O Sr. Sicrano, 55 anos, trabalha há 20 anos no serviço públi...

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Q3880201 Fisioterapia
O Sr. Sicrano, 55 anos, trabalha há 20 anos no serviço público. Relata que é tabagista há 15 anos, com um consumo de um maço de cigarros por dia. Nos últimos cinco anos, ele começou a apresentar falta de ar progressiva (dispneia), inicialmente aos grandes esforços (como subir ladeiras) e, atualmente, aos pequenos esforços (como tomar banho ou vestir-se). Relata tosse produtiva, principalmente pela manhã, com expectoração branca e espumosa, e uma sensação constante de “chiado no peito" sibilos). Diante do agravamento, “ ” foi afastado do trabalho e buscou atendimento médico. Diagnóstico Clínico: Após investigação, foi diagnosticado com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) - Fenótipo Misto (Bronquite Crônica e Enfisema), estágio GOLD 3 (grave). A espirometria confirmou a presença de obstrução ao fluxo aéreo não totalmente reversível (VEF1/CVF < 0,70 e VEF1 pós-broncodilatador de 45% do previsto). A radiografia e a tomografia computadorizada de tórax evidenciaram hiperinsuflação pulmonar, bolhas enfisematosas predominantemente nos lobos superiores e espessamento das paredes brônquicas, compatíveis com o diagnóstico. Diante das informações acima, é CORRETO afirmar que se trata de:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O dado decisivo é a obstrução persistente ao fluxo aéreo em DPOC, demonstrada por espirometria com VEF1/CVF < 0,70 e obstrução não totalmente reversível, associada a hiperinsuflação e enfisema; isso sustenta deficiência cinético-funcional respiratória obstrutiva de vias aéreas inferiores e exclui padrão restritivo ou acometimento de vias aéreas superiores.

Tema central: Padrão obstrutivo na DPOC
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque classifica o quadro como restritivo. O enunciado fornece critério espirométrico de obstrução ao fluxo aéreo, e não de restrição. Além disso, a hiperinsuflação descrita aponta para aprisionamento aéreo, típico de distúrbio obstrutivo na DPOC, e não de padrão restritivo.
B
Errada
Está errada por erro de fisiologia respiratória. A alternativa afirma alta elastância, mas a própria justificativa menciona destruição de fibras elásticas e favorecimento da distensibilidade. No enfisema, a destruição das fibras elásticas reduz a retração elástica, reduz a elastância e aumenta a complacência.
C
Errada
Está errada porque, embora a baixa elastância seja compatível com o enfisema, essa não é a melhor tradução do diagnóstico cinético-funcional pedido diante do caso. O dado decisivo é a obstrução comprovada na espirometria, que sustenta padrão obstrutivo de vias aéreas inferiores. Além disso, a alternativa erra a topografia ao falar em pequenas vias aéreas proximais/médio-proximais, quando a DPOC envolve vias aéreas inferiores, sobretudo pequenas vias aéreas distais, além do parênquima pulmonar no enfisema.
D
Certa
A alternativa D é a única que traduz corretamente o achado funcional objetivo central do caso. Em DPOC, há limitação persistente ao fluxo aéreo, e isso foi comprovado pela espirometria com VEF1/CVF < 0,70 e obstrução não totalmente reversível. A clínica, a hiperinsuflação e os achados de enfisema reforçam doença de vias aéreas inferiores/parênquima com aprisionamento aéreo, compatível com diagnóstico cinético-funcional obstrutivo.
E
Errada
Está errada porque desloca o problema para vias aéreas superiores. A descrição da perda de retração elástica e do aumento da complacência pertence ao enfisema, mas isso ocorre no parênquima pulmonar e no contexto de DPOC, que é doença de vias aéreas inferiores, especialmente pequenas vias aéreas, e não de vias aéreas superiores.
Pegadinha da questão
A banca misturou um mecanismo verdadeiro do enfisema, como perda de retração elástica e baixa elastância, com classificações funcionais ou topográficas erradas. O erro mais explorado foi abandonar o dado mais forte do caso, a espirometria com VEF1/CVF < 0,70, e trocar obstrução por restrição, alta elastância ou vias aéreas superiores.
Dica para questões semelhantes
  • Quando houver espirometria, priorize o padrão funcional objetivo: VEF1/CVF < 0,70 aponta obstrução ao fluxo aéreo.
  • Na DPOC, hiperinsuflação e aprisionamento aéreo reforçam distúrbio obstrutivo, não restritivo.
  • No enfisema, destruição de fibras elásticas significa menor elastância e maior complacência; inverter esses conceitos elimina alternativas.
  • Se a alternativa tiver mecanismo parcialmente correto, confira se a classificação funcional e a topografia anatômica continuam coerentes com vias aéreas inferiores.

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