Questões de Concurso Comentadas para técnico de enfermagem

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Q3951395 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

Ao final da crônica, o narrador não oferece uma condenação simplista da tecnologia nem adere sem reservas à lógica algorítmica. Ao contrário, sua posição resulta de uma tensão entre o fascínio provocado pela precisão das associações musicais e a necessidade de preservar, na experiência estética, certa margem de ________ e de ________ pessoal, que ele entende como parte constitutiva da vida interior.


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. 

Alternativas
Q3951394 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

No texto, o algoritmo é apresentado ora como instância quase mágica, ora como mecanismo técnico que opera a partir de rastros anteriores deixados pelo próprio usuário. Essa oscilação contribui para uma reflexão mais ampla sobre a experiência contemporânea com a tecnologia. Considerando esse aspecto, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3951393 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Na discoteca do algoritmo


    Eu me preparava para sair, mas, como tinha ainda algum tempo, quis ouvir no celular mesmo uma música que me viera à lembrança. Acessei o YouTube e busquei I Left My Heart in San Francisco, com Tony Bennett. Enquanto amarrava os cadarços, deliciava-me com o veludo da voz do cantor norte-americano no arranjo grandioso que a canção pedia. Era o que eu precisava ouvir, talvez por um estado emocional indefinido que buscasse sua expressão na beleza melancólica que a canção oferecia.


    Fui pegar a mochila, e o YouTube logo engatou outra pérola: Nature Boy, com Nat King Cole. Uau, adoro essa também! Bela emenda com a canção anterior: outro veludo de voz, outro arranjo clássico, a mesma emoção subjacente. E na sequência veio I Put a Spell on You, com Nina Simone. Meu Deus! Assim eu não saio! Sentei-me no sofá, entregue a essa joia na voz da diva que tanto amo. Aí o celular tocou Georgia on My Mind, com Ray Charles. Misericórdia! Quer me matar, algoritmo?


    Imóvel estava, imóvel fiquei, tonto de emoção. E nem tive forças para interromper o aparelho e sair de casa, ante os acordes iniciais da canção seguinte: Perfect Day, com Lou Reed. Eis uma das músicas com maior poder de me derrubar, no sentido de ser tragado pelo mistério das densas emoções. E a mente a me alertar que já perigava atrasar-me para o meu compromisso. Não teria cabimento atribuir o atraso à seleção musical supostamente aleatória do celular...


    Num rompante de responsabilidade, calei justamente o grande Frank Sinatra quando entoava a maravilhosa The World We Knew. Ah, venci o algoritmo, sobrevivi ao seu assédio tão traiçoeiro quanto irresistível! E fui andando a pensar justamente nessa espécie de divindade de nosso tempo, o tal algoritmo. Que serzinho mágico é esse, que consegue, em suas associações, mapear o que se passa em nossa alma? E se a tecnologia já devassa nossa alma, o que de subjetivo e secreto restará em nós?


    O historiador Yuval Harari aponta o algoritmo como o conceito mais importante em nosso mundo: “Se quisermos compreender nossa vida e nosso futuro, devemos fazer todo esforço para compreender o que é um algoritmo e como eles estão ligados a emoções”. O algoritmo no YouTube “sabia” daquela sequência musical emocionante para mim porque eu já acessei as ditas canções em outras oportunidades. Ele só fez reunilas, por um critério temático, e fui ficando de coração exposto.


    Embora tenha sido uma experiência fascinante, resisto o quanto posso a fazer do algoritmo um DJ pessoal. Tão cedo a tal Alexia não entra em minha casa. Sou dos que curtem escolher a dedo o que ouvir — e ainda adepto dos discos —, com direito a desvios repentinos de rota, passando de Billie Holiday a Morais Moreira, por exemplo — coisa que dificilmente o esquemático algoritmo fará.


    Não sei se essa birra é conservadorismo ou resistência ao poder da máquina. Ou se mera ilusão de que, em tempos de vaidades e padronizações, mantenho na alma seu mistério e suas nuances. Mas confesso: venha de onde vier, eleita ou não por mim, música é a chave que sempre me escancara a alma.

Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).

Ao narrar a sequência de músicas sugeridas pela plataforma, o cronista não se limita a relatar um episódio cotidiano de consumo digital, mas desenvolve uma reflexão sobre tecnologia, subjetividade e autonomia individual. Considerando a progressão argumentativa do texto, analise as assertivas a seguir.


I. A experiência descrita revela uma ambivalência do narrador diante do algoritmo, pois ele reconhece o poder de acerto das sugestões musicais e, ao mesmo tempo, desconfia do alcance dessa inteligência sobre sua interioridade.


II. Ao afirmar que o algoritmo “só fez reuni-las, por um critério temático”, o narrador sustenta que a tecnologia apenas organiza dados previamente fornecidos por ele, embora o efeito produzido pareça tocar dimensões íntimas de sua sensibilidade.


III. O texto defende de modo categórico a superioridade da curadoria algorítmica sobre a escolha humana, já que a sequência automática se mostra mais refinada do que qualquer seleção deliberada do usuário.


Das assertivas, pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q3951186 Português
Texto 01 


A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
     Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
     Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, a presença das aspas indica que a expressão “dá certo” foi usada
Alternativas
Q3951182 Enfermagem
O acesso venoso periférico é uma técnica invasiva comum e de competência da equipe de enfermagem (incluindo os técnicos), para a administração de fluidos e medicamentos. Consiste na inserção de um cateter em veia periférica, sendo essencial para terapia intravenosa. A equipe deve seguir protocolos, realizando antissepsia, escolha adequada do dispositivo e fixação segura, geralmente com duração de 96 horas, para evitar flebites e infecções.
Considerando a Lei n.º 7.498/1986, Art. 2º, parágrafo único, “[...] a enfermagem é exercida privativamente pelo Enfermeiro, pelo Técnico de Enfermagem [...], respeitados os respectivos graus de habilitação.” Segundo o seu Art. 11, “[...] o Enfermeiro exerce privativamente: [...] cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de vida e cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas [...]”. Por sua vez, o Art. 12 dispõe que o “Técnico de Enfermagem exerce atividade de nível médio, envolvendo orientação e acompanhamento do trabalho de enfermagem em grau auxiliar, e participação no planejamento da assistência de enfermagem [...]”. O Art. 15 acrescenta que as atividades contidas no Art. 12, “[...] quando exercidas em instituições de saúde [...], somente podem ser desempenhadas sob a orientação e supervisão do Enfermeiro.”
Mediante tais informações, é possível afirmar que compete ao técnico de enfermagem:
Alternativas
Q3951181 Enfermagem
A sondagem transpilórica ou jejunal consiste na progressão de um cateter até o jejuno, passando pelo nariz ou boca, esôfago, estômago, piloro e duodeno. As suas principais indicações são para casos de pacientes com desnutrição grave e baixa aceitação espontânea, disfagia de moderada a grave, semiobstrução do esôfago, rebaixamento do nível de consciência, sedação ou coma, pós-operatórios de cirurgias do aparelho digestivo, suplementação nutricional (na ocorrência de limitação da aceitação), alternativa para administração de medicamentos e hidratação, como rotina na nutrição de neonatos prematuros, pacientes comatosos e demais quadros críticos em terapia intensiva. As sondas enterais do tipo Dobbhoff são mais utilizadas por serem de silicone ou poliuretano radiopaco, não serem afetadas pelo pH do estômago nem do intestino, durarem muito e irritarem menos a mucosa.
Quanto à constituição da sonda, materiais necessários e a técnica do procedimento, destaca-se:

I- Por serem flexíveis e maleáveis, para favorecer a técnica adequada de introdução do dispositivo, exige-se um fioguia no interior da sonda.

II- No hospital, exige-se o sistema fechado para infusão das dietas por bolsas acopladas em equipo de bomba de infusão, com dieta suficiente para 24 horas.

III- Compete ao técnico de enfermagem promover cuidados gerais ao paciente com sonda enteral, seguindo prescrição de enfermagem ou protocolo institucional.


Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q3951180 Biologia
A doença de Chagas (ou Tripanossomíase americana) é a infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a qual apresenta uma fase aguda, que pode ser sintomática ou não, e uma fase crônica, que pode se manifestar nas formas indeterminada (assintomática), cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva.
Ela pode apresentar sintomas distintos nas duas fases. Na fase aguda, os principais sintomas são: febre prolongada (mais de 7 dias); cefaleia; astenia; edema no rosto e pernas. No caso da picada do barbeiro, pode aparecer uma lesão semelhante a um furúnculo no local. Após a fase aguda, caso a pessoa não receba tratamento oportuno, ela pode desenvolver a fase crônica da doença, inicialmente sem sintomas (forma indeterminada), podendo, com o passar dos anos, apresentar complicações como: cardiopatias, como insuficiência cardíaca, e problemas digestivos, como megacólon e megaesôfago.
São formas de transmissão da Doença de Chagas:

I- Vetorial: contato com fezes de triatomíneos infectados após o repasto/alimentação sanguínea. II- Oral: ingestão de alimentos contaminados com parasitos provenientes de triatomíneos infectados. III- Vertical: passagem de parasitos de mulheres infectadas para seus bebês, durante a gravidez ou o parto. IV- Transfusão de sangue ou transplante de órgãos de doadores infectados a receptores sadios. V- Acidental: contato da pele ferida ou de mucosas com material contaminado durante a manipulação.

Está CORRETO o que se apresenta em
Alternativas
Q3951179 Enfermagem
O choque é um evento de emergência extrema, caracterizada por grave redução da perfusão de tecidos e órgãos com isquemia, desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio, causando hipóxia, sofrimento, lesão e disfunção celulares, agravada pela ação de mediadores e outras substâncias ativas e tóxicas que pioram mais esses efeitos deletérios sobre a membrana celular. Quando não revertido em sua fase inicial, causa insuficiência circulatória generalizada grave (hipotensão) que, se persistente, conduz à falência múltipla de órgãos e sistemas.
O prognóstico depende da rapidez com que o choque é identificado. No caso do choque hipovolêmico, caracterizado pela queda crítica do débito cardíaco causada por perda do volume circulante devido à hemorragia ou desidratação, por exemplo, e essa perda ultrapassa a capacidade de compensação, o que geralmente ocorre em perdas de mais de 15% da volemia total do indivíduo, o tratamento é realizado com aminas simpaticomiméticas usadas em infusão contínua, em acesso venoso central.
Considere as assertivas I e II a seguir, em referência aos cuidados de enfermagem com a administração das drogas vasoativas:

I- Pode-se usar veia periférica para garantir normotensão até que o acesso venoso central seja obtido.
PORQUE
II- A hipotensão não pode ser tolerada mais que 30 a 40 minutos.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3951177 Enfermagem
A higiene corporal é uma intervenção de enfermagem que ultrapassa o caráter mecânico da limpeza, estando diretamente relacionada à prevenção de infecções e parasitoses, à integridade da pele, ao conforto físico e à dignidade do indivíduo. O planejamento da higiene deve considerar as condições clínicas, o nível de dependência, a cultura, a privacidade e o conforto térmico do paciente, sendo fundamental a avaliação contínua durante o procedimento. Práticas inadequadas de higiene podem gerar desconforto e agravos evitáveis.
Durante a orientação ao paciente e/ou ao cuidador sobre o banho e a aplicação de xampu pediculicida (indicado para tratamento e prevenção de pediculose – piolhos; da ftiríase – chatos/piolhos da região pubiana; da escabiose – sarna; e das infestações por carrapatos em geral), o técnico de enfermagem deve considerar as indicações, contraindicações e possíveis efeitos adversos desse produto.
Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3951176 Enfermagem
Os animais peçonhentos têm a capacidade de injetar ativamente toxinas (substâncias que, quando presentes em quantidades biologicamente relevantes, causam lesões fisiopatológicas dose-dependentes a um organismo vivo, reduzindo, assim, a funcionalidade ou viabilidade). Para essa injeção ativa, tanto em presas (para predação) quanto em predadores (para defesa), utilizam aparelhos inoculadores, que podem ser dentes especializados (presas), ferrões, quelíceras, cerdas urticantes ou esporões.
No Brasil, o acidente com serpentes tem importante interesse em saúde pública e, quanto à classificação, é dividido em quatro grupos, de acordo com o gênero da serpente causadora:

I- Acidente botrópico: causado por serpentes dos gêneros Bothrops e Bothrocophias (jararacuçu e jararaca).
II- Acidente crotálico: inoculação de toxina pelas cobras da família Viperidae, espécie Crotalus durissus (cascavel).
III- Acidente laquético: causado por serpente da família Viperidae, espécie Lachesis muta (surucucu-pico-de-jaca).
IV- Acidente elapídico: provocado pelas cobras dos gêneros Micrurus  e Leptomicrurus (coral-verdadeira).


Assinale a alternativa cuja(s) afirmativa(s) apresenta(m) relação CORRETA entre a categoria de acidentes e a(s) serpente(s) que a exemplifica(m):
Alternativas
Q3950857 Patologia
No contexto da assistência de enfermagem ao paciente com doenças do sistema musculoesquelético, é fundamental reconhecer as principais características clínicas e fisiopatológicas de cada patologia para adequada vigilância e priorização do cuidado. Sendo assim, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as doenças às suas características.

Coluna 1

1. Doença de Paget.
2. Gota.
3. Espondilite anquilosante.
4. Síndrome compartimental.

Coluna 2

( ) Dor lombar de caráter inflamatório associada à rigidez progressiva da coluna.
( ) Deposição de cristais de ácido úrico com inflamação articular aguda.
( ) Processo de remodelação óssea acelerada e desorganizada.
( ) Elevação da pressão intramuscular com risco de isquemia e necrose tecidual.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3950856 Enfermagem
Paciente com diagnóstico de hepatopatia alcoólica crônica, evoluindo com sinais clínicos de insuficiência hepática (icterícia progressiva, ascite, edema periférico e episódios prévios de encefalopatia), encontra-se internado para estabilização clínica. Considerando a fisiopatologia da doença hepática avançada e a assistência de enfermagem, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) O risco de sangramento está aumentado em decorrência da redução da síntese hepática de fatores de coagulação dependentes de vitamina K.
( ) A icterícia decorre do acúmulo de bilirrubina no sangue, refletindo prejuízo na função metabólica e excretora hepática.
( ) A restrição proteica deve ser instituída de forma rotineira e prolongada, independentemente da presença de encefalopatia hepática.
( ) A observação de tremores (asteríxis), rebaixamento do nível de consciência e alterações comportamentais é fundamental para identificação precoce de encefalopatia hepática.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3950855 Enfermagem
Paciente hospitalizado por obstrução intestinal encontra-se em observação contínua. Durante a evolução clínica, o técnico de enfermagem deve reconhecer precocemente sinais que indiquem progressão do quadro e risco iminente de complicações graves. Considerando a fisiopatologia da obstrução intestinal e a assistência de enfermagem, assinale a alternativa que representa um agravamento clínico dessa condição.
Alternativas
Q3950854 Enfermagem
 Pacientes com doenças agudas do sistema digestório podem evoluir rapidamente para quadros de instabilidade clínica, exigindo da equipe de Enfermagem reconhecimento precoce de sinais de gravidade e priorização adequada dos cuidados. Considerando a fisiopatologia envolvida e a assistência de enfermagem, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as doenças aos cuidados de enfermagem que exigem.

Coluna 1

1. Íleo paralítico.
2. Diverticulite aguda.
3. Peritonite.
4. Insuficiência hepática.

Coluna 2

( ) Manter jejum, observar distensão abdominal e ausência ou diminuição dos ruídos hidroaéreos.
( ) Monitorar dor abdominal localizada, febre e sinais de processo infeccioso.
( ) Avaliar sinais de abdome agudo, rigidez abdominal, dor intensa e manifestações sistêmicas de sepse.
( ) Controlar nível de consciência, balanço hídrico rigoroso e sinais de sangramento.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3950853 Enfermagem
Um paciente crítico internado em uma UTI encontra-se em uso de cateter venoso central para administração de drogas vasoativas e monitorização hemodinâmica. Durante a avaliação de enfermagem, o paciente apresenta febre persistente, calafrios e mal-estar geral. Ao exame do sítio de inserção do cateter, observam-se hiperemia, discreto edema e dor à palpação. Considerando as possíveis complicações associadas ao uso de cateter venoso central, assinale a alternativa que explica o quadro clínico apresentado.
Alternativas
Q3950852 Enfermagem
Um paciente adulto internado apresenta quadro compatível com glomerulonefrite aguda, evoluindo com hematúria, edema periorbitário, oligúria e elevação da pressão arterial, indicando comprometimento inflamatório dos glomérulos e risco de sobrecarga volêmica. Nesse caso, são cuidados adequados da equipe de Enfermagem, EXCETO:
Alternativas
Q3950851 Enfermagem
Um paciente adulto permanece sob sedação contínua com midazolam em infusão intravenosa por vários dias devido à necessidade de ventilação mecânica prolongada. Após a suspensão do sedativo, observa-se despertar tardio e prolongado, com rebaixamento persistente do nível de consciência, mesmo sem novas doses administradas. Assinale a alternativa que indica a explicação farmacológica para esse fenômeno.
Alternativas
Q3950850 Enfermagem
Durante a admissão, um paciente adulto apresenta rebaixamento importante do nível de consciência, com reflexos protetores de via aérea reduzidos e risco aumentado de vômitos e regurgitação. Nesse contexto, a equipe de Enfermagem deve implementar medidas imediatas para prevenir complicações respiratórias graves. Qual conduta realizada pelo técnico de enfermagem é recomendada para reduzir o risco imediato de broncoaspiração?
Alternativas
Q3950849 Enfermagem
Pacientes críticos em terapia intensiva frequentemente necessitam de terapia renal substitutiva contínua (CRRT), especialmente em casos de instabilidade hemodinâmica. Uma das complicações mais comuns e desafiadoras desse suporte é a coagulação precoce do circuito extracorpóreo, que reduz a eficiência da terapia, aumenta perdas sanguíneas e exige trocas frequentes do filtro. Nesse contexto, qual cuidado do técnico de enfermagem contribui de forma mais significativa para reduzir o risco de coagulação do circuito durante a CRRT?
Alternativas
Q3950848 Enfermagem
Um paciente crítico internado na UTI evolui com acidose metabólica grave associada à hipercalemia importante, apresentando alterações eletrocardiográficas compatíveis com risco de arritmias ventriculares. Como medida de emergência, é prescrita a administração de insulina regular intravenosa associada à infusão de glicose. Qual é o principal objetivo dessa conduta no manejo da hipercalemia? 
Alternativas
Respostas
1801: B
1802: D
1803: B
1804: D
1805: D
1806: C
1807: E
1808: A
1809: C
1810: E
1811: A
1812: A
1813: C
1814: A
1815: B
1816: D
1817: B
1818: C
1819: A
1820: D