Considerando o contexto, é CORRETO afirmar, segundo a prescr...
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: Em “Nos lados, havia duas arestas.”, o verbo “haver”, com sentido de existir, é impessoal e não admite sujeito; por isso, “duas arestas” não é sujeito nessa construção. Se o verbo for substituído por “existir”, a estrutura passa a ter sujeito expresso, e “duas arestas” assume essa função, o que confirma a alternativa D.
- Se “haver” tiver sentido de existir, primeiro verifique a impessoalidade: nessa construção, não há sujeito.
- Se a questão mandar comparar com “existir”, refaça mentalmente a frase: o termo posposto a “haver” costuma virar sujeito com “existir”.
- Em crase, não basta aparecer a letra “a”: confirme se há fusão real de preposição com artigo ou termo equivalente.
- Na troca de pronomes oblíquos, confira a regência de cada verbo separadamente antes de aceitar inversões.
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Comentários
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Acertei mas não identifiquei o erro da alternativa "C".
c) chat gpt:
Excelente — você fez algo que poucos candidatos fazem: foi à fonte textual.
Agora, com o texto em mãos, podemos confirmar por que o gabarito considerou errada a afirmativa de que o pronome “lhe” tem a mesma função em
> “... e isto parecia aumentar-lhe a disposição.”
“É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.”
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Passo 1 — Contexto e estrutura das orações
1️⃣ “... e isto parecia aumentar-lhe a disposição.”
Verbo principal: parecia aumentar
Estrutura:
aumentar-lhe → verbo + pronome dativo (“lhe”)
a disposição → substantivo com artigo definido
Pergunta sintática: o que se aumenta? → a disposição (objeto direto do verbo aumentar)
A quem se aumenta? → lhe (com preposição a, mas ligada semanticamente ao substantivo disposição — “a disposição dele”).
Portanto, aqui o lhe não é objeto indireto do verbo aumentar, e sim complemento nominal do substantivo disposição.
Expressão equivalente:
> “... e isto parecia aumentar a disposição dele.”
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2️⃣ “É nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento.”
Verbo principal: dar
Estrutura:
dar-lhe → verbo + pronome dativo (“lhe”)
uma prova substancial... → objeto direto (aquilo que se dá)
Pergunta sintática:
O que se dá? → uma prova substancial... (objeto direto)
A quem se dá? → lhe (objeto indireto).
Aqui o lhe é claramente objeto indireto do verbo dar.
Equivalente:
> “... dar a ele uma prova substancial...”
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Passo 2 — Síntese comparativa
Oração Função sintática de “lhe” Justificativa
“aumentar-lhe a disposição” Complemento nominal “lhe” completa o substantivo disposição → “a disposição dele”.
“dar-lhe uma prova...” Objeto indireto “lhe” indica o destinatário da ação do verbo dar → “dar a ele”.
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✅ Conclusão definitiva
A questão está correta em marcar como ERRADA a afirmativa de que “lhe” tem a mesma função nas duas ocorrências.
Embora o pronome lhe seja um pronome dativo em ambos os casos (relacionado à ideia de destinatário ou posse), sua função sintática difere:
No primeiro caso, ele completa um substantivo → complemento nominal.
No segundo, ele completa um verbo → objeto indireto.
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Se o examinador quis testar sutileza sintática, o raciocínio do gabarito é corretíssimo — e o que vimos no texto confirma isso perfeitamente.
Porque a letra D está correta:
A frase analisada é:
“Nos lados, havia duas arestas.”
Isso significa:
- Não tem sujeito.
- Fica sempre no singular, independentemente do termo que aparece depois dele.
Portanto, em:
havia duas arestas
→ O verbo é impessoal.
→ “duas arestas” NÃO é sujeito.
→ Função sintática de objeto direto.
O verbo existir é pessoal, ou seja, exige sujeito e concorda com ele.
Reescrevendo:
Nos lados, existiam duas arestas.
Agora:
- “duas arestas” passa a ser o sujeito do verbo existir.
- O verbo concorda com ele → existiam (plural).
A alternativa diz:
Isso é correto porque:
- Com haver (impessoal) → “duas arestas” = objeto direto.
- Com existir (pessoal) → “duas arestas” = sujeito.
A alternativa D está perfeita. O verbo "haver" no sentido de existir é impessoal (não tem sujeito). Portanto, o que vem depois dele ("duas arestas") funciona como seu complemento direto, ou seja, Objeto Direto.
Por outro lado, o verbo "existir" é um verbo normal, pessoal. Ele obrigatoriamente tem um sujeito. Se trocarmos a frase, ela ficaria "Existiam duas arestas". O que existia? "Duas arestas". O termo deixa de ser objeto e passa a ser o Sujeito da oração.
C (Sua marcação) - Incorreta: O pronome "lhe" não tem a mesma função nas duas frases. A banca tentou te enganar com a polissemia sintática desse pronome.
- Frase 1 ("aumentar-lhe a disposição"): Equivale a "aumentar a disposição dele". Quando o "lhe" indica posse, acompanhando um substantivo, ele exerce função de Adjunto Adnominal (ou objeto indireto de posse).
- Frase 2 ("dar-lhe uma prova"): Quem dá, dá alguma coisa (uma prova - Objeto Direto) a alguém (a ele/"lhe" - Objeto Indireto). Funções diferentes!
A - Incorreta: A frase original já está com a regência perfeita, não há o que substituir. O verbo chamar (no sentido de convocar) pede Objeto Direto ("chamou-o"). O verbo comunicar pede Objeto Direto da coisa comunicada ("o segundo corte") e Objeto Indireto para a pessoa que recebe a comunicação ("lhe"). A banca inverteu as regras para te confundir.
B - Incorreta: Não ocorre crase em nenhuma das situações. Em "a partir", não se usa crase antes de verbo. Em "será a de limpador", esse "a" funciona como um pronome demonstrativo (será aquela de limpador), e não há preposição "a" exigida anteriormente para fundir e formar a crase.
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