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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2026 - TJ-SC - Médico |
Q4150894 Medicina

Homem, 52 anos, analista judiciário, apresenta pirose retroesternal e regurgitação ácida três vezes por semana, há cerca de 6 meses. Fez uso de Omeprazol 20 mg/dia por conta própria com melhora parcial. É obeso (IMC = 32 kg/m²) e tabagista.


Devido à persistência dos sintomas e à presença de sinais de alerta (perda ponderal de 4 kg no último mês), foi submetido a uma Endoscopia Digestiva Alta (EDA). O laudo descreve: “Esôfago com epitélio de coloração róseo-salmão estendendo-se por 4 cm acima da transição esofagogástrica; biópsias confirmam metaplasia intestinal com ausência de displasia.”


Segundo os consensos atuais (2024/2026) sobre DRGE e Esôfago de Barrett, assinale a opção que indica a conduta mais adequada.

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso descreve esôfago de Barrett não displásico: segmento de 4 cm com metaplasia intestinal e ausência de displasia na biópsia. Pelas diretrizes atuais citadas na base, a conduta técnica é IBP em dose adequada e vigilância endoscópica a cada 3 a 5 anos, reservando terapia erradicadora para displasia. Assim, há conflito entre a base médico-diretriz e o gabarito oficial, que deve ser preservado como A.

Tema central: Barrett não displásico
Análise das alternativas
A
Certa
Mantém-se a alternativa A porque este é o gabarito oficial da questão, embora ela não represente a conduta recomendada pelas diretrizes atuais para Barrett sem displasia. A base técnica aponta que a estratégia adequada seria controle com IBP e vigilância endoscópica periódica, e não fundoplicatura como via única de regressão metaplásica ou prevenção de adenocarcinoma.
B
Errada
É a alternativa que corresponde à base de decisão médica: otimizar IBP e realizar vigilância endoscópica com biópsias a cada 3 a 5 anos em Barrett não displásico. Permanece como incorreta apenas para preservar o gabarito oficial.
C
Errada
Está errada porque metaplasia intestinal no Barrett não é proteção da mucosa contra o ácido. A conduta base é manter supressão ácida com IBP, e não suspender o IBP para trocar por bloqueador H2.
D
Errada
Está errada porque ablação por radiofrequência é indicada sobretudo para Barrett com displasia. Segmento maior que 3 cm, isoladamente, não justifica ablação imediata na ausência de displasia.
E
Errada
Está errada porque H. pylori não é a causa central do quadro nem alvo prioritário para tratar inflamação esofágica por refluxo. A erradicação não é medida principal para Barrett neste cenário.
Pegadinha da questão
A questão reúne sintomas persistentes, segmento longo e fatores de risco para induzir supertratamento, mas o dado decisivo é a ausência de displasia na biópsia.
Dica para questões semelhantes
  • Em Barrett, o dado histológico define a conduta: sem displasia, a base é IBP e vigilância periódica.
  • Não use segmento longo, obesidade ou tabagismo como indicação automática de ablação ou cirurgia.
  • Cirurgia antirrefluxo pode ser considerada em cenários selecionados, mas não substitui a lógica de vigilância do Barrett não displásico.
  • Se a alternativa atribuir papel central ao H. pylori sem infecção documentada, desconfie.

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