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Q3408401 Direito Administrativo
A Câmara Municipal de Mariana pretende contratar um serviço de tecnologia inovador para modernizar a análise de dados do município e subsidiar novos projetos legislativos. Como o servidor Rodrigo, técnico de informática, atestou que não há solução pronta no mercado e que as especificações técnicas são impossíveis de serem definidas com precisão suficiente pela administração, Gabriel, chefe do setor responsável, decidiu utilizar uma modalidade de licitação que permita interagir com os licitantes antes de definir a proposta final. Considerando o caso hipotético, assinale a modalidade de licitação que deverá ser escolhida por Gabriel.
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Q3408400 Direito Constitucional
O processo legislativo compreende a elaboração de diversas espécies normativas. São consideradas partes integrantes do processo legislativo previsto no art. 59 da Constituição Federal de 1988, EXCETO:
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Q3408399 Direito Constitucional
Considerando as normas constitucionais que regem a Administração Pública, analise as afirmativas a seguir.

I. É vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público.

II. Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis exclusivamente a brasileiros natos ou naturalizados, vedado o acesso a estrangeiros em qualquer hipótese.

III. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento.


Está correto o que se afirma em 
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Q3408398 Direito Constitucional
Sobre os direitos culturais e a proteção do patrimônio cultural na Constituição Federal, assinale a afirmativa correta.
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Q3408397 Raciocínio Lógico
Durante a organização de documentos históricos da Prefeitura Municipal de Mariana, foi encontrada a seguinte palavra-chave utilizada em registros antigos: “Mariana”. Com base nessa palavra-chave, decidiu-se realizar um estudo de combinações para treinar as habilidades lógicas dos funcionários. Ao inserir todos os anagramas possíveis da palavra “Mariana” em ordem alfabética, em qual posição estará a palavra “ANAMARI”?
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Q3408396 Matemática
Uma professora de matemática, utilizando o software GeoGebra, analisou a figura do brasão da Prefeitura de Mariana, associando pontos da imagem ao plano cartesiano. Considerando a estrela mais ao sul do brasão como a origem (0, 0), ela determinou as localizações das outras duas estrelas nos pontos (x, 0.46) e (0.43, 0.46); observe:

Imagem associada para resolução da questão

(Brasão do município de Mariana. Disponível em: https://www.mariana.mg.gov.br/. Acesso em: fevereiro de 2025.)

Sabendo que a área do triângulo formado pelos pontos correspondentes às três estrelas é 0,207 unidades de área no sistema cartesiano considerado, determine, em unidades de comprimento, o valor da coordenada x.
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Q3408395 Matemática
Uma equipe de gestão de recursos hídricos está desenvolvendo estratégias para aprimorar o abastecimento de água em uma determinada região. Durante uma reunião, foi proposto o uso de reservatórios em formato de prismas triangulares retos para armazenar água em pontos estratégicos. Um desses reservatórios possui a base em forma de triângulo isósceles, com lados medindo 20 m, 20 m e 24 m, e altura total de 150 cm. Para testar a eficiência do sistema de bombeamento, decidiu-se calcular quanto tempo seria gasto para encher esse reservatório, utilizando uma bomba que opera à taxa constante de 3 L por segundo. Com base nos dados fornecidos, quanto tempo será necessário para encher completamente o reservatório?
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Q3408394 Matemática
Em determinado processo de modelagem matemática está sendo analisado um padrão geométrico composto por uma infinidade de cubos, de lados medindo 1 , 1/√3 , 1/√32 , 1/√33 , ... ,  em centímetros. Esses cubos são organizados de tal forma que, à medida em que o processo avança, novos cubos são adicionados nessa sequência infinita, mantendo o mesmo padrão. Com base nessa configuração, é correto afirmar que a soma das diagonais de todos esses cubos, em cm, é igual a:
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Q3408393 Raciocínio Lógico
Um setor específico da câmara municipal de determinada cidade decidiu realizar uma pesquisa para entender as preferências dos funcionários em relação a programas de capacitação oferecidos. Durante a pesquisa, 10 servidores se interessaram apenas por treinamentos de gestão pública, 31 preferiram cursos de comunicação, 13 escolheram programas de gestão pública e comunicação, 9 optaram por treinamentos de comunicação e tecnologia, e 6 escolheram todos os três tipos de capacitação. Considerando que 12 servidores não manifestaram interesse por nenhum dos três treinamentos, 50 não demonstraram interesse por programas de comunicação e 53 não se interessaram por cursos de gestão pública, qual o número total de funcionários entrevistados?
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Q3408392 Português
Sobre poesia


   Não têm sido poucas as tentativas de definir o que é poesia. Desde Platão e Aristóteles até os semânticos e concretistas modernos, insistem filósofos, críticos e mesmo os próprios poetas em dar uma definição da arte de se exprimir em versos, velha como a humanidade. Eu mesmo, em artigos e críticas que já vão longe, não me pude furtar à vaidade de fazer os meus mots de finesse em causa própria – coisa que hoje me parece senão irresponsável, pelo menos bastante literária.

   Um operário parte de um monte de tijolos sem significação especial senão serem tijolos para – sob a orientação de um construtor, que por sua vez segue os cálculos de um engenheiro obediente ao projeto de um arquiteto – levantar uma casa. Um monte de tijolos é um monte de tijolos. Não existe nele beleza específica. Mas uma casa pode ser bela, se o projeto de um bom arquiteto tiver a estruturá-la, os cálculos de um bom engenheiro e a vigilância de um bom construtor, no sentido do bom acabamento, por um bom operário, do trabalho em execução.

   Troquem-se tijolos por palavras, ponha-se o poeta, subjetivamente, na quádrupla função de arquiteto, engenheiro, construtor e operário, e aí tendes o que é poesia. A comparação pode parecer orgulhosa, do ponto de vista do poeta, mas, muito pelo contrário, ela me parece colocar a poesia em sua real posição diante das outras artes: a de verdadeira humildade. O material do poeta é a vida, e só a vida, com tudo o que ela tem de sórdido e sublime. Seu instrumento é a palavra. Sua função é a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos e pressentimentos dos outros com relação a tudo o que existe ou é passível de existência no mundo mágico da imaginação. Seu único dever é fazê-lo da maneira mais bela, simples e comunicativa possível, do contrário ele não será nunca um bom poeta, mas um mero lucubrador de versos.

   Mas para o poeta a vida é eterna. Ele vive no vórtice dessas contradições, no eixo desses contrários. Não viva ele assim, e transformar-se-á, certamente, dentro de um mundo em carne viva, num jardinista, num floricultor de espécimes que, por mais belos sejam, pertencem antes a estufas que ao homem que vive nas ruas e nas casas. Isto é: pelo menos para mim. E não é outra a razão pela qual a poesia tem dado à história, dentro do quadro das artes, o maior, de longe o maior número de santos e de mártires. Pois, individualmente, o poeta é, “ai dele”, um ser em constante busca de absoluto e, socialmente, um permanente revoltado. Daí não haver por que estranhar o fato de ser a poesia, para efeitos domésticos, a filha pobre na família das artes, e um elemento de perturbação da ordem dentro da sociedade tal como está constituída.


(MORAES, Vinicius de. Para viver um grande amor, 6. ed., Sabiá, 1962, p. 101-103. Adaptado.)
Na língua portuguesa, a oração é definida como uma unidade sintática em que há verbos ou locuções verbais. A frase “[…] ele não será nunca um bom poeta, mas um mero lucubrador de versos.” (3º§) pode ser corretamente classificada como:
Alternativas
Q3408391 Português
Sobre poesia


   Não têm sido poucas as tentativas de definir o que é poesia. Desde Platão e Aristóteles até os semânticos e concretistas modernos, insistem filósofos, críticos e mesmo os próprios poetas em dar uma definição da arte de se exprimir em versos, velha como a humanidade. Eu mesmo, em artigos e críticas que já vão longe, não me pude furtar à vaidade de fazer os meus mots de finesse em causa própria – coisa que hoje me parece senão irresponsável, pelo menos bastante literária.

   Um operário parte de um monte de tijolos sem significação especial senão serem tijolos para – sob a orientação de um construtor, que por sua vez segue os cálculos de um engenheiro obediente ao projeto de um arquiteto – levantar uma casa. Um monte de tijolos é um monte de tijolos. Não existe nele beleza específica. Mas uma casa pode ser bela, se o projeto de um bom arquiteto tiver a estruturá-la, os cálculos de um bom engenheiro e a vigilância de um bom construtor, no sentido do bom acabamento, por um bom operário, do trabalho em execução.

   Troquem-se tijolos por palavras, ponha-se o poeta, subjetivamente, na quádrupla função de arquiteto, engenheiro, construtor e operário, e aí tendes o que é poesia. A comparação pode parecer orgulhosa, do ponto de vista do poeta, mas, muito pelo contrário, ela me parece colocar a poesia em sua real posição diante das outras artes: a de verdadeira humildade. O material do poeta é a vida, e só a vida, com tudo o que ela tem de sórdido e sublime. Seu instrumento é a palavra. Sua função é a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos e pressentimentos dos outros com relação a tudo o que existe ou é passível de existência no mundo mágico da imaginação. Seu único dever é fazê-lo da maneira mais bela, simples e comunicativa possível, do contrário ele não será nunca um bom poeta, mas um mero lucubrador de versos.

   Mas para o poeta a vida é eterna. Ele vive no vórtice dessas contradições, no eixo desses contrários. Não viva ele assim, e transformar-se-á, certamente, dentro de um mundo em carne viva, num jardinista, num floricultor de espécimes que, por mais belos sejam, pertencem antes a estufas que ao homem que vive nas ruas e nas casas. Isto é: pelo menos para mim. E não é outra a razão pela qual a poesia tem dado à história, dentro do quadro das artes, o maior, de longe o maior número de santos e de mártires. Pois, individualmente, o poeta é, “ai dele”, um ser em constante busca de absoluto e, socialmente, um permanente revoltado. Daí não haver por que estranhar o fato de ser a poesia, para efeitos domésticos, a filha pobre na família das artes, e um elemento de perturbação da ordem dentro da sociedade tal como está constituída.


(MORAES, Vinicius de. Para viver um grande amor, 6. ed., Sabiá, 1962, p. 101-103. Adaptado.)
A formação de palavras é feita por dois processos principais: derivação e composição. Diante do exposto, considerando as palavras extraídas do texto, relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. Composição por aglutinação. 2.Derivação prefixal. 3.Derivação sufixal. ( ) Irresponsável. ( ) Floricultor. ( ) Concretistas.

A sequência está correta em
Alternativas
Q3408390 Português
Sobre poesia


   Não têm sido poucas as tentativas de definir o que é poesia. Desde Platão e Aristóteles até os semânticos e concretistas modernos, insistem filósofos, críticos e mesmo os próprios poetas em dar uma definição da arte de se exprimir em versos, velha como a humanidade. Eu mesmo, em artigos e críticas que já vão longe, não me pude furtar à vaidade de fazer os meus mots de finesse em causa própria – coisa que hoje me parece senão irresponsável, pelo menos bastante literária.

   Um operário parte de um monte de tijolos sem significação especial senão serem tijolos para – sob a orientação de um construtor, que por sua vez segue os cálculos de um engenheiro obediente ao projeto de um arquiteto – levantar uma casa. Um monte de tijolos é um monte de tijolos. Não existe nele beleza específica. Mas uma casa pode ser bela, se o projeto de um bom arquiteto tiver a estruturá-la, os cálculos de um bom engenheiro e a vigilância de um bom construtor, no sentido do bom acabamento, por um bom operário, do trabalho em execução.

   Troquem-se tijolos por palavras, ponha-se o poeta, subjetivamente, na quádrupla função de arquiteto, engenheiro, construtor e operário, e aí tendes o que é poesia. A comparação pode parecer orgulhosa, do ponto de vista do poeta, mas, muito pelo contrário, ela me parece colocar a poesia em sua real posição diante das outras artes: a de verdadeira humildade. O material do poeta é a vida, e só a vida, com tudo o que ela tem de sórdido e sublime. Seu instrumento é a palavra. Sua função é a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos e pressentimentos dos outros com relação a tudo o que existe ou é passível de existência no mundo mágico da imaginação. Seu único dever é fazê-lo da maneira mais bela, simples e comunicativa possível, do contrário ele não será nunca um bom poeta, mas um mero lucubrador de versos.

   Mas para o poeta a vida é eterna. Ele vive no vórtice dessas contradições, no eixo desses contrários. Não viva ele assim, e transformar-se-á, certamente, dentro de um mundo em carne viva, num jardinista, num floricultor de espécimes que, por mais belos sejam, pertencem antes a estufas que ao homem que vive nas ruas e nas casas. Isto é: pelo menos para mim. E não é outra a razão pela qual a poesia tem dado à história, dentro do quadro das artes, o maior, de longe o maior número de santos e de mártires. Pois, individualmente, o poeta é, “ai dele”, um ser em constante busca de absoluto e, socialmente, um permanente revoltado. Daí não haver por que estranhar o fato de ser a poesia, para efeitos domésticos, a filha pobre na família das artes, e um elemento de perturbação da ordem dentro da sociedade tal como está constituída.


(MORAES, Vinicius de. Para viver um grande amor, 6. ed., Sabiá, 1962, p. 101-103. Adaptado.)
No excerto “Não têm sido poucas as tentativas de definir o que é poesia.” (1º§), o verbo “têm” foi acentuado pelo mesmo motivo em:
I. “As jogadoras vêm para o treino juntas.” II. “Os professores mantêm o controle da classe.” III. “O menino pensa que seu cachorro têm superpoderes.” IV. “Eles têm pouco tempo para finalizar a apresentação.”
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3408389 Português
Sobre poesia


   Não têm sido poucas as tentativas de definir o que é poesia. Desde Platão e Aristóteles até os semânticos e concretistas modernos, insistem filósofos, críticos e mesmo os próprios poetas em dar uma definição da arte de se exprimir em versos, velha como a humanidade. Eu mesmo, em artigos e críticas que já vão longe, não me pude furtar à vaidade de fazer os meus mots de finesse em causa própria – coisa que hoje me parece senão irresponsável, pelo menos bastante literária.

   Um operário parte de um monte de tijolos sem significação especial senão serem tijolos para – sob a orientação de um construtor, que por sua vez segue os cálculos de um engenheiro obediente ao projeto de um arquiteto – levantar uma casa. Um monte de tijolos é um monte de tijolos. Não existe nele beleza específica. Mas uma casa pode ser bela, se o projeto de um bom arquiteto tiver a estruturá-la, os cálculos de um bom engenheiro e a vigilância de um bom construtor, no sentido do bom acabamento, por um bom operário, do trabalho em execução.

   Troquem-se tijolos por palavras, ponha-se o poeta, subjetivamente, na quádrupla função de arquiteto, engenheiro, construtor e operário, e aí tendes o que é poesia. A comparação pode parecer orgulhosa, do ponto de vista do poeta, mas, muito pelo contrário, ela me parece colocar a poesia em sua real posição diante das outras artes: a de verdadeira humildade. O material do poeta é a vida, e só a vida, com tudo o que ela tem de sórdido e sublime. Seu instrumento é a palavra. Sua função é a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos e pressentimentos dos outros com relação a tudo o que existe ou é passível de existência no mundo mágico da imaginação. Seu único dever é fazê-lo da maneira mais bela, simples e comunicativa possível, do contrário ele não será nunca um bom poeta, mas um mero lucubrador de versos.

   Mas para o poeta a vida é eterna. Ele vive no vórtice dessas contradições, no eixo desses contrários. Não viva ele assim, e transformar-se-á, certamente, dentro de um mundo em carne viva, num jardinista, num floricultor de espécimes que, por mais belos sejam, pertencem antes a estufas que ao homem que vive nas ruas e nas casas. Isto é: pelo menos para mim. E não é outra a razão pela qual a poesia tem dado à história, dentro do quadro das artes, o maior, de longe o maior número de santos e de mártires. Pois, individualmente, o poeta é, “ai dele”, um ser em constante busca de absoluto e, socialmente, um permanente revoltado. Daí não haver por que estranhar o fato de ser a poesia, para efeitos domésticos, a filha pobre na família das artes, e um elemento de perturbação da ordem dentro da sociedade tal como está constituída.


(MORAES, Vinicius de. Para viver um grande amor, 6. ed., Sabiá, 1962, p. 101-103. Adaptado.)
Considerando o fragmento “Não viva ele assim, e transformar-se-á, certamente, dentro de um mundo em carne viva, [...]” (4º§), no que concerne à colocação pronominal do verbo em destaque, assinale a afirmativa que apresenta a correta explicação acerca da posição do pronome oblíquo átono.
Alternativas
Q3408388 Português
Sobre poesia


   Não têm sido poucas as tentativas de definir o que é poesia. Desde Platão e Aristóteles até os semânticos e concretistas modernos, insistem filósofos, críticos e mesmo os próprios poetas em dar uma definição da arte de se exprimir em versos, velha como a humanidade. Eu mesmo, em artigos e críticas que já vão longe, não me pude furtar à vaidade de fazer os meus mots de finesse em causa própria – coisa que hoje me parece senão irresponsável, pelo menos bastante literária.

   Um operário parte de um monte de tijolos sem significação especial senão serem tijolos para – sob a orientação de um construtor, que por sua vez segue os cálculos de um engenheiro obediente ao projeto de um arquiteto – levantar uma casa. Um monte de tijolos é um monte de tijolos. Não existe nele beleza específica. Mas uma casa pode ser bela, se o projeto de um bom arquiteto tiver a estruturá-la, os cálculos de um bom engenheiro e a vigilância de um bom construtor, no sentido do bom acabamento, por um bom operário, do trabalho em execução.

   Troquem-se tijolos por palavras, ponha-se o poeta, subjetivamente, na quádrupla função de arquiteto, engenheiro, construtor e operário, e aí tendes o que é poesia. A comparação pode parecer orgulhosa, do ponto de vista do poeta, mas, muito pelo contrário, ela me parece colocar a poesia em sua real posição diante das outras artes: a de verdadeira humildade. O material do poeta é a vida, e só a vida, com tudo o que ela tem de sórdido e sublime. Seu instrumento é a palavra. Sua função é a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos e pressentimentos dos outros com relação a tudo o que existe ou é passível de existência no mundo mágico da imaginação. Seu único dever é fazê-lo da maneira mais bela, simples e comunicativa possível, do contrário ele não será nunca um bom poeta, mas um mero lucubrador de versos.

   Mas para o poeta a vida é eterna. Ele vive no vórtice dessas contradições, no eixo desses contrários. Não viva ele assim, e transformar-se-á, certamente, dentro de um mundo em carne viva, num jardinista, num floricultor de espécimes que, por mais belos sejam, pertencem antes a estufas que ao homem que vive nas ruas e nas casas. Isto é: pelo menos para mim. E não é outra a razão pela qual a poesia tem dado à história, dentro do quadro das artes, o maior, de longe o maior número de santos e de mártires. Pois, individualmente, o poeta é, “ai dele”, um ser em constante busca de absoluto e, socialmente, um permanente revoltado. Daí não haver por que estranhar o fato de ser a poesia, para efeitos domésticos, a filha pobre na família das artes, e um elemento de perturbação da ordem dentro da sociedade tal como está constituída.


(MORAES, Vinicius de. Para viver um grande amor, 6. ed., Sabiá, 1962, p. 101-103. Adaptado.)
Em “Um operário parte de um monte de tijolos sem significação especial senão serem tijolos [...]” (2º§) foi empregada a conjunção “senão”, que pode ser: (I) utilizada em diferentes situações; e (II) substituída por um de seus sinônimos. No entanto, deve-se observar a circunstância adequada para sua utilização. Diante do exposto, considerando o contexto do trecho transcrito, é correto afirmar que a palavra em destaque indica:
Alternativas
Q3408387 Português
Solange, a namorada


   Todas as moças perdiam para Solange. Nenhuma podia competir com ela em matéria de namoro. Os rapazes da cidade só alimentavam uma aspiração: que Solange olhasse para eles. Desdenhavam todas as outras, ainda que fossem lindas, cheias de graça e boas de namorar. Namorar Solange, merecer o favor de seus olhos: que mais desejar na vida?

   A nenhum deles Solange namorava. Era uma torre, um silêncio, um abismo, uma nuvem. Sua família inquietava-se com isto e pedia-lhe que pelo amor de Deus escolhesse um rapaz e namorasse. O vigário exortou-a nesse sentido. O prefeito apelou para os seus bons sentimentos. Ninguém mais casava, a legião de tias era assustadora. Temia-se pela ordem social.

   O desaparecimento de Solange até hoje não foi explicado, mas dizem que em carta endereçada à família ela declarou que, para ser a namorada em potencial de todos, não podia ser namorada de um só, mesmo que sucessivamente trocasse de namorado. Estava certa de que exercia uma função de sonho, que a todos beneficiava. Mas se não era assim, e ninguém compreendia sua doação ideal a todos os moços, ela decidira sumir para sempre, e adeus.

   Adeus? Ignora-se para onde foi Solange, mas aí é que se converteu em mito supremo, e nunca mais ninguém namorou na cidade. As moças envelheceram e morreram, a igreja fechou as portas, o comércio definhou e acabou, as casas tombaram em ruínas, tudo lá ficou uma tapera.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio Editora. p. 151.)
Sobre o título do texto – “Solange, a namorada” –, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3408386 Português
Solange, a namorada


   Todas as moças perdiam para Solange. Nenhuma podia competir com ela em matéria de namoro. Os rapazes da cidade só alimentavam uma aspiração: que Solange olhasse para eles. Desdenhavam todas as outras, ainda que fossem lindas, cheias de graça e boas de namorar. Namorar Solange, merecer o favor de seus olhos: que mais desejar na vida?

   A nenhum deles Solange namorava. Era uma torre, um silêncio, um abismo, uma nuvem. Sua família inquietava-se com isto e pedia-lhe que pelo amor de Deus escolhesse um rapaz e namorasse. O vigário exortou-a nesse sentido. O prefeito apelou para os seus bons sentimentos. Ninguém mais casava, a legião de tias era assustadora. Temia-se pela ordem social.

   O desaparecimento de Solange até hoje não foi explicado, mas dizem que em carta endereçada à família ela declarou que, para ser a namorada em potencial de todos, não podia ser namorada de um só, mesmo que sucessivamente trocasse de namorado. Estava certa de que exercia uma função de sonho, que a todos beneficiava. Mas se não era assim, e ninguém compreendia sua doação ideal a todos os moços, ela decidira sumir para sempre, e adeus.

   Adeus? Ignora-se para onde foi Solange, mas aí é que se converteu em mito supremo, e nunca mais ninguém namorou na cidade. As moças envelheceram e morreram, a igreja fechou as portas, o comércio definhou e acabou, as casas tombaram em ruínas, tudo lá ficou uma tapera.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio Editora. p. 151.)
Em relação ao texto, só há uma alternativa correta; assinale-a.
Alternativas
Q3408385 Português
Solange, a namorada


   Todas as moças perdiam para Solange. Nenhuma podia competir com ela em matéria de namoro. Os rapazes da cidade só alimentavam uma aspiração: que Solange olhasse para eles. Desdenhavam todas as outras, ainda que fossem lindas, cheias de graça e boas de namorar. Namorar Solange, merecer o favor de seus olhos: que mais desejar na vida?

   A nenhum deles Solange namorava. Era uma torre, um silêncio, um abismo, uma nuvem. Sua família inquietava-se com isto e pedia-lhe que pelo amor de Deus escolhesse um rapaz e namorasse. O vigário exortou-a nesse sentido. O prefeito apelou para os seus bons sentimentos. Ninguém mais casava, a legião de tias era assustadora. Temia-se pela ordem social.

   O desaparecimento de Solange até hoje não foi explicado, mas dizem que em carta endereçada à família ela declarou que, para ser a namorada em potencial de todos, não podia ser namorada de um só, mesmo que sucessivamente trocasse de namorado. Estava certa de que exercia uma função de sonho, que a todos beneficiava. Mas se não era assim, e ninguém compreendia sua doação ideal a todos os moços, ela decidira sumir para sempre, e adeus.

   Adeus? Ignora-se para onde foi Solange, mas aí é que se converteu em mito supremo, e nunca mais ninguém namorou na cidade. As moças envelheceram e morreram, a igreja fechou as portas, o comércio definhou e acabou, as casas tombaram em ruínas, tudo lá ficou uma tapera.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio Editora. p. 151.)
Considerando que o leitor deve ser capaz de identificar uma determinada informação entre várias outras expressas no texto, assinale a alternativa em que a oração assinalada expressa ideia de contraste.
Alternativas
Q3408384 Português
Solange, a namorada


   Todas as moças perdiam para Solange. Nenhuma podia competir com ela em matéria de namoro. Os rapazes da cidade só alimentavam uma aspiração: que Solange olhasse para eles. Desdenhavam todas as outras, ainda que fossem lindas, cheias de graça e boas de namorar. Namorar Solange, merecer o favor de seus olhos: que mais desejar na vida?

   A nenhum deles Solange namorava. Era uma torre, um silêncio, um abismo, uma nuvem. Sua família inquietava-se com isto e pedia-lhe que pelo amor de Deus escolhesse um rapaz e namorasse. O vigário exortou-a nesse sentido. O prefeito apelou para os seus bons sentimentos. Ninguém mais casava, a legião de tias era assustadora. Temia-se pela ordem social.

   O desaparecimento de Solange até hoje não foi explicado, mas dizem que em carta endereçada à família ela declarou que, para ser a namorada em potencial de todos, não podia ser namorada de um só, mesmo que sucessivamente trocasse de namorado. Estava certa de que exercia uma função de sonho, que a todos beneficiava. Mas se não era assim, e ninguém compreendia sua doação ideal a todos os moços, ela decidira sumir para sempre, e adeus.

   Adeus? Ignora-se para onde foi Solange, mas aí é que se converteu em mito supremo, e nunca mais ninguém namorou na cidade. As moças envelheceram e morreram, a igreja fechou as portas, o comércio definhou e acabou, as casas tombaram em ruínas, tudo lá ficou uma tapera.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio Editora. p. 151.)
A fim de reconhecer o sentido que a palavra está sendo empregada no texto, assinale o item em que o sinônimo da expressão sublinhada está INCORRETAMENTE indicado.
Alternativas
Q3408383 Português
Solange, a namorada


   Todas as moças perdiam para Solange. Nenhuma podia competir com ela em matéria de namoro. Os rapazes da cidade só alimentavam uma aspiração: que Solange olhasse para eles. Desdenhavam todas as outras, ainda que fossem lindas, cheias de graça e boas de namorar. Namorar Solange, merecer o favor de seus olhos: que mais desejar na vida?

   A nenhum deles Solange namorava. Era uma torre, um silêncio, um abismo, uma nuvem. Sua família inquietava-se com isto e pedia-lhe que pelo amor de Deus escolhesse um rapaz e namorasse. O vigário exortou-a nesse sentido. O prefeito apelou para os seus bons sentimentos. Ninguém mais casava, a legião de tias era assustadora. Temia-se pela ordem social.

   O desaparecimento de Solange até hoje não foi explicado, mas dizem que em carta endereçada à família ela declarou que, para ser a namorada em potencial de todos, não podia ser namorada de um só, mesmo que sucessivamente trocasse de namorado. Estava certa de que exercia uma função de sonho, que a todos beneficiava. Mas se não era assim, e ninguém compreendia sua doação ideal a todos os moços, ela decidira sumir para sempre, e adeus.

   Adeus? Ignora-se para onde foi Solange, mas aí é que se converteu em mito supremo, e nunca mais ninguém namorou na cidade. As moças envelheceram e morreram, a igreja fechou as portas, o comércio definhou e acabou, as casas tombaram em ruínas, tudo lá ficou uma tapera.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio Editora. p. 151.)
Um texto é tematicamente orientado, ou melhor, desenvolve-se a partir de um determinado tema, o que lhe dá unidade e coerência. Nesse contexto, é possível inferir que a ideia principal do conto “Solange, a namorada” é:
Alternativas
Q2369410 Contabilidade Geral
Determinada empresa deseja saber qual o impacto de custos fixos financeiros no resultado do ano de 2022 e apresentou as seguintes informações:

Imagem associada para resolução da questão



Considerando somente as informações apresentadas, a alavancagem financeira de 2022 corresponde a, aproximadamente:
Alternativas
Respostas
61: D
62: D
63: C
64: C
65: C
66: C
67: C
68: D
69: B
70: D
71: C
72: C
73: D
74: A
75: D
76: D
77: B
78: D
79: C
80: C