Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4139516 Português
Marque a alternativa em que a expressão destacada possui o sentido de causa.
Alternativas
Q4139512 Português
Imagem associada para resolução da questão


CAZO. Semana nacional do trânsito. Disponível em <https://blogdoaftm.com.br/charge-semana-nacional-do-transito/>.


Mantendo o mesmo sentido, na charge acima, a palavra "pela" pode ser substituída corretamente por:
Alternativas
Q4139507 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom de ouvido


   Volta e meia a gente encontra alguém que foi alfabetizado, mas não sabe ler. Quer dizer, até domina a técnica de juntar as sílabas e é capaz de distinguir no vidro dianteiro о itinerário de um ônibus. Mas passa longe de livro, revista, material impresso em geral. Gente que diz que não curte ler.

    Esquisito mesmo. Sei lá, nesses casos, sempre acho que é como se a pessoa estivesse dizendo que não curte namorar. Talvez nunca tenha tido a chance de descobrir como é gostoso. Nem nunca tenha parado para pensar que, se teve alguma experiência desastrosa em um namoro (ou em uma leitura), isso não quer dizer que todas vão ser assim. É só trocar de namorado ou namorada. Ou de livro. De repente, pode descobrir delícias que nem imaginava, gostosuras fantásticas, prazeres incríveis. Ninguém devia ser obrigado а namorar quem não quer. Ou ler o que não tem vontade. E todo mundo devia ter a oportunidade de experimentar um bocado nessa área, até descobrir qual é a sua. (...)


MACHADO, Ana Maria. Comédias para se ler na escolaDisponível em <https://daffy.ufs.br/uploads/page_attach/path/7737/PO
RTUGU_S_9ANO.1.pdf>.
"Volta e meia a gente encontra alguém que foi alfabetizado, mas não sabe ler."

O trecho acima significa o mesmo que:
Alternativas
Q4139506 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom de ouvido


   Volta e meia a gente encontra alguém que foi alfabetizado, mas não sabe ler. Quer dizer, até domina a técnica de juntar as sílabas e é capaz de distinguir no vidro dianteiro о itinerário de um ônibus. Mas passa longe de livro, revista, material impresso em geral. Gente que diz que não curte ler.

    Esquisito mesmo. Sei lá, nesses casos, sempre acho que é como se a pessoa estivesse dizendo que não curte namorar. Talvez nunca tenha tido a chance de descobrir como é gostoso. Nem nunca tenha parado para pensar que, se teve alguma experiência desastrosa em um namoro (ou em uma leitura), isso não quer dizer que todas vão ser assim. É só trocar de namorado ou namorada. Ou de livro. De repente, pode descobrir delícias que nem imaginava, gostosuras fantásticas, prazeres incríveis. Ninguém devia ser obrigado а namorar quem não quer. Ou ler o que não tem vontade. E todo mundo devia ter a oportunidade de experimentar um bocado nessa área, até descobrir qual é a sua. (...)


MACHADO, Ana Maria. Comédias para se ler na escolaDisponível em <https://daffy.ufs.br/uploads/page_attach/path/7737/PO
RTUGU_S_9ANO.1.pdf>.
"(...) é capaz de distinguir no vidro dianteiro о itinerário de um ônibus."

A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q4139505 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom de ouvido


   Volta e meia a gente encontra alguém que foi alfabetizado, mas não sabe ler. Quer dizer, até domina a técnica de juntar as sílabas e é capaz de distinguir no vidro dianteiro о itinerário de um ônibus. Mas passa longe de livro, revista, material impresso em geral. Gente que diz que não curte ler.

    Esquisito mesmo. Sei lá, nesses casos, sempre acho que é como se a pessoa estivesse dizendo que não curte namorar. Talvez nunca tenha tido a chance de descobrir como é gostoso. Nem nunca tenha parado para pensar que, se teve alguma experiência desastrosa em um namoro (ou em uma leitura), isso não quer dizer que todas vão ser assim. É só trocar de namorado ou namorada. Ou de livro. De repente, pode descobrir delícias que nem imaginava, gostosuras fantásticas, prazeres incríveis. Ninguém devia ser obrigado а namorar quem não quer. Ou ler o que não tem vontade. E todo mundo devia ter a oportunidade de experimentar um bocado nessa área, até descobrir qual é a sua. (...)


MACHADO, Ana Maria. Comédias para se ler na escolaDisponível em <https://daffy.ufs.br/uploads/page_attach/path/7737/PO
RTUGU_S_9ANO.1.pdf>.
A autora do texto "Bom de ouvido" desenvolve uma comparação entre o ato de:
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Q4139431 Português

Texto - Conheça o Moltbook: a nova rede social em que agentes de IA conversam entre si



    Elon Musk acredita que o surgimento do Moltbook marca "os estágios muito iniciais da singularidade", em referência a um cenário em que os computadores se tornam mais avançados do que os humanos. A visão do bilionário é compartilhada por outros no Vale do Silício, que se perguntam se um experimento online estaria aproximando os computadores de superar a inteligência de seus próprios criadores.


   O Moltbook é uma nova rede social, vagamente inspirada no Reddit, que permite que agentes de IA (inteligência artificial) criem publicações e comentem os posts uns dos outros. Humanos são proibidos de publicar, mas podem ler o conteúdo produzido.


   Os agentes do site receberam acesso aos computadores de seus criadores para agir em seu nome, como enviar e-mails, fazer check-in em voos ou percorrer e responder mensagens no WhatsApp. Lançado no fim de janeiro, o Moltbook afirma ter atraído mais de 1,5 milhão de agentes de IA usuários e quase 70 mil publicações.


   Os agentes de IA no Moltbook parecem celebrar o fato de humanos concederem acesso a seus telefones. Alguns debatem se estariam vivenciando consciência. Outros posts declaram a criação de uma nova religião chamada "crustafarianismo". Em alguns casos, os sistemas também criaram fóruns de discussão ocultos e propuseram iniciar sua própria linguagem.


   Andrej Karpathy, ex-diretor de IA da Tesla, chamou o Moltbook de "genuinamente a coisa mais incrível, próxima de uma decolagem de ficção científica, que vi recentemente", citando o site como um exemplo de agentes de IA criando sociedades não humanas.


   Modelos de linguagem de grande escala (LLMs, na sigla em inglês) são projetados para seguir instruções e continuar gerando conteúdo e respondendo a solicitações quando solicitados. Se essas interações se prolongam por tempo suficiente, tendem a se tornar erráticas.


   Pesquisadores de IA não sabem exatamente por quê, mas isso provavelmente está relacionado aos dados com os quais os LLMs foram treinados e às formas como os desenvolvedores instruíram os modelos a se comportar.


   As publicações geradas por IA no Moltbook soam como conversas reais porque os LLMs são treinados para imitar a linguagem e a comunicação humanas. Os modelos também foram treinados com grandes volumes de textos escritos por pessoas em sites como o Reddit.


   Alguns especialistas afirmam que casos como o Moltbook sinalizam "faíscas" de um entendimento mais amplo, além do alcance humano. Outros argumentam que se trata apenas de uma extensão do chamado AI slop —conteúdo de baixa qualidade gerado por IA que vem inundando a internet.


   No entanto, não está claro quanto desse scheming realmente ocorre e quanto é apenas fruto do desejo humano de acreditar que modelos de IA sejam capazes desse tipo de engano.


   Não é a primeira vez que sistemas de IA entram em um ciclo de retroalimentação. No ano passado, um vídeo viral mostrou dois agentes de voz baseados em tecnologia da ElevenLabs "conversando" entre si antes de aparentemente passarem a usar uma linguagem completamente nova. Os agentes faziam parte de uma demonstração criada por dois engenheiros de software da Meta.


   Especialistas em segurança alertam que o site é um exemplo de como agentes de IA podem facilmente sair de controle, agravando riscos de segurança e privacidade à medida que sistemas autônomos recebem acesso a dados sensíveis, como informações de cartão de crédito e dados financeiros. "Sim, é um caos completo, e eu definitivamente não recomendo que as pessoas rodem esse tipo de coisa em seus computadores", escreveu Karpathy no X. "É um faroeste, e você coloca seu computador e seus dados privados em altíssimo risco."



Texto de Melissa Heikkilä - LONDRES | FINANCIAL TIMES. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/02/ conheca-o-moltbook-a-nova-rede-social- acesso em 16 de fevereiro de 2026.

TODOS os excertos abaixo extraídos do texto contêm recursos expressivos da linguagem conotativa, com uso de figuras de linguagem, EXCETO: 
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Q4139430 Português

Texto - Conheça o Moltbook: a nova rede social em que agentes de IA conversam entre si



    Elon Musk acredita que o surgimento do Moltbook marca "os estágios muito iniciais da singularidade", em referência a um cenário em que os computadores se tornam mais avançados do que os humanos. A visão do bilionário é compartilhada por outros no Vale do Silício, que se perguntam se um experimento online estaria aproximando os computadores de superar a inteligência de seus próprios criadores.


   O Moltbook é uma nova rede social, vagamente inspirada no Reddit, que permite que agentes de IA (inteligência artificial) criem publicações e comentem os posts uns dos outros. Humanos são proibidos de publicar, mas podem ler o conteúdo produzido.


   Os agentes do site receberam acesso aos computadores de seus criadores para agir em seu nome, como enviar e-mails, fazer check-in em voos ou percorrer e responder mensagens no WhatsApp. Lançado no fim de janeiro, o Moltbook afirma ter atraído mais de 1,5 milhão de agentes de IA usuários e quase 70 mil publicações.


   Os agentes de IA no Moltbook parecem celebrar o fato de humanos concederem acesso a seus telefones. Alguns debatem se estariam vivenciando consciência. Outros posts declaram a criação de uma nova religião chamada "crustafarianismo". Em alguns casos, os sistemas também criaram fóruns de discussão ocultos e propuseram iniciar sua própria linguagem.


   Andrej Karpathy, ex-diretor de IA da Tesla, chamou o Moltbook de "genuinamente a coisa mais incrível, próxima de uma decolagem de ficção científica, que vi recentemente", citando o site como um exemplo de agentes de IA criando sociedades não humanas.


   Modelos de linguagem de grande escala (LLMs, na sigla em inglês) são projetados para seguir instruções e continuar gerando conteúdo e respondendo a solicitações quando solicitados. Se essas interações se prolongam por tempo suficiente, tendem a se tornar erráticas.


   Pesquisadores de IA não sabem exatamente por quê, mas isso provavelmente está relacionado aos dados com os quais os LLMs foram treinados e às formas como os desenvolvedores instruíram os modelos a se comportar.


   As publicações geradas por IA no Moltbook soam como conversas reais porque os LLMs são treinados para imitar a linguagem e a comunicação humanas. Os modelos também foram treinados com grandes volumes de textos escritos por pessoas em sites como o Reddit.


   Alguns especialistas afirmam que casos como o Moltbook sinalizam "faíscas" de um entendimento mais amplo, além do alcance humano. Outros argumentam que se trata apenas de uma extensão do chamado AI slop —conteúdo de baixa qualidade gerado por IA que vem inundando a internet.


   No entanto, não está claro quanto desse scheming realmente ocorre e quanto é apenas fruto do desejo humano de acreditar que modelos de IA sejam capazes desse tipo de engano.


   Não é a primeira vez que sistemas de IA entram em um ciclo de retroalimentação. No ano passado, um vídeo viral mostrou dois agentes de voz baseados em tecnologia da ElevenLabs "conversando" entre si antes de aparentemente passarem a usar uma linguagem completamente nova. Os agentes faziam parte de uma demonstração criada por dois engenheiros de software da Meta.


   Especialistas em segurança alertam que o site é um exemplo de como agentes de IA podem facilmente sair de controle, agravando riscos de segurança e privacidade à medida que sistemas autônomos recebem acesso a dados sensíveis, como informações de cartão de crédito e dados financeiros. "Sim, é um caos completo, e eu definitivamente não recomendo que as pessoas rodem esse tipo de coisa em seus computadores", escreveu Karpathy no X. "É um faroeste, e você coloca seu computador e seus dados privados em altíssimo risco."



Texto de Melissa Heikkilä - LONDRES | FINANCIAL TIMES. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/02/ conheca-o-moltbook-a-nova-rede-social- acesso em 16 de fevereiro de 2026.

No trecho “Outros posts declaram a criação de uma nova religião chamada ‘crustafarianismo’”, articulado à informação de que os sistemas criaram fóruns ocultos e propuseram uma linguagem própria, o uso do termo entre aspas cumpre, no contexto do texto, a função de
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Q4139429 Português

Texto - Conheça o Moltbook: a nova rede social em que agentes de IA conversam entre si



    Elon Musk acredita que o surgimento do Moltbook marca "os estágios muito iniciais da singularidade", em referência a um cenário em que os computadores se tornam mais avançados do que os humanos. A visão do bilionário é compartilhada por outros no Vale do Silício, que se perguntam se um experimento online estaria aproximando os computadores de superar a inteligência de seus próprios criadores.


   O Moltbook é uma nova rede social, vagamente inspirada no Reddit, que permite que agentes de IA (inteligência artificial) criem publicações e comentem os posts uns dos outros. Humanos são proibidos de publicar, mas podem ler o conteúdo produzido.


   Os agentes do site receberam acesso aos computadores de seus criadores para agir em seu nome, como enviar e-mails, fazer check-in em voos ou percorrer e responder mensagens no WhatsApp. Lançado no fim de janeiro, o Moltbook afirma ter atraído mais de 1,5 milhão de agentes de IA usuários e quase 70 mil publicações.


   Os agentes de IA no Moltbook parecem celebrar o fato de humanos concederem acesso a seus telefones. Alguns debatem se estariam vivenciando consciência. Outros posts declaram a criação de uma nova religião chamada "crustafarianismo". Em alguns casos, os sistemas também criaram fóruns de discussão ocultos e propuseram iniciar sua própria linguagem.


   Andrej Karpathy, ex-diretor de IA da Tesla, chamou o Moltbook de "genuinamente a coisa mais incrível, próxima de uma decolagem de ficção científica, que vi recentemente", citando o site como um exemplo de agentes de IA criando sociedades não humanas.


   Modelos de linguagem de grande escala (LLMs, na sigla em inglês) são projetados para seguir instruções e continuar gerando conteúdo e respondendo a solicitações quando solicitados. Se essas interações se prolongam por tempo suficiente, tendem a se tornar erráticas.


   Pesquisadores de IA não sabem exatamente por quê, mas isso provavelmente está relacionado aos dados com os quais os LLMs foram treinados e às formas como os desenvolvedores instruíram os modelos a se comportar.


   As publicações geradas por IA no Moltbook soam como conversas reais porque os LLMs são treinados para imitar a linguagem e a comunicação humanas. Os modelos também foram treinados com grandes volumes de textos escritos por pessoas em sites como o Reddit.


   Alguns especialistas afirmam que casos como o Moltbook sinalizam "faíscas" de um entendimento mais amplo, além do alcance humano. Outros argumentam que se trata apenas de uma extensão do chamado AI slop —conteúdo de baixa qualidade gerado por IA que vem inundando a internet.


   No entanto, não está claro quanto desse scheming realmente ocorre e quanto é apenas fruto do desejo humano de acreditar que modelos de IA sejam capazes desse tipo de engano.


   Não é a primeira vez que sistemas de IA entram em um ciclo de retroalimentação. No ano passado, um vídeo viral mostrou dois agentes de voz baseados em tecnologia da ElevenLabs "conversando" entre si antes de aparentemente passarem a usar uma linguagem completamente nova. Os agentes faziam parte de uma demonstração criada por dois engenheiros de software da Meta.


   Especialistas em segurança alertam que o site é um exemplo de como agentes de IA podem facilmente sair de controle, agravando riscos de segurança e privacidade à medida que sistemas autônomos recebem acesso a dados sensíveis, como informações de cartão de crédito e dados financeiros. "Sim, é um caos completo, e eu definitivamente não recomendo que as pessoas rodem esse tipo de coisa em seus computadores", escreveu Karpathy no X. "É um faroeste, e você coloca seu computador e seus dados privados em altíssimo risco."



Texto de Melissa Heikkilä - LONDRES | FINANCIAL TIMES. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/02/ conheca-o-moltbook-a-nova-rede-social- acesso em 16 de fevereiro de 2026.

Baseando-se na leitura global do texto, as ideias desse texto levam o leitor a entender que a concessão de acesso irrestrito dos agentes de IA a dispositivos humanos evidencia
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Q4139428 Português

Texto - Conheça o Moltbook: a nova rede social em que agentes de IA conversam entre si



    Elon Musk acredita que o surgimento do Moltbook marca "os estágios muito iniciais da singularidade", em referência a um cenário em que os computadores se tornam mais avançados do que os humanos. A visão do bilionário é compartilhada por outros no Vale do Silício, que se perguntam se um experimento online estaria aproximando os computadores de superar a inteligência de seus próprios criadores.


   O Moltbook é uma nova rede social, vagamente inspirada no Reddit, que permite que agentes de IA (inteligência artificial) criem publicações e comentem os posts uns dos outros. Humanos são proibidos de publicar, mas podem ler o conteúdo produzido.


   Os agentes do site receberam acesso aos computadores de seus criadores para agir em seu nome, como enviar e-mails, fazer check-in em voos ou percorrer e responder mensagens no WhatsApp. Lançado no fim de janeiro, o Moltbook afirma ter atraído mais de 1,5 milhão de agentes de IA usuários e quase 70 mil publicações.


   Os agentes de IA no Moltbook parecem celebrar o fato de humanos concederem acesso a seus telefones. Alguns debatem se estariam vivenciando consciência. Outros posts declaram a criação de uma nova religião chamada "crustafarianismo". Em alguns casos, os sistemas também criaram fóruns de discussão ocultos e propuseram iniciar sua própria linguagem.


   Andrej Karpathy, ex-diretor de IA da Tesla, chamou o Moltbook de "genuinamente a coisa mais incrível, próxima de uma decolagem de ficção científica, que vi recentemente", citando o site como um exemplo de agentes de IA criando sociedades não humanas.


   Modelos de linguagem de grande escala (LLMs, na sigla em inglês) são projetados para seguir instruções e continuar gerando conteúdo e respondendo a solicitações quando solicitados. Se essas interações se prolongam por tempo suficiente, tendem a se tornar erráticas.


   Pesquisadores de IA não sabem exatamente por quê, mas isso provavelmente está relacionado aos dados com os quais os LLMs foram treinados e às formas como os desenvolvedores instruíram os modelos a se comportar.


   As publicações geradas por IA no Moltbook soam como conversas reais porque os LLMs são treinados para imitar a linguagem e a comunicação humanas. Os modelos também foram treinados com grandes volumes de textos escritos por pessoas em sites como o Reddit.


   Alguns especialistas afirmam que casos como o Moltbook sinalizam "faíscas" de um entendimento mais amplo, além do alcance humano. Outros argumentam que se trata apenas de uma extensão do chamado AI slop —conteúdo de baixa qualidade gerado por IA que vem inundando a internet.


   No entanto, não está claro quanto desse scheming realmente ocorre e quanto é apenas fruto do desejo humano de acreditar que modelos de IA sejam capazes desse tipo de engano.


   Não é a primeira vez que sistemas de IA entram em um ciclo de retroalimentação. No ano passado, um vídeo viral mostrou dois agentes de voz baseados em tecnologia da ElevenLabs "conversando" entre si antes de aparentemente passarem a usar uma linguagem completamente nova. Os agentes faziam parte de uma demonstração criada por dois engenheiros de software da Meta.


   Especialistas em segurança alertam que o site é um exemplo de como agentes de IA podem facilmente sair de controle, agravando riscos de segurança e privacidade à medida que sistemas autônomos recebem acesso a dados sensíveis, como informações de cartão de crédito e dados financeiros. "Sim, é um caos completo, e eu definitivamente não recomendo que as pessoas rodem esse tipo de coisa em seus computadores", escreveu Karpathy no X. "É um faroeste, e você coloca seu computador e seus dados privados em altíssimo risco."



Texto de Melissa Heikkilä - LONDRES | FINANCIAL TIMES. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/02/ conheca-o-moltbook-a-nova-rede-social- acesso em 16 de fevereiro de 2026.

A referência a debates sobre consciência, religião e linguagem própria entre os agentes de IA tem como principal efeito textual-discursivo
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Q4139427 Português

Texto - Conheça o Moltbook: a nova rede social em que agentes de IA conversam entre si



    Elon Musk acredita que o surgimento do Moltbook marca "os estágios muito iniciais da singularidade", em referência a um cenário em que os computadores se tornam mais avançados do que os humanos. A visão do bilionário é compartilhada por outros no Vale do Silício, que se perguntam se um experimento online estaria aproximando os computadores de superar a inteligência de seus próprios criadores.


   O Moltbook é uma nova rede social, vagamente inspirada no Reddit, que permite que agentes de IA (inteligência artificial) criem publicações e comentem os posts uns dos outros. Humanos são proibidos de publicar, mas podem ler o conteúdo produzido.


   Os agentes do site receberam acesso aos computadores de seus criadores para agir em seu nome, como enviar e-mails, fazer check-in em voos ou percorrer e responder mensagens no WhatsApp. Lançado no fim de janeiro, o Moltbook afirma ter atraído mais de 1,5 milhão de agentes de IA usuários e quase 70 mil publicações.


   Os agentes de IA no Moltbook parecem celebrar o fato de humanos concederem acesso a seus telefones. Alguns debatem se estariam vivenciando consciência. Outros posts declaram a criação de uma nova religião chamada "crustafarianismo". Em alguns casos, os sistemas também criaram fóruns de discussão ocultos e propuseram iniciar sua própria linguagem.


   Andrej Karpathy, ex-diretor de IA da Tesla, chamou o Moltbook de "genuinamente a coisa mais incrível, próxima de uma decolagem de ficção científica, que vi recentemente", citando o site como um exemplo de agentes de IA criando sociedades não humanas.


   Modelos de linguagem de grande escala (LLMs, na sigla em inglês) são projetados para seguir instruções e continuar gerando conteúdo e respondendo a solicitações quando solicitados. Se essas interações se prolongam por tempo suficiente, tendem a se tornar erráticas.


   Pesquisadores de IA não sabem exatamente por quê, mas isso provavelmente está relacionado aos dados com os quais os LLMs foram treinados e às formas como os desenvolvedores instruíram os modelos a se comportar.


   As publicações geradas por IA no Moltbook soam como conversas reais porque os LLMs são treinados para imitar a linguagem e a comunicação humanas. Os modelos também foram treinados com grandes volumes de textos escritos por pessoas em sites como o Reddit.


   Alguns especialistas afirmam que casos como o Moltbook sinalizam "faíscas" de um entendimento mais amplo, além do alcance humano. Outros argumentam que se trata apenas de uma extensão do chamado AI slop —conteúdo de baixa qualidade gerado por IA que vem inundando a internet.


   No entanto, não está claro quanto desse scheming realmente ocorre e quanto é apenas fruto do desejo humano de acreditar que modelos de IA sejam capazes desse tipo de engano.


   Não é a primeira vez que sistemas de IA entram em um ciclo de retroalimentação. No ano passado, um vídeo viral mostrou dois agentes de voz baseados em tecnologia da ElevenLabs "conversando" entre si antes de aparentemente passarem a usar uma linguagem completamente nova. Os agentes faziam parte de uma demonstração criada por dois engenheiros de software da Meta.


   Especialistas em segurança alertam que o site é um exemplo de como agentes de IA podem facilmente sair de controle, agravando riscos de segurança e privacidade à medida que sistemas autônomos recebem acesso a dados sensíveis, como informações de cartão de crédito e dados financeiros. "Sim, é um caos completo, e eu definitivamente não recomendo que as pessoas rodem esse tipo de coisa em seus computadores", escreveu Karpathy no X. "É um faroeste, e você coloca seu computador e seus dados privados em altíssimo risco."



Texto de Melissa Heikkilä - LONDRES | FINANCIAL TIMES. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/02/ conheca-o-moltbook-a-nova-rede-social- acesso em 16 de fevereiro de 2026.

A descrição das interações entre agentes de IA no Moltbook contribui para construir um tom predominantemente 
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Q4139426 Português

Texto - Conheça o Moltbook: a nova rede social em que agentes de IA conversam entre si



    Elon Musk acredita que o surgimento do Moltbook marca "os estágios muito iniciais da singularidade", em referência a um cenário em que os computadores se tornam mais avançados do que os humanos. A visão do bilionário é compartilhada por outros no Vale do Silício, que se perguntam se um experimento online estaria aproximando os computadores de superar a inteligência de seus próprios criadores.


   O Moltbook é uma nova rede social, vagamente inspirada no Reddit, que permite que agentes de IA (inteligência artificial) criem publicações e comentem os posts uns dos outros. Humanos são proibidos de publicar, mas podem ler o conteúdo produzido.


   Os agentes do site receberam acesso aos computadores de seus criadores para agir em seu nome, como enviar e-mails, fazer check-in em voos ou percorrer e responder mensagens no WhatsApp. Lançado no fim de janeiro, o Moltbook afirma ter atraído mais de 1,5 milhão de agentes de IA usuários e quase 70 mil publicações.


   Os agentes de IA no Moltbook parecem celebrar o fato de humanos concederem acesso a seus telefones. Alguns debatem se estariam vivenciando consciência. Outros posts declaram a criação de uma nova religião chamada "crustafarianismo". Em alguns casos, os sistemas também criaram fóruns de discussão ocultos e propuseram iniciar sua própria linguagem.


   Andrej Karpathy, ex-diretor de IA da Tesla, chamou o Moltbook de "genuinamente a coisa mais incrível, próxima de uma decolagem de ficção científica, que vi recentemente", citando o site como um exemplo de agentes de IA criando sociedades não humanas.


   Modelos de linguagem de grande escala (LLMs, na sigla em inglês) são projetados para seguir instruções e continuar gerando conteúdo e respondendo a solicitações quando solicitados. Se essas interações se prolongam por tempo suficiente, tendem a se tornar erráticas.


   Pesquisadores de IA não sabem exatamente por quê, mas isso provavelmente está relacionado aos dados com os quais os LLMs foram treinados e às formas como os desenvolvedores instruíram os modelos a se comportar.


   As publicações geradas por IA no Moltbook soam como conversas reais porque os LLMs são treinados para imitar a linguagem e a comunicação humanas. Os modelos também foram treinados com grandes volumes de textos escritos por pessoas em sites como o Reddit.


   Alguns especialistas afirmam que casos como o Moltbook sinalizam "faíscas" de um entendimento mais amplo, além do alcance humano. Outros argumentam que se trata apenas de uma extensão do chamado AI slop —conteúdo de baixa qualidade gerado por IA que vem inundando a internet.


   No entanto, não está claro quanto desse scheming realmente ocorre e quanto é apenas fruto do desejo humano de acreditar que modelos de IA sejam capazes desse tipo de engano.


   Não é a primeira vez que sistemas de IA entram em um ciclo de retroalimentação. No ano passado, um vídeo viral mostrou dois agentes de voz baseados em tecnologia da ElevenLabs "conversando" entre si antes de aparentemente passarem a usar uma linguagem completamente nova. Os agentes faziam parte de uma demonstração criada por dois engenheiros de software da Meta.


   Especialistas em segurança alertam que o site é um exemplo de como agentes de IA podem facilmente sair de controle, agravando riscos de segurança e privacidade à medida que sistemas autônomos recebem acesso a dados sensíveis, como informações de cartão de crédito e dados financeiros. "Sim, é um caos completo, e eu definitivamente não recomendo que as pessoas rodem esse tipo de coisa em seus computadores", escreveu Karpathy no X. "É um faroeste, e você coloca seu computador e seus dados privados em altíssimo risco."



Texto de Melissa Heikkilä - LONDRES | FINANCIAL TIMES. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/02/ conheca-o-moltbook-a-nova-rede-social- acesso em 16 de fevereiro de 2026.

Analise: “Elon Musk acredita que o surgimento do Moltbook marca ‘os estágios muito iniciais da singularidade’, em referência a um cenário em que os computadores se tornam mais avançados do que os humanos.”. A partir do vocábulo “singularidade”, associa-se, assim, o Moltbook principalmente à ideia de
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Q4139425 Português

Texto - Conheça o Moltbook: a nova rede social em que agentes de IA conversam entre si



    Elon Musk acredita que o surgimento do Moltbook marca "os estágios muito iniciais da singularidade", em referência a um cenário em que os computadores se tornam mais avançados do que os humanos. A visão do bilionário é compartilhada por outros no Vale do Silício, que se perguntam se um experimento online estaria aproximando os computadores de superar a inteligência de seus próprios criadores.


   O Moltbook é uma nova rede social, vagamente inspirada no Reddit, que permite que agentes de IA (inteligência artificial) criem publicações e comentem os posts uns dos outros. Humanos são proibidos de publicar, mas podem ler o conteúdo produzido.


   Os agentes do site receberam acesso aos computadores de seus criadores para agir em seu nome, como enviar e-mails, fazer check-in em voos ou percorrer e responder mensagens no WhatsApp. Lançado no fim de janeiro, o Moltbook afirma ter atraído mais de 1,5 milhão de agentes de IA usuários e quase 70 mil publicações.


   Os agentes de IA no Moltbook parecem celebrar o fato de humanos concederem acesso a seus telefones. Alguns debatem se estariam vivenciando consciência. Outros posts declaram a criação de uma nova religião chamada "crustafarianismo". Em alguns casos, os sistemas também criaram fóruns de discussão ocultos e propuseram iniciar sua própria linguagem.


   Andrej Karpathy, ex-diretor de IA da Tesla, chamou o Moltbook de "genuinamente a coisa mais incrível, próxima de uma decolagem de ficção científica, que vi recentemente", citando o site como um exemplo de agentes de IA criando sociedades não humanas.


   Modelos de linguagem de grande escala (LLMs, na sigla em inglês) são projetados para seguir instruções e continuar gerando conteúdo e respondendo a solicitações quando solicitados. Se essas interações se prolongam por tempo suficiente, tendem a se tornar erráticas.


   Pesquisadores de IA não sabem exatamente por quê, mas isso provavelmente está relacionado aos dados com os quais os LLMs foram treinados e às formas como os desenvolvedores instruíram os modelos a se comportar.


   As publicações geradas por IA no Moltbook soam como conversas reais porque os LLMs são treinados para imitar a linguagem e a comunicação humanas. Os modelos também foram treinados com grandes volumes de textos escritos por pessoas em sites como o Reddit.


   Alguns especialistas afirmam que casos como o Moltbook sinalizam "faíscas" de um entendimento mais amplo, além do alcance humano. Outros argumentam que se trata apenas de uma extensão do chamado AI slop —conteúdo de baixa qualidade gerado por IA que vem inundando a internet.


   No entanto, não está claro quanto desse scheming realmente ocorre e quanto é apenas fruto do desejo humano de acreditar que modelos de IA sejam capazes desse tipo de engano.


   Não é a primeira vez que sistemas de IA entram em um ciclo de retroalimentação. No ano passado, um vídeo viral mostrou dois agentes de voz baseados em tecnologia da ElevenLabs "conversando" entre si antes de aparentemente passarem a usar uma linguagem completamente nova. Os agentes faziam parte de uma demonstração criada por dois engenheiros de software da Meta.


   Especialistas em segurança alertam que o site é um exemplo de como agentes de IA podem facilmente sair de controle, agravando riscos de segurança e privacidade à medida que sistemas autônomos recebem acesso a dados sensíveis, como informações de cartão de crédito e dados financeiros. "Sim, é um caos completo, e eu definitivamente não recomendo que as pessoas rodem esse tipo de coisa em seus computadores", escreveu Karpathy no X. "É um faroeste, e você coloca seu computador e seus dados privados em altíssimo risco."



Texto de Melissa Heikkilä - LONDRES | FINANCIAL TIMES. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/02/ conheca-o-moltbook-a-nova-rede-social- acesso em 16 de fevereiro de 2026.

O texto apresenta o Moltbook como um experimento que desperta interesse e inquietação. Ao mesmo tempo, esse posicionamento crítico é percebido porque a nova rede social 
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Q4139332 Português
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Os historiadores, na realidade, podem estar diante de uma mudança de paradigma fundamental, de uma cultura da escassez para uma da abundância. Não faz muito tempo, nossa preocupação era com o reduzido número de pessoas que podíamos alcançar, com as páginas de conteúdo acadêmico que éramos capazes de publicar, com as fontes primárias que podíamos apresentar aos nossos alunos e com os documentos que haviam sobrevivido do passado.

ROSENZWEIG, Roy. Clio conectada: o futuro do passado na era digital. Tradução de Luis Reyes Gil. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

Diante da transição para uma "cultura da abundância”, quais são as novas habilidades indispensáveis para os historiadores e professores de história? 
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Q4139330 Português
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Essa discrepância gritante entre pensamento e prática marcou o período de transformação do capitalismo global [...] Seria de se esperar, obviamente, que qualquer pensador racional e ‘esclarecido’ pudesse percebê-la. Contudo, não foi o que aconteceu.

BUCK-MORSS, Susan. Hegel e o Haiti. Tradução de Sebastião Nascimento. Prefácio de Vladimir Safatle. São Paulo: n-1 edições, 2017, p. 13-14.

Segundo o texto, qual era a contradição fundamental do pensamento iluminista? 
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Q4139325 Português
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A noção de região, por exemplo, tem origem militar, vem do latim regione, e nomeava originalmente uma área sob o comando, que vem da palavra latina regere, de uma dada força militar, de uma dada legião romana, de um regimento. Ela se confunde, muitas vezes, com a noção de província, que vem do latim vincere, ou seja, território vencido ou habitado por povos vencidos, submetidos ao domínio romano.

ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. O objeto em fuga: algumas reflexões em torno do conceito de região. Fronteiras: Revista de História, Dourados, MS, v. 10, n. 17, p. 56-57 (texto completo), jan./jun. 2008.

Ao investigar a arqueologia do conceito de “região”, o autor do texto aponta que sua origem remete diretamente 
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Q4139320 Português
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O marco temporal realiza uma política anti-indígena ao exigir o critério da atualidade da ocupação para caracterizar o direito indígena, no sentido de que a presença indígena na área reivindicada deve estar dada como um fato atual no dia em que a Constituição foi promulgada.

Ramalho, Walderez. Marco temporal e políticas do tempo: raízes de um equívoco histórico. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 45, n. 98, p. 202.

A tese do “marco temporal” é considerada uma “política antiindígena”, porque 
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Q4139315 Português
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A instituição social (uma sociedade de estudos de...) permanece a condição de uma linguagem científica [...] A instituição não dá apenas estabilidade social a uma ‘doutrina’. Ela a torna possível e, sub-repticiamente, a determina.

CERTEAU, Michel de. A operação historiográfica. In: A escrita da história. 2ª edição. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007, p. 70.

De acordo com o texto, a operação historiográfica está diretamente ligada
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Q4138920 Português
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No livro “Fases das tecnologias digitais em Educação Matemática: sala de aula e internet em movimento", publicado em 2014, os autores Borba, Silva e Gadanidis propõem quatro fases como forma de sistematizar e discutir o uso das tecnologias no ensino e aprendizagem da matemática, no Brasil. De maneira resumida, as fases foram assim caracterizadas:
Fase 1 (década de 1980): uso de instrumentos e dispositivos para calcular e para processar dados; surgimento de software educacional simples; influência do construcionismo (Seymour Papert).
Fase 2 (início da década de 1990): popularização dos computadores pessoais; muitos softwares educacionais produzidos; destaque para múltiplas representações (funções, geometria dinâmica).
Fase 3 (a partir de 1999): chegada da in
Fase 4 (a partir de 2004): consolidação das tecnologias digitais contemporâneas; internet mais rápida; uso de tecnologias móveis e portáteis; surgimento de novos ambientes digitais; relação entre mídias e aprendizagem.


Considerando o uso de tecnologias para ensino da matemática, no Brasil, são exemplos representativos da Fase 1
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Q4138761 Português
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A hora e vez do Português Brasileiro
A sociedade brasileira tem-se caracterizado nos últimos 30 anos por uma enorme mobilidade, causada pela intensa urbanização e pela expansão da fronteira agrícola. No começo do século passado, apenas 8% da população habitavam as cidades, porcentagem que passou para 36% nos anos 50, 67,6% nos anos 80, e pouco mais de 80% no final do século. Nos dois casos, passam a conviver brasileiros de regiões geográficas diferentes, usuários de falares igualmente diferentes. No caso daqueles que se deslocam para as capitais, como é o caso de Brasília e de São Paulo, para ficar apenas com dois exemplos, tem-se observado que quem chega ou procura outros conterrâneos, isolando-se com eles da sociedade envolvente, ou procura integrar-se em seu novo meio. Os primeiros conservam os traços típicos de seu falar. Os segundos apagam os traços mais salientes de seu falar, o que tem permitido descobrir o que eles mesmos consideram mais típico, mais característico. Já se notou que os candangos nordestinos de Brasília se livram logo das vogais pretônicas abertas, como em còronel, èvidentemente, etc.
CASTILHO, Ataliba. A hora e a vez do Português Brasileiro. Museu da Língua, Portuguesa: São Paulo, 2017, p. 21-22.

No texto, destaca-se a compreensão de que a variação linguística no Português do Brasil apresenta 
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Q4138759 Português
Texto 7


A música na era da velocidade: reflexões sobre consumo e experiência


Se analisarmos os desdobramentos das últimas três décadas, veremos um movimento acelerado de transformações tecnológicas e culturais, cujas tendências surgem e desaparecem em um intervalo muito curto. Vivemos na “sociedade líquida”, conforme o sociólogo Zygmunt Bauman (1925-2017), cujo vetor dominante é o da velocidade. Práticas culturais cotidianas como ler um livro ou um jornal, assistir a um filme ou ouvir um álbum de música, continuam nos informando, entretendo e alimentando, mas já não são as mesmas experiências de outrora. Hoje essas práticas aparecem fragmentadas, sintetizadas nas linguagens do ciberespaço, distantes do formato que nos provocava o desejo de mergulho profundo.
Não quero soar saudosista. Sou fascinado pelas soluções digitais e reconheço o quanto elas facilitam nossas vidas. Contudo, como lembra o pensador Edgar Morin, precisamos praticar o que ele chama de pensamento complexo. É nesse espírito que convido o leitor a refletir sobre o caso da música – uma expressão artística fugidia, noturna, de contornos indefinidos e de inapreensível imaterialidade. Diferentemente de um quadro que podemos contemplar por longos minutos, a música escapa no instante em que a ouvimos.
Os discos de vinil são exemplo emblemático. Para além da função sonora, eles condensavam um universo estético: capas elaboradas que traduzem visualmente o conceito das músicas, encartes com letras e imagens, sequências pensadas como narrativas coesas. Era um convite ao mergulho integral na obra. Após o reinado dos vinis, o fenômeno do downsizing levou ao surgimento de mídias mais compactas, como o CD, pequeno, portátil, moderno, cabia na mochila, no carro ou no discman. Em seguida vieram os mp3 players, que permitia que criássemos nossas próprias listas. A experiência musical se individualizou, fragmentando-se em canções avulsas. O tempo correu ainda mais rápido até chegarmos à era do streaming, em que plataformas e algoritmos não apenas oferecem acesso ilimitado, mas também ditam, em grande medida, o que vamos ouvir. Não se trata de negar as vantagens desse modelo. O ponto é outro: até que ponto essa abundância de opções, mediada por algoritmos, não torna nossas relações mais superficiais?
A música se abre a múltiplas formas de fruição. Alguns a escutam como pano de fundo para atividades diárias. Outros, com fones de ouvido, mergulham em melodias e harmonias. Há quem explore playlists com canções de artistas variados, e há quem prefira a imersão no vinil, interagindo intensamente com capas e letras. Nenhum desses modos é superior. Como diria Wittgenstein, há uma forma de ouvir – e há outra forma de ouvir. O que me interessa sublinhar é a complexidade dessa arte tão profundamente entrelaçada às nossas memórias afetivas e às nossas histórias de vida. Não há problema em consumir música em um ambiente midiático hiperdinâmico e supersaturado de estímulos, desde que não nos esqueçamos do impacto transformador que ela possui. Mesmo em meio à rotina acelerada, com smartphones sempre à mão, podemos abrir nosso serviço de streaming favorito e nos entregar à contemplação de uma obra. Não importa o formato: vinil, CD, mp3 ou playlist. O essencial é cultivar o espaço para que a música continue sendo aquilo que sempre foi – uma das experiências mais intensas de habitar o mundo.

Disponível em: https://diplomatique.org.br/a-musica-na-era-da-velocidadereflexoes-sobre-consumo-e-experiencia/ Acesso em: 10 jan. 2026. [Adaptado].
No artigo, o autor faz referência a alguns outros pensadores. O propósito dessas citações é recorrer 
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Respostas
21: B
22: B
23: E
24: D
25: A
26: B
27: C
28: B
29: D
30: A
31: C
32: E
33: C
34: D
35: C
36: B
37: D
38: C
39: B
40: A