Questões de Concurso Para professor - língua portuguesa

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Q4156167 Pedagogia
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Competências e habilidades de leitura

    Ler envolve diversos procedimentos e capacidades (perceptuais, motoras, cognitivas, afetivas, sociais, discursivas, linguísticas), todas dependentes da situação e das finalidades de leitura. [...]
    O conhecimento sobre o conjunto de capacidades de todas as ordens que são requeridas nas diversas práticas de leitura vem crescendo acentuadamente com o desenvolvimento das pesquisas e teorias sobre leitura que tiveram lugar da segunda metade do século passado até hoje. Acumulou-se, nos últimos cinquenta anos, muita informação a respeito. E essas informações dependem dos focos dessas pesquisas e teorias.
    Podemos dizer que, no início da segunda metade do século XX, ler era visto – de maneira simplista – apenas como um processo perceptual e associativo de decodificação de grafemas (escrita) em fonemas (fala), para se acessar o significado do texto. Nesta perspectiva, aprender a ler encontrava-se altamente equacionado à alfabetização. [..]
   Uma vez construídas essas associações, uma vez alfabetizado, o indivíduo poderia chegar da letra à sílaba e à palavra, e delas, à frase, ao período, ao parágrafo e ao texto, acessando assim, linear e sucessivamente, seus significados. É o que se denominou na escola fluência de leitura. Nessa teoria, as capacidades focadas eram as de decodificação do texto, portal importante para o acesso à leitura, mas que absolutamente não esgotam as capacidades envolvidas no ato de ler. [...]
    No desenvolvimento das pesquisas e estudos sobre o ato de ler, ao longo desses cinquenta anos, muitas outras capacidades nele envolvidas foram sendo apontadas e desveladas: capacidades de ativação, reconhecimento e resgate de conhecimento armazenado na memória, capacidades lógicas de interação social etc. A leitura passa, primeiro, a ser enfocada não apenas como um ato de decodificação, de transposição de um código (escrito) a outro (oral), mas como um ato de cognição, de compreensão, que envolve conhecimento de mundo, conhecimento de práticas sociais e conhecimentos linguísticos, muito além dos fonemas e grafemas.
    Num primeiro momento, tratou-se da compreensão do texto, do que nele estava posto, ou pressuposto. Nessa abordagem, cujo foco estava no texto e no leitor, na extração de informações do texto, descobriram-se muitas capacidades mentais de leitura, que foram denominadas estratégias (cognitivas, metacognitivas) do leitor.
     Posteriormente, passou-se a ver o ato de ler como uma interação entre o leitor e o autor. O texto deixava pistas da intenção e dos significados do autor e era um mediador desta parceria interacional. Para captar estas intenções e sentidos, conhecimentos sobre práticas e regras sociais eram requeridos.
    Mais recentemente, a partir dos anos 1990, a leitura tem sido vista como um ato de se colocar em relação um discurso (texto) com outros discursos anteriores a ele, emaranhados nele e posteriores a ele, como possibilidades infinitas de réplica, gerando novos discursos/textos.
    Nenhuma dessas teorias invalida os resultados anteriores. O que acontece é que fomos conhecendo cada vez mais a respeito dos procedimentos e capacidades envolvidos no ato de ler. No entanto, a leitura escolar parece ter parado no início da segunda metade do século passado.
    Se perguntarmos a nossos alunos o que é ler na escola, eles possivelmente responderão que é ler em voz alta, sozinho ou em jogral (para avaliação de fluência entendida como compreensão) e, em seguida, responder um questionário onde se deve localizar e copiar informações do texto (para avaliação e compreensão). Ou seja, somente poucas e as mais básicas das capacidades leitoras têm sido ensinadas, avaliadas e cobradas pela escola. Todas as outras são quase ignoradas. Isso é o que mostram os resultados de leitura de nossos alunos em diversos exames, como o ENEM, SAEB e PISA, tidos como altamente insuficientes para a leitura cidadã numa sociedade urbana e globalizada, altamente letrada, como a atual.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. p. 75-79. (Adaptado).


Texto 2 





Texto 3 

O Texto 3 consiste de uma atividade de interpretação para o 5º ano do Ensino Fundamental. Uma análise global das questões apresentadas no Texto 3 revela que o elaborador da atividade preocupa-se com a 
Alternativas
Q4156166 Pedagogia
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Texto 1

Competências e habilidades de leitura

    Ler envolve diversos procedimentos e capacidades (perceptuais, motoras, cognitivas, afetivas, sociais, discursivas, linguísticas), todas dependentes da situação e das finalidades de leitura. [...]
    O conhecimento sobre o conjunto de capacidades de todas as ordens que são requeridas nas diversas práticas de leitura vem crescendo acentuadamente com o desenvolvimento das pesquisas e teorias sobre leitura que tiveram lugar da segunda metade do século passado até hoje. Acumulou-se, nos últimos cinquenta anos, muita informação a respeito. E essas informações dependem dos focos dessas pesquisas e teorias.
    Podemos dizer que, no início da segunda metade do século XX, ler era visto – de maneira simplista – apenas como um processo perceptual e associativo de decodificação de grafemas (escrita) em fonemas (fala), para se acessar o significado do texto. Nesta perspectiva, aprender a ler encontrava-se altamente equacionado à alfabetização. [..]
   Uma vez construídas essas associações, uma vez alfabetizado, o indivíduo poderia chegar da letra à sílaba e à palavra, e delas, à frase, ao período, ao parágrafo e ao texto, acessando assim, linear e sucessivamente, seus significados. É o que se denominou na escola fluência de leitura. Nessa teoria, as capacidades focadas eram as de decodificação do texto, portal importante para o acesso à leitura, mas que absolutamente não esgotam as capacidades envolvidas no ato de ler. [...]
    No desenvolvimento das pesquisas e estudos sobre o ato de ler, ao longo desses cinquenta anos, muitas outras capacidades nele envolvidas foram sendo apontadas e desveladas: capacidades de ativação, reconhecimento e resgate de conhecimento armazenado na memória, capacidades lógicas de interação social etc. A leitura passa, primeiro, a ser enfocada não apenas como um ato de decodificação, de transposição de um código (escrito) a outro (oral), mas como um ato de cognição, de compreensão, que envolve conhecimento de mundo, conhecimento de práticas sociais e conhecimentos linguísticos, muito além dos fonemas e grafemas.
    Num primeiro momento, tratou-se da compreensão do texto, do que nele estava posto, ou pressuposto. Nessa abordagem, cujo foco estava no texto e no leitor, na extração de informações do texto, descobriram-se muitas capacidades mentais de leitura, que foram denominadas estratégias (cognitivas, metacognitivas) do leitor.
     Posteriormente, passou-se a ver o ato de ler como uma interação entre o leitor e o autor. O texto deixava pistas da intenção e dos significados do autor e era um mediador desta parceria interacional. Para captar estas intenções e sentidos, conhecimentos sobre práticas e regras sociais eram requeridos.
    Mais recentemente, a partir dos anos 1990, a leitura tem sido vista como um ato de se colocar em relação um discurso (texto) com outros discursos anteriores a ele, emaranhados nele e posteriores a ele, como possibilidades infinitas de réplica, gerando novos discursos/textos.
    Nenhuma dessas teorias invalida os resultados anteriores. O que acontece é que fomos conhecendo cada vez mais a respeito dos procedimentos e capacidades envolvidos no ato de ler. No entanto, a leitura escolar parece ter parado no início da segunda metade do século passado.
    Se perguntarmos a nossos alunos o que é ler na escola, eles possivelmente responderão que é ler em voz alta, sozinho ou em jogral (para avaliação de fluência entendida como compreensão) e, em seguida, responder um questionário onde se deve localizar e copiar informações do texto (para avaliação e compreensão). Ou seja, somente poucas e as mais básicas das capacidades leitoras têm sido ensinadas, avaliadas e cobradas pela escola. Todas as outras são quase ignoradas. Isso é o que mostram os resultados de leitura de nossos alunos em diversos exames, como o ENEM, SAEB e PISA, tidos como altamente insuficientes para a leitura cidadã numa sociedade urbana e globalizada, altamente letrada, como a atual.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. p. 75-79. (Adaptado).


Texto 2 





Texto 3 

O Texto 2 consiste de uma atividade de interpretação para o 5º ano do Ensino Fundamental. Considerando que o propósito das questões do Texto 2 é desenvolver no aluno a capacidade de “prever fatos a partir de imagens e frases”, com qual das seguintes considerações do Texto 1 esse propósito é compatível?
Alternativas
Q4156165 Português
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Texto 1

Competências e habilidades de leitura

    Ler envolve diversos procedimentos e capacidades (perceptuais, motoras, cognitivas, afetivas, sociais, discursivas, linguísticas), todas dependentes da situação e das finalidades de leitura. [...]
    O conhecimento sobre o conjunto de capacidades de todas as ordens que são requeridas nas diversas práticas de leitura vem crescendo acentuadamente com o desenvolvimento das pesquisas e teorias sobre leitura que tiveram lugar da segunda metade do século passado até hoje. Acumulou-se, nos últimos cinquenta anos, muita informação a respeito. E essas informações dependem dos focos dessas pesquisas e teorias.
    Podemos dizer que, no início da segunda metade do século XX, ler era visto – de maneira simplista – apenas como um processo perceptual e associativo de decodificação de grafemas (escrita) em fonemas (fala), para se acessar o significado do texto. Nesta perspectiva, aprender a ler encontrava-se altamente equacionado à alfabetização. [..]
   Uma vez construídas essas associações, uma vez alfabetizado, o indivíduo poderia chegar da letra à sílaba e à palavra, e delas, à frase, ao período, ao parágrafo e ao texto, acessando assim, linear e sucessivamente, seus significados. É o que se denominou na escola fluência de leitura. Nessa teoria, as capacidades focadas eram as de decodificação do texto, portal importante para o acesso à leitura, mas que absolutamente não esgotam as capacidades envolvidas no ato de ler. [...]
    No desenvolvimento das pesquisas e estudos sobre o ato de ler, ao longo desses cinquenta anos, muitas outras capacidades nele envolvidas foram sendo apontadas e desveladas: capacidades de ativação, reconhecimento e resgate de conhecimento armazenado na memória, capacidades lógicas de interação social etc. A leitura passa, primeiro, a ser enfocada não apenas como um ato de decodificação, de transposição de um código (escrito) a outro (oral), mas como um ato de cognição, de compreensão, que envolve conhecimento de mundo, conhecimento de práticas sociais e conhecimentos linguísticos, muito além dos fonemas e grafemas.
    Num primeiro momento, tratou-se da compreensão do texto, do que nele estava posto, ou pressuposto. Nessa abordagem, cujo foco estava no texto e no leitor, na extração de informações do texto, descobriram-se muitas capacidades mentais de leitura, que foram denominadas estratégias (cognitivas, metacognitivas) do leitor.
     Posteriormente, passou-se a ver o ato de ler como uma interação entre o leitor e o autor. O texto deixava pistas da intenção e dos significados do autor e era um mediador desta parceria interacional. Para captar estas intenções e sentidos, conhecimentos sobre práticas e regras sociais eram requeridos.
    Mais recentemente, a partir dos anos 1990, a leitura tem sido vista como um ato de se colocar em relação um discurso (texto) com outros discursos anteriores a ele, emaranhados nele e posteriores a ele, como possibilidades infinitas de réplica, gerando novos discursos/textos.
    Nenhuma dessas teorias invalida os resultados anteriores. O que acontece é que fomos conhecendo cada vez mais a respeito dos procedimentos e capacidades envolvidos no ato de ler. No entanto, a leitura escolar parece ter parado no início da segunda metade do século passado.
    Se perguntarmos a nossos alunos o que é ler na escola, eles possivelmente responderão que é ler em voz alta, sozinho ou em jogral (para avaliação de fluência entendida como compreensão) e, em seguida, responder um questionário onde se deve localizar e copiar informações do texto (para avaliação e compreensão). Ou seja, somente poucas e as mais básicas das capacidades leitoras têm sido ensinadas, avaliadas e cobradas pela escola. Todas as outras são quase ignoradas. Isso é o que mostram os resultados de leitura de nossos alunos em diversos exames, como o ENEM, SAEB e PISA, tidos como altamente insuficientes para a leitura cidadã numa sociedade urbana e globalizada, altamente letrada, como a atual.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. p. 75-79. (Adaptado).
No trecho “No desenvolvimento das pesquisas e estudos sobre o ato de ler, ao longo desses cinquenta anos, muitas outras capacidades nele envolvidas foram sendo apontadas e desveladas”, o referente do pronome “nele” é
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Q4156164 Português
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Texto 1

Competências e habilidades de leitura

    Ler envolve diversos procedimentos e capacidades (perceptuais, motoras, cognitivas, afetivas, sociais, discursivas, linguísticas), todas dependentes da situação e das finalidades de leitura. [...]
    O conhecimento sobre o conjunto de capacidades de todas as ordens que são requeridas nas diversas práticas de leitura vem crescendo acentuadamente com o desenvolvimento das pesquisas e teorias sobre leitura que tiveram lugar da segunda metade do século passado até hoje. Acumulou-se, nos últimos cinquenta anos, muita informação a respeito. E essas informações dependem dos focos dessas pesquisas e teorias.
    Podemos dizer que, no início da segunda metade do século XX, ler era visto – de maneira simplista – apenas como um processo perceptual e associativo de decodificação de grafemas (escrita) em fonemas (fala), para se acessar o significado do texto. Nesta perspectiva, aprender a ler encontrava-se altamente equacionado à alfabetização. [..]
   Uma vez construídas essas associações, uma vez alfabetizado, o indivíduo poderia chegar da letra à sílaba e à palavra, e delas, à frase, ao período, ao parágrafo e ao texto, acessando assim, linear e sucessivamente, seus significados. É o que se denominou na escola fluência de leitura. Nessa teoria, as capacidades focadas eram as de decodificação do texto, portal importante para o acesso à leitura, mas que absolutamente não esgotam as capacidades envolvidas no ato de ler. [...]
    No desenvolvimento das pesquisas e estudos sobre o ato de ler, ao longo desses cinquenta anos, muitas outras capacidades nele envolvidas foram sendo apontadas e desveladas: capacidades de ativação, reconhecimento e resgate de conhecimento armazenado na memória, capacidades lógicas de interação social etc. A leitura passa, primeiro, a ser enfocada não apenas como um ato de decodificação, de transposição de um código (escrito) a outro (oral), mas como um ato de cognição, de compreensão, que envolve conhecimento de mundo, conhecimento de práticas sociais e conhecimentos linguísticos, muito além dos fonemas e grafemas.
    Num primeiro momento, tratou-se da compreensão do texto, do que nele estava posto, ou pressuposto. Nessa abordagem, cujo foco estava no texto e no leitor, na extração de informações do texto, descobriram-se muitas capacidades mentais de leitura, que foram denominadas estratégias (cognitivas, metacognitivas) do leitor.
     Posteriormente, passou-se a ver o ato de ler como uma interação entre o leitor e o autor. O texto deixava pistas da intenção e dos significados do autor e era um mediador desta parceria interacional. Para captar estas intenções e sentidos, conhecimentos sobre práticas e regras sociais eram requeridos.
    Mais recentemente, a partir dos anos 1990, a leitura tem sido vista como um ato de se colocar em relação um discurso (texto) com outros discursos anteriores a ele, emaranhados nele e posteriores a ele, como possibilidades infinitas de réplica, gerando novos discursos/textos.
    Nenhuma dessas teorias invalida os resultados anteriores. O que acontece é que fomos conhecendo cada vez mais a respeito dos procedimentos e capacidades envolvidos no ato de ler. No entanto, a leitura escolar parece ter parado no início da segunda metade do século passado.
    Se perguntarmos a nossos alunos o que é ler na escola, eles possivelmente responderão que é ler em voz alta, sozinho ou em jogral (para avaliação de fluência entendida como compreensão) e, em seguida, responder um questionário onde se deve localizar e copiar informações do texto (para avaliação e compreensão). Ou seja, somente poucas e as mais básicas das capacidades leitoras têm sido ensinadas, avaliadas e cobradas pela escola. Todas as outras são quase ignoradas. Isso é o que mostram os resultados de leitura de nossos alunos em diversos exames, como o ENEM, SAEB e PISA, tidos como altamente insuficientes para a leitura cidadã numa sociedade urbana e globalizada, altamente letrada, como a atual.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. p. 75-79. (Adaptado).
No texto, ao dizer que “a leitura escolar parece ter parado no início da segunda metade do século passado”, a autora está dizendo que
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Q4156163 Português
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Texto 1

Competências e habilidades de leitura

    Ler envolve diversos procedimentos e capacidades (perceptuais, motoras, cognitivas, afetivas, sociais, discursivas, linguísticas), todas dependentes da situação e das finalidades de leitura. [...]
    O conhecimento sobre o conjunto de capacidades de todas as ordens que são requeridas nas diversas práticas de leitura vem crescendo acentuadamente com o desenvolvimento das pesquisas e teorias sobre leitura que tiveram lugar da segunda metade do século passado até hoje. Acumulou-se, nos últimos cinquenta anos, muita informação a respeito. E essas informações dependem dos focos dessas pesquisas e teorias.
    Podemos dizer que, no início da segunda metade do século XX, ler era visto – de maneira simplista – apenas como um processo perceptual e associativo de decodificação de grafemas (escrita) em fonemas (fala), para se acessar o significado do texto. Nesta perspectiva, aprender a ler encontrava-se altamente equacionado à alfabetização. [..]
   Uma vez construídas essas associações, uma vez alfabetizado, o indivíduo poderia chegar da letra à sílaba e à palavra, e delas, à frase, ao período, ao parágrafo e ao texto, acessando assim, linear e sucessivamente, seus significados. É o que se denominou na escola fluência de leitura. Nessa teoria, as capacidades focadas eram as de decodificação do texto, portal importante para o acesso à leitura, mas que absolutamente não esgotam as capacidades envolvidas no ato de ler. [...]
    No desenvolvimento das pesquisas e estudos sobre o ato de ler, ao longo desses cinquenta anos, muitas outras capacidades nele envolvidas foram sendo apontadas e desveladas: capacidades de ativação, reconhecimento e resgate de conhecimento armazenado na memória, capacidades lógicas de interação social etc. A leitura passa, primeiro, a ser enfocada não apenas como um ato de decodificação, de transposição de um código (escrito) a outro (oral), mas como um ato de cognição, de compreensão, que envolve conhecimento de mundo, conhecimento de práticas sociais e conhecimentos linguísticos, muito além dos fonemas e grafemas.
    Num primeiro momento, tratou-se da compreensão do texto, do que nele estava posto, ou pressuposto. Nessa abordagem, cujo foco estava no texto e no leitor, na extração de informações do texto, descobriram-se muitas capacidades mentais de leitura, que foram denominadas estratégias (cognitivas, metacognitivas) do leitor.
     Posteriormente, passou-se a ver o ato de ler como uma interação entre o leitor e o autor. O texto deixava pistas da intenção e dos significados do autor e era um mediador desta parceria interacional. Para captar estas intenções e sentidos, conhecimentos sobre práticas e regras sociais eram requeridos.
    Mais recentemente, a partir dos anos 1990, a leitura tem sido vista como um ato de se colocar em relação um discurso (texto) com outros discursos anteriores a ele, emaranhados nele e posteriores a ele, como possibilidades infinitas de réplica, gerando novos discursos/textos.
    Nenhuma dessas teorias invalida os resultados anteriores. O que acontece é que fomos conhecendo cada vez mais a respeito dos procedimentos e capacidades envolvidos no ato de ler. No entanto, a leitura escolar parece ter parado no início da segunda metade do século passado.
    Se perguntarmos a nossos alunos o que é ler na escola, eles possivelmente responderão que é ler em voz alta, sozinho ou em jogral (para avaliação de fluência entendida como compreensão) e, em seguida, responder um questionário onde se deve localizar e copiar informações do texto (para avaliação e compreensão). Ou seja, somente poucas e as mais básicas das capacidades leitoras têm sido ensinadas, avaliadas e cobradas pela escola. Todas as outras são quase ignoradas. Isso é o que mostram os resultados de leitura de nossos alunos em diversos exames, como o ENEM, SAEB e PISA, tidos como altamente insuficientes para a leitura cidadã numa sociedade urbana e globalizada, altamente letrada, como a atual.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. p. 75-79. (Adaptado).
Uma defesa feita no decorrer do texto é a de que
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Q4156162 Português
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Texto 1

Competências e habilidades de leitura

    Ler envolve diversos procedimentos e capacidades (perceptuais, motoras, cognitivas, afetivas, sociais, discursivas, linguísticas), todas dependentes da situação e das finalidades de leitura. [...]
    O conhecimento sobre o conjunto de capacidades de todas as ordens que são requeridas nas diversas práticas de leitura vem crescendo acentuadamente com o desenvolvimento das pesquisas e teorias sobre leitura que tiveram lugar da segunda metade do século passado até hoje. Acumulou-se, nos últimos cinquenta anos, muita informação a respeito. E essas informações dependem dos focos dessas pesquisas e teorias.
    Podemos dizer que, no início da segunda metade do século XX, ler era visto – de maneira simplista – apenas como um processo perceptual e associativo de decodificação de grafemas (escrita) em fonemas (fala), para se acessar o significado do texto. Nesta perspectiva, aprender a ler encontrava-se altamente equacionado à alfabetização. [..]
   Uma vez construídas essas associações, uma vez alfabetizado, o indivíduo poderia chegar da letra à sílaba e à palavra, e delas, à frase, ao período, ao parágrafo e ao texto, acessando assim, linear e sucessivamente, seus significados. É o que se denominou na escola fluência de leitura. Nessa teoria, as capacidades focadas eram as de decodificação do texto, portal importante para o acesso à leitura, mas que absolutamente não esgotam as capacidades envolvidas no ato de ler. [...]
    No desenvolvimento das pesquisas e estudos sobre o ato de ler, ao longo desses cinquenta anos, muitas outras capacidades nele envolvidas foram sendo apontadas e desveladas: capacidades de ativação, reconhecimento e resgate de conhecimento armazenado na memória, capacidades lógicas de interação social etc. A leitura passa, primeiro, a ser enfocada não apenas como um ato de decodificação, de transposição de um código (escrito) a outro (oral), mas como um ato de cognição, de compreensão, que envolve conhecimento de mundo, conhecimento de práticas sociais e conhecimentos linguísticos, muito além dos fonemas e grafemas.
    Num primeiro momento, tratou-se da compreensão do texto, do que nele estava posto, ou pressuposto. Nessa abordagem, cujo foco estava no texto e no leitor, na extração de informações do texto, descobriram-se muitas capacidades mentais de leitura, que foram denominadas estratégias (cognitivas, metacognitivas) do leitor.
     Posteriormente, passou-se a ver o ato de ler como uma interação entre o leitor e o autor. O texto deixava pistas da intenção e dos significados do autor e era um mediador desta parceria interacional. Para captar estas intenções e sentidos, conhecimentos sobre práticas e regras sociais eram requeridos.
    Mais recentemente, a partir dos anos 1990, a leitura tem sido vista como um ato de se colocar em relação um discurso (texto) com outros discursos anteriores a ele, emaranhados nele e posteriores a ele, como possibilidades infinitas de réplica, gerando novos discursos/textos.
    Nenhuma dessas teorias invalida os resultados anteriores. O que acontece é que fomos conhecendo cada vez mais a respeito dos procedimentos e capacidades envolvidos no ato de ler. No entanto, a leitura escolar parece ter parado no início da segunda metade do século passado.
    Se perguntarmos a nossos alunos o que é ler na escola, eles possivelmente responderão que é ler em voz alta, sozinho ou em jogral (para avaliação de fluência entendida como compreensão) e, em seguida, responder um questionário onde se deve localizar e copiar informações do texto (para avaliação e compreensão). Ou seja, somente poucas e as mais básicas das capacidades leitoras têm sido ensinadas, avaliadas e cobradas pela escola. Todas as outras são quase ignoradas. Isso é o que mostram os resultados de leitura de nossos alunos em diversos exames, como o ENEM, SAEB e PISA, tidos como altamente insuficientes para a leitura cidadã numa sociedade urbana e globalizada, altamente letrada, como a atual.

ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. p. 75-79. (Adaptado).
Considerando o conteúdo temático e as características composicionais do Texto 1, seu propósito é 
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Q4148781 Português
Em uma oficina de produção textual, estudantes do Ensino Médio elaboram um parágrafo argumentativo que, embora apresente correção gramatical, demonstra ausência de progressão temática e fragilidade na articulação entre os períodos. Diante dessa situação, o professor decide desenvolver atividades relacionadas às estratégias de textualização e aos mecanismos de coesão sequencial. Considerando os princípios da Linguística Textual e do ensino reflexivo da escrita, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4148780 Português
Um professor de Língua Portuguesa utiliza uma notícia sobre economia para trabalhar os conceitos de polissemia e construção contextual dos sentidos. O título da notícia é: Banco Central corta juros e mercado reage com cautela. Ao perceber que parte da turma associou a palavra banco ao objeto utilizado para sentar, o docente propõe uma atividade voltada à análise semântica do texto. Tendo em vista as abordagens contemporâneas de ensino de significação e contexto, indique a alternativa correta.
Alternativas
Q4148779 Português
Durante uma atividade de reescrita com uma turma de 3º ano do Ensino Médio, um aluno apresenta o seguinte período em sua redação: O trânsito nas grandes cidades é caótico, pois o planejamento urbano falhou e a frota de veículos não para de crescer. O professor sugere que o estudante reestruture o período de modo que a relação causal passe a ser expressa por oração subordinada adverbial, conferindo maior hierarquia argumentativa e clareza à construção sintática. Considerando a norma-padrão e os efeitos de sentido produzidos no período, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4148778 Linguística
O domínio das diferentes perspectivas gramaticais é essencial para que o professor de Língua Portuguesa medeie a relação entre o aluno e o idioma. Em uma situação de análise de um roteiro de cinema que utiliza gírias e variações regionais, o docente deve mobilizar conhecimentos de diferentes tipos de gramática. Sobre essa dinâmica, assinale a alternativa correta.
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Q4148777 Linguística
A tradição gramatical ocidental, com raízes na Grécia Clássica, estabeleceu um modelo normativo e dogmático que, por séculos, orientou o ensino de línguas pautado na preservação literária. No entanto, a historiografia linguística e a pedagogia contemporânea propõem uma releitura dessa herança. Considerando a evolução dos métodos de ensino e as tipologias gramaticais, assinale a alternativa que descreve corretamente a transição para uma abordagem reflexiva no ambiente escolar.
Alternativas
Q4148776 Pedagogia
A Gramática em Movimento: Integração Morfossintática e a Construção de Sentidos no Ensino de Língua Portuguesa



    A articulação morfossintática no ensino de Língua Portuguesa tem assumido papel central nas discussões contemporâneas sobre formação linguística e desenvolvimento da competência comunicativa. Em vez de tratar morfologia e sintaxe como conteúdos fragmentados e desvinculados das práticas reais de linguagem, as abordagens atuais defendem uma perspectiva integrada, na qual a estrutura das palavras e suas funções nos enunciados são analisadas em contextos concretos de uso. Dessa forma, o es tudo gramatical deixa de ocupar posição meramente classificatória e passa a contribuir para a compreensão dos efeitos de sentido produzidos nos textos.


    Sob o ponto de vista teórico, a morfossintaxe articula conhecimentos relacionados à formação das palavras, às classes gramaticais e às funções sintáticas desempenhadas nos enunciados. Paralelamente, perspectivas funcionalistas compreendem a gramática como resultado das necessidades comunicativas presentes nas interações sociais, considerando que escolhas linguísticas não ocorrem de maneira aleatória. Nesse contexto, a análise linguística propõe substituir práticas baseadas exclusivamente na memorização de regras por procedimentos reflexivos que permitam ao estudante compreender como determinados recursos estruturais influenciam a construção textual e a organização dos discursos.


    No âmbito da prática pedagógica, a articulação entre teoria e ensino exige metodologias que integrem leitura, escrita e reflexão linguística. Sequências didáticas organizadas a partir de gêneros textuais, análise de variações linguísticas e estudo dos efeitos de sentido produzidos pela prosódia constituem estratégias relevantes para o desenvolvimento da consciência morfossintática. Além disso, a mediação docente assume caráter dialógico, favorecendo debates sobre escolhas lexicais, estruturas sintáticas e adequação comunicativa em diferentes contextos sociais de interação.


    A consolidação dessa perspectiva depende, contudo, de processos formativos que possibilitem ao professor compreender a gramática como instrumento de interpretação e produção de sentidos. Quando a articulação morfossintática é trabalhada de forma contextualizada, os conteúdos gramaticais passam a contribuir efetivamente para o aprimoramento da leitura, da escrita e da argumentação. Assim, o ensino de Língua Portuguesa amplia sua função social e formativa, permitindo que o estudante desenvolva maior autonomia discursiva e capacidade crítica diante das múltiplas práticas de linguagem presentes na sociedade contemporânea.


BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018./ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de lín guas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007./TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2013./MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008./NE VES, Maria Helena de Moura. Gramática de usos do português. São Paulo: Editora Unesp, 2011.
A progressão temática do texto conduz à compreensão de que a articulação entre teoria linguística e prática pedagógica produz impactos sobre a formação crítica do estudante. Considerando a conclusão do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4148775 Português
A Gramática em Movimento: Integração Morfossintática e a Construção de Sentidos no Ensino de Língua Portuguesa



    A articulação morfossintática no ensino de Língua Portuguesa tem assumido papel central nas discussões contemporâneas sobre formação linguística e desenvolvimento da competência comunicativa. Em vez de tratar morfologia e sintaxe como conteúdos fragmentados e desvinculados das práticas reais de linguagem, as abordagens atuais defendem uma perspectiva integrada, na qual a estrutura das palavras e suas funções nos enunciados são analisadas em contextos concretos de uso. Dessa forma, o es tudo gramatical deixa de ocupar posição meramente classificatória e passa a contribuir para a compreensão dos efeitos de sentido produzidos nos textos.


    Sob o ponto de vista teórico, a morfossintaxe articula conhecimentos relacionados à formação das palavras, às classes gramaticais e às funções sintáticas desempenhadas nos enunciados. Paralelamente, perspectivas funcionalistas compreendem a gramática como resultado das necessidades comunicativas presentes nas interações sociais, considerando que escolhas linguísticas não ocorrem de maneira aleatória. Nesse contexto, a análise linguística propõe substituir práticas baseadas exclusivamente na memorização de regras por procedimentos reflexivos que permitam ao estudante compreender como determinados recursos estruturais influenciam a construção textual e a organização dos discursos.


    No âmbito da prática pedagógica, a articulação entre teoria e ensino exige metodologias que integrem leitura, escrita e reflexão linguística. Sequências didáticas organizadas a partir de gêneros textuais, análise de variações linguísticas e estudo dos efeitos de sentido produzidos pela prosódia constituem estratégias relevantes para o desenvolvimento da consciência morfossintática. Além disso, a mediação docente assume caráter dialógico, favorecendo debates sobre escolhas lexicais, estruturas sintáticas e adequação comunicativa em diferentes contextos sociais de interação.


    A consolidação dessa perspectiva depende, contudo, de processos formativos que possibilitem ao professor compreender a gramática como instrumento de interpretação e produção de sentidos. Quando a articulação morfossintática é trabalhada de forma contextualizada, os conteúdos gramaticais passam a contribuir efetivamente para o aprimoramento da leitura, da escrita e da argumentação. Assim, o ensino de Língua Portuguesa amplia sua função social e formativa, permitindo que o estudante desenvolva maior autonomia discursiva e capacidade crítica diante das múltiplas práticas de linguagem presentes na sociedade contemporânea.


BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018./ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de lín guas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007./TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2013./MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008./NE VES, Maria Helena de Moura. Gramática de usos do português. São Paulo: Editora Unesp, 2011.
No terceiro parágrafo, o autor discute estratégias metodológicas relacionadas à prática pedagógica da morfossintaxe. Com base na organização argumentativa do texto, indique a alternativa correta.
Alternativas
Q4148774 Pedagogia
A Gramática em Movimento: Integração Morfossintática e a Construção de Sentidos no Ensino de Língua Portuguesa



    A articulação morfossintática no ensino de Língua Portuguesa tem assumido papel central nas discussões contemporâneas sobre formação linguística e desenvolvimento da competência comunicativa. Em vez de tratar morfologia e sintaxe como conteúdos fragmentados e desvinculados das práticas reais de linguagem, as abordagens atuais defendem uma perspectiva integrada, na qual a estrutura das palavras e suas funções nos enunciados são analisadas em contextos concretos de uso. Dessa forma, o es tudo gramatical deixa de ocupar posição meramente classificatória e passa a contribuir para a compreensão dos efeitos de sentido produzidos nos textos.


    Sob o ponto de vista teórico, a morfossintaxe articula conhecimentos relacionados à formação das palavras, às classes gramaticais e às funções sintáticas desempenhadas nos enunciados. Paralelamente, perspectivas funcionalistas compreendem a gramática como resultado das necessidades comunicativas presentes nas interações sociais, considerando que escolhas linguísticas não ocorrem de maneira aleatória. Nesse contexto, a análise linguística propõe substituir práticas baseadas exclusivamente na memorização de regras por procedimentos reflexivos que permitam ao estudante compreender como determinados recursos estruturais influenciam a construção textual e a organização dos discursos.


    No âmbito da prática pedagógica, a articulação entre teoria e ensino exige metodologias que integrem leitura, escrita e reflexão linguística. Sequências didáticas organizadas a partir de gêneros textuais, análise de variações linguísticas e estudo dos efeitos de sentido produzidos pela prosódia constituem estratégias relevantes para o desenvolvimento da consciência morfossintática. Além disso, a mediação docente assume caráter dialógico, favorecendo debates sobre escolhas lexicais, estruturas sintáticas e adequação comunicativa em diferentes contextos sociais de interação.


    A consolidação dessa perspectiva depende, contudo, de processos formativos que possibilitem ao professor compreender a gramática como instrumento de interpretação e produção de sentidos. Quando a articulação morfossintática é trabalhada de forma contextualizada, os conteúdos gramaticais passam a contribuir efetivamente para o aprimoramento da leitura, da escrita e da argumentação. Assim, o ensino de Língua Portuguesa amplia sua função social e formativa, permitindo que o estudante desenvolva maior autonomia discursiva e capacidade crítica diante das múltiplas práticas de linguagem presentes na sociedade contemporânea.


BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018./ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de lín guas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007./TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2013./MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008./NE VES, Maria Helena de Moura. Gramática de usos do português. São Paulo: Editora Unesp, 2011.
A construção argumentativa do texto estabelece relação entre os fundamentos teóricos da morfossintaxe e as práticas pedagógicas contemporâneas de ensino de Língua Portuguesa. Considerando os sentidos produzidos ao longo do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4148773 Pedagogia
A prática docente voltada para a alfabetização funcional deve articular o estudo dos fonemas às restrições posicionais e contextuais do sistema ortográfico. Considerando os desafios didáticos na apresentação das irregularidades e regularidades contextuais, analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa que indica uma estratégia de ensino condizente com a análise linguística proposta pela BNCC.
Alternativas
Q4148772 Pedagogia
No processo de alfabetização sob a ótica da análise linguística e semiótica proposta pela BNCC, a transição da consciência fonológica para a apropriação do sistema ortográfico exige que o estudante compreenda a natureza não biunívoca da língua portuguesa. Diante de uma situação em que um aluno, em fase de consolidação da escrita, grafa a palavra EXCEÇÃO como ECEÇÃO e a palavra CASA como CAZA, assinale a alternativa que apresenta a correta avaliação pedagógica sobre a lógica fonológica e ortográfica aplicada pelo discente.
Alternativas
Q4148771 Linguística
Um projeto interdisciplinar desenvolvido no Ensino Médio propõe a elaboração de um glossário envolvendo gírias juvenis, terminologias profissionais e expressões recorrentes em diferentes grupos sociais. Considerando os princípios da sociolinguística aplicados ao ensino de língua materna, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4148770 Linguística
Em uma discussão sobre preconceito linguístico no Ensino Médio, o professor analisa situações em que variantes regionais e sociais são associadas a avaliações negativas em determinados espaços institucionais. Considerando as relações entre variação linguística e ensino, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4148769 Linguística
Ao trabalhar com simulações de entrevistas de emprego e diálogos cotidianos entre estudantes, um professor de Língua Portuguesa busca desenvolver competências relacionadas à variação situacional da linguagem. Considerando os objetivos pedagógicos dessa proposta, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4148768 Pedagogia
Durante a leitura de um texto literário do século XIX, estudantes do Ensino Médio questionam determinadas construções linguísticas e formas de tratamento distintas das empregadas na contemporaneidade. Considerando o trabalho com variação diacrônica no ensino de língua materna, assinale a alternativa que apresenta abordagem pedagógica coerente com os estudos linguísticos atuais.
Alternativas
Respostas
1021: C
1022: A
1023: B
1024: D
1025: C
1026: B
1027: C
1028: C
1029: A
1030: B
1031: C
1032: D
1033: C
1034: C
1035: D
1036: B
1037: A
1038: B
1039: D
1040: A