Homem, 52 anos, analista judiciário, apresenta pirose retroe...
Homem, 52 anos, analista judiciário, apresenta pirose retroesternal e regurgitação ácida três vezes por semana, há cerca de 6 meses. Fez uso de Omeprazol 20 mg/dia por conta própria com melhora parcial. É obeso (IMC = 32 kg/m²) e tabagista.
Devido à persistência dos sintomas e à presença de sinais de alerta (perda ponderal de 4 kg no último mês), foi submetido a uma Endoscopia Digestiva Alta (EDA). O laudo descreve: “Esôfago com epitélio de coloração róseo-salmão estendendo-se por 4 cm acima da transição esofagogástrica; biópsias confirmam metaplasia intestinal com ausência de displasia.”
Segundo os consensos atuais (2024/2026) sobre DRGE e Esôfago de Barrett, assinale a opção que indica a conduta mais adequada.
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O caso descreve esôfago de Barrett não displásico: segmento de 4 cm com metaplasia intestinal e ausência de displasia na biópsia. Pelas diretrizes atuais citadas na base, a conduta técnica é IBP em dose adequada e vigilância endoscópica a cada 3 a 5 anos, reservando terapia erradicadora para displasia. Assim, há conflito entre a base médico-diretriz e o gabarito oficial, que deve ser preservado como A.
- Em Barrett, o dado histológico define a conduta: sem displasia, a base é IBP e vigilância periódica.
- Não use segmento longo, obesidade ou tabagismo como indicação automática de ablação ou cirurgia.
- Cirurgia antirrefluxo pode ser considerada em cenários selecionados, mas não substitui a lógica de vigilância do Barrett não displásico.
- Se a alternativa atribuir papel central ao H. pylori sem infecção documentada, desconfie.
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