Questões de Concurso
Sobre ginecologia e obstetrícia em medicina
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(__)A vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche) deve ser administrada em toda gestação, preferencialmente a partir da 20ª semana.
(__)O rastreamento para Estreptococo do grupo B (GBS) é obrigatório para todas as gestantes, independentemente de fatores de risco ou bacteriúria prévia por GBS na gestação atual.
(__)A suplementação de ácido fólico deve ser iniciada, idealmente, no período periconcepcional para prevenção de defeitos do tubo neural.
(__)O teste de tolerância oral à glicose (TOTG 75g) deve ser solicitado para todas as gestantes entre 24 e 28 semanas, caso a glicemia de jejum inicial tenha sido normal (< 92 mgdL).
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Uma mulher de 24 anos procura atendimento devido a corrimento vaginal abundante, de odor forte, acompanhado de dispareunia e disúria leve. Refere início dos sintomas há 4 dias. Nega febre. Relata ter tido um novo parceiro sexual há 2 semanas. O exame físico revela colo uterino com petéquias puntiformes (“colo em framboesa”) e secreção amarelo-esverdeada na vagina. O teste rápido de pH vaginal mostra pH = 6,0, e a microscopia com solução salina revela protozoários móveis.
Assinale a alternativa que representa a melhor escolha de tratamento para essa paciente.
HPV 16: Detectado HPV 18: Não detectado Outros HPV (Grupo A e Grupo B): Não detectados
I. Nos primeiros anos pós-menarca, a principal causa de SUA é a anovulação por imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário.
II. Na perimenopausa, a principal causa de SUA é a insuficiência de progesterona e a exposição prolongada do endométrio ao estrogênio devido à anovulação, como consequência da diminuição da reserva ovariana.
III. Na pós-menopausa, a principal causa de SUA é a atrofia endometrial, devido ao hipoestrogenismo característico dessa fase.
Quais estão corretas?
Para o diagnóstico diferencial, deve-se solicitar TSH, prolactina e 17(OH) progesterona (1ª parte). Para uma melhor avaliação e tratamento da paciente, deve-se solicitar perfil lipídico, glicose, insulina, hemoglobina glicada e TOTG 75g/2h (2ª parte). Para o diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos, deve-se solicitar ultrassonografia pélvica ou dosagem do hormônio antimulleriano. O hirsutismo nesse caso é de origem ovariana, adrenal ou idiopático (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
I. Trata-se de um caso de doença infiltrativa, ou seja, de endometriose profunda.
II. Em situações como a demonstrada na figura, a cirurgia é mandatória na presença de suboclusão.
III. Os tratamentos supressivos hormonais não conseguem atuar nesse tipo de lesão, sendo a cirurgia a melhor conduta para a redução da dor e melhora da qualidade de vida da paciente.
Quais estão corretas?
I. Em mulheres que estão amamentando, o uso de anticoncepcional combinado oral é categoria 4 nas primeiras seis semanas de pós-parto.
II. O uso de anovulatório de progestogênio isolado, acetato de medroxiprogesterona de depósito ou de implante de etonogestrel é categoria 2 nas primeiras seis semanas de pós-parto e categoria 1 após seis semanas do parto em mulheres que estão amamentando.
III. Em mulheres que não estão amamentando, o uso de anticoncepcional combinado oral é categoria 3 ou 4 antes de 21 dias de pós-parto.
IV. O uso do DIU de cobre ou DIU hormonal é categoria 1 após quatro semanas do parto.
Quais estão corretas?
Toque vaginal:
•Dilatação: completa (10 cm)
•Apresentação: cefálica
•Variedade de posição: occipito-púbica (OP - occipício anterior)
•Plano de De Lee: +3 (cabeça no assoalho pélvico)
•Bolsa rota (líquido claro)
•Não há circular de cordão palpável
•Bossa serossanguínea pequena (edema fisiológico do couro cabeludo)
•Pelve: sem estreitamentos evidentes, diâmetros adequados
•Dinâmica uterina: Contrações irregulares, 2-3/10 minutos, intensidade variável. Paciente com puxos fracos e descoordenados, refere exaustão.
Cardiotocografia: BCF basal: 155-160 bpm (taquicardia leve). Variabilidade: mínima (< 5 bpm). Desacelerações tardias em 3 das últimas 5 contrações (nadir 110-120 bpm, recuperação lenta). Padrão categoria II tendendo a III (não tranquilizador).
Considerando o quadro clínico de período expulsivo prolongado com padrão de frequência cardíaca fetal não tranquilizador, qual a melhor conduta?
Exames laboratoriais: β-hCG quantitativo: 2.850 mUI/mL Hemograma: Hb 12,8 g/dL, Ht 38%, leucócitos 8.200/mm³, plaquetas 268.000/mm³ Tipagem sanguínea: A negativo Progesterona sérica: 8,2 ng/mL
Ultrassonografia transvaginal: Útero: volume normal (60 cm³), endométrio espessado (12 mm, trilaminar), cavidade uterina vazia, sem saco gestacional intrauterino visível Anexo direito: ovário direito normal (8 cm³), sem massas. Anexo esquerdo: imagem anecoica arredondada para-anexial esquerda medindo 2,8 x 2,2 cm, com halo hiperêmico ao Doppler colorido, sem embrião visível no interior (compatível com saco gestacional extra-uterino). Líquido livre na cavidade pélvica: ausente Fundo de saco de Douglas: livre.
Considerando o diagnóstico de gravidez ectópica íntegra e as opções terapêuticas disponíveis, qual a melhor conduta?
Exame especular: Perda de líquido claro pelo orifício cervical externo, que se acentua com manobra de Valsalva. pH vaginal (teste com papel de nitrazina): positivo (azul - pH alcalino > 6,0). Teste de cristalização (esfregaço de fundo de saco vaginal em lâmina): positivo (padrão em "samambaia" ou "folha de samambaia"). Colo fechado ao exame visual, sem sangramento.
Toque vaginal: Colo posterior, 1 cm de dilatação, 30% de apagamento, consistência firme, apresentação cefálica móvel, plano -3 de De Lee. Confirma saída de líquido durante o exame.
Cardiotocografia: BCF basal 135-140 bpm, variabilidade moderada, 3 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações. Sem contrações uterinas.
Ultrassonografia obstétrica: Feto único, apresentação cefálica, biometria compatível com 39 semanas, peso estimado 3.200g (percentil 50), índice de líquido amniótico: 4,8 cm (oligoidrâmnio moderado - normal: 8-24 cm), placenta grau II posterior, sem alterações.
Considerando o diagnóstico de rotura prematura de membranas a termo e as recomendações atuais, qual a conduta mais adequada?
Cardiotocografia: BCF basal 140-145 bpm, variabilidade moderada, 2 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações. Contrações regulares a cada 2-3 minutos.
Exames laboratoriais: Hemograma: Hb 12,1 g/dL, leucócitos 9.800/mm³ (sem desvio), plaquetas 245.000/mm³, PCR: 0,4 mg/dL (normal < 0,5 mg/dL), Urina I: normal, urocultura em andamento, Swab vaginal para Streptococcus agalactiae (GBS): resultado pendente.
Ultrassonografia obstétrica: Feto único, apresentação cefálica, biometria compatível com 31 semanas, peso estimado 1.650 g (percentil 45), líquido amniótico normal (ILA: 12 cm), placenta grau I anterior.
Considerando o diagnóstico de trabalho de parto prematuro e as recomendações atuais para manejo, qual a melhor conduta?
Ultrassonografia obstétrica (32 semanas): feto único, biometria compatível com idade gestacional, líquido amniótico normal, placenta grau I posterior. Sem sinais sugestivos de sífilis congênita (hepatoesplenomegalia, ascite, hidropsia, espessamento placentário).
A paciente nega tratamento prévio para sífilis. Relata que o parceiro não realizou exames recentemente e não tem acompanhamento médico regular. Questiona sobre o tratamento e possíveis riscos para o bebê. Considerando o diagnóstico de sífilis materna e as recomendações para prevenção da sífilis congênita, qual a conduta mais adequada?
•Biometria fetal: DBP: 74 mm (percentil 20), CC: 274 mm (percentil 15), CA: 228 mm (percentil 3), CF: 53 mm (percentil 8)
•Peso fetal estimado: 1.280 g (percentil 3 - abaixo de 2 desvios-padrão)
•Relação CC/CA: 1,20 (aumentada - normal < 1,0 após 32 semanas)
•Índice de líquido amniótico: 6,2 cm (reduzido - normal 8-24 cm)
•Placenta: grau II, localização fúndica
•Anatomia fetal: sem malformações detectadas
•Dopplervelocimetria:
oSístole: Pico de velocidade normal (fluxo anterógrado)
oDiástole: AUSENTE - o fluxo retorna completamente à linha de base (diástole zero)
oÍndice de Pulsatilidade (IP): 2,8 (muito elevado - normal < 1,2 no 3º trimestre)
oÍndice de Resistência (IR): 1,0 (muito elevado - normal < 0,6-0,7)
oRelação S/D: Infinita (diástole = 0)
•Outros Dopplers realizados:
oArtéria cerebral média: IP 1,2 (normal: 1,4-1,8) - vasodilatação cerebral (centralização)
oRelação cerebroplacentária: 0,43 (< 1,0 - anormal, confirma centralização fetal)
oDucto venoso: onda "a" positiva (normal)
•Cardiotocografia: BCF basal 145 bpm, variabilidade moderada, 2 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações (reativa).
Considerando o quadro de CIUR grave com os achados dopplervelocimétricos apresentados, qual a conduta mais adequada?
Analise a imagem abaixo para responder à questão.

Paciente refere dor intensa, cansaço, solicita analgesia. Dinâmica uterina atual (hora 9): 2-3 contrações em 10 minutos, duração 30-35 segundos. BCF mantém-se reativo, 145 bpm. Considerando a evolução do trabalho de parto demonstrada no partograma, qual a conduta mais adequada?