Questões de Concurso
Sobre dietoterapia em nutrição
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Julgue o item subsecutivo, relativo a dietas com finalidades terapêuticas.
Uma dieta pastosa é indicada para paciente com dificuldade na mastigação ou deglutição devido a inflamação, dano neurológico, distúrbio neuromotor, retardo mental severo, doença esofágica, alterações anatômicas da boca ou esôfago, dentição incompleta e uso de prótese dentária, com ou sem risco de broncoaspiração.
I. A dietoterapia do indivíduo idoso com diabetes envolve a seguinte recomendação: carboidratos devem permanecer entre 55% das necessidades energéticas totais, 30% de lipídeos, 15% de proteínas (1,0 a 1,2g por kg/peso) e 14 g de fibras dietéticas/1000 Kcal ao dia.
II. A recomendação de ingestão proteica no paciente idoso oncológico deve ser baseada na condição clínica, estado nutricional e estadiamento da doença. Considerar sempre uma oferta proteica acima de 1,0 g/Kg/dia. Pacientes com algum grau de desnutrição, deve-se aumentar a oferta proteica para 1,2 a 1,5 g por Kg/dia.
III. Para a pessoa idosa com sarcopenia, a melhor fonte proteica para manter a massa muscular no idoso é aquela com maior digestibilidade e absorção e com maior disponibilidade de aminoácidos pós-prandial. A proteína do soro do leite preenche esses critérios e ainda, por ser rico em leucina, se torna um potente ativador da sinalização anabólica no músculo esquelético. Contudo, as proteínas ofertadas na forma líquida são menos eficientes que proteínas na forma sólida.
IV. As recomendações de ingestão energética e proteica para idosos obesos devem ser individualizadas, considerando o nível de atividade física, comorbidades associadas e tolerância. Recomenda-se utilizar 30 Kcal por kg/dia e aplicar redução calórica moderada de 1000 Kcal/dia, assegurando uma ingestão proteica de 1,2 a 2,0 g por kg de peso corporal ao dia.
I. Uma dieta hipoproteica deve ser recomendada quando se utiliza o fármaco levodopa, pois fármaco e aminoácidos competem pelo mesmo mecanismo de transporte ativo no trato gastrointestinal e na barreira hematoencefálica, de modo que refeições hiperproteicas associadas à ingestão do medicamento favorecem esta interação, ocasionando prejuízos de flutuações motoras ao paciente.
II. A recomendação de jejum de 30 minutos a 1 hora antes da administração da levodopa pode fazer com que haja baixa ingestão alimentar, uma vez que o fármaco é administrado em múltiplas doses ao longo do dia, aumentando o risco de desnutrição e perda de peso.
III. Com o uso da levodopa, recomenda-se o monitoramento dos níveis de homocisteína plasmática e das vitaminas B6, B9 e B12, sendo que folato e B12 podem necessitar de suplementação.
IV. A levodopa pode influenciar a ingestão alimentar causando efeitos adversos como náusea, vômito, dor e desconforto gastrointestinal, diarreia e sensação de sabor amargo. A indução de discinesias também é apontada como um efeito adverso da levodopa e pode aumentar o gasto energético e ainda prejudicar a mastigação, impactando a ingestão alimentar.
I. Na fase inicial da Doença de Alzheimer, o déficit de memória e a desorientação temporal e espacial, bem como os distúrbios da funcionalidade, podem interferir na habilidade de escolher alimentos, preparar e realizar as refeições.
II. Os pacientes cursam com hiporexia, dificuldade de mastigação, intolerância a certas consistências, disfagia e recusa alimentar, pois o paciente deixa de reconhecer o alimento.
III. Além dos fatores de risco não modificáveis, fatores ambientais, como estilo de vida, sedentarismo, maus hábitos alimentares e certas patologias, dentre elas a hipercolesterolemia, diabetes, hipertensão e obesidade, podem influenciar no risco para a doença.
IV. O estresse oxidativo e inflamação estão presentes na fisiopatologia da Doença de Alzheimer, causando alterações estruturais que comprometem o tecido cerebral. Além disso, a deficiência de micronutrientes, uma condição comumente encontrada nos idosos com estado nutricional comprometido, acelera o envelhecimento e a deterioração dos neurônios.
I. Os Fatores de Risco (FR) tradicionais para DAC incluem idade, tabagismo, estilo de vida sedentário, má alimentação, Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes Mellitus (DM), Dislipidemia (DLP) e história familiar de DAC.
II. Estudos demonstraram que o estradiol apresenta propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. A deficiência de estrogênio regula positivamente o estresse oxidativo ou inflamação sistêmica, levando à diminuição da função endotelial.
III. Os efeitos adversos dos medicamentos anti-hipertensivos são relatados com mais frequência em mulheres, em especial na menopausa, como a tosse induzida por inibidores da enzima de conversão da angiotensina, o edema de tornozelo com bloqueadores dos canais de cálcio, a hipocalemia e a hiponatremia com diuréticos.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é: