O choque é um evento de emergência extrema, caracterizada po...

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Q3951179 Enfermagem
O choque é um evento de emergência extrema, caracterizada por grave redução da perfusão de tecidos e órgãos com isquemia, desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio, causando hipóxia, sofrimento, lesão e disfunção celulares, agravada pela ação de mediadores e outras substâncias ativas e tóxicas que pioram mais esses efeitos deletérios sobre a membrana celular. Quando não revertido em sua fase inicial, causa insuficiência circulatória generalizada grave (hipotensão) que, se persistente, conduz à falência múltipla de órgãos e sistemas.
O prognóstico depende da rapidez com que o choque é identificado. No caso do choque hipovolêmico, caracterizado pela queda crítica do débito cardíaco causada por perda do volume circulante devido à hemorragia ou desidratação, por exemplo, e essa perda ultrapassa a capacidade de compensação, o que geralmente ocorre em perdas de mais de 15% da volemia total do indivíduo, o tratamento é realizado com aminas simpaticomiméticas usadas em infusão contínua, em acesso venoso central.
Considere as assertivas I e II a seguir, em referência aos cuidados de enfermagem com a administração das drogas vasoativas:

I- Pode-se usar veia periférica para garantir normotensão até que o acesso venoso central seja obtido.
PORQUE
II- A hipotensão não pode ser tolerada mais que 30 a 40 minutos.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em choque com hipotensão relevante, a prioridade é restaurar rapidamente a perfusão; por isso, não se deve atrasar o suporte vasoativo apenas aguardando acesso venoso central, sendo स्वीकारável o início provisório em veia periférica adequada e monitorada. A urgência de não tolerar hipotensão prolongada sustenta que a assertiva II justifica a I.

Tema central: Drogas vasoativas no choque
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque, no contexto de choque com hipotensão grave, o acesso venoso central é a via preferível para infusão contínua de aminas vasoativas, mas não se deve atrasar a reversão da hipoperfusão esperando esse acesso. Por isso, a assertiva I é verdadeira ao admitir uso temporário em veia periférica calibrosa e sob vigilância até obtenção da via central. A assertiva II também é verdadeira no raciocínio da questão, porque a hipotensão prolongada mantém isquemia tecidual, hipóxia celular e progressão para disfunção orgânica. Esse caráter urgente da hipotensão é justamente o fundamento causal para iniciar a droga pela via disponível, de modo que II justifica I.
B
Errada
Está errada porque separa indevidamente duas afirmações que, na lógica clínica da questão, têm relação causal direta. A não tolerância à hipotensão prolongada no choque é precisamente o motivo para aceitar início provisório de vasopressor em acesso periférico adequado, em vez de aguardar passivamente o acesso central.
C
Errada
Está errada porque considera falsa a assertiva I, mas a base afirma que, em emergência com choque e hipotensão importante, o uso periférico temporário de droga vasoativa é clinicamente aceitável para evitar atraso terapêutico, desde que seja transitório e monitorado. O erro é tratar o acesso central como via exclusiva, quando ele é a via preferencial.
D
Errada
Está errada porque a assertiva II é tomada como verdadeira pela lógica assistencial da questão. O enunciado já vincula hipotensão persistente a piora da hipoperfusão e risco de falência de órgãos. Embora o número de 30 a 40 minutos não seja apresentado na base como ponto de corte universal rígido, ele expressa a urgência de não manter hipotensão prolongada no choque.
E
Errada
Está errada porque nega dois pontos que a base aceita: primeiro, a possibilidade de uso periférico temporário de vasopressor para não retardar correção hemodinâmica; segundo, a necessidade de intervenção rápida diante de hipotensão sustentada no choque, já que a duração da hipoperfusão agrava lesão celular e disfunção orgânica.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre via preferencial e via obrigatória: acesso central é preferível para vasopressor, mas isso não proíbe uso periférico temporário em situação emergencial; além disso, o tempo de 30 a 40 minutos não deve ser lido como valor universal rígido, e sim como expressão da urgência clínica.
Dica para questões semelhantes
  • Em choque, priorize o critério decisivo da questão: não atrasar a restauração da perfusão por barreira logística de acesso.
  • Se a alternativa opuser acesso central preferível a uso periférico temporário, lembre que preferência não significa proibição absoluta em emergência.
  • Quando a banca trouxer um tempo específico de hipotensão, verifique se o núcleo médico cobrado é a urgência da correção hemodinâmica, e não a rigidez do número.
  • Em itens com assertivas ligadas por 'porque', teste se a segunda explica causalmente a conduta da primeira.

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