O fenômeno conhecido como Transient Apical Breakdown (TAB −...

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Q3907505 Odontologia
O fenômeno conhecido como Transient Apical Breakdown (TAB − Reabsorção Apical Transitória) é uma alteração radiográfica que pode ocorrer após traumas de luxação, como a subluxação ou extrusão. Caracteriza-se por um aumento temporário do espaço do ligamento periodontal no ápice radicular, mimetizando uma lesão periapical inflamatória de origem bacteriana. No que diz respeito ao diagnóstico diferencial e conduta frente ao Transient Apical Breakdown (TAB), assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que o achado descrito após trauma de luxação — aumento transitório da radiolucidez apical/espaço periodontal por reabsorção superficial e remodelação óssea — pode corresponder ao TAB e, isoladamente, não confirma necrose pulpar infectada. Por isso, a resposta correta é a que indica proservação clínica e radiográfica, e não intervenção endodôntica ou cirúrgica imediata.

Tema central: TAB pós-trauma
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma um achado radiográfico apical precoce pós-trauma em prova inequívoca de necrose pulpar infectada, o que contraria o diagnóstico diferencial com TAB. A radiolucidez apical isolada após luxação pode decorrer de reparo/remodelação transitórios. Portanto, esse achado, sozinho, não indica abertura coronária imediata nem tratamento endodôntico invasivo. Além disso, o uso automático de 'pastas de antibióticos' não decorre do TAB nem de imagem isolada sem confirmação de infecção endodôntica.
B
Errada
Está errada porque atribui ao TAB um padrão fixo de teste ao frio persistentemente negativo e um mecanismo de calcificação total e irreversível do feixe vasculonervoso, o que não corresponde ao fenômeno descrito na base. Após trauma, testes de sensibilidade pulpar podem estar temporariamente alterados, inclusive com falso-negativo, sem significar necrose definitiva. Logo, ausência de resposta ao frio não é invariável no TAB nem define irreversibilidade.
C
Errada
Está errada porque usa descoloração coronária isolada como critério diagnóstico absoluto para cirurgia parendodôntica. A base é explícita em que alteração de cor após trauma não define, sozinha, etiologia, status pulpar nem indicação cirúrgica. Em dentes com suspeita de TAB, a decisão depende da integração entre evolução clínica, testes pulpares, sinais de infecção e acompanhamento radiográfico; não há fundamento para indicar parendodontia apenas por cor acinzentada ou azulada.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o TAB é um fenômeno transitório de reparo pós-trauma, com reabsorção apical superficial e posterior reparação/remodelação óssea. Na prática, isso significa que uma imagem apical alterada após luxação não basta para diagnosticar necrose pulpar infectada; a conduta é acompanhar clinicamente e radiograficamente, evitando tratamento endodôntico desnecessário.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre radiolucidez apical transitória pós-luxação e periodontite apical infecciosa, induzindo o candidato a indicar endodontia ou cirurgia com base em imagem ou sinais isolados.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma dentário, não trate radiolucidez apical isolada como sinônimo de necrose infectada sem correlacionar com evolução clínica e testes pulpares.
  • Lembre que testes de sensibilidade após trauma podem dar falso-negativo transitório; eles não têm valor absoluto logo após a injúria.
  • Alteração de cor coronária pós-trauma não é critério isolado para cirurgia ou endodontia.
  • Se o quadro descrito for compatível com TAB, o eixo da conduta é proservação clínica e radiográfica para evitar tratamento desnecessário.

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