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Q4378062 Português
Por que Nordeste é a região do Brasil com mais risco de terremoto


    Há um certo alívio no Brasil com a ideia de que o país está protegido de terremotos, por estar localizado no centro de uma placa tectônica, quando estes fenômenos acontecem com mais frequência em áreas de encontros de placas.

    Mas há uma região brasileira mais propensa aos abalos sísmicos do que as demais: o Nordeste. Isso acontece devido a uma particularidade da crosta terrestre sob boa parte dos Estados nordestinos.

    Para explicar por que a espessura da crosta é mais fina na chamada Província Borborema, nome do bloco rochoso que forma parte significativa do Nordeste brasileiro, especialistas se valem de uma metáfora: é como um queijo derretido que, puxado, vai ficando mais fininho, mais ralo no meio.

    Sob o Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, a crosta terrestre tem de 30 a 35 quilômetros de espessura — em alguns pontos, até menos do que isso. É mais fina do que a média mundial, que passa dos 40 quilômetros, chegando a 70 quilômetros na região do Himalaia. Na região dos oceanos, são cerca de 10 quilômetros.

    Acredita-se que isso tenha origem no período Cretáceo, entre 136 milhões e 65 milhões de anos atrás. Como os blocos que formam os continentes estão em movimento sobre o manto (camada da Terra localizada entre a crosta e o núcleo), o que conhecemos hoje como a África e a América do Sul se separaram naquela época.

    Exatamente nessa região onde hoje está o Nordeste, a crosta teria se esticado um pouco mais do que o restante, em um processo de acomodação das placas.

    O resultado foi esse adelgaçamento atípico. "É o chamado efeito de estiramento", explica o engenheiro de estruturas Marcelo Bianco, professor na Universidade de São Paulo (USP) — ele chegou a estudar a crosta da região em pesquisas que realizou na Universidade de Weimar, na Alemanha, onde realizou seu mestrado e doutorado.

    "É uma região que sofreu o processo de estiramento com a abertura do [Oceano] Atlântico [na formação dos continentes]", diz o geofísico Aderson Farias do Nascimento, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). "Em regiões assim, muitas vezes há o acúmulo, com facilidade, de forças que podem desencadear terremotos."

Fonte: BBC. Adaptado.
Em "Mas há uma região brasileira mais propensa aos abalos sísmicos do que as demais." (2º parágrafo), a palavra “mais”, nesse contexto, é classificada como:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em “mais propensa aos”, “mais” incide sobre o adjetivo “propensa”. Por modificar um adjetivo, é advérbio de intensidade, o que determina a alternativa B.

Tema central: Classificação contextual de advérbio
Análise das alternativas
A
Errada
“Mais” não funciona como núcleo nominal nem está substantivado. Sua função no trecho é modificar o grau do adjetivo “propensa”, o que exclui a classificação como substantivo.
B
Certa
A sequência “mais ... do que as demais” estabelece uma comparação de superioridade: a região é apresentada em grau superior ao das outras regiões quanto à característica expressa por “propensa”.
C
Errada
O adjetivo que caracteriza “região” é “propensa”. “Mais” não caracteriza diretamente esse substantivo: apenas gradua a característica expressa pelo adjetivo. Participar da construção comparativa não o transforma em adjetivo.
D
Errada
“Mais” não introduz um termo regido nem estabelece relação prepositiva. No trecho, expressa o grau de “propensa”; sua participação na comparação não lhe atribui função de preposição.
Pegadinha da questão
Confundir a classe de “mais” com a de “propensa” porque ambos integram uma expressão que caracteriza “região”. O adjetivo é “propensa”; o termo que gradua esse adjetivo é o advérbio “mais”.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique sobre qual palavra “mais” incide: neste caso, modifica “propensa”, não diretamente “região”.
  • Distinga a palavra que expressa a característica daquela que indica seu grau.
  • Na estrutura “mais ... do que”, reconheça a comparação de superioridade sem atribuir a todos os seus componentes a mesma classe gramatical.

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Comentários

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Nesse contexto, “mais” está intensificando o adjetivo “propensa”, indicando grau comparativo de superioridade (“mais propensa do que”). Ou seja, ele modifica o adjetivo, mostrando em que medida a característica se manifesta. (Advérbio)

O "mais" intensifica o adjetivo "propensa"

rv

não entendi

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