Questões de Concurso
Sobre normas regulamentadoras de ministério do trabalho e emprego em segurança e saúde no trabalho
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Na operacionalização dos processos de limpeza, a utilização de ferramentas adequadas garante a proteção do ambiente. A técnica dos dois baldes é fundamental: o balde de cor azul geralmente acondiciona a solução com ________, enquanto o balde vermelho acondiciona apenas ________ para o enxágue do esfregão. Além disso, a varredura ________ é proibida nos ambientes internos dos serviços de saúde por promover a suspensão e dispersão de microrganismos.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
(__)O capacete de segurança é Equipamento de Proteção Individual (EPI) destinado à proteção da cabeça contra impactos de objetos, sendo seu uso obrigatório em obras de construção civil e serviços de manutenção em altura.
(__)O cinto de segurança tipo paraquedista, utilizado em trabalhos em altura, tem a função de distribuir os esforços de uma queda pelo tronco e pelos membros inferiores do trabalhador, reduzindo o risco de lesões.
(__)A Norma Regulamentadora n.º 35 (NR-35), do Ministério do Trabalho e Emprego, regulamenta as condições e requisitos de segurança para realização de trabalho em altura, sendo aplicável a qualquer atividade realizada acima de 2 metros do nível inferior.
(__)Os óculos de proteção contra impactos de partículas são Equipamentos de Proteção Individual indicados para uso em atividades de lixamento, esmerilhamento e uso de ferramentas que projetem fragmentos, e podem ser dispensados quando a duração da tarefa for inferior a 5 minutos.
Após análise, assinale a opção correta:
Para fins de concessão do adicional de insalubridade, assinale a alternativa CORRETA:
À luz da CLT, das Normas Regulamentadoras e das boas práticas de gestão de risco, assinale a alternativa CORRETA:
Um operador de guindaste de 48 anos é trazido ao posto médico do canteiro de obras por colegas após episódio súbito de palpitações rápidas, tontura e sudorese fria durante operação da máquina a 15m de altura. ECG de 12 derivações confirma fibrilação atrial paroxística (FA) com resposta ventricular 140–160 bpm. PA 210/110 mmHg, sat O2 96% AA, sem dor torácica ou sinais de ICC. Histórico de HAS não controlada e tabagismo; atividade crítica enquadrada em NR-35. Não há história de FA prévia ou anticoagulação.
Considerando o quadro de FA e o score CHA2DS2-VASc, a conduta terapêutica adequada e considerações ocupacionais pós-estabilização hemodinâmica consistem em:
Um caminhoneiro autônomo de 50 anos, com 25 anos de longas jornadas em rodovias (12–15h/dia de direção), procura serviço de medicina do trabalho com cefaleia pulsátil matinal, tontura postural e visão embaçada há 3 semanas. PA com paciente sentado: 168/102 mmHg (braço direito). PA ortostática: 150/94 mmHg. IMC 29 kg/m², circunferência abdominal 105 cm, sedentário, dieta salina de lanches rodoviários. MAPA 24h PA média diurna 152/90 mmHg, noturna 142/82 mmHg (padrão não “dipper”). ECG normal sem HVE ou isquemia. Refere ainda estresse e taquicardia por “preocupação com prazos e trabalho noturno”.
Considerando a atividade laboral e o risco cardiovascular desse paciente, a conduta inicial que melhor integra tratamento anti-hipertensivo medicamentoso e emissão de Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) para aptidão como motorista profissional (categorias C e E) é:
Um serralheiro de 49 anos trabalha há 15 anos em serralheria que presta serviços para uma Universidade, utilizando esmerilhadeiras e furadeiras pneumáticas por 6–8 horas diárias. Refere dor persistente nas mãos e braços, dormência nos dedos e episódios de palidez e dor intensa ao frio nas mãos (fenômeno de Raynaud) há 2 anos, piorando após jornadas prolongadas. A dosimetria ambiental confirma aceleração de vibração >12 m/s² (A(8)), e a capilaroscopia ungueal revela alterações patológicas compatíveis com síndrome de vibração mão-braço (SVMB).
São medidas adequadas para manejo inicial dessa suspeita ocupacional (NR-15 Anexo 8), EXCETO:
Uma supervisora de 38 anos atua em mineradora subterrânea com alta rotatividade laboral e jornadas 12x36. Os indicadores setoriais revelam absenteísmo de 18% nos últimos 12 meses (acima do benchmark 8–10%), com 45% dos afastamentos por transtornos mentais (F43/F32 CID-11) e 30% musculoesqueléticos (M54/M75). Ela relata estresse coletivo: queixas de sobrecarga, assédio moral percebido e ausência de canais formais de diálogo. A CIPA local, integrada ao SESMT, examina dados PCMSO/PGR e Mapa de Riscos, identificando fatores psicossociais (sobrecarga, baixa autonomia) associados a absenteísmo e presenteísmo patológico.
São atribuições corretas da CIPA conforme NR-5 atualizada (2023) nessa situação com riscos psicossociais, EXCETO:
Um eletricista de 47 anos atua em manutenção de subestações elétricas, atividade classificada como trabalho em altura pela NR-35 (>2m com risco de queda). No exame ocupacional periódico (ASO), refere palpitações ocasionais há 6 meses durante esforços, sem síncope, dispneia ou pré-síncope. PA 134/82 mmHg controlada com enalapril 20 mg/dia. ECG 12 derivações em repouso revela arritmia sinusal isolada (FC 78 bpm), sem alterações ST-T, hipertrofia VE ou blocos de condução. Ausência de epilepsia, vertigem ou medicamentos sedativos e hipotensores adicionais. ECG Holter 24h solicitado complementarmente é normal (carga ventricular ectópica <1%, sem taquiarritmias sustentadas).
A avaliação de aptidão para essa atividade crítica, conforme a NR-35, é:
Um vacinador de 42 anos trabalha no serviço de imunização de hospital público e sofre ferimento puntiforme contaminado com terra e material orgânico no dedo indicador da mão direita durante manuseio de caixa de suprimentos nos arredores do estabelecimento. Ele refere não ter histórico completo de vacinação contra difteria e tétano (dT) e nunca ter recebido reforço nos últimos 10 anos. O ferimento é classificado como de alto risco para tétano (profundo >1 cm, contaminado com solo orgânico, evolução >6 horas). Não há sinais locais de infecção no momento da avaliação; títulos antitetânicos não disponíveis no momento.
A profilaxia antitetânica adequada para esse trabalhador, considerando o contexto ocupacional e o risco do ferimento é:
Caso clínico: um trabalhador ceramista, 45 anos, com 18 anos de atividade no setor de moagem e acabamento de peças cerâmicas, relata tosse crônica e dispneia aos esforços moderados. A espirometria evidencia padrão ventilatório restritivo.
Considerando as medidas de vigilância à saúde, bem como o controle da exposição ocupacional, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico do trabalho para o caso em questão:
Caso clínico: Um trabalhador de 48 anos, operador de máquinas em indústria metalúrgica há 15 anos, refere dificuldade progressiva para compreender fala em ambientes ruidosos. Relata exposição ocupacional contínua a níveis elevados de ruído, confirmada por avaliações ambientais que demonstram níveis acima dos limites de tolerância estabelecidos na legislação vigente.
A audiometria tonal liminar evidencia perda auditiva neurossensorial bilateral, com entalhe audiométrico nas frequências de 3.000, 4.000 e 6.000 Hz, com recuperação parcial em 8.000 Hz.
Com base nos achados clínicos, ocupacionais e nas diretrizes de vigilância em saúde do trabalhador, assinale a alternativa CORRETA:
Caso clínico: um trabalhador de 29 anos, atuando há três anos como montador em uma montadora automotiva, desempenha atividades com movimentos repetitivos, exigência de força manual e ritmo produtivo elevado. Evoluiu com dor lateral em cotovelo, limitação funcional progressiva e redução de desempenho laboral. A avaliação clínica e a ultrassonografia confirmaram epicondilite com sinais inflamatórios, associada à diminuição da força muscular para 3/5 no membro acometido.
De acordo com os princípios de prevenção, manejo clínico e gestão ocupacional das Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT), a conduta mais adequada do médico do trabalho é:
Caso clínico: uma trabalhadora de 51 anos, atuando há mais de duas décadas como tecelã em indústria de tecelagem de algodão, encontra-se exposta continuamente a níveis elevados de ruído ocupacional. Em exame audiométrico recente, observa-se perda auditiva neurossensorial bilateral, com limiar médio de 42 dB em 4.000 Hz, configurando entalhe audiométrico (notch) típico, sem história prévia de doença otológica ou exposição extraocupacional relevante.
Com base na integração entre história ocupacional, achados audiométricos e atribuições do médico do trabalho, a conduta adequada é:
Caso clínico: um trabalhador de 46 anos, exercendo a função de lixador, apresenta parestesia em mãos após exposição ocupacional à vibração de mãos e braços por 8 horas diárias. Avaliação ambiental integrada ao PGR identificou dosimetria de vibração acima dos níveis recomendados para exposição ocupacional segundo referências internacionais. A eletroneuromiografia (EMG) evidencia alteração sensitiva compatível com neuropatia periférica.
A conduta adequada para o caso é: