Questões de Concurso Para prefeitura de japaraíba - mg

Foram encontradas 386 questões

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Q3701957 Matemática
Pedro comprou ações de certa empresa a R$ 2,60 cada uma. Ele investiu R$ 3.120,00 na compra de várias ações dessa empresa. Cada uma das ações, após um ano, subiu para R$ 4,80. Pedro resolveu vender um determinado número de ações a este preço, de forma que reembolsasse o valor inicial investido. O restante ele decidiu manter aplicado.
Sendo assim, após a venda das ações, Pedro ainda ficará com 
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Q3701956 Matemática
Em uma compra que totaliza R$ 237,40, para o pagamento, Pedro entrega ao caixa 2 notas de R$ 100,00 e uma nota de R$50,00. Para facilitar o troco, entrega também mais duas notas de R$ 2,00, uma moeda de 25 centavos, uma moeda de 10 centavos, uma moeda de 5 centavos e mais três moedas de R$ 1,00.
Qual o troco que ele deve receber do caixa? 
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Q3701955 Matemática
Ana encontrou uma blusa em sua loja favorita com desconto de 30% sobre o valor anunciado. Por ser cliente com cartão fidelidade, ganhou um desconto adicional de 20% sobre o que iria pagar pela blusa.
Sendo assim, ela obteve um único desconto de 
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Q3701954 Matemática
A paróquia local decidiu arrecadar material escolar para distribuir às crianças carentes da região. Foram arrecadados um total de 144 cadernos, 192 borrachas e 216 lápis. A divisão foi feita de modo que o maior número possível de crianças fosse contemplado e todas recebessem um kit com o mesmo número cadernos, o mesmo número de borrachas e o mesmo número de lápis, sem haver sobra de qualquer material.
Nesse caso, o número de borrachas que cada criança ganhou foi igual a 
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Q3701953 Matemática Financeira
Davi quebrou seu cofrinho e pediu para que seu pai guardasse todo o dinheiro para ele. Satisfeito com a decisão do filho, o pai decidiu devolver ao filho todo o dinheiro corrigido a juros simples de 2,5% ao mês. O tempo mínimo que esse capital deverá ser aplicado, de maneira que seu valor duplique, deverá ser de 
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Q3701952 Matemática
Senhor Antônio possui uma pequena área em seu terreno e pretende construir um cercado em sua horta para que o seu cachorro não danifique a sua plantação. A sua horta ocupa uma área quadrada de 25 m2. Para cercar a horta, vai dar cinco voltas completas com arame que custa R$ 2,50 o metro linear.
Qual o custo do Senhor Antônio, com arame, para cercar a horta de acordo com as informações dadas? 
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Q3701951 Matemática
Sabe-se que Pedro e Olavo são servidores públicos e que, juntos, têm 104 anos. A razão entre a idade de Pedro e a idade de Olavo é igual a 3/5 .
Sendo assim, qual a diferença de idade entre eles, em anos
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Q3701950 Matemática
Em um grupo de 6 funcionários, a média salarial é de R$ 2.500,00. Um desses funcionários, com salário mensal de R$ 4.000,00, será transferido e deixará o grupo. Quando isso acontecer, a média salarial do grupo com os funcionários restantes será igual a 
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Q3701949 Matemática
Pedro resolveu controlar os seus gastos mensais e, para isso, anotou em uma folha de papel todos os seus gastos em um período de 30 dias. Ao analisar os dados obtidos, verificou que 30% da sua receita mensal são destinados à prestação de seu imóvel, 25% são destinados à alimentação, 10% ao lazer, 15% ao transporte e o restante ele aplica para um fundo de reserva.
Sendo assim, qual a fração de seu salário destinada para a aplicação no fundo de reserva?
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Q3701948 Raciocínio Lógico
Carla está organizando sua rotina de caminhadas e corridas para otimizar seu tempo durante a semana. Ela faz caminhada a cada 12 dias e corrida a cada 18 dias. Hoje, ela fez os dois exercícios no mesmo dia. Ela quer saber em quantos dias as atividades voltarão a coincidir no mesmo dia.

Em quantos dias Carla novamente fará caminhada e corrida no mesmo dia? 
Alternativas
Q3701947 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
Em: “O estopim para tanta raiva foi um único evento.”, o infinitivo do verbo destacado é 
Alternativas
Q3701946 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
A divisão silábica (indicada por pontos) de todas as palavras está CORRETA em: 
Alternativas
Q3701945 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
A concordância verbal está INCORRETA em:
Alternativas
Q3701944 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
ERRO de ortografia em: 
Alternativas
Q3701943 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
As palavras sublinhadas qualificam ou caracterizam outro termo, EXCETO em: 
Alternativas
Q3701942 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
“Os pássaros pretos são verdadeiros gênios.” A palavra destacada é acentuada pelo mesmo motivo em: 
Alternativas
Q3701941 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
Há dígrafo, EXCETO em: 
Alternativas
Q3701940 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
São demonstrações da vingança dos corvos, EXCETO
Alternativas
Q3701939 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
As palavras destacadas estão corretamente interpretadas entre parênteses, EXCETO em: 
Alternativas
Q3701938 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
Segundo o texto, é possível concluir que, EXCETO
Alternativas
Respostas
1: A
2: C
3: A
4: B
5: A
6: C
7: D
8: D
9: B
10: D
11: D
12: B
13: C
14: D
15: A
16: D
17: A
18: A
19: B
20: C