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Q3614986 Direito Constitucional
Conforme expressamente previsto na Constituição Federal, é correto afirmar que ela poderá ser emendada
Alternativas
Q3614985 Direito Constitucional
Fernando, na qualidade de governador do estado, editou medida provisória para regulamentar a exploração dos serviços locais de gás canalizado, bem como apresentou projeto de lei para regulamentar o uso das águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União. Agora, na qualidade de deputado estadual, ele apresentou dois projetos de lei ordinária para: 1. regulamentar o uso das áreas localizadas nas ilhas costeiras que estiverem no domínio do estado, dos municípios ou de terceiros, excluídas aquelas sob domínio da União; 2. instituir microrregiões, “X” e “Y”, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes localizados no território estadual, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. Por fim, Fernando também apresentou proposta de resolução para dispor sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual. Considerando esse caso hipotético, de acordo com a Constituição Federal, é correto afirmar que
Alternativas
Q3614984 Direito Constitucional
Em relação aos direitos políticos, assinale a alternativa correta nos termos da Constituição Federal e do entendimento do Supremo Tribunal Federal.
Alternativas
Q3614981 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
Considerando a leitura e a compreensão do Texto 3, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3614980 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
Analise o seguinte período:

“Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. ‘Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era.’”

A conjunção destacada poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por todas as seguintes expressões, EXCETO
Alternativas
Q3614979 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
No Texto 3, os pronomes destacados referem-se, respectivamente, a
Alternativas
Q3614978 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
Considerando o uso adequado da vírgula, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. No trecho “[...] gera renda para comprar comida, roupa, calçado.”, as vírgulas foram empregadas para isolar elementos de mesma função sintática.
II. Em “[...] conta Railane de Brito da Silva [...], presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros [...]”, as vírgulas foram empregadas para isolar um segmento com função explicativa.
III. Em “Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado.”, as três vírgulas utilizadas foram empregadas pela mesma razão.
IV. Em “A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão [...]”, poderia haver, sem prejuízo gramatical, uma vírgula antes da conjunção “e”. 
V. No trecho “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação [...]”, é facultativo o uso da vírgula empregada.
Alternativas
Q3614977 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
Assinale a alternativa cujo verbo destacado esteja empregado no mesmo modo verbal em que se encontra o sublinhado em:

“[...] tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade.”
Alternativas
Q3614976 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
Considerando a análise de determinados elementos linguísticos presentes no Texto 3, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Em “[...] segue à frente da associação [...]”, o acento indicativo de crase foi empregado devido à junção do “a” preposição, que rege o verbo “seguir”, com o “a” artigo definido, o qual acompanha o substantivo feminino “frente”.
( ) Em “Temos a loja de Capim Dourado, onde há 200 artesãs e associados [...]”, o pronome destacado poderia ser substituído, sem prejuízo gramatical, por “em que”. 
( ) Em “[...] 200 artesãs e associados [...]”, o verbo “haver”, no singular, poderia ser substituído por “existir”, na forma pluralizada: “existem 200 artesãs e associados”, sem prejuízo de sentido e/ou de teor gramatical.
( ) No trecho “[...] 90% vai para o artesão, [...]”, o verbo “ir” poderia ser usado – de acordo com a norma-padrão – na forma plural, caso houvesse um determinante, também pluralizado, junto à porcentagem: “90% dos rendimentos vão”.
( ) Na frase “Não me deixo abater.”, o pronome destacado poderia ser empregado após o verbo “deixar” (“Não deixo-me abater”), ajustado à norma-padrão, apenas com mudança no nível de formalidade da sentença.
Alternativas
Q3614975 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
Assinale a alternativa em que a palavra “se” destacada esteja funcionando como índice de indeterminação do sujeito.
Alternativas
Q3614974 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
Quanto à regência dos verbos destacados, assinale a alternativa na qual se nota desacordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q3614973 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
Dentre as expressões destacadas nas alternativas, a que exerce a mesma função sintática do segmento sublinhado em “Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade [...]” é
Alternativas
Q3614972 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
Assinale a alternativa em que o trecho apresentado NÃO contenha algum elemento sendo usado em sentido conotativo.
Alternativas
Q3614971 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
Assinale a alternativa cujo sentido – apresentado entre parênteses – esteja correto em relação à expressão destacada.
Alternativas
Q3614970 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 3


Agricultoras de comunidades tradicionais se unem em defesa do Cerrado


Projetos ajudam a conservar o bioma e a empoderar mulheres


“O capim-dourado mudou as nossas vidas. É o capim-dourado que coloca pão na mesa, que gera renda para comprar comida, roupa, calçado. Ainda hoje é a principal fonte de renda da comunidade e muda a vida das artesãs, dando qualidade de vida melhor”, conta Railane de Brito da Silva, 27 anos, presidente da Associação da Comunidade Quilombola Mumbuca, na região de Mateiros, no Jalapão (região leste do estado do Tocantins).

    O capim-dourado (Syngonanthus nitens), na verdade, não é um capim, já que não pertence à família das gramíneas. Trata-se da haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae). O capim-dourado é matériaprima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração que geram renda para centenas de artesãos. 

    “Ele nasceu aqui na comunidade de Mumbuca. Há 180 anos, dona Laurinda, mais conhecida como dona Miúda, descobriu o capim-dourado. Ela foi a precursora do capim-dourado no mundo”, conta orgulhosa Railane, que segue à frente da associação, vencendo desafios diários para que as artesãs da região tenham visibilidade. “Tenho orgulho do meu trabalho, que não é fácil, mas tenho força porque já nasci empoderada.”

    Na associação, ela faz de tudo: está envolvida nas atividades sociais, financeiras, vendas e projetos que ajudam a divulgar o artesanato local, além de dar aulas em uma escola estadual, inclusive de cultura quilombola.

    “A associação é o coração da comunidade Mumbuca”, conta orgulhosa Railane. “Na associação, é desenvolvido artesanato de capim-dourado. Temos a loja de Capim- Dourado, onde há 200 artesãs e associados que costuram todo dia e vendem lá. A loja organiza a venda das peças e 90% vai para o artesão, 5% fica com o vendedor e 5% vai para o caixa da associação”.

    “Na comunidade Quilombola Mumbuca, tudo gira em torno da associação, é como se fosse a prefeitura da comunidade. Ainda temos o escritório, a Casa da Cultura, o Barracão de Eventos. A associação é um trabalho social, porque tudo que vem de cesta básica e de doação passa pela associação que distribui para comunidade”.

    Filha de pais agricultores, Railane tem muito orgulho de suas origens. “Nós quilombolas somos as comunidades que guardam mais do que tudo. Então, desde o passado, a gente sabe conservar a natureza da forma que era. A nossa comunidade é bem preservada. A gente ensina a não jogar lixo nos córregos e na beira dos rios, porque, além do capim-dourado, aqui tem muitos atrativos; tem córrego, cachoeira, rios, praias, então é muito interessante”. [...]


Bioma

O Cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil e ocupa cerca de 25% do território nacional, com área aproximada de 1,9 milhão de quilômetros quadrados (km²). Trata-se do segundo maior bioma nacional, atrás apenas da Amazônia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo. Estima-se que tenha mais de 6 mil espécies de árvores e 800 espécies de aves.

     Apesar da importância, dados mostram que o Cerrado vem sendo devastado. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no acumulado de janeiro a abril de 2023, o desmatamento aumentou no Cerrado e caiu na Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Agricultura familiar

    “O trabalho que fazemos na Rede Cerrado visa a proteção dos biomas, fauna e flora e dos povos e populações tradicionais”, conta Maria de Lourdes de Souza Nascimento, 59 anos. “Nosso trabalho é focado na agroecologia, garantindo o bem-estar das mulheres e homens do campo”.

     Não me deixo abater. Defendo as mulheres, a agricultura familiar e o meio ambiente. Não tenho dúvidas de que, sem esses três elementos, não existiria vida no planeta", completa Maria de Lourdes.

     Por isso, ela entende que ajudar a conservar o Cerrado é tão importante. “O Cerrado é nossa caixa d’água e não é à toa que [...] preservá-lo é continuar a viver”.

    Para Maria de Lourdes, as ações vêm para mudar as adversidades ambientais. “Somos poucos e poucas nessa luta, mas estamos fazendo a diferença no planeta, nas mudanças climáticas. Somos como o beija-flor do incêndio: estamos fazendo nossa parte!”, disse ela, referindo-se à fábula do beija-flor que, diante de um grande incêndio na floresta, colabora levando gotas de água em seu pequeno bico na tentativa de combater as chamas. [...]


Adaptado de: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023- 05/agricultoras-de-comunidades-tradicionais-se-unem-em-defesado-cerrado.
Assinale a alternativa correta em relação aos processos de formação de palavras.
Alternativas
Q3560675 Legislação do Ministério Público
A atuação do Ministério Público junto aos povos e comunidades tradicionais deve observar como diretriz fundamental
Alternativas
Q3560674 Direitos Humanos
A Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial foi promulgada no âmbito interno pelo Decreto nº 65.810/1969. Por sua vez, a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, de 1979, foi originariamente promulgada pelo Decreto nº 89.460/1984, que apontou reservas, eliminadas pelo Decreto nº 4.377/2002, já que as reservas haviam sido retiradas pelo Brasil em 20 de dezembro de 1994. Ambas definem a “discriminação racial” e a “discriminação contra a mulher”, respectivamente. A doutrina propõe a classificação da discriminação em direta (“disparate treatment”) e indireta (“disparate impact”). Nesse contexto, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. O assédio (“harassment”) constitui modalidade de discriminação direta.
II. A instrução para discriminar (“instruction to discriminate”) integra o conceito de discriminação indireta.
III. A vitimização (“victimization”), também compreendida como atos de retaliação, compõe o conceito de discriminação direta.
IV. O impacto desigual (“uneven impact”), relacionado ao impacto desigual entre grupos, está inserido no contexto da discriminação direta.
Alternativas
Q3560673 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
São direitos referentes à educação previstos no Estatuto da Criança e Adolescente, EXCETO
Alternativas
Q3560672 Pedagogia
O art. 212-A da Constituição Federal, incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020, determina aos Estados, Distrito Federal e Municípios a destinação de parte dos recursos indicados no caput do art. 212 à manutenção e ao desenvolvimento do ensino na educação básica e à remuneração condigna de seus profissionais. O inc. I do art. 212-A assegura à instituição, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), de natureza contábil. Por sua vez, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional relaciona as hipóteses que constituem despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino. Nesse sentido, assinale a alternativa cuja despesa possa ser classificada como de manutenção e desenvolvimento do ensino
Alternativas
Q3560671 Direitos Humanos
A educação inclusiva, assegurada no art. 208, III, da Constituição Federal, foi também incorporada no ordenamento jurídico nacional pelo Decreto nº 6.949/2009, que promulgou a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, cujo art. 24 dispõe: “Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência à educação. Para efetivar esse direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes assegurarão sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida, com os seguintes objetivos:

a) o pleno desenvolvimento do potencial humano e do senso de dignidade e autoestima, além do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais e pela diversidade humana;
b) o máximo desenvolvimento possível da personalidade e dos talentos e da criatividade das pessoas com deficiência, assim como de suas habilidades físicas e intelectuais;
c) a participação efetiva das pessoas com deficiência em uma sociedade livre.” 

Segundo a Convenção, os Estados Partes devem assegurar que

I. as pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional sob alegação de deficiência, facultando-se às crianças com deficiência o acesso ao ensino primário;
II. as pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino primário inclusivo, de qualidade e gratuito, e ao ensino secundário, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem;
III. sejam providenciadas as adaptações razoáveis de acordo com as necessidades majoritárias e gerais dos alunos;
IV. as pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação.

Estão corretas:
Alternativas
Respostas
5521: A
5522: E
5523: E
5524: B
5525: C
5526: E
5527: D
5528: D
5529: E
5530: C
5531: B
5532: A
5533: C
5534: E
5535: C
5536: D
5537: B
5538: B
5539: E
5540: C