Questões de Concurso
Sobre fisioterapia respiratória em fisioterapia
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Com base nos princípios da Fisioterapia em Pneumologia, qual é a conduta fisioterapêutica mais adequada para otimizar a ventilação pulmonar e auxiliar na remoção de secreções?
1. É uma condição inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por limitação variável ao fluxo aéreo e hiperresponsividade brônquica.
2. É uma doença obstrutiva das vias aéreas com redução do VEF₁ (Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo), redução da relação VEF₁/CVF (Capacidade Vital Forçada) e melhora significativa após uso de broncodilatador.
3. O Treinamento Muscular Inspiratório (TMI) é contraindicado em indivíduos asmáticos, pois aumenta a hiperinsuflação dinâmica e o risco de broncoespasmo induzido pelo exercício.
4. Programas fisioterapêuticos, que incluem reeducação do padrão respiratório e controle ventilatório, podem melhorar o controle da asma e a qualidade de vida, mesmo sem alterações significativas nos parâmetros espirométricos.
5. A fisioterapia respiratória em indivíduos com asma deve priorizar técnicas passivas, uma vez que exercícios respiratórios ativos aumentam a instabilidade ventilatória.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Com base no escore HACOR e na resposta clínica à VNI, assinale a alternativa correta.
I- Dr. Fulano sofreu um Acidente com Material Biológico (AMB), necessitando de avaliação e, provavelmente, do início imediato da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) para prevenir a transmissão do HIV e/ou outras (Vírus da Imunodeficiência Humana) infecções.
II- Princípio da Utilização de Barreiras de Proteção Adequadas ao Risco. Esta é a falha central. O profissional não utilizou o Equipamento de Proteção Individual (EPI) completo e adequado para o procedimento de alto risco que realizaria.
III- Princípio da Avaliação de Risco e da Precaução Específica: O profissional e/ou a instituição falharam em avaliar corretamente o risco agregado do paciente (SIDA + pneumonia por PJP + procedimento gerador de aerossóis) e, portanto, não implementaram o conjunto de precauções necessárias.
IV- Princípio da Responsabilidade Institucional na Disponibilidade de EPI. A falha institucional na gestão de estoque de EPIs é um princípio de biossegurança fundamental que foi violado. A instituição é obrigada a fornecer, de forma contínua e acessível, todos os EPIs necessários para a proteção da equipe e dos pacientes.
V- Princípio da Precaução Padrão (Universal). Este princípio fundamental afirma que todo paciente deve ser tratado como potencialmente infeccioso, independentemente de diagnóstico conhecido. No entanto, no caso descrito, mesmo com um diagnóstico de infecção transmitida por aerossóis (pneumonia) e sangue (SIDA), as precauções foram relaxadas com relação à falta de EPI.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Garantir troca gasosa adequada, com base na oxigenação, devendo manter níveis adequados de O2 no sangue pelas vias FiO2 e PEEP (Pressão Expiatória Final Positiva), e com base na ventilação, devendo remover CO2 eficientemente pelas vias do volume corrente ou da pressão e da frequência respiratória.
II- Minimizar lesão pulmonar pelo ventilador, realizando ajustes, evitando traumas com volumes correntes que sejam ideais a idade, sexo e condições do diafragma; evitando traumas com pressões com uso de pressão mecânica protetora; evitando traumas ao abrir e fechar alvéolos com PEEP adequada.
III- Adequar o modo ventilatório ao esforço do paciente, escolhendo entre modos controlados, assistidos ou suporte, garantindo sincronia paciente–ventilador, ajustando a sensibilidade (trigger) para evitar disparos inapropriados ou falta de disparo.
IV- Manter parâmetros dentro de limites protetores, utilizando uma estratégia protetora com volume corrente baixo, pressão de platô em valores seguros. Drive Pressórico (ΔP) idealmente em valores seguros.
V- Ajustar PEEP, conforme necessidade para manter alvéolos abertos e melhorar a oxigenação, evitando, assim, o colapso pulmonar, mas sem causar superdistensão. Ajustar também a FiO2 em valores baixos que mantenham a oxigenação adequada; contudo evite a toxicidade por oxigênio.
É CORRETO o que se afirma em:
Paciente do sexo feminino, 62 anos, internada em UTI há 10 dias com diagnóstico de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), encontra-se sedada (RASS -4), em ventilação mecânica invasiva modo PCV, com FiO2 de 0,5 e PEEP de 10 cmH2O. A ausculta pulmonar revela roncos difusos e estertores grossos em bases. A radiografia de tórax evidencia opacidades em lobos inferiores bilateralmente.
A técnica de higiene brônquica indicada para essa paciente é
Paciente do sexo masculino, 68 anos, com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) predominantemente enfisematosa, apresenta dispneia aos pequenos esforços, uso de musculatura acessória e tórax em tonel. A espirometria revela VEF1/CVF de 52% e VEF1 de 38% do previsto. A avaliação fisioterapêutica identifica padrão respiratório apical com tempo expiratório prolongado e autoPEEP.
O mecanismo fisiopatológico e a técnica respiratória indicada para esse paciente são, respectivamente,
Paciente do sexo masculino, 55 anos, com diagnóstico de carcinoma espinocelular de laringe, foi submetido à laringectomia total há 4 semanas. Apresenta traqueostomia definitiva, acúmulo de secreções traqueais, tosse ineficaz e dificuldade de higiene brônquica. À ausculta pulmonar, observam-se roncos difusos bilateralmente.
Considerando as alterações anatomofuncionais póslaringectomia total, a conduta fisioterapêutica respiratória indicada é: