e bem posicionado não deve ser extraído; não há benefício clínico e pode causar prejuízo funcional/oclusal.

Pegadinhas da prova: Atenção a palavras-chave: “incipiente” implica tratamento conservador; “passível de endodontia” favorece preservação; “irrecuperável/comprometimento radicular” aponta para extração.

Estratégia: Primeiro, pergunte: é possível restaurar com selamento adequado e ferrule? A doença pulpar é tratável? Há suporte periodontal suficiente? Se a resposta for “não” por comprometimento estrutural radicular, a exodontia é a escolha.

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