Questões de Concurso
Sobre pneumologia em medicina
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Sobre o caso explicitado, qual diagnóstico diferencial não deve ser considerado?
Estava em regular estado geral, corado, hidratado e afebril. Dispneia ao repouso com agitação. PA 100x70mmHg, FR 32irpm com tiragem intercostal e saturação de 72% em ar ambiente.
Sua ausculta pulmonar revelava murmúrios vesiculares diminuídos globalmente com roncos esparsos. Demais exame físico não tinha alteração.
Solicitado uma gasometria arterial em ar ambiente, Rx de tórax, hemograma, função renal e eletrólitos. Iniciado oxigenioterapia com cateter nasal a 2L/min, prescrito salbutamol 8 gotas + ipratrópio 35 gts via inalatória, além de 60mg de metilprednisolona endovenosa.
Após 1 hora da conduta inicial, o paciente persistia queixando-se de dispneia e agora apresentava-se sonolento, mas ainda responsivo e foi solicitado nova gasometria arterial.
1º Gasometria arterial (em ar ambiente): pH 7,22, PaO2 45mmHg, PaCO2 69mmHg, HCO3 29mEq/L, BE + 4,5, SatO2 73%.
2º Gasometria arterial (com CNO2 2L/min): pH 7,1, PaO2 91mmHg, PaCO2 87mmHg, HCO3 30mEq/L, BE + 5,7, SatO2 96%.
Qual seria uma justificativa para a piora clínica e das trocas gasosas exibida pelo paciente no momento da coleta da segunda gasometria arterial?


Leia o caso clínico a seguir.
Paciente de 68 anos, do sexo feminino, admitido com quadro de dispneia de repouso iniciada subitamente há mais ou menos duas horas, acompanhado de dois episódios de hemoptise. Antecedente de hipertensão arterial e doença pulmonar, porém não soube relatar a etiologia. Teve fratura de colo de fêmur a direita há 20 dias após queda da própria altura, tendo sido submetido a procedimento cirúrgico para correção. Ao exame físico: alerta, obedecendo a comandos, fala entrecortada com sinais evidentes de desconforto respiratório, frequência respiratória de 32 incursões por minuto, saturação periférica de oxigênio de 85%, ausculta pulmonar sem ruídos adventícios, frequência cardíaca de 110 batimentos por minuto, pressão arterial de 160x100mmHg, tempo de enchimento capilar apropriado, sem assimetria de pulsos. Membro inferior direito com edema 2+ / 4+
Tendo em vista sua principal hipótese diagnóstica e o contexto do paciente, qual seria o exame complementar indicado para confirmar o diagnóstico?
Paciente de 67 anos, do sexo feminino, com queixa de tosse produtiva diária com expectoração em pequena quantidade e coloração mucoide (“pigarro”) há quatro anos, acompanhado de dispneia progressiva aos esforços. Relata que, ultimamente, tem necessitado de ajuda para tomar banho e não consegue mais sair de casa. Fumante desde os 15 anos de idade com uma média de 30 cigarros por dia. Refere duas internações hospitalares no último ano por “pneumonia”, tendo recebido antibióticos para o tratamento. Ao exame físico: tórax com aumento do diâmetro antero posterior, expansibilidade diminuída, hipersonoridade à percussão e murmúrio vesicular globalmente diminuído, com alguns roncos bilaterais, frequência respiratória de 20 incursões por minuto. Resultado da espirometria evidenciado a seguir.
Da análise do quadro apresentado, a classificação da doença pulmonar obstrutiva apresentada pela paciente é
Diante disso, o provável diagnóstico e a conduta correta são, respectivamente,
Como se espera que estejam os parâmetros Pico de Fluxo Expiratório (PFE), o volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) e o Fluxo Expiratório Forçado Médio (FEF 25-75%), consecutivamente, no momento da crise e no momento da alta, respectivamente?
Diante das informações, indique o estágio e a gravidade da doença e se há alguma terapia que deve ser associada ao beta-agonista de longa duração.