"A indicação de que existe uma clara diferença de desempenh...

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Enade das Licenciaturas reforça urgência de mudanças na formação inicial docente


Os resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas / Prova Nacional Docente divulgados hoje (20/5) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apresentam um quadro preocupante. Se considerarmos a régua inédita utilizada pelo Inep e o dado que foi destacado, cerca de 42% dos estudantes em cursos de licenciatura apresentam um desempenho no teste considerado abaixo do nível básico. Quando analisamos o recorte por modalidades de ensino, verificamos que 53% dos estudantes da Educação a Distância (EaD) se encontram no nível abaixo do básico, contra 26% dos estudantes matriculados na modalidade Presencial. Ainda de acordo com essa régua, apenas 20% dos alunos de licenciaturas atingem o padrão considerado adequado. Entre os formados na modalidade EaD, o número é ainda menor: somente 12% dos estudantes encontram-se no nível adequado. Isolando apenas os que concluíram cursos presenciais, o dado é de 32%.

Os resultados demonstrados pelos estudantes concluintes dos cursos de licenciatura oferecem um vislumbre para a sociedade e o poder público de quanto as Instituições de Ensino Superior (IES) estão contribuindo para a formação desses futuros profissionais. Nesse sentido, eles são representações observáveis das oportunidades de aprendizagem que foram oferecidas aos licenciandos. Ainda que o modelo do Enade não permita analisar todos os aspectos relevantes da formação docente, é preocupante que um percentual tão elevado de futuros professores não atinja o nível adequado desta prova. Os resultados indicam a necessidade de um olhar urgente para as políticas públicas de formação inicial docente, especialmente o desenho do currículo e a modalidade formativa.

Nesse sentido, os resultados do Enade das Licenciaturas/PND oferecem mais um insumo oportuno para a discussão sobre as mudanças nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para a Formação Inicial, atualmente em debate no Conselho Nacional de Educação (CNE) e que objetiva aumentar o grau de presencialidade dos cursos. A indicação de que existe uma clara diferença de desempenho entre estudantes formados exclusivamente pela modalidade EaD corrobora o conjunto de evidências da literatura de que a formação inicial pressupõe presencialidade e interação entre os professores. Garantir que os currículos dos cursos de licenciatura foquem na prática, fortaleçam experiências de construção de repertório sobre a aprendizagem, criem laços de colegialidade e profissionalismo entre os estudantes é fundamental para assegurar a qualidade da Educação Básica.


de mudanças na formação inicial docente. [S. l.], 20 maio 2026. Disponível em: https://todospelaeducacao.org.br/noticias/enade-das-licenciaturas-refor ca-urgencia-de-mudancas-na-formacao-inicial-docente/. Acesso em: 4 ago. 2026.
"A indicação de que existe uma clara diferença de desempenho entre estudantes formados exclusivamente pela modalidade EaD...".
Considerando os termos da oração, julgue as proposições a seguir:

I.O verbo 'existir' está empregado de forma impessoal, à semelhança do verbo 'haver', razão pela qual não possui sujeito, sendo 'uma clara diferença de desempenho' o complemento verbal.

II.A oração poderia ser reescrita como 'que há uma clara diferença de desempenho...', com o verbo 'haver' no singular, por ser impessoal, porém transitivo direto.

III.O verbo 'existir' apresenta sujeito expresso na oração, diferentemente do verbo 'haver', que, no sentido de 'existir', é verbo impessoal, não admitindo sujeito.

IV.A substituição de 'existe' por 'há' na oração alteraria a classe gramatical do termo 'uma clara diferença de desempenho', que passaria de sujeito a objeto direto do verbo 'haver'.


É correto o que se afirma em:
Alternativas

Comentários

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Isso. Gabarito: A — II, III e IV, apenas.

A análise correta fica assim:

II. Correta.

“Existe uma clara diferença...” pode ser reescrito como “Há uma clara diferença...”. O verbo haver, no sentido de existir, é impessoal, permanece no singular e é transitivo direto.

III. Correta.

O verbo existir é pessoal e possui sujeito:

“Existe uma clara diferença de desempenho.”

Já haver, no sentido de existir, é impessoal e não possui sujeito.

IV. Correta.

A substituição altera a função sintática:

  • “Existe uma clara diferença.” → sujeito.
  • “Há uma clara diferença.” → objeto direto.

I. Incorreta.

O erro está em afirmar que “existir” é impessoal. Ele é pessoal e possui sujeito.

Bizu:

EXISTIR → concorda com o sujeito.

“Existem várias diferenças.”

HAVER = EXISTIR → fica no singular.

“Há várias diferenças.”

Youtube: de Jesus Concursos

"A indicação de que existe uma clara diferença de desempenho entre estudantes formados exclusivamente pela modalidade EaD...".

  • "A indicação de que existe [isso]".
  • Portanto, temos um sujeito oracional do verbo "existe".

I. Incorreta, existir não está empregado de forma impessoal, "uma clara diferença de desempenhos" atua como parte do sujeito oracional.

II. Correto, o verbo "haver" no sentido de existir é impessoal, não possui sujeito, mas admite objeto direto.

III. Correto, o verbo "existir" apresenta uma oração como sujeito.

IV. Correto, na oração com "existir" temos sujeito oracional, com "há" teriamos um objeto direto (há o que? uma clara diferença de desempenho entre estudantes).

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