Questões de Concurso Sobre libras

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Q3698554 Libras
A visualidade da experiência surda se ancora nos lastros linguísticos das línguas de sinais em seus usos reais de fala, constituindo o eixo central da aprendizagem em contextos bilíngues. Entretanto, muitos materiais didáticos utilizados na Educação Bilíngue de Surdos têm se reduzido a estratégias estéticas que não se orientam pela Libras, nem pela cultura surda, tampouco pelo protagonismo surdo no processo educativo. Nesse sentido, os debates sobre materiais didáticos em Educação Bilíngue de Surdos problematizam a necessidade de articular recursos visuais à prática linguística em Libras e à produção cultural surda, reafirmando a língua como base do processo pedagógico.

ZANCANARO JÚNIOR, Luiz Antônio. Desempenho linguístico na Língua de Sinais Brasileira de estudantes surdos de Ensino Médio em escolas inclusivas e em escolas bilíngues para surdos. 2018. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2018.

Entre os princípios que orientam a escolha de materiais didáticos e recursos visuais na Educação Bilíngue de Surdos está: 
Alternativas
Q3698553 Libras
Na Educação Bilíngue de Surdos, a visualidade não deve ser entendida apenas como o uso de objetos concretos ou efeitos estéticos. Ela faz parte da experiência linguística e cultural dos estudantes, em articulação direta com a Libras como língua de instrução. Assim, materiais didáticos e recursos visuais são relevantes quando favorecem a comunicação em Libras, ampliam a reflexão metalinguística e possibilitam a construção de significados em diferentes áreas do conhecimento escolar.

STUMPF, Marianne; LINHARES, Ramon (org.). Referenciais para o ensino de Língua Brasileira de Sinais como primeira língua para surdos na Educação Bilíngue de Surdos: da Educação Infantil ao Ensino Superior, Vol. 1. Petrópolis, RJ : Editora Arara Azul, 2021.

Sobre o uso de materiais didáticos e recursos visuais na Educação Bilíngue de Surdos, é correto afirmar que: 
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Q3698552 Libras
A literatura surda, produzida em línguas de sinais, é um recurso metodológico relevante para o ensino de Libras. Além de favorecer o desenvolvimento linguístico e cultural dos estudantes, possibilita o diálogo interdisciplinar com outras áreas do conhecimento escolar, ampliando a circulação da Libras e a valorização das identidades surdas no espaço educativo.

SILVEIRA, Carolina Hessel. Literatura Surda: Análise da Circulação de Piadas Clássicas em Línguas de Sinais. 2015. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2015.

Uma proposta metodológica consistente no ensino de Libras valoriza:
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Q3698551 Libras
O ensino de Libras, tanto como primeira quanto como segunda língua, deve considerar a visualidade como eixo linguístico central. Isso significa reconhecer que a língua de sinais se constitui por elementos visuais-especiais, que estruturam o discurso e organizam a interação. Assim, as metodologias de ensino precisam mobilizar práticas pedagógicas que explorem recursos visuais, materiais próprios em Libras e experiências de interação coletiva, assegurando a centralidade da experiência visual na construção do conhecimento.

CAMPELLO, Ana Regina e Souza. Aspectos da Visualidade na Educação dos Surdos. 2008. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2008.

Entre os aspectos metodológicos adequados para o ensino de Libras, é correto destacar:
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Q3698550 Libras
A atuação do instrutor de Libras deve ser compreendida como prática de constituição de identidades e de política linguística. Nos territórios educativos, esse trabalho amplia o reconhecimento da Libras, fortalece a experiência visual e legitima a presença de professores surdos como condutores de processos formativos. Dessa forma, a escola bilíngue não é apenas espaço de ensino, mas também de construção coletiva de novas categorias identitárias.

CUNHA JÚNIOR, Elias Paulino da. Surdos professores: a constituição de identidades por meio de novas categorias pelo trabalho em territórios educativos. 2022. Tese (Doutorado em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem: Linguagem e Educação) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2022.

A atuação do instrutor de Libras ganha relevância quando:
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Q3698549 Libras
A instrução em Libras na educação de surdos tem sido historicamente atravessada por disputas sobre métodos e lugares de legitimação da língua. Mais recentemente, o papel do instrutor de Libras é compreendido como central para a consolidação da escola bilíngue, pois amplia a circulação da língua, fortalece práticas culturais e pedagógicas, e contribui para a constituição de espaços em que os surdos assumem a condução de processos formativos.

CARVALHO, Daniel Junqueira. A instrução na educação de surdos produzida na modernidade: a tríplice condução de surdos-professores. 2023. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2023.

O papel do instrutor de Libras pode ser identificado quando:
Alternativas
Q3698548 Libras
O modelo de escolas polo bilíngues para surdos busca concentrar um número maior de estudantes em uma mesma instituição. Essa organização favorece o uso ampliado da Libras, fortalece o sentimento de pertencimento e amplia as possibilidades de interação entre diferentes faixas etárias. Nesse contexto, a mediação por interpretação torna-se secundária, uma vez que a prioridade é a comunicação direta em Libras entre alunos, professores e comunidade escolar. Ao mesmo tempo, esse modelo exige planejamento de longo prazo, investimento de recursos e formação contínua da equipe escolar para consolidar a proposta.

STUMPF, Marianne; LINHARES, Ramon (org.). Referenciais para o ensino de Língua Brasileira de Sinais como primeira língua para surdos na Educação Bilíngue de Surdos: da Educação Infantil ao Ensino Superior, Vol. 1. Petrópolis, RJ : Editora Arara Azul, 2021.


Alternativas
Q3698547 Libras
A proposta bilíngue reconhece a Libras como língua de instrução e reorganiza o ensino do português escrito como segunda língua. Nesse modelo, a escola passa a ser compreendida como espaço político de implementação da diferença linguística, articulando práticas pedagógicas que se sustentam em políticas públicas voltadas à presença da Libras na educação formal.

DALL’ALBA, Carilissa. Políticas públicas da Escola Helen Keller: Implementação da Libras, documentos e narrativas. 2020. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Linguística, Florianópolis, 2020.

O princípio central da proposta bilíngue é que:
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Q3698545 Libras
Aprender Libras como segunda língua envolve a reorganização da percepção linguística do ouvinte. Essa aprendizagem se dá por meio da interação e da compreensão de uma gramática visual-espacial, diferente do português.

SILVEIRA, Luciane Cruz. O ensino de Libras como L2 na formação de professores bilíngues em curso de Pedagogia: uma perspectiva da Linguística Aplicada. 2022. Tese (Doutorado em Letras) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2022.

A aquisição da Libras como L2 por ouvintes se caracteriza pela(o):
Alternativas
Q3698544 Libras
A atualidade das pesquisas de aquisição de linguagem em Estudos Surdos mostra que a ausência de acesso à língua de sinais nos primeiros anos de vida pode resultar em atraso linguístico significativo. Isso reforça a importância da Libras como L1, assegurando à criança experiências comunicativas plenas.

STUMPF, Marianne Rossi [et al.]. Aquisição da linguagem em línguas de sinais. Petrópolis: Editora Arara Azul, 2020.

O desafio mais significativo no que diz respeito ao desenvolvimento integral da criança surda na aquisição da Libras como L1 está relacionado à:
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Q3698543 Libras
A aquisição da língua de sinais por crianças surdas ocorre em etapas comparáveis às de qualquer outra língua natural, desde que o contato com o meio linguístico aconteça de forma precoce. Esse processo sustenta o desenvolvimento cognitivo, social e comunicativo, garantindo condições para a construção de identidades e vínculos culturais desde a infância.

STUMPF, Marianne; LINHARES, Ramon (org.). Referenciais para o ensino de Língua Brasileira de Sinais como primeira língua para surdos na Educação Bilíngue de Surdos: da Educação Infantil ao Ensino Superior, Vol. 1. Petrópolis, RJ : Editora Arara Azul, 2021.

Na aquisição da Libras como primeira língua em crianças surdas: 
Alternativas
Q3698542 Libras
A compreensão leitora de surdos sinalizantes em português escrito está diretamente ligada ao reconhecimento da Libras como primeira língua. Pesquisas comparativas mostram que contextos de educação bilíngue favorecem a apropriação de estratégias de leitura, pois a Libras funciona como base linguística e cognitiva para o aprendizado da segunda língua.

SILVA, Simone Gonçalves de Lima da. Compreensão leitora em segunda língua de surdos sinalizantes da língua de sinais: um estudo comparativo entre estudantes de uma educação em ambiente bilíngue e não bilíngue. 2016. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2016.

No contexto do ensino bilíngue voltado à compreensão leitora:
Alternativas
Q3698541 Libras
A produção textual de surdos sinalizantes em português escrito é atravessada pela diferença entre a organização visual-espacial da Libras e a linearidade do português. Essa diferença não representa déficit, mas revela modos distintos de estruturar a comunicação. A modelização didática de gêneros textuais busca valorizar essas especificidades, favorecendo que a escrita em português seja compreendida como prática situada no bilinguismo.

OLIVEIRA, José Carlos de. Produção textual de surdos sinalizantes de Libras, em português escrito, a partir da modelização didática de gêneros textuais: a escrita de surdos em foco. Tese (Doutorado em Estudos Linguísticos) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2022.

No contexto da produção textual de surdos, um contraste relevante entre Libras e português é que: 
Alternativas
Q3698540 Libras
Os empréstimos linguísticos na Libras resultam do contato constante com a língua portuguesa e com outras línguas de sinais. Esse processo se manifesta por diferentes modalidades, incluindo adaptações visuais, sinais incorporados ao léxico e estratégias de categorização. A análise desse fenômeno mostra que os empréstimos não fragilizam a Libras, mas ampliam sua capacidade de renovação lexical e de interação entre comunidades linguísticas.

MACHADO, Rodrigo Nogueira. O Processo de Empréstimos Linguísticos na Libras: Modalidades e Categorização. 2022. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2022.

A análise dos empréstimos linguísticos na Libras permite concluir que:
Alternativas
Q3698537 Libras
Na Libras, a ordem dos constituintes e os recursos visuais expressam relações sintáticas e de sentido. A organização frasal pode variar, mas segue princípios linguísticos próprios, diferentes da Língua Portuguesa.

ROYER, Miriam. Estrutura Oracional e Transitividade na Libras. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2023.

Na sintaxe da Libras, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3698536 Libras
A morfologia da Libras é caracterizada por processos de composição, derivação e uso de classificadores, que permitem a criação de novos sinais e a expressão de conceitos abstratos. Esses mecanismos revelam a criatividade linguística e a produtividade da língua de sinais.

QUADROS, Ronice; KARNOPP, Lodenir. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: ArtMed, 2004.

Entre os processos morfológicos da Libras, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3698535 Libras
A estrutura fonológica da Libras é composta por parâmetros articulados entre si. A combinação desses elementos configuram a materialidade das línguas de sinais ao dar origem a sinais complexos e significativos. As variações fonológicas das línguas de sinais, como das línguas orais, pode ser vista tanto ao longo do tempo assim como em um mesmo período de tempo em regiões e grupos sociais diferentes.

DINIZ, Heloise Gripp. Variação fonológica das letras manuais na soletração manual em Libras. 2023. Tese (Doutorado em Linguística) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.

Na fonologia da Libras, os parâmetros básicos que constituem a formação dos sinais são:
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Q3698532 Libras
As discussões em torno da identidade surda desafiam concepções biomédicas, propondo que a diferença não seja vista como deficiência, mas como um marcador cultural e político. Esse deslocamento teórico possibilita compreender a comunidade surda a partir da noção de minoria linguística.

PONTIN, Bianca. Narrativas docentes sobre alunos surdos com implante coclear em escolas de surdos. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2021.

A perspectiva dos Estudos Surdos sobre identidade surda enfatiza:
Alternativas
Q3698531 Libras
A identidade surda é marcada pela experiência visual, pela coletividade e pela língua de sinais como eixo de pertencimento. A cultura surda não se restringe a práticas escolares, mas envolve redes de sociabilidade, arte, esportes e formas próprias de organização comunitária.

SKLIAR, Carlos (org.). A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998.

A constituição das identidades surdas em comunidades surdas sinalizantes tem como principal característica:
Alternativas
Q3698530 Libras
O movimento social organizado pelos coletivos surdos no Brasil se fortaleceu especialmente a partir da década de 1980, com a criação de associações locais e nacionais, que reivindicavam o reconhecimento da Libras e políticas educacionais bilíngues.

STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. Florianópolis: Editora UFSC, 2008.

O fortalecimento dos coletivos surdos no Brasil, especialmente a partir dos anos 80, resultou em importantes conquistas.

Entre elas, é correto destacar como a principal:
Alternativas
Respostas
881: B
882: C
883: E
884: E
885: C
886: E
887: A
888: B
889: B
890: C
891: A
892: E
893: D
894: B
895: A
896: B
897: D
898: D
899: C
900: A