Questões de Concurso Sobre ginecologia e obstetrícia em medicina

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Q3797755 Medicina
O acompanhamento pré-natal adequado é fundamental para a redução da morbimortalidade materna e perinatal, exigindo o conhecimento das rotinas de rastreio e imunização vigentes no Brasil. Acerca das rotinas de assistência pré-natal preconizadas pelo Ministério da Saúde, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(__)A vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche) deve ser administrada em toda gestação, preferencialmente a partir da 20ª semana.
(__)O rastreamento para Estreptococo do grupo B (GBS) é obrigatório para todas as gestantes, independentemente de fatores de risco ou bacteriúria prévia por GBS na gestação atual.
(__)A suplementação de ácido fólico deve ser iniciada, idealmente, no período periconcepcional para prevenção de defeitos do tubo neural.
(__)O teste de tolerância oral à glicose (TOTG 75g) deve ser solicitado para todas as gestantes entre 24 e 28 semanas, caso a glicemia de jejum inicial tenha sido normal (< 92 mgdL).

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3797754 Medicina
Uma gestante Rh negativo (D-negativo), não sensibilizada previamente, dá à luz um recém-nascido Rh positivo. O Teste de Coombs Indireto realizado na admissão do parto foi negativo. Considerando a prevenção da isoimunização Rh (Doença Hemolítica Perinatal) em gestações futuras, assinale a conduta técnica correta a ser adotada no pós-parto imediato.
Alternativas
Q3797731 Medicina
As síndromes hipertensivas na gestação são importantes causas de morbimortalidade materna e fetal. A pré-eclâmpsia é caracterizada pelo surgimento de hipertensão arterial e proteinúria (ou disfunção de órgãos-alvo) após a 20ª semana de gestação. Assinale a alternativa que indica corretamente o medicamento de escolha para a prevenção de convulsões (eclâmpsia) em pacientes com pré-eclâmpsia grave.
Alternativas
Q3795924 Medicina

Uma mulher de 24 anos procura atendimento devido a corrimento vaginal abundante, de odor forte, acompanhado de dispareunia e disúria leve. Refere início dos sintomas há 4 dias. Nega febre. Relata ter tido um novo parceiro sexual há 2 semanas. O exame físico revela colo uterino com petéquias puntiformes (“colo em framboesa”) e secreção amarelo-esverdeada na vagina. O teste rápido de pH vaginal mostra pH = 6,0, e a microscopia com solução salina revela protozoários móveis.


Assinale a alternativa que representa a melhor escolha de tratamento para essa paciente. 

Alternativas
Q3795437 Medicina
Mulher de 30 anos apresenta resultado do exame de rastreamento do câncer de colo uterino coletado há trinta dias. Analise o resultado do exame abaixo e assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada.


HPV 16: Detectado HPV 18: Não detectado Outros HPV (Grupo A e Grupo B): Não detectados
Alternativas
Q3795436 Medicina
O sangramento uterino anormal (SUA) tem causas diversas que, muitas vezes, estão relacionadas às diferentes fases da vida da mulher. Nesse sentido, analise as assertivas a seguir:

I. Nos primeiros anos pós-menarca, a principal causa de SUA é a anovulação por imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário.

II. Na perimenopausa, a principal causa de SUA é a insuficiência de progesterona e a exposição prolongada do endométrio ao estrogênio devido à anovulação, como consequência da diminuição da reserva ovariana.

III. Na pós-menopausa, a principal causa de SUA é a atrofia endometrial, devido ao hipoestrogenismo característico dessa fase.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3795435 Medicina
Paciente de 17 anos refere ciclos menstruais com intervalos de 90-120 dias desde a menarca que ocorreu aos 13 anos. Relata acne e hirsutismo, sem outras queixas. Nega início da atividade sexual, uso de hormônios e outros medicamentos. Ao exame, pressão arterial de 140/90 mmHg, desenvolvimento puberal normal, genitália externa feminina, acne, hirsutismo moderado e IMC de 28 kg/m². Traz os seguintes exames laboratoriais: Testosterona total: 80 ng/dL, SDHEA: 650 µg/dL, FSH: 4,0 mUI/mL, LH: 10 mUI/mL. Em relação a esse caso, analise a sentença abaixo:

Para o diagnóstico diferencial, deve-se solicitar TSH, prolactina e 17(OH) progesterona (1ª parte). Para uma melhor avaliação e tratamento da paciente, deve-se solicitar perfil lipídico, glicose, insulina, hemoglobina glicada e TOTG 75g/2h (2ª parte). Para o diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos, deve-se solicitar ultrassonografia pélvica ou dosagem do hormônio antimulleriano. O hirsutismo nesse caso é de origem ovariana, adrenal ou idiopático (3ª parte).

Quais partes estão corretas? 
Alternativas
Q3795434 Medicina
Observe a figura a seguir, que demostra um segmento do sigmoide ressecado devido à endometriose, e analise as assertivas abaixo:


Imagem associada para resolução da questão


I. Trata-se de um caso de doença infiltrativa, ou seja, de endometriose profunda.
II. Em situações como a demonstrada na figura, a cirurgia é mandatória na presença de suboclusão.
III. Os tratamentos supressivos hormonais não conseguem atuar nesse tipo de lesão, sendo a cirurgia a melhor conduta para a redução da dor e melhora da qualidade de vida da paciente.


Quais estão corretas?
Alternativas
Q3795433 Medicina
Em relação aos novos critérios de elegibilidade da OMS para contracepção hormonal no puerpério, analise as assertivas abaixo:

I. Em mulheres que estão amamentando, o uso de anticoncepcional combinado oral é categoria 4 nas primeiras seis semanas de pós-parto.

II. O uso de anovulatório de progestogênio isolado, acetato de medroxiprogesterona de depósito ou de implante de etonogestrel é categoria 2 nas primeiras seis semanas de pós-parto e categoria 1 após seis semanas do parto em mulheres que estão amamentando.

III. Em mulheres que não estão amamentando, o uso de anticoncepcional combinado oral é categoria 3 ou 4 antes de 21 dias de pós-parto.

IV. O uso do DIU de cobre ou DIU hormonal é categoria 1 após quatro semanas do parto.


Quais estão corretas?
Alternativas
Q3795432 Medicina
À luz dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, pessoas transexuais buscam atenção e atendimento nos serviços de Atenção Primária à Saúde. A demanda dessas pessoas requer o acolhimento multiprofissional e a abordagem relacionada a gênero e sexualidade e poderá requerer a avaliação clínica previamente ao uso de hormônios e a ponderação sobre seus efeitos, a fim de iniciar a hormonização transexualizadora para desenvolver caracteres sexuais secundários. Nesse sentido, conforme o Tratado de Medicina de Família e Comunidade (2019), sobre essa demanda, avaliação clínica e possíveis efeitos de medicamentos, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3795178 Medicina
Mulher, 29 anos, hígida. Ao fazer um check-up anual, realizou ultrassonografia transvaginal que demonstrou, no ovário direito, imagem cística, paredes finas, sem septos, medindo 1,4 cm, sem alterações ao estudo Doppler, sem outros achados. Considerando esse caso, como seria a classificação feita pelo O-RADS US? 
Alternativas
Q3792398 Medicina
Primigesta de 24 anos, 40 semanas e 2 dias de gestação, em trabalho de parto há 14 horas, encontra-se em segundo período (período expulsivo) há 2 horas e 30 minutos. Pré-natal sem intercorrências, 10 consultas realizadas, todos os exames normais, sorologias negativas, grupo sanguíneo O positivo, cultura para Streptococcus agalactiae negativa. Nega comorbidades. Gestação espontânea, desejada. Peso pré-gestacional: 62 kg, peso atual: 78 kg (ganho de 16 kg). Admitida em trabalho de parto ativo (6 cm de dilatação) há 8 horas. Recebeu analgesia de parto (peridural) há 6 horas com boa analgesia. Bolsa rota há 10 horas (rotura espontânea), líquido claro. Ao exame obstétrico atual: paciente cansada, sonolenta entre as contrações, cooperativa mas com puxos ineficazes. PA: 125/78 mmHg, FC: 88 bpm, Tax: 37,1 °C. AU: 38 cm.

Toque vaginal:
•Dilatação: completa (10 cm)
•Apresentação: cefálica
•Variedade de posição: occipito-púbica (OP - occipício anterior)
•Plano de De Lee: +3 (cabeça no assoalho pélvico)
•Bolsa rota (líquido claro)
•Não há circular de cordão palpável
•Bossa serossanguínea pequena (edema fisiológico do couro cabeludo)
•Pelve: sem estreitamentos evidentes, diâmetros adequados 
Dinâmica uterina: Contrações irregulares, 2-3/10 minutos, intensidade variável. Paciente com puxos fracos e descoordenados, refere exaustão. 

Cardiotocografia: BCF basal: 155-160 bpm (taquicardia leve). Variabilidade: mínima (< 5 bpm). Desacelerações tardias em 3 das últimas 5 contrações (nadir 110-120 bpm, recuperação lenta). Padrão categoria II tendendo a III (não tranquilizador).

Considerando o quadro clínico de período expulsivo prolongado com padrão de frequência cardíaca fetal não tranquilizador, qual a melhor conduta?
Alternativas
Q3792397 Medicina
Mulher de 31 anos procura o pronto-socorro ginecológico com queixa de atraso menstrual de 6 semanas, associado a sangramento vaginal discreto de cor vermelho-escuro há 3 dias e dor em baixo ventre à esquerda de intensidade leve a moderada, tipo "fisgada", com piora nas últimas 12 horas. Nega tonturas, síncope ou sangramento volumoso. Refere teste de gravidez de farmácia positivo há 1 semana. Última menstruação há 45 dias (DUM confiável, ciclos regulares de 28-30 dias). G2P0A1: gestação anterior há 3 anos resultou em aborto espontâneo com 8 semanas, tratado com curetagem uterina sem intercorrências. Antecedente de salpingite tratada há 5 anos (internação hospitalar, antibioticoterapia EV por 7 dias). Nega DIU atual ou prévio. Parceiro fixo há 2 anos. Nega alergias medicamentosas conhecidas. Ao exame físico: paciente em regular estado geral, consciente, orientada, sem palidez significativa. PA: 115/70 mmHg, FC: 82 bpm, Tax: 36,5 °C. Abdome: plano, ruídos hidroaéreos presentes, levemente doloroso à palpação profunda em fossa ilíaca esquerda, sem sinais de irritação peritoneal (Blumberg negativo), sem massas palpáveis. Exame especular: sangramento vaginal discreto em pequena quantidade, vermelho-escuro, sem coágulos, colo fechado. Toque vaginal: útero de volume normal, amolecido, colo fechado, anexo esquerdo discretamente doloroso à mobilização, sem massas palpáveis definidas, fundo de saco posterior livre (sem abaulamento ou dor intensa). 

Exames laboratoriais: β-hCG quantitativo: 2.850 mUI/mL Hemograma: Hb 12,8 g/dL, Ht 38%, leucócitos 8.200/mm³, plaquetas 268.000/mm³ Tipagem sanguínea: A negativo Progesterona sérica: 8,2 ng/mL

Ultrassonografia transvaginal: Útero: volume normal (60 cm³), endométrio espessado (12 mm, trilaminar), cavidade uterina vazia, sem saco gestacional intrauterino visível Anexo direito: ovário direito normal (8 cm³), sem massas. Anexo esquerdo: imagem anecoica arredondada para-anexial esquerda medindo 2,8 x 2,2 cm, com halo hiperêmico ao Doppler colorido, sem embrião visível no interior (compatível com saco gestacional extra-uterino). Líquido livre na cavidade pélvica: ausente Fundo de saco de Douglas: livre.

Considerando o diagnóstico de gravidez ectópica íntegra e as opções terapêuticas disponíveis, qual a melhor conduta?
Alternativas
Q3792396 Medicina
Gestante de 29 anos, G2P1, com 39 semanas e 3 dias de gestação pela DUM (confirmada por ultrassonografia do primeiro trimestre), procura o pronto-socorro obstétrico às 6 horas da manhã referindo perda súbita de líquido claro pela vagina há aproximadamente 8 horas (às 22 h da noite anterior), que ocorreu enquanto dormia. Relata que acordou com a cama molhada e o líquido continuou saindo em pequena quantidade ao longo da noite. Nega sangramento vaginal. Refere movimentação fetal preservada. Nega contrações uterinas regulares, apenas "endurecimento" abdominal esporádico e indolor. Pré-natal completo sem intercorrências, 9 consultas realizadas, todos os exames normais, sorologias negativas, grupo sanguíneo B positivo. Cultura para Streptococcus agalactiae (GBS) realizada com 36 semanas: positiva. Gestação anterior há 4 anos: parto vaginal a termo, RN 3.400g, sem complicações. Nega alergias medicamentosas. Ao exame físico: paciente em bom estado geral, afebril. PA: 118/74 mmHg, FC: 78 bpm, Tax: 36,7 °C. AU: 36 cm, feto único em situação longitudinal, apresentação cefálica, dorso à direita. BCF: 138 bpm. Útero normotônico, sem contrações palpáveis no momento do exame.

Exame especular: Perda de líquido claro pelo orifício cervical externo, que se acentua com manobra de Valsalva. pH vaginal (teste com papel de nitrazina): positivo (azul - pH alcalino > 6,0). Teste de cristalização (esfregaço de fundo de saco vaginal em lâmina): positivo (padrão em "samambaia" ou "folha de samambaia"). Colo fechado ao exame visual, sem sangramento.

Toque vaginal: Colo posterior, 1 cm de dilatação, 30% de apagamento, consistência firme, apresentação cefálica móvel, plano -3 de De Lee. Confirma saída de líquido durante o exame.

Cardiotocografia: BCF basal 135-140 bpm, variabilidade moderada, 3 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações. Sem contrações uterinas.

Ultrassonografia obstétrica: Feto único, apresentação cefálica, biometria compatível com 39 semanas, peso estimado 3.200g (percentil 50), índice de líquido amniótico: 4,8 cm (oligoidrâmnio moderado - normal: 8-24 cm), placenta grau II posterior, sem alterações.

Considerando o diagnóstico de rotura prematura de membranas a termo e as recomendações atuais, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792395 Medicina
Gestante de 27 anos, G1P0, com 31 semanas e 2 dias de gestação pela DUM (confirmada por ultrassonografia do primeiro trimestre), dá entrada no pronto-socorro obstétrico com queixa de contrações uterinas regulares e dolorosas há 3 horas, associadas a dor lombar baixa. Nega sangramento vaginal, perda de líquido amniótico ou trauma. Movimentação fetal preservada. Pré-natal sem intercorrências, sorologias negativas, grupo sanguíneo O positivo. Nega tabagismo, etilismo ou uso de drogas. Sem comorbidades. Nega gestações ou partos anteriores. Nega infecção urinária recente. Ao exame físico: paciente lúcida, orientada, corada, hidratada. PA: 115/72 mmHg, FC: 84 bpm, Tax: 36,8 °C. AU: 29 cm, feto único em situação longitudinal, apresentação cefálica. BCF: 142 bpm. Contrações uterinas palpáveis: 4 contrações em 10 minutos, duração 35-40 segundos, boa intensidade. Ao toque vaginal: colo centralizado, 3 cm de dilatação, 60% de apagamento, consistência amolecida, bolsa das águas íntegra, apresentação cefálica móvel, plano -3 de De Lee. Exame especular: colo sem dilatação visível externamente, sem sangramento ativo, secreção vaginal fisiológica (sem sinais de vaginose/corioamnionite).

Cardiotocografia: BCF basal 140-145 bpm, variabilidade moderada, 2 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações. Contrações regulares a cada 2-3 minutos.
Exames laboratoriais: Hemograma: Hb 12,1 g/dL, leucócitos 9.800/mm³ (sem desvio), plaquetas 245.000/mm³, PCR: 0,4 mg/dL (normal < 0,5 mg/dL), Urina I: normal, urocultura em andamento, Swab vaginal para Streptococcus agalactiae (GBS): resultado pendente.
Ultrassonografia obstétrica: Feto único, apresentação cefálica, biometria compatível com 31 semanas, peso estimado 1.650 g (percentil 45), líquido amniótico normal (ILA: 12 cm), placenta grau I anterior.

Considerando o diagnóstico de trabalho de parto prematuro e as recomendações atuais para manejo, qual a melhor conduta?
Alternativas
Q3792394 Medicina
Gestante de 25 anos, G2P1, com 32 semanas de gestação, comparece à consulta de pré-natal na Unidade Básica de Saúde. Pré-natal iniciado tardiamente no segundo trimestre (primeira consulta com 18 semanas). Realizou exames de rotina naquela ocasião, que incluíam VDRL não reagente. Gestação atual sem intercorrências até o momento. Nega comorbidades. Primeira gestação há 3 anos: parto vaginal a termo, recém-nascido saudável. Parceiro fixo há 2 anos, nega novos parceiros sexuais. Nega lesões genitais atuais ou prévias, corrimento ou sintomas urinários. Nega uso de drogas injetáveis. Ao exame físico: PA: 110/70 mmHg, AU: 30 cm, BCF: 145 bpm, apresentação cefálica. Ausência de lesões cutâneas ou em mucosas. Orofaringe sem alterações. Ausência de linfadenopatia. Resultado dos exames de rotina realizados na consulta atual (32 semanas): hemograma, glicemia, urina I, urocultura: normais VDRL: 1:16 (reagente), teste treponêmico rápido: REAGENTE. 

Ultrassonografia obstétrica (32 semanas): feto único, biometria compatível com idade gestacional, líquido amniótico normal, placenta grau I posterior. Sem sinais sugestivos de sífilis congênita (hepatoesplenomegalia, ascite, hidropsia, espessamento placentário).

A paciente nega tratamento prévio para sífilis. Relata que o parceiro não realizou exames recentemente e não tem acompanhamento médico regular. Questiona sobre o tratamento e possíveis riscos para o bebê. Considerando o diagnóstico de sífilis materna e as recomendações para prevenção da sífilis congênita, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792393 Medicina
Gestante de 32 anos, G1P0, com 31 semanas e 4 dias de gestação, é encaminhada do pré-natal de alto risco para avaliação em centro terciário devido à suspeita de restrição de crescimento intrauterino (CIUR). Relata pré-natal iniciado no primeiro trimestre, ultrassonografia inicial com idade gestacional confirmada. Nega comorbidades maternas. Não fuma, não usa drogas. História familiar: mãe hipertensa. Às 28 semanas, ultrassom morfológico evidenciou peso fetal estimado no percentil 8 (440 g abaixo do esperado) com relação céfalo-abdominal aumentada. Novo ultrassom com 30 semanas confirmou peso no percentil 5 com estagnação do crescimento. Paciente assintomática, nega sangramento, perda de líquido, contrações ou redução de movimentos fetais. Ao exame físico: PA: 125/78 mmHg, FC: 76 bpm, IMC: 21 kg/m². Altura uterina: 26 cm (abaixo do percentil 10 para idade gestacional). BCF: 148 bpm. Movimentação fetal presente. Exames laboratoriais maternos: hemograma, função renal, função hepática, proteinúria 24 h: todos normais. Sorologias (TORCHS): IgG positivo para toxoplasmose e rubéola, IgM negativo. CMV e sífilis: negativos. Ultrassonografia obstétrica (31 semanas e 4 dias):

•Biometria fetal: DBP: 74 mm (percentil 20), CC: 274 mm (percentil 15), CA: 228 mm (percentil 3), CF: 53 mm (percentil 8)
•Peso fetal estimado: 1.280 g (percentil 3 - abaixo de 2 desvios-padrão)
•Relação CC/CA: 1,20 (aumentada - normal < 1,0 após 32 semanas)
•Índice de líquido amniótico: 6,2 cm (reduzido - normal 8-24 cm)
•Placenta: grau II, localização fúndica
•Anatomia fetal: sem malformações detectadas
•Dopplervelocimetria: 
oSístole: Pico de velocidade normal (fluxo anterógrado)
oDiástole: AUSENTE - o fluxo retorna completamente à linha de base (diástole zero)
oÍndice de Pulsatilidade (IP): 2,8 (muito elevado - normal < 1,2 no 3º trimestre)
oÍndice de Resistência (IR): 1,0 (muito elevado - normal < 0,6-0,7)
oRelação S/D: Infinita (diástole = 0) 

•Outros Dopplers realizados:
oArtéria cerebral média: IP 1,2 (normal: 1,4-1,8) - vasodilatação cerebral (centralização)
oRelação cerebroplacentária: 0,43 (< 1,0 - anormal, confirma centralização fetal)
oDucto venoso: onda "a" positiva (normal)

•Cardiotocografia: BCF basal 145 bpm, variabilidade moderada, 2 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações (reativa).

Considerando o quadro de CIUR grave com os achados dopplervelocimétricos apresentados, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792392 Medicina
Gestante de 28 anos, G3P2, com 34 semanas de gestação, dá entrada no pronto-socorro obstétrico trazida pelo SAMU com queixa de dor abdominal intensa de início súbito há 1 hora, associada a sangramento vaginal moderado de cor vermelho-escuro. Refere que estava em repouso quando iniciou dor "em pontada" no abdome, contínua, que não alivia. Nega trauma abdominal. Nega perda de líquido amniótico. Movimentação fetal presente mas diminuída segundo a paciente. Pré-natal irregular (4 consultas), hipertensão arterial crônica em uso irregular de metildopa. Tabagista (10 cigarros/dia). Gestações anteriores: 2 partos vaginais, último há 2 anos. Nega uso de cocaína ou outras drogas ilícitas. Ao exame físico: paciente agitada, queixando-se de dor intensa. PA: 160/105 mmHg, FC: 108 bpm, Tax: 37,1 °C. Palidez cutâneo-mucosa 2+/4+. Abdome gravídico: útero hipertônico ("em tábua"), doloroso à palpação difusamente, altura uterina: 31 cm. Não é possível palpar partes fetais. Genitália externa: sangramento vaginal moderado, vermelho-escuro com coágulos. Ao toque vaginal: colo posterior, 2 cm de dilatação, 50% de apagamento. BCF detectado ao Sonar: 165 bpm, sem variabilidade. Não foi possível realizar cardiotocografia por agitação materna. Ultrassonografia à beira do leito: feto único, cefálico, BCF presente 168 bpm, diminuição do líquido amniótico, imagem sugestiva de hematoma retroplacentário. Considerando o quadro clínico e a hipótese diagnóstica mais provável, qual a conduta imediata mais adequada?
Alternativas
Q3792391 Medicina
Gestante de 30 anos, G2P1, com 26 semanas de gestação, comparece à consulta de pré-natal de rotina. Primeira gestação sem intercorrências, parto vaginal há 3 anos, recém-nascido com 4.200 g. Nega diabetes mellitus prévia. História familiar: mãe com diabetes tipo 2 diagnosticado aos 55 anos. IMC pré-gestacional: 31 kg/m² (obesidade grau I). Ganho ponderal atual: 8 kg. Nega sintomas de hiperglicemia. Glicemia de jejum no primeiro trimestre: 88 mg/dL (normal). Exame físico: PA: 120/75 mmHg, AU: 26 cm, BCF: 145 bpm. Foi solicitado teste oral de tolerância à glicose com 75g (TOTG75g) conforme protocolo de rastreamento. Paciente retorna com o resultado: TOTG-75g realizado com 26 semanas: Jejum: 88 mg/dL, 1 hora: 192 mg/dL, 2 horas: 163 mg/dL. Nega sintomas. Nega uso de corticoides ou outras medicações. Ultrassonografia obstétrica (26 semanas): feto único, biometria compatível com idade gestacional, percentil 60, líquido amniótico normal, placenta posterior grau 0. Considerando os resultados do TOTG-75g e as diretrizes atuais para diagnóstico e manejo do diabetes mellitus gestacional, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792390 Medicina

Analise a imagem abaixo para responder à questão.


Q52.png (432×598)

Primigesta de 22 anos, 39 semanas de gestação, em trabalho de parto espontâneo, admitida na maternidade com queixa de contrações uterinas regulares há 4 horas. Pré-natal sem intercorrências, sorologias negativas, grupo sanguíneo A positivo. Ao exame de admissão (hora 1 do gráfico): colo com 3 cm de dilatação, apagamento 70%, consistência média, posição central, apresentação cefálica em plano -3 de De Lee (alto), bolsa íntegra. Frequência cardíaca fetal: 142 bpm, reativa. Dinâmica uterina: 3 contrações em 10 minutos, duração 40 segundos, boa intensidade. Foi realizada amniotomia com saída de líquido claro. A evolução da dilatação cervical e descida da apresentação foram registradas no partograma mostrado na imagem da página anterior.

Paciente refere dor intensa, cansaço, solicita analgesia. Dinâmica uterina atual (hora 9): 2-3 contrações em 10 minutos, duração 30-35 segundos. BCF mantém-se reativo, 145 bpm. Considerando a evolução do trabalho de parto demonstrada no partograma, qual a conduta mais adequada? 
Alternativas
Respostas
1661: B
1662: D
1663: C
1664: D
1665: A
1666: E
1667: C
1668: E
1669: E
1670: C
1671: A
1672: B
1673: C
1674: C
1675: B
1676: B
1677: C
1678: D
1679: C
1680: B