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Q3699275 Saúde Pública
A PNVS (Política Nacional de Vigilância em Saúde) orienta as ações de vigilância em saúde no Brasil, ajudando a planejar e coordenar atividades que monitoram a saúde da população, identificam riscos e buscam evitar o surgimento de doenças e outros agravos de saúde.

Sobre a PNVS e seus desdobramentos, assinale a afirmativa FALSA
Alternativas
Q3699274 Saúde Pública
Eixos operacionais são estratégias para concretizar ações de promoção da saúde, respeitando os valores, os princípios, os objetivos e as diretrizes da PNPS (Política nacional de Promoção da Saúde).

São Eixos operacionais da PNPS, EXCETO
Alternativas
Q3699273 Saúde Pública
A redução do consumo de tabaco no Brasil é consequência dos avanços das políticas públicas de saúde voltadas para o controle do tabagismo. Em novembro de 2005, o Brasil tornou-se Estado Parte da Convenção Quadro da OMS para Controle do Tabaco (CQCT), primeiro tratado internacional de Saúde Pública, que coloca, diante dos países que o ratificaram, o desafio de implementar medidas intersetoriais relacionadas à redução da demanda e da oferta dos produtos de tabaco.

Considerando os aspectos da Política Estadual (MG) da Atenção Primária, Promoção da Saúde e Equidade, no que se referem ao contexto do enfrentamento do tabagismo, assinale a afirmativa FALSA:
Alternativas
Q3699272 Saúde Pública
No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o planejamento é um instrumento estratégico de gestão, de caráter continuado, do qual cada nível de governo (federal, estadual, distrital e municipal) deve se valer para a observância dos princípios e o cumprimento das diretrizes que norteiam o SUS. Sobre o Plano Nacional de Saúde 2024-2027.

Assinale a afirmativa VERDADEIRA
Alternativas
Q3699271 Saúde Pública
A respeito das novas regras de financiamento do SUS e dos componentes que compõem o cofinanciamento federal das equipes de Saúde da Família (eSF) e equipe de Atenção Primária (eAP), segundo a Portaria GM/MS nº 3.493/2024, estão corretas as seguintes relações, EXCETO
Alternativas
Q3699270 Saúde Pública
Uma aposta radical do Humaniza SUS é a democratização da gestão, que implica na ampliação do grau de transversalização entre os sujeitos envolvidos na trama do cuidado em saúde.

Sobre o contexto e as premissas que norteiam o Humaniza SUS, assinale a afirmativa VERDADEIRA:
Alternativas
Q3699269 Direito Sanitário
De acordo com a Lei nº 8080, a telessaúde abrange a prestação remota de serviços relacionados a todas as profissões da área da saúde, regulamentadas pelos órgãos competentes do Poder Executivo federal e obedece aos seguintes princípios, EXCETO:
Alternativas
Q3699268 Direito Sanitário
Sobre a competência do SUS, tendo como base a Lei nº 8.080 e suas novas redações até os dias atuais, é CORRETO afirmar: 
Alternativas
Q3699266 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. 

O arquivo 

    No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
    joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.
    No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.
    Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.
    Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.
    O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.
    Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.
    Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.
    Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.
    Prosseguiu a luta. 
    Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.
  joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.
   Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.
   Respirou descompassado.
    — Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.
    joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.
    — Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.
    O coração parava.
     — Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.
    A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.
    — De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente?
    Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho.
    Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.
  Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão. 
    Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.
    Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.
    O corpo era um monte de rugas sorridentes.
    Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia: 
— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.
    O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:
    — Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.
    O chefe não compreendeu:
    — Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?
    A emoção impediu qualquer resposta.
    joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.
    joão transformou-se num arquivo de metal. 

(GIUDICE, Victor. O arquivo. In: MORICONI, Ítalo. Os cem contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2009. p. 554-561). 
I - Desta vez, a empresa atravessava um período excelente.
II - Radiante, joão [...] cumprimentou a diretoria [...].
III - Enfim, atingira todos os objetivos.
IV - A emoção impediu qualquer resposta.

A alternativa que substitui os segmentos destacados acima, de acordo com a prescrição gramatical, é: 
Alternativas
Q3699264 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. 

O arquivo 

    No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
    joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.
    No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.
    Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.
    Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.
    O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.
    Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.
    Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.
    Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.
    Prosseguiu a luta. 
    Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.
  joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.
   Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.
   Respirou descompassado.
    — Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.
    joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.
    — Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.
    O coração parava.
     — Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.
    A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.
    — De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente?
    Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho.
    Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.
  Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão. 
    Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.
    Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.
    O corpo era um monte de rugas sorridentes.
    Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia: 
— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.
    O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:
    — Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.
    O chefe não compreendeu:
    — Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?
    A emoção impediu qualquer resposta.
    joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.
    joão transformou-se num arquivo de metal. 

(GIUDICE, Victor. O arquivo. In: MORICONI, Ítalo. Os cem contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2009. p. 554-561). 
Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados.

O termo sublinhado acima estabelece, no contexto, um valor semântico de (1) e pode ser substituído por (2): 
Alternativas
Q3699263 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. 

O arquivo 

    No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
    joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.
    No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.
    Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.
    Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.
    O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.
    Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.
    Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.
    Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.
    Prosseguiu a luta. 
    Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.
  joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.
   Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.
   Respirou descompassado.
    — Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.
    joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.
    — Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.
    O coração parava.
     — Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.
    A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.
    — De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente?
    Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho.
    Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.
  Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão. 
    Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.
    Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.
    O corpo era um monte de rugas sorridentes.
    Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia: 
— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.
    O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:
    — Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.
    O chefe não compreendeu:
    — Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?
    A emoção impediu qualquer resposta.
    joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.
    joão transformou-se num arquivo de metal. 

(GIUDICE, Victor. O arquivo. In: MORICONI, Ítalo. Os cem contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2009. p. 554-561). 
Considerando o contexto, é CORRETO afirmar, segundo a prescrição gramatical: 
Alternativas
Q3699260 Português
A questão refere-se ao texto a seguir. 

O arquivo 

    No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
    joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.
    No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor.
    Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição.
    Dois anos mais tarde, veio outra recompensa.
    O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial.
    Desta vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento.
    Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança.
    Agora joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. Sua pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou.
    Prosseguiu a luta. 
    Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu.
  joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias.
   Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal.
   Respirou descompassado.
    — Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor.
    joão baixou a cabeça em sinal de modéstia.
    — Sabemos de todos os seus esforços. É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.
    O coração parava.
     — Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto.
    A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam.
    — De hoje em diante, o senhor passará a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente?
    Radiante, joão gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho.
    Nesta noite, joão não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio.
  Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixara de jantar. O almoço reduzira-se a um sanduíche. Emagrecia, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminara certas despesas inúteis, lavadeira, pensão. 
    Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios.
    Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo.
    O corpo era um monte de rugas sorridentes.
    Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia: 
— Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários.
    O crânio seco comprimiu-se. Do olho amarelado, escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir:
    — Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas desejo requerer minha aposentadoria.
    O chefe não compreendeu:
    — Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses terá de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha?
    A emoção impediu qualquer resposta.
    joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, ficou lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Tornou-se cinzento.
    joão transformou-se num arquivo de metal. 

(GIUDICE, Victor. O arquivo. In: MORICONI, Ítalo. Os cem contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2009. p. 554-561). 
No texto, o protagonista 
Alternativas
Q3699227 Química
O tratamento de água para abastecimento público envolve diversas etapas físico-químicas, como coagulação, floculação, filtração e desinfecção, com o objetivo de garantir a potabilidade e segurança sanitária do recurso distribuído à população. A cloração é amplamente utilizada como método de desinfecção, cuja eficácia depende de variáveis operacionais e propriedades da água tratada.

Com base nesses fundamentos, analise as afirmações a seguir e assinale a CORRETA:
Alternativas
Q3699226 Química
A espectrofotometria UV-Vis é amplamente empregada na determinação da concentração de espécies absorventes em solução. A técnica se fundamenta na absorção de radiação eletromagnética associada a transições eletrônicas moleculares, e sua aplicação quantitativa depende da validade da lei de BeerLambert:

A = ε · b · c

Considere as seguintes afirmativas:

I. A linearidade entre absorbância e concentração é limitada, podendo ser comprometida por efeitos de alta concentração, como associação de espécies e dispersão da luz.
II. O coeficiente de absorção molar (ε) depende da natureza da substância, da intensidade da transição eletrônica envolvida e do comprimento de onda utilizado.
III. Alterações no comprimento do caminho óptico (b), por uso de cubetas diferentes, não afetam a absorbância, desde que a concentração da amostra permaneça constante.
IV. Mesmo substâncias incolores à luz visível podem apresentar bandas intensas no UV, sendo detectáveis por espectrofotometria UV-Vis.

São VERDADEIRAS as afirmativas:
Alternativas
Q3699225 Química
Considere quatro soluções aquosas diferentes, todas preparadas com concentração molal igual a 1,0 mol/kg de solvente e sob as mesmas condições de pressão:

I. Sulfato de alumínio [Al2(SO4)3], um sal que se dissocia completamente.
II. Glicose (C6H12O6), um soluto molecular que não se ioniza.
III. Cloreto de sódio (NaCl), um sal que se dissocia completamente.
IV. Ácido acético (CH3COOH), um ácido fraco.

Com base nas propriedades coligativas, assinale a alternativa que apresenta a ordem crescente de variação do ponto de congelamento (ΔT) do solvente causada pela adição dos diferentes solutos: 
Alternativas
Q3699224 Química
A cristalização é um processo de mudança de fase em que uma substância passa de um estado líquido ou desordenado para uma fase sólida e ordenada. A espontaneidade de processos físicos e químicos pode ser avaliada pela variação da energia livre de Gibbs (ΔG), variação da entalpia (ΔH) e variação da entropia (ΔS), de acordo com a equação:

ΔG = ΔH – TΔS

Com base nessas informações, assinale a afirmativa CORRETA:
Alternativas
Q3699223 Química
O cloreto de prata (AgCl) é um sal pouco solúvel em água, apresentando constante do produto de solubilidade (Kps) igual a 1,8 × 10-10 a 25 °C. A dissolução do AgCl é um processo endotérmico:

AgCl(s) ⇌ Ag+(aq) + Cl-(aq) ΔH > 0

Considere os seguintes experimentos: 

• Experimento 1: adição de AgCl sólido em água pura a 25°C.
• Experimento 2: adição de AgCl sólido em solução 0,10 mol/L de NaCl a 25°C.
• Experimento 3: adição de AgCl sólido em água pura a 80°C.

Considere que √1,8 ≈ 1,34.

Analise as afirmativas:

I. A solubilidade do AgCl em água pura a 25°C é aproximadamente 1,34 × 10-5 mol/L.
II. A solubilidade do AgCl no Experimento 2 será maior do que no Experimento 1.
III. O produto de solubilidade (Kps) do AgCl no Experimento 3 é maior do que no Experimento 1.

São VERDADEIRAS as afirmativas:
Alternativas
Q3699222 Química
Três soluções tampão foram preparadas utilizando ácido acético (pKa ≈ 4,8) e acetato de sódio:

• Solução A: pH 3,8
• Solução B: pH 4,8
• Solução C: pH 5,8

O pH de uma solução tampão pode ser estimado pela equação de HendersonHasselbalch:
pH = pKa + log ([base conjugada]/[ácido fraco])

Com base nessas informações, assinale a afirmativa CORRETA
Alternativas
Q3699221 Química
O caso da talidomida evidenciou a importância da estereoquímica na farmacologia. Esse composto possui dois enantiômeros: um com ação sedativa e outro associado a efeitos teratogênicos severos. Esse episódio reforçou a necessidade de controle rigoroso sobre compostos quirais em medicamentos.

Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir:

I. A presença de um carbono assimétrico é condição suficiente para que uma molécula seja quiral.
II. Enantiômeros possuem propriedades físico-químicas idênticas em ambientes não quirais, mas podem interagir de forma diferente com sistemas biológicos.
III. Enantiômeros desviam o plano da luz polarizada em direções opostas, mesmo que apresentem a mesma composição molecular.
IV. A técnica de destilação é normalmente utilizada para separar enantiômeros.

Está CORRETO apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q3699220 Química
Reações de substituição nucleofílica do tipo SN1 e SN2 são influenciadas pela estrutura do substrato e pela estabilidade dos intermediários formados.
Analise as afirmativas a seguir:

I. O mecanismo SN1 é favorecido em substratos terciários, devido à formação de carbocátion estável.
II. O mecanismo SN2 ocorre, preferencialmente, em substratos primários, por apresentarem menor impedimento estérico.
III. O mecanismo SN2 ocorre por ataque nucleofílico simultâneo à saída do grupo abandonador.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
301: A
302: B
303: D
304: B
305: C
306: B
307: D
308: C
309: A
310: C
311: D
312: C
313: B
314: B
315: C
316: D
317: B
318: C
319: B
320: D