A epinefrina é o vasoconstritor mais comum associado aos ane...

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Q3367568 Odontologia
A epinefrina é o vasoconstritor mais comum associado aos anestésicos locais. Em qual das seguintes condições sistêmicas do paciente o uso de anestésicos com epinefrina deve ser evitado ou utilizado com extrema cautela (dose mínima)?
Alternativas

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Tema central: uso de vasoconstritores (epinefrina) associados a anestésicos locais em Odontologia e suas contraindicações/precauções sistêmicas. A epinefrina melhora a profundidade e duração da anestesia e reduz sangramento, mas pode desencadear efeitos cardiovasculares importantes em certas condições.

Gabarito: B – Hipertireoidismo não controlado ou tireotoxicose.

Por que está correta? No hipertireoidismo descompensado há hipersensibilidade adrenérgica (maior densidade e responsividade de receptores beta-adrenérgicos), potencializando a resposta à epinefrina. Isso eleva o risco de taquiarritmias, crise hipertensiva, angina e até tempestade tireotóxica. Conduta: adiar procedimentos eletivos até controle endocrinológico. Em urgências, preferir anestésicos sem vasoconstritor (ex.: mepivacaína 3%) ou, se inevitável, usar dose mínima de epinefrina (máx. 0,04 mg ≈ 2 tubetes de 1:100.000) com monitorização. Referências: Malamed – Handbook of Local Anesthesia; ADA; UpToDate (Hipertireoidismo).

Análise das alternativas incorretas

A – DM tipo 1 controlado: Em diabéticos controlados (ASA II), a epinefrina pode ser usada, pois melhora a anestesia e reduz o estresse, evitando liberação endógena maior de catecolaminas. Atenção a possível elevação transitória da glicemia e evitar altas doses ou cordões hemostáticos com epinefrina. Não é contraindicação. Em diabete descompensada, sim, usar mínima dose ou evitar. (ADA; Malamed).

C – Asma brônquica persistente leve: A epinefrina no anestésico não é contraindicada na asma leve. O ponto crítico é a sensibilidade a sulfitos (metabissulfito é conservante da epinefrina), mais relevante em asmáticos graves esteroide-dependentes. Na asma leve, sem história de reação a sulfitos, pode-se usar com cautela usual. Portanto, essa alternativa generaliza erroneamente. (ADA; UpToDate – Asma).

D – Alergia à penicilina: Não há relação cruzada entre alergia à penicilina e uso de epinefrina em anestésicos locais. A alergia medicamentosa a antibióticos não contraindica vasoconstritor. Logo, incorreta.

Estratégia para a prova:

  • Identifique termos como “não controlado”/“tireotoxicose” — sugerem risco elevado com catecolaminas.
  • Lembre os limites de dose: 0,2 mg para saudáveis (≈ 11 tubetes 1:100.000); 0,04 mg para cardiopatas/condições de risco (≈ 2 tubetes). Em tireotoxicose, preferir evitar.
  • Considere alternativas sem vasoconstritor e protocolo de redução de estresse (anestesia eficaz, analgesia, ansiólise leve) para diminuir liberação endógena de catecolaminas.

Pegadinha clássica: asma ≠ contraindicação a epinefrina; o problema é sulfito. Diabetes controlado não contraindica; o risco maior é quando descompensado.

Referências rápidas: Malamed SF. Handbook of Local Anesthesia, 7ª ed.; American Dental Association (ADA) – Use of vasoconstrictors in dentistry; UpToDate 2024 – Hyperthyroidism; Glick M. Burket’s Oral Medicine.

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