Questões de Concurso
Comentadas sobre gastroenterologia em medicina
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Paciente do sexo masculino, saudável, de 35 anos, resolve se candidatar a doador de sangue, e, ao receber os resultados dos exames de triagem, se surpreende com Anti-HBc reagente, HBsAg negativo, Anti-HCV negativo e ALT = 28 mg/dl.
Ao receber este paciente no ambulatório, qual o próximo passo a seguir?
Paciente de 47 anos apresenta icterícia flutuante, colúria e acolia fecal há sete dias. Sem perda de peso ou febre. USG de abdome: colelitíase com múltiplos cálculos, com dilatação discreta de colédoco. Exames laboratoriais: Hb 13,7 g/dL; Leuco 9,8 mil/mm³; TGO 170 U/L; TGP 120 U/L; FA 480 U/L; GGT 715 U/L, BT 6,45 mg/dL; BD 5,5 mg/dL.
Nesse caso, qual deve ser a conduta?
Mulher, 42 anos, técnica judiciária, procura atendimento ambulatorial com história de dor epigástrica em queimação há cerca de 2 meses, com piora no período pós-prandial tardio e melhora após ingestão de alimentos. Refere episódios ocasionais de náuseas, sem vômitos ou perda ponderal significativa. Nega uso crônico de anti-inflamatórios. Relata ter feito uso de azitromicina há 4 meses para tratamento de sinusite.
Foi submetida à Endoscopia Digestiva Alta (EDA), que evidenciou úlcera em bulbo duodenal de 0,8 cm, com base limpa (Forrest III). Durante o exame, o teste rápido da urease foi positivo.
A paciente não apresenta alergias medicamentosas conhecidas e não faz uso atual de antibióticos ou inibidores de bomba de prótons.
De acordo com as recomendações mais recentes do V Consenso Brasileiro sobre Helicobacter pylori e as diretrizes internacionais, assinale a opção que indica a conduta mais adequada.
Homem, 52 anos, analista judiciário, apresenta pirose retroesternal e regurgitação ácida três vezes por semana, há cerca de 6 meses. Fez uso de Omeprazol 20 mg/dia por conta própria com melhora parcial. É obeso (IMC = 32 kg/m²) e tabagista.
Devido à persistência dos sintomas e à presença de sinais de alerta (perda ponderal de 4 kg no último mês), foi submetido a uma Endoscopia Digestiva Alta (EDA). O laudo descreve: “Esôfago com epitélio de coloração róseo-salmão estendendo-se por 4 cm acima da transição esofagogástrica; biópsias confirmam metaplasia intestinal com ausência de displasia.”
Segundo os consensos atuais (2024/2026) sobre DRGE e Esôfago de Barrett, assinale a opção que indica a conduta mais adequada.
JMS, 52 anos, com quadro de fadiga prolongada, prurido cutâneo com ausência de lesões dermatológica identificáveis. Foram solicitados exames para investigação do quadro, com achado de elevação da enzima fosfatase alcalina, bem como marcadores sorológicos positivos para cirrose/colangite biliar primária (CBP).
Sobre essa patologia, assinale a alternativa incorreta:
Aventando-se Peritonite bacteriana espontânea (PBE) como uma das principais hipóteses diagnósticas para o paciente, assinale a alternativa correta.
I - A colestase é definida por diminuição ou interrupção do fluxo biliar para o duodeno, por obstrução da árvore biliar intra ou extra-hepática, ou por alteração funcional do hepatócito.
II - A redução no fluxo da bile pode ocorrer, em maior ou menor grau, em qualquer ponto entre as células hepáticas e o duodeno, o que permite classificar a colestase em extra-hepática (CEH) ou intra-hepática (CIH).
III - A СІH pode resultar de defeitos funcionais do hepatócito (CIH hepatocelular) ou de obstrução do fluxo de bile, desde ramos de maior calibre da árvore biliar intra-hepática (ABIH) até o sistema biliar de pequenos ductos, sem envolvimento dos colangíolos.
IV - A CEH resulta da obstrução da árvore biliar extra-hepática, nos ductos biliares principais, localizados fora do fígado ou ao nível do hilo hepático. A CEH pode ser de causa intrínseca ou extrínseca à arvore biliar extra-hepática.
V- Clinicamente, a colestase caracteriza-se classicamente pela tríade: icterícia, colúria e hipocolia ou acolia fecal.
VI - A presença da icterícia é uma condição obrigatória para o diagnóstico de colestase, devido a não alteração das enzimas hepáticas canaliculares em quadros agudos: fosfatase alcalina (FA) e gama-glutamiltransferase e dos sais biliares, estando somente alteradas em quadros crônicos. A colestase é considerada crônica quando está presente há mais de seis meses.