Questões de Concurso Público Prefeitura de Luiz Alves - SC 2025 para Psicopedagogo - Edital nº 15
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No treino de resolução de problemas matemáticos, dois planos são cogitados:
Plano X: sequência de tarefas graduadas que garantem experiências de domínio frequentes, modelagem de pares e encorajamento calibrado;
Plano Y: lista de problemas muito acima do nível atual, com elogios genéricos ("você é ótimo") ao final.
O Plano X é superior porque fortalece um construto psicológico específico por meio de quatro fontes: experiências de domínio, aprendizagem vicária, persuasão verbal específica e regulação do estado emocional. Que construto é esse?
Considere a imagem abaixo:

Fonte: https://metodosupera.com.br/falta-de-concentracao/
Durante a intervenção psicopedagógica com um aluno de 8 anos, observou-se que ele planeja mal o tempo, começa tarefas sem ler as instruções, esquece o que já foi combinado e desiste rapidamente diante de atividades complexas. A avaliação indica inteligência média, sem indícios de transtorno de linguagem, mas com baixo desempenho em tarefas que exigem memória operacional e controle inibitório.
Considerando o papel dos processos neurocognitivos na aprendizagem, o domínio cognitivo mais comprometido nesse caso é:
A professora relata que ela lê bem, mas se perde em mapas, diagramas e gráficos. A criança apresenta boa socialização, porém baixa autoconfiança e ansiedade diante de tarefas espaciais. Qual hipótese psicopedagógica deve ser considerada?
Considere os dados abaixo coletados de uma escola.
AVALIAÇÃO DE METODOLOGIAS DE ENSINO − CIÊNCIAS 6º ANO
METOD. 1 − Prof. João
Planejamento de Aula: Aulas expositivas com slides, segue rigorosamente o livro didático, conteúdo fragmentado sem conexão com a realidade dos alunos.
Papel do Aluno: Passivo, receptor de informações, copia do quadro; memoriza definições para prova.
Papel do Professor: Transmissor de conhecimento, detentor do saber, pouca escuta das dúvidas dos alunos.
METOD. 2 − Profa. Maria
Planejamento de Aula: Uso intensivo de vídeos e aplicativos, mas sem contextualização ou discussão posterior; tecnologia como fim, não como meio.
Papel do Aluno: Engajado com recursos digitais, mas com aprendizagem superficial; não há reflexão crítica sobre os conteúdos.
Papel do Professor: Operador de tecnologia, não media o processo de aprendizagem; falta intencionalidade pedagógica.
METOD. 3 − Prof. Carlos
Planejamento de Aula: Parte de situações-problema do cotidiano, uso de experimentação, aulas investigativas, espaço para hipóteses dos alunos, atividades diversificadas (individual, grupo, prática).
Papel do Aluno: Protagonista, constrói conhecimento ativamente, levanta hipóteses, testa ideias, trabalha colaborativamente, reflete sobre seu processo de aprendizagem.
Papel do Professor: Mediador, problematiza, oferece desafios adequados, questiona, provoca pensamento crítico, considera conhecimentos prévios e conecta teoria-prática.
METOD. 4 − Profa. Ana
Planejamento de Aula: Ditados de conceitos do livro, listas de exercícios de fixação, avaliação apenas por prova de memorização (decoreba).
Papel do Aluno: Reproduz informações, decora termos científicos sem compreensão, não relaciona conceitos entre si.
Papel do Professor: Fiscalizador, cobra memorização, valoriza apenas respostas corretas, sem espaço para o erro como parte da aprendizagem.
Considerando os métodos no processo de ensinar e aprender baseados nos princípios do desenvolvimento humano, estimulação de potencialidades e o aluno como sujeito do seu processo de aprendizagem, qual metodologia está alinhada aos pressupostos psicopedagógicos contemporâneos?
Considere a imagem abaixo:

Fonte: https://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doe ncas/1417895
Uma criança de 5 anos, atendida pela equipe psicopedagógica, apresenta atraso global do desenvolvimento, baixa estatura, traços faciais marcantes (sobrancelhas unidas, cílios longos, nariz pequeno e voltado para cima), além de dificuldade severa na linguagem expressiva e comportamentos repetitivos de autoestimulação. Os pais relatam que a filha é afetiva e gosta de música, mas demonstra impulsividade e episódios de autoagressão leve quando contrariada. Com base nas características observadas, a criança teria:
Durante uma reunião de equipe multidisciplinar em uma escola, discute-se o caso do aluno Pedro, 5º ano, com queixas de "não aprender matemática". O psicopedagogo, fundamentado nos princípios da etiologia multifatorial dos problemas de aprendizagem e na abordagem biopsicossocial, propõe uma investigação sistemática antes de qualquer intervenção. Ao final, o psicopedagogo registra os seguintes dados:
DADOS DE AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA − ALUNO PEDRO, 5º ANO EF
Área de Investigação: Queixa Principal
Observações Coletadas: "Não aprende matemática" − relato da professora e família.
Área de Investigação: Histórico Escolar
Observações Coletadas: Reprovação no 4º ano por matemática. Português e demais disciplinas com desempenho adequado. Relatórios anteriores apontam "falta de atenção em matemática".
Área de Investigação: Produções do Aluno
Observações Coletadas: Cadernos organizados em português, desorganizados em matemática. Exercícios incompletos. Provas com respostas em branco ou respostas aleatórias.
Área de Investigação: Entrevista com Aluno (EOCA)
Observações Coletadas: Relata: "matemática é chata", "nunca vou aprender", "meu pai também não sabia". Demonstra ansiedade ao manipular material matemático. Resolve situações-problema do cotidiano (troco, receitas) adequadamente.
Área de Investigação: Aspectos Emocionais
Observações Coletadas: Baixa autoeficácia em matemática. Ansiedade antecipatória nas aulas. Relata que "trava" durante provas. Boa autoestima geral.
Área de Investigação: Contexto Familiar
Observações Coletadas: Pai verbaliza: "nunca fui bom em matemática, é genético". Mãe pressiona por notas altas. Conflitos familiares sobre desempenho escolar. Não há rotina de estudos em casa.
Área de Investigação: Práticas Pedagógicas
Observações Coletadas: Professora utiliza metodologia tradicional (quadro e exercícios). Pouco uso de material concreto. Ritmo acelerado. Não oferece estratégias diferenciadas. Relação professor-aluno distante.
Área de Investigação: Observação em Sala
Observações Coletadas: Pedro se dispersa durante explicações. Copia mecanicamente do quadro. Não pede ajuda. Isola-se durante atividades em grupo de matemática. Participa ativamente em outras disciplinas.
Área de Investigação: Avaliações Prévias
Observações Coletadas: Triagem visual/auditiva: normal. Avaliação neurológica: sem alterações. QI: dentro da média (WISC-V). Funções executivas preservadas.
Considerando as competências do psicopedagogo e os aspectos afetivos, cognitivos e sociais envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, a sequência de ações demonstra uma prática psicopedagógica adequada seria:
I. Aplicar testes padronizados de inteligência como instrumento diagnóstico.
II. Investigar as práticas pedagógicas do professor, incluindo estratégias de ensino, sistemas motivacionais e relação professor-aluno.
III. Analisar o histórico escolar, produções do aluno e realizar entrevista operativa centrada na aprendizagem (EOCA).
IV. Avaliar aspectos emocionais, vínculos familiares e significações sociais atribuídas à matemática.
V. Observar o cotidiano da sala de aula, considerando o universo afetivo e sociocultural da criança.
VI. Encaminhar imediatamente para neurologista sem investigação psicopedagógica prévia.
Estão CORRETAS:
Considere a imagem abaixo:

Fonte: https://blog.estantemagica.com.br/como-motivar-al unos-desinteressados/
Um aluno com histórico de evasão apresenta baixa persistência. O plano psicopedagógico prevê: escolhas limitadas e significativas nas tarefas (forma de produto), metas graduais alcançáveis com verificação de progresso e clima relacional de apoio (escuta e corregulação), além de feedback específico sobre competência em desenvolvimento. Qual alternativa está alinhada à SDT (Teoria da Autodeterminação)?
Uma rede municipal decide implantar um sistema de três camadas para leitura no 2º ano. A proposta prevê: (i) Tier 1 com ensino explícito diário de reconhecimento de palavras e fluência para todos; (ii) triagem universal bimestral com instrumento padronizado; (iii) estudantes com risco recebem intervenções de pequeno grupo (20-30 min/dia por 6-8 semanas) sem retirar o acesso ao núcleo; (iv) não respondedores, após checagem de fidelidade, migram para intervenção intensiva individual com metas semanais e registro gráfico de progresso. Qual opção traduz corretamente a lógica RTI/MTSS de prevenção escalonada com decisões por dados?
Durante uma atividade de leitura e escuta, a professora pede às crianças que prestem atenção em um poema curto:
"O rato roeu a roupa do rei de Roma."
Depois de ouvir e repetir em voz alta, ela pergunta: "O que há de especial nesses sons repetidos no começo das palavras? Que tipo de jogo de sons o poeta usou para deixar o verso mais musical e fácil de memorizar?".
A intervenção da professora visa desenvolver qual habilidade de consciência fonológica?
Considere a imagem abaixo:

Fonte: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/201 3/11/05/antes-de-agir-entenda-o-que-leva-a-crianca-pequen a-a-ser-agressiva.htm
Um menino de 9 anos é encaminhado à avaliação psicopedagógica com queixa de "agressividade, mentiras e isolamento". Foi retirado de um lar com histórico de negligência e abandono afetivo grave e vive em família adotiva há dois anos. Em sala, oscila entre carência extrema (busca afeto físico de desconhecidos) e comportamentos hostis e controladores com adultos. Mostra bom potencial cognitivo, mas instabilidade emocional intensa e dificuldade em confiar e se vincular. Qual hipótese explicaria de modo mais abrangente o padrão de comportamento apresentado?
O desenvolvimento da Psicopedagogia no Brasil está intrinsecamente ligado à história da educação especial e das ciências da aprendizagem, emergindo como campo interdisciplinar que articula saberes da Psicologia, Pedagogia, Psicanálise, Neurologia e Sociologia da Educação. Acerca desse assunto, julgue as frases abaixo:
I. O contexto histórico de consolidação da Psicopedagogia coincide com o período de redemocratização do país e com o crescimento das críticas ao modelo escolar tradicional, que privilegiava o ensino conteudista e homogêneo.
II. As bases da Psicopedagogia no Brasil foram fortemente influenciadas pela produção teórica europeia, sobretudo pela obra de Maria Montessori, que contribuiu com a noção de estágios do desenvolvimento cognitivo, e por Henri Wallon, que integrou aspectos afetivos e sociais na constituição da inteligência.
III. Inicialmente voltada para o diagnóstico e tratamento de dificuldades de aprendizagem em contextos clínicos, a Psicopedagogia brasileira expandiu-se para os espaços escolares e institucionais.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
Considere a imagem abaixo:

Fonte: https://blog.estantemagica.com.br/como-ajudar-aluno-com -dificuldade-de-leitura/
Após o mapeamento de dificuldades de aprendizagem em uma escola municipal, um aluno de 9 anos foi encaminhado à psicopedagoga por apresentar déficit persistente na leitura e na escrita, apesar de receber apoios preventivos em sala e reforço escolar regular. Durante as sessões individuais, observou-se que o aluno reconhece letras isoladas, mas não automatiza a decodificação de palavras e demonstra baixa autoconfiança e evitação das tarefas de leitura. Com base nessa situação, a psicopedagoga propõe um plano de intervenção individual, com atividades graduadas de consciência fonológica, reconstrução do vínculo com o aprender, jogos simbólicos de leitura e devolutivas aos professores. Do ponto de vista técnico, essa modalidade de atuação caracteriza-se como:
Considere os dados abaixo:
AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA − 3º ANO EF
ALUNO 1 − 7 anos Leitura: Decodifica bem, compreende textos adequados à idade.
Escrita: Letra ilegível, inversões frequentes (b/d), traçado irregular, aperta muito o lápis.
Matemática: Raciocínio lógico preservado, resolve problemas oralmente.
Aspectos Afetivos/Sociais: Frustrado com a escrita, evita tarefas escritas, baixa autoeficácia.
Aspectos Psicomotores: Coordenação motora fina comprometida, lateralidade definida.
ALUNO 2 − 8 anos
Leitura: Leitura lenta, troca letras (p/b, t/d), dificuldade em palavras novas.
Escrita: Erros ortográficos fonológicos, omissões de letras.
Matemática: Dificuldade em sequências, mas conceitos numéricos adequados.
Aspectos Afetivos/Sociais: Ansioso, desiste rápido, diz "sou burro".
Aspectos Psicomotores: Bom desenvolvimento motor global e fino.
ALUNO 3 − 7 anos
Leitura: Não demonstra interesse, lê mecanicamente sem compreender.
Escrita: Copia, mas não produz textos próprios.
Matemática: Decora tabuada, mas não resolve problemas.
Aspectos Afetivos/Sociais: Apático, relata que "professor grita"; mãe analfabeta, família não valoriza a escola.
Aspectos Psicomotores: Desenvolvimento psicomotor adequado.
ALUNO 4 − 8 anos
Leitura: Leitura fluente, vocabulário rico.
Escrita: Escrita organizada e criativa.
Matemática: Não compreende situações-problema, erra operações simples.
Aspectos Afetivos/Sociais: Engajado em português, mas ansioso em matemática. Pai diz "matemática é difícil mesmo".
Aspectos Psicomotores: Ótimo desenvolvimento em todas as áreas.
OBS: Todos os alunos passaram por triagem auditiva e visual (resultados normais) e avaliação neurológica prévia sem diagnósticos médicos fechados.
A psicopedagoga Maria realizou uma avaliação diagnóstica com quatro alunos do 3º ano do Ensino Fundamental, registrando os dados na tabela. Analise os perfis e assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica CORRETA e a intervenção psicopedagógica adequada para cada caso.
A psicopedagoga Ana foi solicitada para avaliar as práticas pedagógicas de quatro professoras do 2º ano do Ensino Fundamental, considerando estratégias de aprendizagem e sistemas motivacionais implementados. Analise os dados coletados durante observação em sala de aula.
OBSERVAÇÃO DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS − 2º ANO EF
PROFESSORA 1
Estratégias de Ensino: Aulas expositivas, exercícios repetitivos, sem diferenciação.
Sistema Motivacional: Usa adesivos e balas como recompensa por comportamento. Motivação extrínseca.
Feedback aos Alunos: "Muito bem!", "Parabéns!" − elogios genéricos sem especificidade.
Vínculos Afetivos: Distante, pouca interação individual com alunos.
PROFESSORA 2
Estratégias de Ensino: Método tradicional rígido, sem participação dos alunos nas decisões.
Sistema Motivacional: Ameaças de punição, comparações negativas entre alunos.
Feedback aos Alunos: "Está errado!", "Presta atenção!" − foco apenas nos erros.
Vínculos Afetivos: Autoritária, clima de medo e ansiedade na sala.
PROFESSORA 3
Estratégias de Ensino: Problematização, trabalho colaborativo, uso de materiais concretos, estratégias metacognitivas (ensina a pensar sobre como aprende).
Sistema Motivacional: Valoriza curiosidade e autonomia, conecta conteúdos aos interesses dos alunos, promove desafios adequados ao nível de cada um.
Feedback aos Alunos: "Observe como você resolveu essa parte!", "Que estratégia você usou?" − feedback descritivo e específico.
Vínculos Afetivos: Calorosa, escuta ativa, conhece histórias individuais, mediação sensível.
PROFESSORA 4
Estratégias de Ensino: Atividades individualizadas, mas sem interação social.
Sistema Motivacional: Competição: "vamos ver quem termina primeiro", ranking de notas exposto.
Feedback aos Alunos: "Fulano foi melhor que você" − comparações entre alunos.
Vínculos Afetivos: Neutra, sem envolvimento emocional significativo.
Com base nos princípios de motivação da aprendizagem, desenvolvimento de estratégias de aprendizagem e construção do conhecimento mediado por afetos, qual professora demonstra práticas psicopedagógicas adequadas para favorecer o processo de ensino-aprendizagem?