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(__) O conceito de partitura criativa se baseia na ideia de que a notação musical é linguagem e imagem, e, portanto, carrega dimensões semióticas, performativas e poéticas. Ela desloca o foco da prescrição sonora para a proposição de experiência. Em vez de representar de forma rígida o som a ser produzido, propõe um espaço de invenção entre compositor, intérprete e público.
(__) Em contextos educacionais, as partituras criativas são estudadas à luz das teorias da educação estética (Dewey, Eisner, Ana Mae Barbosa), enfatizando a criação como processo reflexivo e sensorial.
(__) O tratamento técnico dessas partituras requer do intérprete uma leitura intersemiótica, que envolve decodificação visual, sensorial e conceitual. A leitura passa a ser interpretativa, não apenas executiva, demandando autonomia criadora e pensamento improvisacional.
A sequência CORRETA é:
Fonte: https://portalmorada.com.br/oficina-teatro-corporal-propoe -expressividade-coreografia-e-imagens-do-corpo-em-cena/
Durante oficina prática de criação coreográfica com estudantes do ensino médio, uma professora de dança propôs exercício de improvisação estruturado explorando os fatores de movimento segundo o Sistema Laban de Análise do Movimento (LMA). Os alunos foram orientados a executar mesma sequência gestual alterando sistematicamente qualidades dinâmicas: primeiro com movimento súbito, leve e direto; depois com movimento sustentado, forte e flexível. A professora explicou que compreender os quatro fatores de movimento permite aos dançarinos expandir vocabulário expressivo e criar partituras corporais mais sofisticadas. Para fundamentar teoricamente a prática e auxiliar estudantes a identificarem conscientemente as qualidades dinâmicas mobilizadas em seus corpos, a professora deve esclarecer que o fator de movimento denominado:
Fonte: https://select.art.br/livro-resgata-fotopinturas-tradicionais-feitas-entre-19 50-e-1990/
Durante uma pesquisa sobre história da fotografia brasileira, alunos da disciplina de Arte visitam o acervo de um museu e encontram retratos do final do século XIX e século XX. Observam que muitas fotografias apresentam coloração aplicada manualmente: faces rosadas, roupas com cores vibrantes, joias douradas e fundos pintados, tudo sobre a base fotográfica em preto e branco. A curadora explica que se trata de fotopinturas, prática difundida em diversos estúdios fotográficos brasileiros daquele período.
Os alunos registram as seguintes observações:
Observação 1: "Essas imagens são fotografias 'defeituosas' que precisaram ser 'corrigidas' pela pintura, pois a tecnologia fotográfica era precária na época."
Observação 2: "A fotopintura representa um hibridismo entre fotografia e pintura, atendendo demandas sociais e culturais de uma sociedade que desejava cor nas imagens, antes da fotografia colorida."
Observação 3: "Trata-se de falsificação, pois a fotografia deve registrar apenas a realidade objetiva, sem intervenções artísticas posteriores."
Observação 4: "A prática revela tensões entre fotografia e pintura no século XIX, quando a fotografia buscava legitimação como arte e a coloração manual era forma de 'enobrecer' a imagem fotográfica."
Observação 5: "Fotopintura era apenas um truque comercial dos fotógrafos para cobrar mais caro, sem nenhum valor artístico ou cultural relevante."
Considerando o contexto histórico, cultural e artístico da fotopintura no Brasil, bem como as discussões sobre hibridismo de linguagens e cultura visual brasileira, quais observações estão CORRETAS?
Fonte: https://www.jacksonfineart.com/william-klein/gun-1/
Durante uma oficina de leitura de imagens, um professor apresenta aos alunos a fotografia Gun 1, New York de William Klein. A imagem mostra um menino em primeiro plano apontando uma pistola de brinquedo diretamente para a câmera, com expressão intensa. O professor propõe que os alunos façam análises escritas da fotografia e recebe os seguintes textos:
Texto 1 - Maria: "A fotografia pertence à escola de fotografia de rua nova-iorquina dos anos 1950. Reconheço o estilo de William Klein: uso de grande angular, alto contraste, composição aparentemente caótica mas intencional. A imagem critica a cultura de violência americana no pós-guerra. O menino representa a militarização da infância. É uma fotografia icônica do fotojornalismo urbano."
Texto 2 - João: "Quando vi essa foto, tive um sobressalto. Não foi a arma de brinquedo, nem o contexto histórico. Foi especificamente o dedo do menino no gatilho. Aquele dedo criança no gatilho me remeteu instantaneamente ao dia em que meu irmão pequeno pegou a faca da cozinha. Aquele dedo me assombra desde que vi a imagem. Não consigo parar de ver aquele dedo."
Texto 3 - Ana: "Tecnicamente, a foto utiliza profundidade de campo reduzida para criar hierarquia visual. O preto e branco intensifica o drama. A composição coloca o menino centralizado, dominando o quadro. É uma fotografia que documenta a Nova York dos anos 1950, mostrando crianças brincando na rua, comum naquela época."
Texto 4 - Pedro: "O que me pegou foi a risada da menina ao fundo. Ela está rindo enquanto o menino aponta a arma. Aquela risada desfocada, que quase não se vê, me deixou desconfortável de um jeito que não sei explicar. É como se aquela risada invisível fosse o mais assustador da foto inteira. Ninguém mais comentou sobre isso, mas para mim é o centro da imagem."
Aplicando os conceitos de studium e punctum de Roland Barthes à análise dessas leituras fotográficas, é correto afirmar que:
Fonte: https://olhardigital.com.br/2023/12/09/medicina-e-saude/smartphone-es tudo-alerta-para-o-tempo-de-uso-dos-adolescentes/
Uma professora de Artes observa que seus alunos do Ensino Médio passam os intervalos das aulas constantemente rolando feeds de redes sociais, consumindo centenas de imagens em poucos minutos. Preocupada com a superficialidade desse consumo imagético, ela propõe um projeto pedagógico em três etapas:
Etapa 1: Solicita que os alunos registrem quantas imagens consomem em 1 hora de uso de redes sociais e se conseguem lembrar do conteúdo de pelo menos 10 delas.
Etapa 2: Propõe que escolham uma única imagem (fotografia, pintura, ilustração) e passem 20 minutos observando-a detalhadamente, anotando tudo que percebem, sentem e pensam.
Etapa 3: Promove uma roda de conversa sobre as diferenças entre as duas experiências e apresenta o conceito de "iconofagia" desenvolvido por Norval Baitello Jr.
Considerando o conceito de iconofagia, que aborda a inflação imagética contemporânea e suas consequências para a percepção visual, qual análise melhor fundamenta teoricamente essa proposta pedagógica?
Fonte: https://revistapesquisa.fapesp.br/estetica-da-ruptura/
Pioneira na arte participativa e sensorial, Lygia Clark propõe uma arte que se completa na interação do público, rompendo as fronteiras entre arte, corpo e terapia. Sobre suas obras, assinale a alternativa INCORRETA.
O _______, formulado pelo dramaturgo e teórico alemão Bertolt Brecht (1898-1956), representa uma das maiores revoluções estéticas e políticas do teatro do século XX. Sua proposta rompeu com o modelo aristotélico e naturalista de representação (centrado na emoção, na identificação e na ilusão de realidade) para propor uma arte de caráter crítico, dialético e político, voltada à reflexão racional do espectador sobre o mundo.
Brecht rejeitou o teatro dramático burguês, que buscava comover o público e levá-lo à catarse emocional, típica da tragédia clássica. Em vez disso, ele propôs um teatro que despertasse o pensamento, que não se limitasse a reproduzir a realidade, mas a revelar suas contradições sociais. Assim, este tinha como objetivo provocar o distanciamento crítico, o famoso efeito de estranhamento, no qual o espectador deixa de se identificar completamente com os personagens e passa a observá-los como fenômenos sociais passíveis de análise.
Preencha a lacuna acima e assinale a alternativa correta.