Questões de Concurso
Sobre transtornos relacionados a substâncias em psiquiatria
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A contenção mecânica ao leito é um procedimento controverso dado o risco extremo de restrição de liberdade, mas inevitável em casos de crises de agitação psicomotora com risco ao paciente e ao ambiente, podendo ser indicado quando medidas verbais falham e como último recurso.
Com base no Tratado de Psiquiatria da ABP e no Manual de Emergências Psiquiátricas de Quevedo e Carvalho, avalie as afirmativas a seguir sobre a contenção mecânica.
I. Após restringir os movimentos do indivíduo junto ao leito, ele deve ser monitorado e reavaliado continuamente ou, pelo menos, periodicamente (várias vezes ao dia). A contenção física deve ser removida assim que a compreensão e o controle do paciente forem restabelecidos. O tempo de contenção deve ser estritamente o necessário para cessação dos riscos, mantendo o paciente em condições humanas e sob cuidado e supervisão dos membros qualificados da equipe.
II. A contenção mecânica pode agravar a rabdomiólise induzida pela cocaína, devido ao esforço físico produzido contra as ataduras de contenção. Nesse sentido, deve ser avaliada com mais cautela.
III. A contenção mecânica deve ser realizada por uma equipe de cinco membros treinados. Apenas o médico assistente conversa com o paciente. Algumas vezes é necessária a colocação de uma faixa torácica após a imobilização dos membros. O diálogo com o paciente deve ser claro, e este deve ser informado do procedimento em curso.
Está correto o que se afirma em
A fenciclidina, conhecida como “pó de anjo”, é uma substância dissociativa que pode ser utilizada por diferentes vias, incluindo inalatória, oral, intranasal ou injetável, sendo frequentemente consumida quando polvilhada sobre material vegetal, como tabaco ou maconha, para ser fumada.
Das opções abaixo, assinale a que melhor descreve um quadro de intoxicação por fenciclidina, considerando os critérios de diagnóstico do DSM-5.
Homem, 55 anos, engenheiro, foi levado pela esposa à consulta, a qual queixa do consumo exagerado de álcool do marido. O paciente mostra-se contrariado e diz que veio à consulta apenas por insistência da esposa para tratar de “ansiedade”. A esposa diz que o marido toma bebidas alcoólicas desde a adolescência e, ao longo dos anos, em alguns eventos sociais ou atividades de lazer, bebia a ponto de ficar fortemente embriagado e não se lembrar no dia seguinte do que fez. Fala que, há 10 anos, o paciente vem gradualmente aumentando a frequência e quantidade de álcool ingerida. Já, há mais de um ano, o uso é “difícil o dia que não bebe” e costuma tomar no mínimo 6 latas de cerveja ou então 4 a 5 doses de uísque. O paciente não vê problemas no seu padrão de uso, pois só bebe fora do trabalho e “nunca mistura” diferentes tipos de bebida alcoólica (exceto em festas e eventos sociais). Já a esposa diz que tanto ela quanto os filhos do casal incomodam-se muito com o quanto o paciente bebe e cita que ele costuma ficar irritado, agressivo verbalmente e inadequado socialmente. O paciente novamente discorda e diz que fica irritado porque falam para ele parar de beber. Ele também já teve alguns tremores de mãos se fica um dia sem beber.
Para esse paciente, nesse momento, qual é a atitude ou intervenção mais correta a ser tomada pelo entrevistador?