Pacientes com doenças agudas do sistema digestório podem ev...

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Q3950854 Enfermagem
 Pacientes com doenças agudas do sistema digestório podem evoluir rapidamente para quadros de instabilidade clínica, exigindo da equipe de Enfermagem reconhecimento precoce de sinais de gravidade e priorização adequada dos cuidados. Considerando a fisiopatologia envolvida e a assistência de enfermagem, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as doenças aos cuidados de enfermagem que exigem.

Coluna 1

1. Íleo paralítico.
2. Diverticulite aguda.
3. Peritonite.
4. Insuficiência hepática.

Coluna 2

( ) Manter jejum, observar distensão abdominal e ausência ou diminuição dos ruídos hidroaéreos.
( ) Monitorar dor abdominal localizada, febre e sinais de processo infeccioso.
( ) Avaliar sinais de abdome agudo, rigidez abdominal, dor intensa e manifestações sistêmicas de sepse.
( ) Controlar nível de consciência, balanço hídrico rigoroso e sinais de sangramento.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A sequência é definida pela associação direta entre os achados descritos e a fisiopatologia de cada doença: jejum com distensão abdominal e ruídos hidroaéreos diminuídos/ausentes indica íleo paralítico; dor abdominal localizada com febre e sinais infecciosos indica diverticulite aguda; rigidez abdominal com dor intensa e sepse indica peritonite; e controle de consciência, balanço hídrico e sangramento indica insuficiência hepática, resultando em 1–2–3–4.

Tema central: Associação clínico-assistencial digestória
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque cada descrição da Coluna 2 corresponde ao mecanismo clínico dominante da doença associada. No íleo paralítico há hipomotilidade intestinal, por isso aparecem distensão abdominal, redução ou ausência de ruídos hidroaéreos e necessidade de jejum. Na diverticulite aguda, o processo é inflamatório/infeccioso localizado, justificando monitorização de dor abdominal localizada, febre e sinais infecciosos. Na peritonite, a irritação peritoneal produz dor intensa, rigidez abdominal e pode evoluir com sepse, exigindo reconhecimento de abdome agudo grave. Na insuficiência hepática, a perda de função hepática pode gerar encefalopatia, alterações hidroeletrolíticas e coagulopatia, sustentando a vigilância do nível de consciência, do balanço hídrico e de sangramentos.
B
Errada
Está errada porque troca os dois primeiros pares. Jejum, distensão abdominal e ruídos hidroaéreos diminuídos ou ausentes são achados de hipoperistaltismo intestinal, portanto de íleo paralítico, e não de diverticulite. Já dor abdominal localizada, febre e sinais infecciosos correspondem ao processo inflamatório/infeccioso da diverticulite, não ao íleo.
C
Errada
Está errada porque atribui à peritonite um quadro que o enunciado descreve como íleo paralítico: diminuição ou ausência de ruídos hidroaéreos com distensão e jejum. Também desloca para o íleo paralítico sinais que são de irritação peritoneal grave, como rigidez abdominal, dor intensa e manifestações sistêmicas de sepse, que definem peritonite no contexto da questão.
D
Errada
Está errada porque incompatibiliza os sinais centrais de cada doença. Insuficiência hepática não é reconhecida por jejum, distensão abdominal e ruídos abolidos, mas por alteração de consciência, balanço hídrico e sangramento. Peritonite também não se resume a dor localizada com febre; o dado decisivo é a rigidez abdominal com quadro de abdome agudo e possível sepse. Diverticulite, por sua vez, não é a associação correta para rigidez abdominal e sepse como padrão descrito.
E
Errada
Está errada porque troca três associações decisivas. Dor abdominal localizada, febre e infecção correspondem à diverticulite, não à peritonite. Rigidez abdominal, dor intensa e sinais sépticos são de peritonite, não de insuficiência hepática. Controle de consciência, balanço hídrico e sinais de sangramento decorre de encefalopatia e coagulopatia da insuficiência hepática, não de diverticulite.
Pegadinha da questão
A confusão real está entre diverticulite e peritonite, porque ambas podem cursar com dor abdominal e febre; o que separa as duas aqui é quadro localizado infeccioso na diverticulite versus rigidez abdominal, dor intensa e repercussão séptica na peritonite.
Dica para questões semelhantes
  • Use o achado semiológico mais específico da descrição: ruídos hidroaéreos diminuídos ou ausentes apontam para íleo paralítico.
  • Separe processo infeccioso localizado de irritação peritoneal difusa: dor localizada e febre sugerem diverticulite; rigidez abdominal e sepse sugerem peritonite.
  • Quando a descrição trouxer consciência, balanço hídrico e sangramento, pense em perda de função hepática com encefalopatia e coagulopatia.

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