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Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: O critério decisivo é o foco narrativo em primeira pessoa com marcas explícitas de interioridade e avaliação subjetiva. O trecho "De repente disse comigo que o melhor era a escola. E guiei para a escola. Aqui vai a razão." mostra um narrador-personagem que relata fatos pretéritos e os comenta a partir de sua própria perspectiva, o que sustenta a alternativa que reconhece a narrativa literária subjetiva e afasta leitura objetiva, expositiva ou biográfica.
- Primeiro identifique quem narra: se o eu participa dos fatos e expõe motivações e emoções, há narrador-personagem e subjetividade.
- Não confunda trechos descritivos com predominância descritiva; observe se o texto avança por ações e acontecimentos.
- Referência a época, espaço social ou contexto histórico não basta para classificar o texto como expositivo ou histórico.
- Em alternativas próximas, verifique se o erro está no gênero principal ou no modo de construção do narrador.
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Comentários
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Marquei letra "B" (Gabarito Correto) por dois motivos: Conto é uma obra literária e neste texto em específico, possui subjetividade e não objetividade, ao contrário do que diz a letra A.
Embora, realmente possa confundir com o contexto narrativo, mas fui por eliminação.
texto péssimo de compreender.
Gabarito Oficial: B
Núcleo da Questão: A questão exige a identificação da tipologia textual predominante (narrativa literária) e o reconhecimento do foco narrativo em primeira pessoa, que confere subjetividade e expõe o estado psicológico do protagonista.
Análise das Alternativas:
Pode-se dizer sobre a estrutura do texto I que este se apresenta enquanto:
A) Pertencente à tipologia narrativa que se desenvolve de maneira objetiva em relação aos fatos descritos e aos sentimentos dos personagens. - ERRADA. O texto narra os fatos sob a ótica íntima e pessoal do protagonista, marcando forte subjetividade, não objetividade.
B) Produção literária em que a narrativa possui caráter subjetivo e, por essa razão, uma carga emotiva a respeito do estado de espírito do emissor. - CORRETA. Trata-se de um conto (produção literária) narrado em primeira pessoa ("deixei-me estar", "fui um bobo"). Isso traz intensa subjetividade, revelando os medos (da sova do pai), hesitações e o arrependimento do emissor por ter ido à escola.
C) Texto essencialmente descritivo a fim de, por meio da caracterização de diferentes perfis dos personagens, justificar suas ações internas no enredo. - ERRADA. Embora existam passagens descritivas (a roupa do professor, o aspecto de Raimundo), a tipologia essencial e predominante do texto é a narrativa (sucessão de ações e fatos no tempo).
D) Registro narrativo biográfico a partir do qual o narradorobservador apresenta o relato de acontecimentos pretéritos sobre os personagens. - ERRADA. O narrador participa ativamente da história como protagonista (narrador-personagem), invalidando a classificação de mero "narrador-observador".
E) Texto de caráter essencialmente expositivo a fim de evidenciar aspectos objetivos e imparciais sobre um registro histórico da educação do país. - ERRADA. O texto é ficcional, literário e altamente parcial/pessoal, não se tratando de um texto expositivo ou documental imparcial.
Macete:
* Ao ler o título ("Conto de Escola") e o autor (Machado de Assis), identifique imediatamente que se trata de um texto literário narrativo, o que elimina a alternativa E (texto expositivo).
* Busque marcas de autoria no texto: verbos e pronomes como "deixei-me", "meu pai", "subi" e "disse eu" comprovam que o narrador é em primeira pessoa (narrador-personagem). Isso elimina a alternativa D (narrador-observador).
* Lembre-se da regra de ouro: narradores em primeira pessoa que contam suas próprias hesitações e arrependimentos ("Com franqueza, estava arrependido", "Fui um bobo") tornam o texto altamente subjetivo. Sabendo disso, você elimina a alternativa A (fala em objetividade) e chega com segurança à alternativa B.
Fonte: Gemini.
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