Questões de Concurso
Para letras
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Ao planejar ações de inclusão, uma equipe escolar discutiu se a comunidade surda poderia ser definida exclusivamente pela condição audiológica de seus integrantes. Considerando as concepções sociolinguísticas e culturais relacionadas à surdez, examine as afirmações:
I. A noção de comunidade surda não se esgota em critérios audiológicos, podendo envolver vínculos linguísticos, culturais e sociais construídos em torno das línguas de sinais e de experiências compartilhadas.
II. As identidades surdas são necessariamente homogêneas, uma vez que o compartilhamento de uma língua visoespacial produz experiências culturais equivalentes entre todos os sujeitos surdos.
III. Pessoas ouvintes podem participar de espaços e relações da comunidade surda, sem que isso signifique, por si só, que possuam identidade surda.
IV. Reconhecer a dimensão cultural da surdez não implica negar que determinadas pessoas surdas possam demandar recursos relacionados à deficiência e à acessibilidade.
A análise das proposições permite concluir que estão corretas:
I. Na interpretação simultânea, determinada decalagem temporal entre recepção e produção é compatível com o processamento interpretativo e pode favorecer a compreensão de unidades de sentido.
II. Reformular a estrutura sintática do enunciado de partida, preservando conteúdo e função discursiva, não constitui, por si só, violação da fidelidade.
III. Na interpretação consecutiva, memória e tomada de notas podem atuar como recursos complementares para reconstrução do discurso.
IV. A equivalência interpretativa exige correspondência lexical estável entre cada unidade da língua-fonte e uma unidade da língua-alvo, sobretudo quando houver terminologia técnica. Está correto o que se afirma em:
I. O dever de sigilo alcança informações conhecidas em razão da interpretação, não deixando de existir pelo fato de o solicitante ocupar posição hierarquicamente superior à pessoa atendida.
II. A imparcialidade exige que o intérprete não tome partido dos envolvidos, mas não o autoriza a revelar posteriormente informações obtidas no exercício profissional.
III. Caso a informação solicitada pareça administrativamente relevante, cabe ao intérprete avaliar o interesse institucional e decidir autonomamente pela quebra do sigilo.
IV. Eventual obtenção formal de informações sobre a apuração deve ocorrer pelos canais competentes, e não mediante relato informal do intérprete.
A sequência que traduz corretamente a análise das proposições é:
I. O exercício profissional regulamentado pela lei abrange tradutor, intérprete e guia-intérprete de Libras.
II. O trabalho de tradução e interpretação superior a uma hora de duração deve ser realizado em regime de revezamento, com, no mínimo, dois profissionais.
III. A duração do trabalho dos profissionais abrangidos pela lei é de seis horas diárias ou trinta horas semanais.
IV. A imparcialidade e a fidelidade aos conteúdos submetidos à tradução, interpretação ou guia-interpretação integram expressamente os valores éticos previstos na legislação.
Está correto o que se afirma em:
I. Gra - tu - i - to.
II. Subs - ti - tu - to.
III. Ad - mi - tir.
IV. Nú - pcias.
Está CORRETO o que se afirma:
(1) Prefixo.
(2) Sufixo.
( ) Arcebispo.
( ) Infeliz.
( ) Professor.
( ) Dezena.
O Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos (5 de maio) foi criado para alertar a população sobre os riscos à saúde causados pelo uso indiscriminado de medicamentos e pela automedicação.
O uso incorreto de medicamentos ou o seu consumo sem critérios médicos podem prejudicar a saúde, causando intoxicações, problemas mais graves ou até mesmo a morte.
A automedicação, ou seja, o uso de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas, sem a avaliação prévia de um médico ou dentista, conforme o caso, deve ser evitada. O que é eficaz para uns pode ser nocivo a outros, pois o problema de saúde pode ser bastante diferente, apesar da aparente semelhança dos sintomas percebidos.
Todo medicamento é um remédio, mas nem todo remédio é um medicamento. Existem vários tratamentos, produtos e cuidados que ajudam a combater doenças ou aliviar dores e que não são medicamentos, como, por exemplo, a acupuntura, a fisioterapia ou as caminhadas. Para ser considerado medicamento no Brasil, o respectivo produto precisa ter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Alimentos, mesmo aqueles comercializados em formas tipicamente farmacêuticas, como cápsulas e comprimidos, também não são medicamentos. Manter uma alimentação equilibrada é indispensável para uma boa saúde, mas um alimento não pode ser anunciado como responsável pela cura de doenças.
Medicamentos tampouco são bens de consumo comuns, como roupas, sapatos e artigos de higiene pessoal. Eles são bens de saúde, por isso não podem ser anunciados como produtos de livre mercado.
Qualquer produto terapêutico, independentemente de sua natureza (animal, vegetal, mineral ou sintética), deve ser considerado medicamento e sua fabricação e comercialização devem ser registradas na Anvisa. Para que um medicamento seja registrado e comercializado, é necessária uma análise criteriosa da documentação administrativa e técnico-científica relacionada à qualidade, à segurança e à eficácia do produto para garantir o seu uso terapêutico correto.
Após a obtenção do registro pela empresa e quando o medicamento já está sendo comercializado, cabe à farmacovigilância identificar, avaliar e monitorar a ocorrência dos possíveis eventos adversos relacionados ao seu uso. O objetivo desse monitoramento é garantir que os benefícios do produto sejam maiores que os riscos por ele causados. Também são importantes para a farmacovigilância informações que digam respeito aos eventos adversos gerados por desvios de qualidade, à inefetividade terapêutica, a erros de medicação, ao uso de medicamentos com indicações não aprovadas no registro, ao seu uso abusivo, bem como a intoxicações e interações medicamentosas.
Para aumentar a segurança do uso de medicamentos e estimular a notificação de erros de medicação, a Anvisa implantou, em 2019, um sistema novo de notificações nacional de eventos adversos provocados por medicamentos e de relatos de casos de erros de medicação em serviços de saúde, o VigiMed. O acesso ao sistema é rápido e fácil, o que facilita a notificação e, consequentemente, as ações preventivas da Agência.
Internet: www.artigo.anvisa.gov.br (com adaptações).