Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4441103 Português

Médicos de IA e idosos


Já não se propaga desinformação como antigamente


A fisioterapeuta do meu filho chegou aqui em casa indignada. Seu pai convive com um diagnóstico de Parkinson e passa boa parte da rotina em busca de dicas para desfrutar da vida com mais conforto. Nas muitas horas diárias em que passa mergulhado no celular, os vídeos que mais o atraem estão relacionados ao tratamento de insônia, condição que piora seus sintomas.

Sabendo que a descendente monitora seus hábitos de forma rigorosa, trabalha com pesquisa e dá muito valor às evidências científicas, ele costuma se aventurar às escondidas. Já testou combinações de medicamentos para vermes com o intuito de "curar" condições do Parkinson, misturas inusitadas de alimentos envolvendo ovos e sardinha, além de cápsulas de ervas.

A última empreitada envolveu uma receita que juntou Biotônico Fontoura com amendoim e precisava fermentar por alguns dias. O líquido que resultasse da iguaria deveria ser ingerido para melhorar a disposição e aumentar as taxas de ferro no sangue.

A fisioterapeuta encontrou o vidro com a mistura camuflado no quarto do idoso. Quando questionado sobre a origem da peripécia, ele mostrou um vídeo de um médico num canal do Youtube, que disse confiar muito. Afinal, era um médico, de jaleco, com estetoscópio pendurado no pescoço e falando palavras difíceis em um cenário que lembrava um consultório.

Não é o tipo de golpe de que já temos notícia, quando um indivíduo sem formação na área se passa por um profissional da Medicina. Esse médico simplesmente não existe. Trata-se apenas de alguém ou de uma empresa que inventou um personagem por meio da Inteligência Artificial (IA). Para chamar atenção e conseguir mais visualizações, o robô propaga pseudociências das mais estapafúrdias e com uma linguagem claramente voltada aos idosos. [...]


(Juliana Gomes. Disponível em: https://jornaldoveneno.substack.com/p/medicos-de-ia-e-idosos-159. Acesso em: 25 set. 2026. Adaptado.)

 A coesão textual é importante mecanismo que autor(a) e leitor(a) precisam mobilizar para se alcançar um texto claro, construir sentidos e compreender o que diz o texto. Tendo isso em consideração, analise as sentenças a seguir:

I.Em "Seu pai convive com um diagnóstico de Parkinson e passa boa parte da rotina em busca de dicas para desfrutar da vida com mais conforto", o pronome possessivo acompanhando o substantivo "pai" gera uma ambiguidade porque o leitor não consegue definir se "Seu pai" tem como referente a fisioterapeuta ou o filho da autora do texto. Isso prejudica a compreensão do texto.
II.Em "ele costuma se aventurar às escondidas" e em "A última empreitada envolveu uma receita [...]", a autora constrói sentidos ao escolher a palavras "se aventurar" e "empreitada". Isso porque, dado o contexto, elas se referem aos processos do idoso de passar boa parte do dia assistindo vídeos sobre saúde, publicados na internet, e a testar o que é proposto/ensinado nesses vídeos. São uma aventura assistir esses vídeos e testar as receitas, tanto que ele o faz às escondidas. Uma verdadeira empreitada, inclusive para não ser descoberto.
III.Em "Para chamar atenção e conseguir mais visualizações, o robô propaga pseudociências das mais estapafúrdias", a autora do texto provocou um problema de referenciação. Não há nada, sejam palavras, sejam ideias, anteriormente explicitadas, que estabeleçam a coesão referencial para o substantivo "robô".
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4441101 Português

Médicos de IA e idosos


Já não se propaga desinformação como antigamente


A fisioterapeuta do meu filho chegou aqui em casa indignada. Seu pai convive com um diagnóstico de Parkinson e passa boa parte da rotina em busca de dicas para desfrutar da vida com mais conforto. Nas muitas horas diárias em que passa mergulhado no celular, os vídeos que mais o atraem estão relacionados ao tratamento de insônia, condição que piora seus sintomas.

Sabendo que a descendente monitora seus hábitos de forma rigorosa, trabalha com pesquisa e dá muito valor às evidências científicas, ele costuma se aventurar às escondidas. Já testou combinações de medicamentos para vermes com o intuito de "curar" condições do Parkinson, misturas inusitadas de alimentos envolvendo ovos e sardinha, além de cápsulas de ervas.

A última empreitada envolveu uma receita que juntou Biotônico Fontoura com amendoim e precisava fermentar por alguns dias. O líquido que resultasse da iguaria deveria ser ingerido para melhorar a disposição e aumentar as taxas de ferro no sangue.

A fisioterapeuta encontrou o vidro com a mistura camuflado no quarto do idoso. Quando questionado sobre a origem da peripécia, ele mostrou um vídeo de um médico num canal do Youtube, que disse confiar muito. Afinal, era um médico, de jaleco, com estetoscópio pendurado no pescoço e falando palavras difíceis em um cenário que lembrava um consultório.

Não é o tipo de golpe de que já temos notícia, quando um indivíduo sem formação na área se passa por um profissional da Medicina. Esse médico simplesmente não existe. Trata-se apenas de alguém ou de uma empresa que inventou um personagem por meio da Inteligência Artificial (IA). Para chamar atenção e conseguir mais visualizações, o robô propaga pseudociências das mais estapafúrdias e com uma linguagem claramente voltada aos idosos. [...]


(Juliana Gomes. Disponível em: https://jornaldoveneno.substack.com/p/medicos-de-ia-e-idosos-159. Acesso em: 25 set. 2026. Adaptado.)

Os significados e os sentidos das palavras são dados de forma contextualizada. Uma palavra pode ter vários significados e vários sentidos, que serão mobilizados ou não conforme o contexto. Analise o 5º parágrafo do texto e assinale a alternativa que indica corretamente o antônimo de "estapafúrdias":
Alternativas
Q4440834 Português

Médicos de IA e idosos


Já não se propaga desinformação como antigamente


A fisioterapeuta do meu filho chegou aqui em casa indignada. Seu pai convive com um diagnóstico de Parkinson e passa boa parte da rotina em busca de dicas para desfrutar da vida com mais conforto. Nas muitas horas diárias em que passa mergulhado no celular, os vídeos que mais o atraem estão relacionados ao tratamento de insônia, condição que piora seus sintomas.

Sabendo que a descendente monitora seus hábitos de forma rigorosa, trabalha com pesquisa e dá muito valor às evidências científicas, ele costuma se aventurar às escondidas. Já testou combinações de medicamentos para vermes com o intuito de "curar" condições do Parkinson, misturas inusitadas de alimentos envolvendo ovos e sardinha, além de cápsulas de ervas.

A última empreitada envolveu uma receita que juntou Biotônico Fontoura com amendoim e precisava fermentar por alguns dias. O líquido que resultasse da iguaria deveria ser ingerido para melhorar a disposição e aumentar as taxas de ferro no sangue.

A fisioterapeuta encontrou o vidro com a mistura camuflado no quarto do idoso. Quando questionado sobre a origem da peripécia, ele mostrou um vídeo de um médico num canal do Youtube, que disse confiar muito. Afinal, era um médico, de jaleco, com estetoscópio pendurado no pescoço e falando palavras difíceis em um cenário que lembrava um consultório.

Não é o tipo de golpe de que já temos notícia, quando um indivíduo sem formação na área se passa por um profissional da Medicina. Esse médico simplesmente não existe. Trata-se apenas de alguém ou de uma empresa que inventou um personagem por meio da Inteligência Artificial (IA). Para chamar atenção e conseguir mais visualizações, o robô propaga pseudociências das mais estapafúrdias e com uma linguagem claramente voltada aos idosos. [...]


(Juliana Gomes. Disponível em: https://jornaldoveneno.substack.com/p/medicos-de-ia-e-idosos-159. Acesso em: 25 set. 2026. Adaptado.)

 A coesão textual é importante mecanismo que autor(a) e leitor(a) precisam mobilizar para se alcançar um texto claro, construir sentidos e compreender o que diz o texto. Tendo isso em consideração, analise as sentenças a seguir:

I.Em "Seu pai convive com um diagnóstico de Parkinson e passa boa parte da rotina em busca de dicas para desfrutar da vida com mais conforto", o pronome possessivo acompanhando o substantivo "pai" gera uma ambiguidade porque o leitor não consegue definir se "Seu pai" tem como referente a fisioterapeuta ou o filho da autora do texto. Isso prejudica a compreensão do texto.
II.Em "ele costuma se aventurar às escondidas" e em "A última empreitada envolveu uma receita [...]", a autora constrói sentidos ao escolher a palavras "se aventurar" e "empreitada". Isso porque, dado o contexto, elas se referem aos processos do idoso de passar boa parte do dia assistindo vídeos sobre saúde, publicados na internet, e a testar o que é proposto/ensinado nesses vídeos. São uma aventura assistir esses vídeos e testar as receitas, tanto que ele o faz às escondidas. Uma verdadeira empreitada, inclusive para não ser descoberto.
III.Em "Para chamar atenção e conseguir mais visualizações, o robô propaga pseudociências das mais estapafúrdias", a autora do texto provocou um problema de referenciação. Não há nada, sejam palavras, sejam ideias, anteriormente explicitadas, que estabeleçam a coesão referencial para o substantivo "robô".

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4440833 Português

Médicos de IA e idosos


Já não se propaga desinformação como antigamente


A fisioterapeuta do meu filho chegou aqui em casa indignada. Seu pai convive com um diagnóstico de Parkinson e passa boa parte da rotina em busca de dicas para desfrutar da vida com mais conforto. Nas muitas horas diárias em que passa mergulhado no celular, os vídeos que mais o atraem estão relacionados ao tratamento de insônia, condição que piora seus sintomas.

Sabendo que a descendente monitora seus hábitos de forma rigorosa, trabalha com pesquisa e dá muito valor às evidências científicas, ele costuma se aventurar às escondidas. Já testou combinações de medicamentos para vermes com o intuito de "curar" condições do Parkinson, misturas inusitadas de alimentos envolvendo ovos e sardinha, além de cápsulas de ervas.

A última empreitada envolveu uma receita que juntou Biotônico Fontoura com amendoim e precisava fermentar por alguns dias. O líquido que resultasse da iguaria deveria ser ingerido para melhorar a disposição e aumentar as taxas de ferro no sangue.

A fisioterapeuta encontrou o vidro com a mistura camuflado no quarto do idoso. Quando questionado sobre a origem da peripécia, ele mostrou um vídeo de um médico num canal do Youtube, que disse confiar muito. Afinal, era um médico, de jaleco, com estetoscópio pendurado no pescoço e falando palavras difíceis em um cenário que lembrava um consultório.

Não é o tipo de golpe de que já temos notícia, quando um indivíduo sem formação na área se passa por um profissional da Medicina. Esse médico simplesmente não existe. Trata-se apenas de alguém ou de uma empresa que inventou um personagem por meio da Inteligência Artificial (IA). Para chamar atenção e conseguir mais visualizações, o robô propaga pseudociências das mais estapafúrdias e com uma linguagem claramente voltada aos idosos. [...]


(Juliana Gomes. Disponível em: https://jornaldoveneno.substack.com/p/medicos-de-ia-e-idosos-159. Acesso em: 25 set. 2026. Adaptado.)

Os significados e os sentidos das palavras são dados de forma contextualizada. Uma palavra pode ter vários significados e vários sentidos, que serão mobilizados ou não conforme o contexto. Analise o 5º parágrafo do texto e assinale a alternativa que indica corretamente o antônimo de "estapafúrdias":
Alternativas
Q4440831 Português

Médicos de IA e idosos


Já não se propaga desinformação como antigamente


A fisioterapeuta do meu filho chegou aqui em casa indignada. Seu pai convive com um diagnóstico de Parkinson e passa boa parte da rotina em busca de dicas para desfrutar da vida com mais conforto. Nas muitas horas diárias em que passa mergulhado no celular, os vídeos que mais o atraem estão relacionados ao tratamento de insônia, condição que piora seus sintomas.

Sabendo que a descendente monitora seus hábitos de forma rigorosa, trabalha com pesquisa e dá muito valor às evidências científicas, ele costuma se aventurar às escondidas. Já testou combinações de medicamentos para vermes com o intuito de "curar" condições do Parkinson, misturas inusitadas de alimentos envolvendo ovos e sardinha, além de cápsulas de ervas.

A última empreitada envolveu uma receita que juntou Biotônico Fontoura com amendoim e precisava fermentar por alguns dias. O líquido que resultasse da iguaria deveria ser ingerido para melhorar a disposição e aumentar as taxas de ferro no sangue.

A fisioterapeuta encontrou o vidro com a mistura camuflado no quarto do idoso. Quando questionado sobre a origem da peripécia, ele mostrou um vídeo de um médico num canal do Youtube, que disse confiar muito. Afinal, era um médico, de jaleco, com estetoscópio pendurado no pescoço e falando palavras difíceis em um cenário que lembrava um consultório.

Não é o tipo de golpe de que já temos notícia, quando um indivíduo sem formação na área se passa por um profissional da Medicina. Esse médico simplesmente não existe. Trata-se apenas de alguém ou de uma empresa que inventou um personagem por meio da Inteligência Artificial (IA). Para chamar atenção e conseguir mais visualizações, o robô propaga pseudociências das mais estapafúrdias e com uma linguagem claramente voltada aos idosos. [...]


(Juliana Gomes. Disponível em: https://jornaldoveneno.substack.com/p/medicos-de-ia-e-idosos-159. Acesso em: 25 set. 2026. Adaptado.)

A partir da leitura atenta do texto e mobilizando seus conhecimentos prévios, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)De acordo com o texto, pode-se inferir que novas ferramentas e novos modos de dizer têm sido usados para propagar desinformação.
(__)A aparência, a indumentária, os instrumentos e o vocabulário relacionados à área da saúde são suficientes para certificar que o sujeito do vídeo é um médico e lhe conferem autoridade tanto quanto um diploma e os saberes científicos.
(__)No contexto de uso de IA relatado, compreende-se que a população idosa é um alvo mais facilmente conquistado e convencido a adotar as práticas ensinadas nos vídeos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q4440830 Português

Médicos de IA e idosos


Já não se propaga desinformação como antigamente


A fisioterapeuta do meu filho chegou aqui em casa indignada. Seu pai convive com um diagnóstico de Parkinson e passa boa parte da rotina em busca de dicas para desfrutar da vida com mais conforto. Nas muitas horas diárias em que passa mergulhado no celular, os vídeos que mais o atraem estão relacionados ao tratamento de insônia, condição que piora seus sintomas.

Sabendo que a descendente monitora seus hábitos de forma rigorosa, trabalha com pesquisa e dá muito valor às evidências científicas, ele costuma se aventurar às escondidas. Já testou combinações de medicamentos para vermes com o intuito de "curar" condições do Parkinson, misturas inusitadas de alimentos envolvendo ovos e sardinha, além de cápsulas de ervas.

A última empreitada envolveu uma receita que juntou Biotônico Fontoura com amendoim e precisava fermentar por alguns dias. O líquido que resultasse da iguaria deveria ser ingerido para melhorar a disposição e aumentar as taxas de ferro no sangue.

A fisioterapeuta encontrou o vidro com a mistura camuflado no quarto do idoso. Quando questionado sobre a origem da peripécia, ele mostrou um vídeo de um médico num canal do Youtube, que disse confiar muito. Afinal, era um médico, de jaleco, com estetoscópio pendurado no pescoço e falando palavras difíceis em um cenário que lembrava um consultório.

Não é o tipo de golpe de que já temos notícia, quando um indivíduo sem formação na área se passa por um profissional da Medicina. Esse médico simplesmente não existe. Trata-se apenas de alguém ou de uma empresa que inventou um personagem por meio da Inteligência Artificial (IA). Para chamar atenção e conseguir mais visualizações, o robô propaga pseudociências das mais estapafúrdias e com uma linguagem claramente voltada aos idosos. [...]


(Juliana Gomes. Disponível em: https://jornaldoveneno.substack.com/p/medicos-de-ia-e-idosos-159. Acesso em: 25 set. 2026. Adaptado.)

 A modalização diz respeito à expressão das intenções e pontos de vista do enunciador, sem que ele use, necessariamente, a primeira pessoa do singular, por exemplo. Tendo isso em consideração e texto em análise, na frase "Esse médico simplesmente não existe", o advérbio "simplesmente" produz o efeito de sentido de:
Alternativas
Q4440649 Português

Eduardo Srur. Intervenção pet. Internet: <https://www.eduardosrur.com.br> . 

O artista explora, em escala ampliada, um ícone do consumo contemporâneo para abordar a temática ecológica da preservação das praias. 
Alternativas
Q4440648 Português

Eduardo Srur. Intervenção pet. Internet: <https://www.eduardosrur.com.br> . 

A obra, integrada ao espaço de exposição, sem modificá-lo, chama a atenção do público para o tema abordado, de modo natural, sem causar estranhamento.
Alternativas
Q4440578 Português
    A história do Brasil é marcada por profundas desigualdades sociais e raciais, mas, também, por um longo processo de luta das populações subalternizadas — periféricas, negras, quilombolas e indígenas — pelo direito a uma cidadania plena, o que inclui o acesso aos bens culturais e simbólicos socialmente produzidos e às instituições nas quais esses bens circulam e são compartilhados. O que está em jogo nessas lutas não é apenas a democratização do acesso à escola e à universidade, mas também dos conhecimentos que circulam nesses espaços e dos mecanismos pelos quais eles são produzidos, socializados e legitimados.

    Isso porque, ao longo da história brasileira, seja como ferramenta de colonização, de assimilação ou de formação de mão de obra para o mercado, a educação tem servido hegemonicamente às classes dirigentes como instrumento de dominação e, como tal, tem-se conformado como uma instituição profundamente excludente. Quando não simplesmente excluídos de seu interior, os segmentos sociais que não compõem as elites econômicas, políticas e intelectuais veem suas referências históricas, culturais e epistêmicas submetidas a um processo de inferiorização, negação e apagamento.

    Portanto, quando os povos tradicionais, indígenas, quilombolas se mobilizam para defender o direito à educação formal (básica e superior), o fazem compreendendo que, em uma sociedade ocidentalizada como a nossa, esses instrumentos de colonização e de dominação se tornaram paradoxalmente estratégicos para o fortalecimento de suas lutas, para a ampliação de seus direitos e para participação e acesso aos espaços que sempre foram reservados às classes dominantes. Não se trata, contudo, apenas de reivindicar o acesso à educação formal, mas de disputá-la por dentro como uma ferramenta contracolonial de ascensão social, que pode contribuir para a valorização de suas culturas e saberes.

Ana Tereza Reis da Silva (Org.). Vozes do pluriverso: práticas e epistemologias decoloniais e antirracistas
em educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2022, p. 284-285 (com adaptações). 


Julgue o seguinte item, referente ao aspecto linguístico do texto precedente e à ideia nele expressa.  
No segundo parágrafo, a autora do texto associa as lutas das populações subalternizadas ao conformismo da sociedade brasileira com o caráter excludente da educação. 
Alternativas
Q4440577 Português
    A história do Brasil é marcada por profundas desigualdades sociais e raciais, mas, também, por um longo processo de luta das populações subalternizadas — periféricas, negras, quilombolas e indígenas — pelo direito a uma cidadania plena, o que inclui o acesso aos bens culturais e simbólicos socialmente produzidos e às instituições nas quais esses bens circulam e são compartilhados. O que está em jogo nessas lutas não é apenas a democratização do acesso à escola e à universidade, mas também dos conhecimentos que circulam nesses espaços e dos mecanismos pelos quais eles são produzidos, socializados e legitimados.

    Isso porque, ao longo da história brasileira, seja como ferramenta de colonização, de assimilação ou de formação de mão de obra para o mercado, a educação tem servido hegemonicamente às classes dirigentes como instrumento de dominação e, como tal, tem-se conformado como uma instituição profundamente excludente. Quando não simplesmente excluídos de seu interior, os segmentos sociais que não compõem as elites econômicas, políticas e intelectuais veem suas referências históricas, culturais e epistêmicas submetidas a um processo de inferiorização, negação e apagamento.

    Portanto, quando os povos tradicionais, indígenas, quilombolas se mobilizam para defender o direito à educação formal (básica e superior), o fazem compreendendo que, em uma sociedade ocidentalizada como a nossa, esses instrumentos de colonização e de dominação se tornaram paradoxalmente estratégicos para o fortalecimento de suas lutas, para a ampliação de seus direitos e para participação e acesso aos espaços que sempre foram reservados às classes dominantes. Não se trata, contudo, apenas de reivindicar o acesso à educação formal, mas de disputá-la por dentro como uma ferramenta contracolonial de ascensão social, que pode contribuir para a valorização de suas culturas e saberes.

Ana Tereza Reis da Silva (Org.). Vozes do pluriverso: práticas e epistemologias decoloniais e antirracistas
em educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2022, p. 284-285 (com adaptações). 


Julgue o seguinte item, referente ao aspecto linguístico do texto precedente e à ideia nele expressa.  
O último período do primeiro parágrafo pode ser reescrito, mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, da seguinte forma: Nessas lutas, o foco não é a democratização apenas do acesso à escola e à universidade, mas também aos conhecimentos que circulam nesses espaços e aos mecanismos por meio dos quais eles são produzidos, socializados e legitimados. 
Alternativas
Q4440576 Português
    A história do Brasil é marcada por profundas desigualdades sociais e raciais, mas, também, por um longo processo de luta das populações subalternizadas — periféricas, negras, quilombolas e indígenas — pelo direito a uma cidadania plena, o que inclui o acesso aos bens culturais e simbólicos socialmente produzidos e às instituições nas quais esses bens circulam e são compartilhados. O que está em jogo nessas lutas não é apenas a democratização do acesso à escola e à universidade, mas também dos conhecimentos que circulam nesses espaços e dos mecanismos pelos quais eles são produzidos, socializados e legitimados.

    Isso porque, ao longo da história brasileira, seja como ferramenta de colonização, de assimilação ou de formação de mão de obra para o mercado, a educação tem servido hegemonicamente às classes dirigentes como instrumento de dominação e, como tal, tem-se conformado como uma instituição profundamente excludente. Quando não simplesmente excluídos de seu interior, os segmentos sociais que não compõem as elites econômicas, políticas e intelectuais veem suas referências históricas, culturais e epistêmicas submetidas a um processo de inferiorização, negação e apagamento.

    Portanto, quando os povos tradicionais, indígenas, quilombolas se mobilizam para defender o direito à educação formal (básica e superior), o fazem compreendendo que, em uma sociedade ocidentalizada como a nossa, esses instrumentos de colonização e de dominação se tornaram paradoxalmente estratégicos para o fortalecimento de suas lutas, para a ampliação de seus direitos e para participação e acesso aos espaços que sempre foram reservados às classes dominantes. Não se trata, contudo, apenas de reivindicar o acesso à educação formal, mas de disputá-la por dentro como uma ferramenta contracolonial de ascensão social, que pode contribuir para a valorização de suas culturas e saberes.

Ana Tereza Reis da Silva (Org.). Vozes do pluriverso: práticas e epistemologias decoloniais e antirracistas
em educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2022, p. 284-285 (com adaptações). 


Julgue o seguinte item, referente ao aspecto linguístico do texto precedente e à ideia nele expressa.  
No trecho "Não se trata, contudo, apenas de reivindicar o acesso à educação formal" (último parágrafo), o vocábulo "contudo" expressa conclusão, podendo ser substituído corretamente por portanto. 
Alternativas
Q4440575 Português
    A história do Brasil é marcada por profundas desigualdades sociais e raciais, mas, também, por um longo processo de luta das populações subalternizadas — periféricas, negras, quilombolas e indígenas — pelo direito a uma cidadania plena, o que inclui o acesso aos bens culturais e simbólicos socialmente produzidos e às instituições nas quais esses bens circulam e são compartilhados. O que está em jogo nessas lutas não é apenas a democratização do acesso à escola e à universidade, mas também dos conhecimentos que circulam nesses espaços e dos mecanismos pelos quais eles são produzidos, socializados e legitimados.

    Isso porque, ao longo da história brasileira, seja como ferramenta de colonização, de assimilação ou de formação de mão de obra para o mercado, a educação tem servido hegemonicamente às classes dirigentes como instrumento de dominação e, como tal, tem-se conformado como uma instituição profundamente excludente. Quando não simplesmente excluídos de seu interior, os segmentos sociais que não compõem as elites econômicas, políticas e intelectuais veem suas referências históricas, culturais e epistêmicas submetidas a um processo de inferiorização, negação e apagamento.

    Portanto, quando os povos tradicionais, indígenas, quilombolas se mobilizam para defender o direito à educação formal (básica e superior), o fazem compreendendo que, em uma sociedade ocidentalizada como a nossa, esses instrumentos de colonização e de dominação se tornaram paradoxalmente estratégicos para o fortalecimento de suas lutas, para a ampliação de seus direitos e para participação e acesso aos espaços que sempre foram reservados às classes dominantes. Não se trata, contudo, apenas de reivindicar o acesso à educação formal, mas de disputá-la por dentro como uma ferramenta contracolonial de ascensão social, que pode contribuir para a valorização de suas culturas e saberes.

Ana Tereza Reis da Silva (Org.). Vozes do pluriverso: práticas e epistemologias decoloniais e antirracistas
em educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2022, p. 284-285 (com adaptações). 


Julgue o seguinte item, referente ao aspecto linguístico do texto precedente e à ideia nele expressa.  
A substituição dos travessões empregados no primeiro período do primeiro parágrafo por parênteses manteria a correção gramatical e o sentido do texto, pois ambos os sinais de pontuação podem ser utilizados para isolar aposto explicativo. 
Alternativas
Q4440574 Português
    A história do Brasil é marcada por profundas desigualdades sociais e raciais, mas, também, por um longo processo de luta das populações subalternizadas — periféricas, negras, quilombolas e indígenas — pelo direito a uma cidadania plena, o que inclui o acesso aos bens culturais e simbólicos socialmente produzidos e às instituições nas quais esses bens circulam e são compartilhados. O que está em jogo nessas lutas não é apenas a democratização do acesso à escola e à universidade, mas também dos conhecimentos que circulam nesses espaços e dos mecanismos pelos quais eles são produzidos, socializados e legitimados.

    Isso porque, ao longo da história brasileira, seja como ferramenta de colonização, de assimilação ou de formação de mão de obra para o mercado, a educação tem servido hegemonicamente às classes dirigentes como instrumento de dominação e, como tal, tem-se conformado como uma instituição profundamente excludente. Quando não simplesmente excluídos de seu interior, os segmentos sociais que não compõem as elites econômicas, políticas e intelectuais veem suas referências históricas, culturais e epistêmicas submetidas a um processo de inferiorização, negação e apagamento.

    Portanto, quando os povos tradicionais, indígenas, quilombolas se mobilizam para defender o direito à educação formal (básica e superior), o fazem compreendendo que, em uma sociedade ocidentalizada como a nossa, esses instrumentos de colonização e de dominação se tornaram paradoxalmente estratégicos para o fortalecimento de suas lutas, para a ampliação de seus direitos e para participação e acesso aos espaços que sempre foram reservados às classes dominantes. Não se trata, contudo, apenas de reivindicar o acesso à educação formal, mas de disputá-la por dentro como uma ferramenta contracolonial de ascensão social, que pode contribuir para a valorização de suas culturas e saberes.

Ana Tereza Reis da Silva (Org.). Vozes do pluriverso: práticas e epistemologias decoloniais e antirracistas
em educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2022, p. 284-285 (com adaptações). 


Julgue o seguinte item, referente ao aspecto linguístico do texto precedente e à ideia nele expressa.  
De acordo com o texto, o caráter historicamente excludente da educação brasileira constitui razão suficiente para que os povos tradicionais rejeitem as instituições de ensino, que reproduzem os mecanismos de dominação que marcam a formação histórica da sociedade brasileira. 
Alternativas
Q4440572 Português
    A história do Brasil é marcada por profundas desigualdades sociais e raciais, mas, também, por um longo processo de luta das populações subalternizadas — periféricas, negras, quilombolas e indígenas — pelo direito a uma cidadania plena, o que inclui o acesso aos bens culturais e simbólicos socialmente produzidos e às instituições nas quais esses bens circulam e são compartilhados. O que está em jogo nessas lutas não é apenas a democratização do acesso à escola e à universidade, mas também dos conhecimentos que circulam nesses espaços e dos mecanismos pelos quais eles são produzidos, socializados e legitimados.

    Isso porque, ao longo da história brasileira, seja como ferramenta de colonização, de assimilação ou de formação de mão de obra para o mercado, a educação tem servido hegemonicamente às classes dirigentes como instrumento de dominação e, como tal, tem-se conformado como uma instituição profundamente excludente. Quando não simplesmente excluídos de seu interior, os segmentos sociais que não compõem as elites econômicas, políticas e intelectuais veem suas referências históricas, culturais e epistêmicas submetidas a um processo de inferiorização, negação e apagamento.

    Portanto, quando os povos tradicionais, indígenas, quilombolas se mobilizam para defender o direito à educação formal (básica e superior), o fazem compreendendo que, em uma sociedade ocidentalizada como a nossa, esses instrumentos de colonização e de dominação se tornaram paradoxalmente estratégicos para o fortalecimento de suas lutas, para a ampliação de seus direitos e para participação e acesso aos espaços que sempre foram reservados às classes dominantes. Não se trata, contudo, apenas de reivindicar o acesso à educação formal, mas de disputá-la por dentro como uma ferramenta contracolonial de ascensão social, que pode contribuir para a valorização de suas culturas e saberes.

Ana Tereza Reis da Silva (Org.). Vozes do pluriverso: práticas e epistemologias decoloniais e antirracistas
em educação. São Paulo: Pimenta Cultural, 2022, p. 284-285 (com adaptações). 


Julgue o seguinte item, referente ao aspecto linguístico do texto precedente e à ideia nele expressa.  
Na expressão "o fazem" (primeiro período do último parágrafo), o termo "o", que se classifica como pronome demonstrativo, é empregado como mecanismo anafórico de coesão, retomando a ideia citada na oração antecedente. 
Alternativas
Q4440570 Português
    Lendo o bilhete em que se pedia um segundo livro, meu pai manifestou surpresa com espalhafato. Houve uma aragem de otimismo, chegaram-me retalhos de felicidade. No jantar deram-me toicinho. E exibiram-me a preciosidade que exteriorizava o meu progresso: volume feio, com um retrato barbudo e antipático. Ericei-me, pressenti que não sairia boa coisa dali. Realmente, encrenquei, para bem dizer caí num longo sono, de que a perseverança da mestra não me arrancou. Eu nunca revelara nenhum gênero de aptidão. Xingado, às vezes tolerado, em raros momentos elogiado sem motivo, propriamente estúpido não era; mas tornei-me estúpido, creio que me tornei quase idiota. Os sentidos embotaram-se, o espírito opaco tomou uma dureza de pedra. Completamente inerte. Depois, muito depois, avancei uns passos na sombra. Recuei, desnorteei-me. Andei sempre em ziguezagues. Certamente não foi o segundo livro a causa única do meu infortúnio. Houve outras, sem dúvida. Julgo, porém, que o maior culpado foi ele. 

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1981. 


Com base na leitura desse trecho das memórias de infância do escritor alagoano Graciliano Ramos, julgue o item subsequente.
O trecho "Lendo o bilhete" (primeiro período) poderia ser reescrito, sem prejuízo para o sentido do texto, da seguinte forma: Ao ler o bilhete.
Alternativas
Q4440569 Português
    Lendo o bilhete em que se pedia um segundo livro, meu pai manifestou surpresa com espalhafato. Houve uma aragem de otimismo, chegaram-me retalhos de felicidade. No jantar deram-me toicinho. E exibiram-me a preciosidade que exteriorizava o meu progresso: volume feio, com um retrato barbudo e antipático. Ericei-me, pressenti que não sairia boa coisa dali. Realmente, encrenquei, para bem dizer caí num longo sono, de que a perseverança da mestra não me arrancou. Eu nunca revelara nenhum gênero de aptidão. Xingado, às vezes tolerado, em raros momentos elogiado sem motivo, propriamente estúpido não era; mas tornei-me estúpido, creio que me tornei quase idiota. Os sentidos embotaram-se, o espírito opaco tomou uma dureza de pedra. Completamente inerte. Depois, muito depois, avancei uns passos na sombra. Recuei, desnorteei-me. Andei sempre em ziguezagues. Certamente não foi o segundo livro a causa única do meu infortúnio. Houve outras, sem dúvida. Julgo, porém, que o maior culpado foi ele. 

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1981. 


Com base na leitura desse trecho das memórias de infância do escritor alagoano Graciliano Ramos, julgue o item subsequente.
As expressões "retalhos de felicidade" (segundo período) e "deram-me toicinho" (terceiro período) referem-se ao período que o narrador nomeia como "aragem de otimismo" (segundo período). 
Alternativas
Q4440567 Português
    Lendo o bilhete em que se pedia um segundo livro, meu pai manifestou surpresa com espalhafato. Houve uma aragem de otimismo, chegaram-me retalhos de felicidade. No jantar deram-me toicinho. E exibiram-me a preciosidade que exteriorizava o meu progresso: volume feio, com um retrato barbudo e antipático. Ericei-me, pressenti que não sairia boa coisa dali. Realmente, encrenquei, para bem dizer caí num longo sono, de que a perseverança da mestra não me arrancou. Eu nunca revelara nenhum gênero de aptidão. Xingado, às vezes tolerado, em raros momentos elogiado sem motivo, propriamente estúpido não era; mas tornei-me estúpido, creio que me tornei quase idiota. Os sentidos embotaram-se, o espírito opaco tomou uma dureza de pedra. Completamente inerte. Depois, muito depois, avancei uns passos na sombra. Recuei, desnorteei-me. Andei sempre em ziguezagues. Certamente não foi o segundo livro a causa única do meu infortúnio. Houve outras, sem dúvida. Julgo, porém, que o maior culpado foi ele. 

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1981. 


Com base na leitura desse trecho das memórias de infância do escritor alagoano Graciliano Ramos, julgue o item subsequente.
No oitavo período, os termos "estúpido" e "idiota" correspondem às qualificações atribuídas ao narrador por aqueles por quem ele era xingado. 
Alternativas
Q4440564 Português
    O relato memorialístico do autor de Vidas Secas, à medida que vai sendo tecido, revela imagens do que ainda se vê em muitas escolas do nosso país: instituições educacionais que se traduzem em ambientes caracterizados por uma organização que se justifica em nome da necessidade de uma ordem. Os efeitos dessa rígida organização são os de uma espécie de anestesia, termo que se opõe à estesia ou estética, uma vez que, conforme Susan Buck Morss, "Aistitikos é a palavra grega para aquilo que é perceptivo através do tato. Aistisis é a experiência sensorial da percepção. O campo original da estética não é a arte, mas a realidade — a natureza corpórea, material". O argumento da autora, segundo o qual a tônica da modernidade seria, justamente, anestética, pode ser visto também na escola, ambiente em que se impõe a impossibilidade de um contato de ordem estética com o mundo. 

Chirley Domingues; Leandro de Bona dias; Tânia Regina Oliveira Ramos.
Entre a dor e o acolhimento: escola, criança e leitura em Infância, de Graciliano Ramos.  
In: Linguagem em (Dis)curso, Tubarão, SC, v. 25, 2025, p. 5.



Julgue o item a seguir, relativo ao sentido e a aspecto linguístico do texto apresentado.  
De acordo com o texto, estética não se relaciona à arte, mas, antes, à realidade — à 'natureza corpórea, material' (quarto período). 
Alternativas
Q4440472 Português

Médicos de IA e idosos


Já não se propaga desinformação como antigamente


A fisioterapeuta do meu filho chegou aqui em casa indignada. Seu pai convive com um diagnóstico de Parkinson e passa boa parte da rotina em busca de dicas para desfrutar da vida com mais conforto. Nas muitas horas diárias em que passa mergulhado no celular, os vídeos que mais o atraem estão relacionados ao tratamento de insônia, condição que piora seus sintomas.

Sabendo que a descendente monitora seus hábitos de forma rigorosa, trabalha com pesquisa e dá muito valor às evidências científicas, ele costuma se aventurar às escondidas. Já testou combinações de medicamentos para vermes com o intuito de "curar" condições do Parkinson, misturas inusitadas de alimentos envolvendo ovos e sardinha, além de cápsulas de ervas.

A última empreitada envolveu uma receita que juntou Biotônico Fontoura com amendoim e precisava fermentar por alguns dias. O líquido que resultasse da iguaria deveria ser ingerido para melhorar a disposição e aumentar as taxas de ferro no sangue.

A fisioterapeuta encontrou o vidro com a mistura camuflado no quarto do idoso. Quando questionado sobre a origem da peripécia, ele mostrou um vídeo de um médico num canal do Youtube, que disse confiar muito. Afinal, era um médico, de jaleco, com estetoscópio pendurado no pescoço e falando palavras difíceis em um cenário que lembrava um consultório.

Não é o tipo de golpe de que já temos notícia, quando um indivíduo sem formação na área se passa por um profissional da Medicina. Esse médico simplesmente não existe. Trata-se apenas de alguém ou de uma empresa que inventou um personagem por meio da Inteligência Artificial (IA). Para chamar atenção e conseguir mais visualizações, o robô propaga pseudociências das mais estapafúrdias e com uma linguagem claramente voltada aos idosos. [...]


(Juliana Gomes. Disponível em: https://jornaldoveneno.substack.com/p/medicos-de-ia-e-idosos-159. Acesso em: 25 set. 2026. Adaptado.)

 A partir da leitura atenta do texto e mobilizando seus conhecimentos prévios, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)De acordo com o texto, pode-se inferir que novas ferramentas e novos modos de dizer têm sido usados para propagar desinformação.
(__)A aparência, a indumentária, os instrumentos e o vocabulário relacionados à área da saúde são suficientes para certificar que o sujeito do vídeo é um médico e lhe conferem autoridade tanto quanto um diploma e os saberes científicos.
(__)No contexto de uso de IA relatado, compreende-se que a população idosa é um alvo mais facilmente conquistado e convencido a adotar as práticas ensinadas nos vídeos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4440470 Português

Médicos de IA e idosos


Já não se propaga desinformação como antigamente


A fisioterapeuta do meu filho chegou aqui em casa indignada. Seu pai convive com um diagnóstico de Parkinson e passa boa parte da rotina em busca de dicas para desfrutar da vida com mais conforto. Nas muitas horas diárias em que passa mergulhado no celular, os vídeos que mais o atraem estão relacionados ao tratamento de insônia, condição que piora seus sintomas.

Sabendo que a descendente monitora seus hábitos de forma rigorosa, trabalha com pesquisa e dá muito valor às evidências científicas, ele costuma se aventurar às escondidas. Já testou combinações de medicamentos para vermes com o intuito de "curar" condições do Parkinson, misturas inusitadas de alimentos envolvendo ovos e sardinha, além de cápsulas de ervas.

A última empreitada envolveu uma receita que juntou Biotônico Fontoura com amendoim e precisava fermentar por alguns dias. O líquido que resultasse da iguaria deveria ser ingerido para melhorar a disposição e aumentar as taxas de ferro no sangue.

A fisioterapeuta encontrou o vidro com a mistura camuflado no quarto do idoso. Quando questionado sobre a origem da peripécia, ele mostrou um vídeo de um médico num canal do Youtube, que disse confiar muito. Afinal, era um médico, de jaleco, com estetoscópio pendurado no pescoço e falando palavras difíceis em um cenário que lembrava um consultório.

Não é o tipo de golpe de que já temos notícia, quando um indivíduo sem formação na área se passa por um profissional da Medicina. Esse médico simplesmente não existe. Trata-se apenas de alguém ou de uma empresa que inventou um personagem por meio da Inteligência Artificial (IA). Para chamar atenção e conseguir mais visualizações, o robô propaga pseudociências das mais estapafúrdias e com uma linguagem claramente voltada aos idosos. [...]


(Juliana Gomes. Disponível em: https://jornaldoveneno.substack.com/p/medicos-de-ia-e-idosos-159. Acesso em: 25 set. 2026. Adaptado.)

A coesão textual é importante mecanismo que autor(a) e leitor(a) precisam mobilizar para se alcançar um texto claro, construir sentidos e compreender o que diz o texto. Tendo isso em consideração, analise as sentenças a seguir:

I.Em "Seu pai convive com um diagnóstico de Parkinson e passa boa parte da rotina em busca de dicas para desfrutar da vida com mais conforto", o pronome possessivo acompanhando o substantivo "pai" gera uma ambiguidade porque o leitor não consegue definir se "Seu pai" tem como referente a fisioterapeuta ou o filho da autora do texto. Isso prejudica a compreensão do texto.
II.Em "ele costuma se aventurar às escondidas" e em "A última empreitada envolveu uma receita [...]", a autora constrói sentidos ao escolher a palavras "se aventurar" e "empreitada". Isso porque, dado o contexto, elas se referem aos processos do idoso de passar boa parte do dia assistindo vídeos sobre saúde, publicados na internet, e a testar o que é proposto/ensinado nesses vídeos. São uma aventura assistir esses vídeos e testar as receitas, tanto que ele o faz às escondidas. Uma verdadeira empreitada, inclusive para não ser descoberto. 
III.Em "Para chamar atenção e conseguir mais visualizações, o robô propaga pseudociências das mais estapafúrdias", a autora do texto provocou um problema de referenciação. Não há nada, sejam palavras, sejam ideias, anteriormente explicitadas, que estabeleçam a coesão referencial para o substantivo "robô".

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
41: B
42: A
43: E
44: C
45: E
46: E
47: C
48: E
49: E
50: E
51: E
52: C
53: E
54: C
55: C
56: C
57: E
58: E
59: D
60: C