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Q3912209 Português
TEXTO


CLIMA EXTREMO DESAFIA INFRAESTRUTURA DO BRASIL


    Quando os radares da Defesa Civil captaram a possibilidade de temporal sobre Santa Catarina em dezembro de 2025, o governo do estado tomou uma decisão drástica: suspender as aulas. Foi a primeira vez que mais de 520 mil alunos de escolas estaduais foram orientados a ficar em casa naquele 9 de dezembro como medida de prevenção a desastres. Estudantes da rede municipal em diversas cidades e universidades também cancelaram as atividades.

    A chuva e os ventos fortes eram trazidos por um ciclone extratropical que já ganhava o selo de atípico. Ele se formou no Paraguai, atravessou o Rio Grande do Sul e se intensificou na costa entre esse estado e Santa Catarina, detalha Marcelo Seluchi, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

    Um dia depois, as mesmas rajadas sopraram na cidade de São Paulo. Os ventos chegaram a 100 km/h, afetaram transformadores de energia, cancelaram voos, derrubaram placas de trânsito e paralisaram a vida em pelo menos dois milhões de imóveis. A estimativa mais recente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo calcula perdas de pelo menos R$ 2,1 bilhões no comércio e no setor de serviços. 

    Um mês antes, outro ciclone extratropical formado sobre o Sul do país foi o estopim para uma calamidade no Paraná. Nuvens pesadas ajudaram a formar três tornados que atingiram 11 cidades e arremessaram carros, derrubaram prédios, tombaram caminhões. O fenômeno destruiu 80% de Rio Bonito do Iguaçu e deixou seus 14 mil moradores em choque.

     “Nós não estamos preparados para isso. Nós não estamos adaptados para enfrentar esses eventos climáticos extremos”, avalia José Marengo, coordenador-geral de pesquisa do Cemaden. Os ciclones extratropicais são um fenômeno conhecido na meteorologia. Na América do Sul, eles se formam próximo ao Sul do Brasil até o sul da Argentina e precisam de um ingrediente-chave: o calor que vem do Equador encontrando o frio que sai do polo.

    O Instituto Nacional de Meteorologia não tem um banco de dados que contabilize os ciclones extratropicais ocorridos no Brasil, informou o órgão. Mas a pesquisa feita por Rosmeri Porfírio da Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, revela que de três a quatro ciclones se formam nesta região, em média, por mês e “saem” para o Atlântico.

    Os ciclones, explica a cientista, têm um papel fundamental de auxiliar no transporte de calor do Equador para o polo e do frio no caminho contrário. “E quando fazem isso, geram ação, rotação, formam nuvem, tempestade, a pressão muda muito no espaço, os ventos se aceleram”, cita Rocha. A diferença do caso mais recente foi que ele se intensificou dentro do continente - e não no mar, como costuma ser. No monitoramento feito por Seluchi, o sistema chegou a 2 mil km de extensão e gerou efeitos desde a Argentina até o Rio de Janeiro.

    Em Florianópolis, estado exposto a este evento climático por sua posição geográfica, Regina Rodrigues vivenciou três ciclones em 2025 no quintal de sua casa. Professora na Universidade Federal de Santa Catarina, ela é uma das brasileiras de um grupo internacional que investiga a conexão de eventos climáticos extremos com as mudanças climáticas.

     “A força motriz dos ciclones é a diferença de temperatura. Quanto maior for esta diferença, mais violento ele fica. Está ficando pior porque a parte subtropical e tropical do Brasil está ficando mais quente”, afirma Rodrigues. No estado onde vive, considerado uma zona de “encontros” dessas massas, os ventos já chegaram a 109 km/h. Sem energia elétrica e internet em casa, Rodrigues viu pela janela telhados e toldos voando.

    O despreparo para enfrentar ciclones mais fortes e outros eventos climáticos extremos é visível até na metrópole mais rica do país. Para moradores, comércios e indústrias na Grande São Paulo, ventanias e tempestades têm sido sinônimo de dias sem eletricidade. “Isso mostra toda a vulnerabilidade do sistema elétrico, com postes e fios aéreos — e que estão perto das árvores”, comenta Marengo.

    A Empresa de Pesquisa Energética reconhece as lacunas do setor e a necessidade de adaptação diante das mudanças climáticas. Um estudo publicado no ano passado lista os potenciais impactos de tempestades, ventos fortes e enchentes na infraestrutura e no fornecimento de energia. Mas, até agora, as concessionárias não são cobradas por órgãos reguladores para aumentar a resiliência.

    Na capital paulista, o aterramento dos fios anda a passos lentos: a prefeitura afirma ter implantado 88 km de fiação subterrânea. Isso equivale a 0,02% dos 44 mil km sob concessão da Enel no estado, empresa distribuidora que atende 8 milhões de unidades consumidoras na região metropolitana.

    Os impactos afetam outros setores da economia. O de seguros, em geral, é um dos primeiros justamente por lidar diretamente com a materialização dos riscos. “Observa-se um aumento gigantesco no número de sinistros, o que torna o impacto das mudanças climáticas mais evidente”, comenta Luciane Moessa, advogada e diretora da ONG Soluções Inclusivas Sustentáveis.

    As seguradoras, afirma Moessa, têm buscado projetar novos cenários e rever suas metodologias de cálculo para enfrentarem os novos tempos. Mesmo que esse setor se adapte, não há garantias de um desfecho positivo: ao recalcular os riscos com base no aumento da frequência e da intensidade dos sinistros, os prêmios podem se tornar muito mais elevados do que são hoje.

    “E as pessoas podem deixar de contratar seguros simplesmente porque não terão condições de arcar com os custos”, complementa Moessa, citando o exemplo do seguro agropecuário. Em nível nacional, o país acaba de aprovar o Plano Clima Adaptação. A política pública envolve 26 ministérios e busca aumentar a resiliência de estados e municípios diante de eventos extremos e, sobretudo, evitar mortes.

     O desafio será implementar as diretrizes nos estados e cidades — onde os impactos das mudanças climáticas se manifestam. Em outra frente, o Ministério do Meio Ambiente vai ajudar municípios a desenvolverem seus próprios planos com foco na proteção de vidas, infraestrutura, transporte, saúde e outros serviços essenciais.

    “Um plano de adaptação ideal parte, antes de tudo, do conhecimento profundo sobre onde o território é vulnerável. Por isso, o planejamento precisa ser participativo, envolvendo não apenas o poder público, mas também a sociedade civil e o setor privado”, afirma Lincoln Muniz Alves, coordenadorgeral do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do MMA, referindo-se ao AdaptaCidade. 

    Não há uma receita de bolo a ser seguida: a ideia é que cada município, a partir de sua realidade específica, defina suas prioridades. Em muitos casos, os problemas estão associados tanto ao excesso quanto à falta de água, cita como exemplo Alves. Nesta fase inicial, 581 cidades distribuídas por todos os estados participam desse esforço.

    Para colocar o plano em prática, o acesso ao financiamento pode ser uma barreira, já que muitos municípios estão endividados ou têm pouca capacidade técnica para elaborar projetos robustos. “Embora existam recursos disponíveis, a burocracia também é um obstáculo significativo. É necessário que as próprias agências financiadoras reconheçam essas limitações e adaptem seus mecanismos”, comenta Alves sobre outra necessidade de adequação. (...)


Disponível em:<https://www.dw.com/pt-br/eventosclimáticos-extremos-desafiam-infraestrutura-brasileira/a75216590>. . Adaptado. Acesso em: 06 de fevereiro de 2026.
Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE o termo destacado no trecho a seguir: “Um plano de adaptação ideal parte, antes de tudo, do conhecimento profundo sobre onde o território é vulnerável.”
Alternativas
Q3912205 Português
TEXTO


CLIMA EXTREMO DESAFIA INFRAESTRUTURA DO BRASIL


    Quando os radares da Defesa Civil captaram a possibilidade de temporal sobre Santa Catarina em dezembro de 2025, o governo do estado tomou uma decisão drástica: suspender as aulas. Foi a primeira vez que mais de 520 mil alunos de escolas estaduais foram orientados a ficar em casa naquele 9 de dezembro como medida de prevenção a desastres. Estudantes da rede municipal em diversas cidades e universidades também cancelaram as atividades.

    A chuva e os ventos fortes eram trazidos por um ciclone extratropical que já ganhava o selo de atípico. Ele se formou no Paraguai, atravessou o Rio Grande do Sul e se intensificou na costa entre esse estado e Santa Catarina, detalha Marcelo Seluchi, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

    Um dia depois, as mesmas rajadas sopraram na cidade de São Paulo. Os ventos chegaram a 100 km/h, afetaram transformadores de energia, cancelaram voos, derrubaram placas de trânsito e paralisaram a vida em pelo menos dois milhões de imóveis. A estimativa mais recente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo calcula perdas de pelo menos R$ 2,1 bilhões no comércio e no setor de serviços. 

    Um mês antes, outro ciclone extratropical formado sobre o Sul do país foi o estopim para uma calamidade no Paraná. Nuvens pesadas ajudaram a formar três tornados que atingiram 11 cidades e arremessaram carros, derrubaram prédios, tombaram caminhões. O fenômeno destruiu 80% de Rio Bonito do Iguaçu e deixou seus 14 mil moradores em choque.

     “Nós não estamos preparados para isso. Nós não estamos adaptados para enfrentar esses eventos climáticos extremos”, avalia José Marengo, coordenador-geral de pesquisa do Cemaden. Os ciclones extratropicais são um fenômeno conhecido na meteorologia. Na América do Sul, eles se formam próximo ao Sul do Brasil até o sul da Argentina e precisam de um ingrediente-chave: o calor que vem do Equador encontrando o frio que sai do polo.

    O Instituto Nacional de Meteorologia não tem um banco de dados que contabilize os ciclones extratropicais ocorridos no Brasil, informou o órgão. Mas a pesquisa feita por Rosmeri Porfírio da Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, revela que de três a quatro ciclones se formam nesta região, em média, por mês e “saem” para o Atlântico.

    Os ciclones, explica a cientista, têm um papel fundamental de auxiliar no transporte de calor do Equador para o polo e do frio no caminho contrário. “E quando fazem isso, geram ação, rotação, formam nuvem, tempestade, a pressão muda muito no espaço, os ventos se aceleram”, cita Rocha. A diferença do caso mais recente foi que ele se intensificou dentro do continente - e não no mar, como costuma ser. No monitoramento feito por Seluchi, o sistema chegou a 2 mil km de extensão e gerou efeitos desde a Argentina até o Rio de Janeiro.

    Em Florianópolis, estado exposto a este evento climático por sua posição geográfica, Regina Rodrigues vivenciou três ciclones em 2025 no quintal de sua casa. Professora na Universidade Federal de Santa Catarina, ela é uma das brasileiras de um grupo internacional que investiga a conexão de eventos climáticos extremos com as mudanças climáticas.

     “A força motriz dos ciclones é a diferença de temperatura. Quanto maior for esta diferença, mais violento ele fica. Está ficando pior porque a parte subtropical e tropical do Brasil está ficando mais quente”, afirma Rodrigues. No estado onde vive, considerado uma zona de “encontros” dessas massas, os ventos já chegaram a 109 km/h. Sem energia elétrica e internet em casa, Rodrigues viu pela janela telhados e toldos voando.

    O despreparo para enfrentar ciclones mais fortes e outros eventos climáticos extremos é visível até na metrópole mais rica do país. Para moradores, comércios e indústrias na Grande São Paulo, ventanias e tempestades têm sido sinônimo de dias sem eletricidade. “Isso mostra toda a vulnerabilidade do sistema elétrico, com postes e fios aéreos — e que estão perto das árvores”, comenta Marengo.

    A Empresa de Pesquisa Energética reconhece as lacunas do setor e a necessidade de adaptação diante das mudanças climáticas. Um estudo publicado no ano passado lista os potenciais impactos de tempestades, ventos fortes e enchentes na infraestrutura e no fornecimento de energia. Mas, até agora, as concessionárias não são cobradas por órgãos reguladores para aumentar a resiliência.

    Na capital paulista, o aterramento dos fios anda a passos lentos: a prefeitura afirma ter implantado 88 km de fiação subterrânea. Isso equivale a 0,02% dos 44 mil km sob concessão da Enel no estado, empresa distribuidora que atende 8 milhões de unidades consumidoras na região metropolitana.

    Os impactos afetam outros setores da economia. O de seguros, em geral, é um dos primeiros justamente por lidar diretamente com a materialização dos riscos. “Observa-se um aumento gigantesco no número de sinistros, o que torna o impacto das mudanças climáticas mais evidente”, comenta Luciane Moessa, advogada e diretora da ONG Soluções Inclusivas Sustentáveis.

    As seguradoras, afirma Moessa, têm buscado projetar novos cenários e rever suas metodologias de cálculo para enfrentarem os novos tempos. Mesmo que esse setor se adapte, não há garantias de um desfecho positivo: ao recalcular os riscos com base no aumento da frequência e da intensidade dos sinistros, os prêmios podem se tornar muito mais elevados do que são hoje.

    “E as pessoas podem deixar de contratar seguros simplesmente porque não terão condições de arcar com os custos”, complementa Moessa, citando o exemplo do seguro agropecuário. Em nível nacional, o país acaba de aprovar o Plano Clima Adaptação. A política pública envolve 26 ministérios e busca aumentar a resiliência de estados e municípios diante de eventos extremos e, sobretudo, evitar mortes.

     O desafio será implementar as diretrizes nos estados e cidades — onde os impactos das mudanças climáticas se manifestam. Em outra frente, o Ministério do Meio Ambiente vai ajudar municípios a desenvolverem seus próprios planos com foco na proteção de vidas, infraestrutura, transporte, saúde e outros serviços essenciais.

    “Um plano de adaptação ideal parte, antes de tudo, do conhecimento profundo sobre onde o território é vulnerável. Por isso, o planejamento precisa ser participativo, envolvendo não apenas o poder público, mas também a sociedade civil e o setor privado”, afirma Lincoln Muniz Alves, coordenadorgeral do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do MMA, referindo-se ao AdaptaCidade. 

    Não há uma receita de bolo a ser seguida: a ideia é que cada município, a partir de sua realidade específica, defina suas prioridades. Em muitos casos, os problemas estão associados tanto ao excesso quanto à falta de água, cita como exemplo Alves. Nesta fase inicial, 581 cidades distribuídas por todos os estados participam desse esforço.

    Para colocar o plano em prática, o acesso ao financiamento pode ser uma barreira, já que muitos municípios estão endividados ou têm pouca capacidade técnica para elaborar projetos robustos. “Embora existam recursos disponíveis, a burocracia também é um obstáculo significativo. É necessário que as próprias agências financiadoras reconheçam essas limitações e adaptem seus mecanismos”, comenta Alves sobre outra necessidade de adequação. (...)


Disponível em:<https://www.dw.com/pt-br/eventosclimáticos-extremos-desafiam-infraestrutura-brasileira/a75216590>. . Adaptado. Acesso em: 06 de fevereiro de 2026.
Ao avaliar a capacidade de enfrentamento dos eventos descritos, o especialista citado no texto sustenta uma crítica centrada na:
Alternativas
Q3907511 Odontologia
O dever de sigilo profissional é uma das pedras angulares da relação entre o cirurgião-dentista e seu paciente, estendendo-se a todos os fatos conhecidos no exercício da profissão. No entanto, existem situações limítrofes onde a quebra deste silêncio é debatida frente a obrigações legais ou imperativos de justiça para a proteção da coletividade e da integridade física de terceiros. Registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O cirurgião-dentista está autorizado a quebrar o sigilo profissional para depor como testemunha em processos judiciais, caso seja intimado pelo magistrado, independentemente da autorização por escrito do paciente atendido. (__)Constitui dever do profissional colaborar com a fiscalização do conselho regional, fornecendo informações sobre o tratamento de pacientes específicos, mesmo se solicitadas informalmente por um funcionário administrativo da autarquia.
(__)A revelação de fato sigiloso é permitida quando houver justo motivo ou dever legal, como em casos de suspeita de crimes de maus-tratos a crianças ou idosos identificados durante o exame clínico odontológico de rotina.
(__)O dever de sigilo profissional permanece inalterado mesmo após a morte do paciente, sendo vedada a revelação de informações clínicas a terceiros, salvo por determinação judicial expressa ou justa causa comprovada em processo ético.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
Alternativas
Q3907510 Odontologia
A relação entre o cirurgião-dentista e o Técnico em Prótese Dentária (TPD) é regulamentada por normas éticas que visam garantir a rastreabilidade e a qualidade dos dispositivos entregues ao paciente. Certas condutas administrativas e técnicas entre o consultório e o laboratório são tipificadas como infrações para assegurar que a responsabilidade clínica não seja delegada a profissionais de suporte. Analise as afirmativas a seguir:

I.É vedado ao cirurgião-dentista permitir que o Técnico em Prótese Dentária (TPD) realize a tomada de cor ou qualquer tipo de ajuste clínico diretamente na boca do paciente, mesmo sob sua supervisão direta.
II.Constitui infração ética o envio de modelos de gesso ao laboratório sem a respectiva guia de serviço assinada e com as especificações técnicas detalhadas do trabalho a ser executado pelo profissional auxiliar técnico.
III.O cirurgião-dentista responde eticamente por eventuais danos causados ao paciente pelo laboratório de prótese, caso tenha sido ele o responsável pela escolha do estabelecimento e pela prescrição do serviço executado.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3907509 Odontologia
De acordo com as normas vigentes que regem a comunicação e a publicidade em odontologia, a utilização de logomarcas em fachadas ou impressos deve obedecer a critérios específicos de sobriedade e identificação civil. Caso um profissional decida adotar um nome fantasia para seu consultório, certas obrigações em relação à visibilidade de dados cadastrais devem ser rigorosamente seguidas para evitar a caracterização de infração ética por ocultação de responsabilidade. Considerando os preceitos do Código de Ética Odontológica, aprovado pela Resolução do Conselho Federal de Odontologia (CFO) número cento e dezoito de dois mil e doze, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3907508 Odontologia
A prevenção de traumatismos dento-alveolares na infância envolve a utilização de protetores bucais customizados, especialmente para pacientes com protrusão acentuada dos incisivos superiores. O acompanhamento longitudinal de dentes decíduos traumatizados é vital para monitorar possíveis sequelas no sucessor permanente. Sobre as condutas preventivas e diagnósticas em traumatologia pediátrica, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3907507 Odontologia
O uso de cimentos biocerâmicos à base de silicato de cálcio, como o Bio-Silicate (Bio-Silicato), tem demonstrado superioridade na formação de pontes de dentina após o capeamento pulpar direto em exposições por trauma. Esses materiais apresentam alta bioatividade devido à liberação controlada de íons cálcio e à manutenção de um Potencial Hidrogeniônico (pH) alcalino no sítio da lesão. Acerca das propriedades biológicas e mecânicas dos biocerâmicos na proteção pulpar, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A formação de uma camada de hidroxiapatita carbonatada na interface entre o cimento biocerâmico e o tecido pulpar é induzida pela interação dos íons silicato com os fluidos teciduais.

(__)Diferente do Agregado de Trióxido Mineral (MTA), os novos cimentos biocerâmicos prontos para uso (Ready-to-use) apresentam alta solubilidade ácida, sendo contraindicados sob restaurações de resina composta.

(__)A indução da diferenciação de células-tronco pulpares em células do tipo odontoblastos é mediada pela ativação de vias de sinalização celular dependentes do Potencial Hidrogeniônico (pH) elevado.

(__)O selamento biológico promovido pelos biocerâmicos dispensa a necessidade de condicionamento ácido total da cavidade, uma vez que a adesão química ocorre por troca iônica com o colágeno desnaturado.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 
Alternativas
Q3907506 Odontologia
O conceito de "Cancerização de Campo" (Field Cancerization), proposto por Slaughter em mil novecentos e cinquenta e três, é fundamental para compreender a alta taxa de recidivas locais e de segundos tumores primários em pacientes com Carcinoma Espinocelular (CEC) de boca. Essa teoria sugere que áreas de mucosa clinicamente normais ao redor da lesão já possuem alterações genéticas pré-malignas. Considerando os preceitos da biologia tumoral e diagnóstico precoce, analise as afirmativas a seguir.

I.O campo de cancerização é caracterizado pela presença de clones celulares com mutações no gene supressor de tumor p53 em áreas macroscopicamente saudáveis adjacentes à neoplasia principal.
II.A detecção de margens cirúrgicas "limpas" no exame histopatológico convencional garante a ausência total de risco de recidiva, uma vez que as alterações moleculares não possuem impacto no prognóstico clínico.
III.O uso de técnicas auxiliares como o azul de toluidina fundamenta-se na afinidade do corante pelo excesso de Ácido Desoxirribonucleico (DNA) em células com alta taxa mitótica, auxiliando na delimitação do campo.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3907505 Odontologia
O fenômeno conhecido como Transient Apical Breakdown (TAB − Reabsorção Apical Transitória) é uma alteração radiográfica que pode ocorrer após traumas de luxação, como a subluxação ou extrusão. Caracteriza-se por um aumento temporário do espaço do ligamento periodontal no ápice radicular, mimetizando uma lesão periapical inflamatória de origem bacteriana. No que diz respeito ao diagnóstico diferencial e conduta frente ao Transient Apical Breakdown (TAB), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3907504 Odontologia
Na Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (Cone Beam Computed Tomography − CBCT), a ocorrência de artefatos de imagem pode comprometer a visualização de fraturas radiculares ou áreas de osteonecrose. O artefato conhecido como Beam Hardening (Endurecimento do Feixe) manifesta-se como estrias escuras entre objetos de alta densidade, como implantes metálicos ou núcleos endodônticos. No que se refere à interpretação radiográfica e limitações dos exames tridimensionais, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3907503 Odontologia
A Síndrome de Melkersson-Rosenthal é uma desordem granulomatosa rara que apresenta manifestações orofaciais de interesse direto para o estomatologista e cirurgião bucomaxilofacial. O reconhecimento da tríade clássica é essencial para o diagnóstico diferencial com angioedema hereditário e outras neuropatias faciais. Acerca das características clínicas desta patologia, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A tríade clássica completa da Síndrome de Melkersson-Rosenthal é composta por edema orofacial recorrente (Queilite Granulomatosa), paralisia facial periférica recorrente e língua fissurada.
(__)O edema labial observado nesta síndrome é tipicamente do tipo depressível (cacifo positivo) e apresenta resolução total e permanente após o primeiro episódio de manifestação clínica.
(__)A paralisia facial associada pode ser bilateral e preceder o aparecimento dos episódios de edema labial em cerca de cinquenta por cento dos casos diagnosticados na infância.
(__)O exame histopatológico das biópsias labiais revela obrigatoriamente a presença de granulomas caseificantes com necrose central, idênticos aos encontrados na tuberculose ganglionar.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 
Alternativas
Q3907502 Odontologia
A teoria da Zona de Codestruição de Glickman postula que o trauma oclusal excessivo pode alterar o caminho da inflamação gengival, direcionando-a para o ligamento periodontal e resultando em defeitos ósseos verticais. Embora controversa na periodontia moderna, essa hipótese fundamenta a necessidade de ajuste oclusal em dentes com suporte reduzido. Analise as afirmativas a seguir sobre o impacto do trauma no diagnóstico periodontal:

I.O trauma oclusal primário ocorre em dentes que possuem suporte periodontal normal, resultando em aumento da largura do ligamento e mobilidade, sem provocar a perda de inserção conjuntiva isoladamente.
II.Na presença de inflamação induzida por biofilme, o trauma oclusal secundário atua como um co-fator que acelera a progressão da bolsa periodontal e a formação de defeitos infra-ósseos angulares.
III.O diagnóstico radiográfico de trauma oclusal é caracterizado pela presença de lâmina dura contínua e ausência de áreas de osteosclerose periapical compensatória nos dentes submetidos a sobrecarga.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3907501 Odontologia
A persistência do Forame de Huschke (Forame Timpânico) é uma variação anatômica no osso temporal que pode resultar em complicações clínicas durante a manipulação da Articulação Temporomandibular (ATM). Localizado na porção anteroinferior do canal auditivo externo, esse defeito de ossificação pode permitir a comunicação entre o espaço articular e o meato acústico. Considerando as implicações patológicas e diagnósticas desta condição anatômica específica, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3907500 Odontologia
A Alveolite Seca (Osteíte Alveolar) é uma complicação pós-operatória dolorosa decorrente da desintegração prematura do coágulo sanguíneo, frequentemente associada à atividade fibrinolítica excessiva. A teoria de Birn sugere que ativadores do plasminogênio, liberados por bactérias ou pelo trauma tecidual, iniciam a dissolução da rede de fibrina antes da formação do tecido de granulação. Sobre o manejo e a fisiopatologia desta urgência odontológica, assinale a alternativa correta
Alternativas
Q3907499 Odontologia
As fraturas do complexo zigomático-maxilar frequentemente apresentam o sinal clínico de hipoestesia ou parestesia no território de inervação do nervo infraorbitário. A compressão ou secção deste nervo ocorre habitualmente na sua passagem pelo assoalho da órbita ou pelo forame infraorbitário em decorrência do deslocamento ósseo. Acerca do diagnóstico e classificação das fraturas faciais, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A fratura do tipo Le Fort I (Guérin) caracteriza-se pela separação da maxila do restante do esqueleto facial em um plano horizontal acima dos ápices dentários, resultando no sinal do "palato flutuante".
(__)O sinal de Battle, manifestado por equimose na região do processo mastoide, é um indicativo clínico sugestivo de fratura da base do crânio, envolvendo a fossa posterior ou a porção petrosa do temporal.
(__)Nas fraturas de mandíbula, o músculo pterigoideo lateral é o principal responsável pelo deslocamento medial e anterior do segmento condilar fraturado para fora da fossa glenoide.
(__)A fixação interna rígida com placas e parafusos de aço inoxidável é o único método permitido pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) para o tratamento de fraturas do tipo galho verde em crianças.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 

Alternativas
Q3907498 Odontologia
O deslocamento do disco articular sem redução com limitação de abertura (Closed Lock) é uma desordem interna da Articulação Temporomandibular (ATM) que exige intervenção imediata para evitar a cronificação do quadro doloroso. Clinicamente, observa-se uma deflexão da mandíbula para o lado afetado durante a tentativa de abertura bucal. Considerando os aspectos semiológicos e terapêuticos desta condição, analise as afirmativas a seguir.

I.A deflexão mandibular ocorre em direção ao lado da articulação com deslocamento do disco, uma vez que a ausência de translação condilar impede o movimento simétrico da sínfise.
II.O "clique" ou estalido articular desaparece no quadro de deslocamento sem redução, sendo substituído por uma limitação severa da abertura (geralmente menor que vinte e cinco milímetros).
III.A manobra de manipulação manual para redução do disco (Manobra de Farrar) é indicada exclusivamente em casos de anquilose fibrosa verdadeira, visando a fratura das aderências intracapsulares.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3907497 Odontologia
O Diamino Fluoreto de Prata (DFP) a trinta e oito por cento consolidou-se como um agente cariostático eficaz para o controle de lesões de cárie cavitadas em crianças pouco colaborativas ou com alto risco social. O mecanismo de ação envolve a formação de fosfato de prata e o bloqueio físico-químico dos túbulos dentinários. No que se refere às propriedades e aplicação técnica do Diamino Fluoreto de Prata (DFP) em dentística pediátrica, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3907494 Administração Pública
A educação pública municipal tem papel estratégico na formação cidadã e no desenvolvimento local. Em municípios como Contagem, a ampliação do acesso à educação de qualidade está associada à redução das desigualdades sociais e ao fortalecimento da participação social. Políticas educacionais eficazes dependem de planejamento, investimento contínuo e articulação com outras áreas da administração pública. Considerando essa realidade, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3907493 Português
A cultura, as artes e a preservação da memória histórica contribuem para a identidade de um município e para o fortalecimento do sentimento de pertencimento da população. Em Contagem, iniciativas culturais e ações de valorização da história local colaboram para a formação cidadã e para o desenvolvimento social. Essas políticas integram o conjunto de responsabilidades do Poder Público municipal. Diante desse contexto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3907492 Meio Ambiente
O desenvolvimento sustentável tornou-se princípio orientador das políticas públicas municipais, especialmente em cidades com histórico de intensa atividade industrial, como Contagem. Esse conceito envolve a adoção de práticas que busquem equilíbrio entre crescimento econômico, preservação ambiental e justiça social. No âmbito municipal, tais ações dependem de planejamento e atuação integrada do Poder Público. Considerando esse entendimento, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
1461: A
1462: B
1463: D
1464: B
1465: D
1466: A
1467: A
1468: B
1469: D
1470: B
1471: B
1472: C
1473: A
1474: B
1475: D
1476: B
1477: D
1478: C
1479: A
1480: B