Questões de Concurso
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I. No Brasil, a maioria das criações de primatas é realizada em ambientes com grandes espaços para os animais. Áreas maiores são favoráveis ao bem-estar dos animais e pressupõe a criação em recintos coletivos. Sendo assim, esses locais são ideais para o estabelecimento de animais gnotobióticos.
II. Colônias de primatas SPF não são viáveis economicamente, pois exigem um elevado padrão sanitário, já que necessitam produzir animais que não apresentam microbiota capaz de determinar doença. Assim, colônias SPF são viáveis apenas para animais como ratos e cobaias.
III. O padrão sanitário na criação de animais gnotobióticos e SPF deve ser diferenciado dos animais convencionais. Isso ocorre por eles possuírem uma microbiota diferenciada ou ausente, podendo ter dificuldades na síntese de algumas vitaminas. Assim, vitaminas do complexo B e a vitamina K devem ser suplementadas à dieta para garantir os níveis mínimos necessários à nutrição do animal. Primatas não humanos não sintetizam a vitamina C, que precisa ser disponibilizada de forma artificial em sua dieta diária.
IV. O padrão sanitário das colônias convencionais de primatas não humanos não deve ser uma preocupação, pois esses animais possuem uma microbiota indefinida, já que são mantidos em ambiente desprovido de barreiras sanitárias rigorosas.
Das afirmativas acima apenas:
I. Um determinado agente infeccioso pode ser eliminado por via natural ou artificial. Exemplos de eliminação natural são as excreções do agente pela urina, saliva e fezes ou por meio de lesões na pele. Entre os exemplos de mecanismos de escape artificial, podemos destacar: biópsia, coleta de sangue, tecidos e fluidos corpóreos, necropsia e instrumental cirúrgico contaminado. Assim, quando um patógeno estiver sendo usado em ambientes de experimentação, deve-se assegurar que todas as providências requeridas e necessidades especiais de entrada sejam efetivadas ou estejam disponíveis, tais como vacinação e EPI.
II. As pessoas que trabalham em um biotério de primatas sempre devem receber imunização apropriada quando uma vacina estiver disponível. Outra questão sanitária importante é que devem ser realizadas avaliações sorológicas periódicas dessas pessoas. Exames coproparasitológicos periódicos são fundamentais para monitorar possíveis riscos de infecção entre animais e tratadores.
III. Em um biotério de primatas não humanos, todos os funcionários da instituição (que manejem ou não animais) devem receber treinamento apropriado em riscos associados ao trabalho. Aprender sobre as precauções para prevenir exposições aos riscos são fundamentos necessários a todos os trabalhadores, visando salvaguardar o controle sanitário institucional. Anualmente, todos devem reforçar do treinamento ou receber treino adicional, sempre que houver mudanças de procedimentos técnicos e operacionais.
IV. Preocupação sanitária adicional deve ser observada com materiais e utensílios contaminados (agulhas, seringas, lâminas, pipetas, tubos capilares). As agulhas, seringas ou outros utensílios perfurocortantes devem ser restritos às áreas de animais, para uso somente quando não houver alternativa. Sempre que possível, tubos plásticos devem ser usados em substituição aos de vidro. Depois de descartadas, as agulhas descartáveis nunca devem ser dobradas, cortadas, quebradas, reencapadas ou removidas de seringas descartáveis, com as mãos. Elas devem ser cuidadosamente colocadas em um recipiente resistente a perfurações usado para materiais descartáveis. Utensílios não descartáveis são obrigatoriamente colocados em recipientes de paredes espessas para transporte à área de descontaminação.
Das afirmativas acima:
I. O setor de quarentena possui dois objetivos básicos: avaliar a sanidade dos animais recém-chegados e proporcionar a recuperação, auxiliando no processo de aclimatação ao novo ambiente. No caso de biotérios destinados à criação de primatas, a construção da quarentena deve ser próxima às outras áreas da criação. Isso facilita o manejo, diminuindo a possibilidade de fugas e estresse, quando os novos animais precisarem ser introduzidos à colônia. Também permite que eles possam interagir de forma acústica, visual e olfativa com os indivíduos das colônias, facilitando o processo de aclimatação ao novo ambiente.
II. Áreas de higienização, desinfecção e esterilização devem ser isolada e afastada dos recintos, para evitar distúrbios a eles. Isso se justifica por fatores como ruídos, aumento de umidade e calor provocado pelos equipamentos destinados a este fim (autoclaves, máquinas de lavar, secadoras). A ventilação nessas áreas deve ser a menor possível, para evitar levar os odores dos produtos químicos aos recintos dos animais. Os tanques para a higienização e desinfecção dos materiais de uso no manejo devem ser dimensionados de acordo com a necessidade do biotério, mas o ideal é que haja separação entre ambientes “sujo” e “limpo”. Manter a temperatura e a umidade elevadas também ajudam no processo de desinfecção dos utensílios.
III. As áreas destinadas a estocagem de alimentos (rações, frutas e legumes), equipamentos e utensílios de cozinha deverão ser cuidadosamente planejados. Os ambientes devem ser arejados, a fim de minimizar a proliferação de microrganismos e evitar contaminações. Refrigeradores ou câmaras frigoríficas devem estar disponíveis para o armazenamento de hortifrutigranjeiros.
IV. De acordo com a classificação microbiológica da colônia, a higienização corporal de todos os trabalhadores é obrigatória na entrada e na saída. Nesse caso a paramentação dos trabalhadores deve ser de uso exclusivo e obrigatória nas áreas técnicas. Tais medidas visam não carrear possíveis contaminantes entre áreas e indivíduos.
Das afirmativas acima estão corretas apenas:
I. Estudos recentes mostram que a morfologia digestiva dos primatas não humanos tem sido caracterizada por um baixo sinal filogenético. Consequentemente, isso sugere uma baixa similaridade de características morfológicas digestivas entre espécies relacionadas. Assim, se o consumo de frutas é generalizado em platirrinos, sua morfologia digestiva tem sido comumente considerada pouco especializada.
II. O desempenho digestivo dos cebídeos é semelhante ao esperado para os ancestrais platirrinos. Assim, observa-se baixa capacidade de fermentativa, limitando suas dietas a itens vegetais e matéria animal de fácil digestibilidade.
III. Os gêneros Alouatta e Leontocebus possuem desenvolvimento cecocólico evidente. Assim, nesses indivíduos observa-se simbiose com organismos celulolíticos, que podem explicar o aumento da necessidade do consumo de alimentos de origem vegetal.
IV. O intestino delgado é a principal porção do TGI responsável pela absorção de nutrientes. Assim, primatas que possuem um duodeno maior, adquirem uma área maior para a absorção de nutrientes, especialmente em dietas compostas por itens altamente de fácil digestibilidade. Comparativamente, os cebídeos possuem intestino delgado maior e intestino grosso menor em comparação a grupos taxonômicos de primatas, sugerindo que possuem a menor capacidade fermentativa entre os primatas estudados.
Das afirmativas acima estão corretas apenas:
I. O acesso de viatura do Corpo de Bombeiros à edificação, a sinalização de emergência, o alarme de incêndio, os extintores e a brigada de incêndio são considerados requisitos básicos de segurança contra incêndio.
II. O uso sistema de hidrantes e mangotinhos deve ser avaliado em função da altura, da área, dos serviços ou de outras características particulares dos EAS, conforme classificação da edificação.
III. Para fins de dimensionamento das rotas de fuga e saídas de emergência, deve-se considerar o número de pessoas que por ela transitem na eventual ocorrência de um sinistro, sendo a largura mínima igual ou superior a 1,50 metro, onde não há circulação de pacientes.
IV. Edificações muito baixas, com altura entre 3,00 e 12,00 metros, devem possuir ao menos uma escada de emergência.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
I. A aplicação do PLS limita-se às contratações não abrangidas pela lei 14133/2021.
II. A elaboração e a implementação do PLS são obrigatórias para todos os órgãos e entidades no âmbito da Administração pública federal.
III. O PLS deve ser desenvolvido em de 4 fases: preparação, elaboração/revisão, execução e avaliação.
IV. As ações do PLS são organizadas a partir de eixos temáticos, como racionalização da ocupação dos espaços físicos e fomento à inovação no mercado.