Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa em pedagogia
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Mas nenhum artista, agora percebo, pode sentir-se satisfeito apenas com a arte. Há um desejo natural de reconhecimento e atenção pública, um anseio que, de tão ardente, é irrefutável.
CHRISTIE, Agatha. E não sobrou nenhum. São Paulo: Globo, 2014. p. 321.
Ao trabalhar esse trecho de narrativa policial com alunos do 8o ano do Ensino Fundamental, um professor pretende verificar se a turma compreendeu os efeitos de sentido produzidos pela combinação entre o advérbio “agora” e a forma verbal “percebo”, considerando que se trata de conteúdos aperfeiçoados ao longo do Ensino Fundamental - anos finais.
A fim de verificar a compreensão dos estudantes em relação à construção do posicionamento do enunciador, o professor deve propor que os alunos
Em especial, vale destacar que o trabalho com discussão oral, debate, propaganda, campanha e apresentação oral podem/devem se relacionar também com questões, temáticas e práticas próprias do campo de atuação na vida pública. Assim, as mesmas habilidades relativas a esses gêneros e práticas propostas para o Campo jornalístico-midiático e para o Campo das práticas de ensino e pesquisa devem ser aqui consideradas: discussão, debate e apresentação oral de propostas políticas ou de solução para problemas que envolvem a escola ou a comunidade e propaganda política. Da mesma forma, as habilidades relacionadas à argumentação e à distinção entre fato e opinião também devem ser consideradas nesse campo.
https://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#fundamental/lingua-portuguesa no-ensino-fundamental-anos-finais-praticas-de-linguagem-objetos-de conhecimento-e-habilidades acesso em 17.6.26
A partir da leitura do excerto acima, conclui-se que o trabalho com os gêneros orais na escola, em consonância com a BNCC, deve
ー Olha só, lá vai aquela garota que plantou mil árvores!
LINS E SILVA, Flavia. Diário de Pilar na Amazônia. Rio de Janeiro: Editora Pequena Zahar, 2023.
Ao utilizar esse trecho em uma atividade de produção textual com estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental, o professor pretende explorar o efeito das projeções futuras na continuidade narrativa. Para isso, a proposta de escrita deve
Esta história que eu vou contar aconteceu na minha rua.
Quer dizer, eu nem sei se aconteceu no duro, que ela parece umas histórias que a minha mãe inventa que é pra convencer a gente a se comportar bem, a arrumar o quarto direitinho, a não espalhar lixo por todo lado.
Mas quem contou não foi a mãe de ninguém, não.
Quem me contou foi o Armandinho, que ouviu da própria Xuxa, que era empregada na casa do Waldisney.
O Waldisney era um menino como todo mundo. Nem melhor, nem pior.
Era louco por videogame, por flocos de milho e por filme de pancadaria.
ROCHA, Ruth. O menino que quase morreu afogado no lixo. São Paulo: Salamandra, 2015.
Ao utilizar esse trecho em uma atividade de leitura, o professor do 3º ano do Ensino Fundamental pretende desenvolver a compreensão leitora dos estudantes, explorando como as intervenções do narrador contribuem para a construção de sentidos no texto. Nesse cenário, a prática pedagógica mais adequada consiste em
Copa do Mundo é tema de projeto pedagógico para ampliar o aprendizado na Educação Infantil. Com inspiração do torneio esportivo em sala de aula, iniciativa ajuda a desenvolver habilidades socioemocionais, ampliar o repertório cultural e tornar o aprendizado mais significativo. Por Maria Avelar - 11/06/2026
A Copa do Mundo é um dos eventos que mais mobilizam pessoas em diferentes países e culturas. Nas escolas, esse interesse natural das crianças pelo torneio pode se transformar em uma oportunidade pedagógica capaz de promover aprendizagens que vão muito além do futebol. Utilizando o tema como ponto de partida, educadores conseguem trabalhar conteúdos relacionados à diversidade cultural, linguagem, movimento, convivência, cidadania e habilidades socioemocionais.
https://gazetadasemana.com.br/noticia/285738
Inspirado pela proximidade da Copa do Mundo, um professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental propõe um projeto temático de letramento. Em uma das aulas, utiliza a notícia como texto de referência para desenvolver atividades de linguagem.
Considerando os objetivos do ensino de Língua Portuguesa nos Anos Iniciais, especialmente no contexto da alfabetização e do letramento, a proposta pedagógica mais adequada deve priorizar
https://www.aracaju.se.gov.br/agencia_de_noticias
Após a leitura da peça, o docente solicitou que explicassem a função dos elementos imagéticos em relação ao objetivo da campanha: Além das palavras, o cartaz utiliza imagens para transmitir uma mensagem. Expliquem qual é a importância dessas imagens para convencer as pessoas a higienizarem as mãos.
Ao analisar as respostas produzidas pelos estudantes, o professor identificou que a atividade permitiu verificar se eles compreenderam a função dos elementos imagéticos presentes na campanha em relação ao objetivo comunicativo do texto.
Nesse contexto, a aprendizagem esperada pelo professor corresponde à compreensão de que os elementos imagéticos
Ou se tem chuva e não se tem sol, ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo… e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo.
MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo - Edição comemorativa - 60 anos. Global Editora: São Paulo, 2024.
Ao utilizar o poema em uma atividade de leitura nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o professor pretende desenvolver, de forma articulada, a fluência leitora e a análise linguística. Para isso, a prática pedagógica mais adequada consiste em
Adaptado de MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001. p.93.
Com base nas concepções de oralidade, fala, escrita e letramento apresentadas no excerto, assinale a prática pedagógica que melhor traduz essas ideias no contexto dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Ora, a mera oralidade não caracteriza pedagogicamente a atividade de uso da linguagem em situações formais e informais de comunicação oral.
Adaptado de TEIXEIRA, Lucia. Gêneros orais na escola. In: https://doi.org/10.1590/S2176-45732012000100014
Considerando as críticas apresentadas no excerto sobre o trabalho com os gêneros orais na escola, é correto afirmar que o professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental deve
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003. p. 279
A concepção de gêneros discursivos apresentada por Bakhtin implica que o ensino de Língua Portuguesa deve considerar a linguagem em seus contextos de uso. Nessa perspectiva, assinale a prática pedagógica mais coerente com esse entendimento.
( ) A leitura, nos Anos Iniciais, deve possibilitar à criança interagir com diferentes gêneros textuais, ampliando gradativamente suas capacidades de interpretação, análise e construção de sentidos.
( ) A produção textual constitui prática social que favorece o desenvolvimento da linguagem escrita, permitindo ao aluno organizar ideias, comunicar experiências e considerar o interlocutor e a finalidade do texto.
( ) O trabalho pedagogico com leitura e escrita nos Anos Iniciais prioriza predominantemente a reprodução mecânica de estruturas linguísticas, em razão da necessidade de consolidação técnica do código escrito.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
I. A consciência fonológica reúne habilidades distintas, relacionadas a palavras, sílabas, rimas e fonemas.
II. A segmentação fonêmica plenamente desenvolvida deve anteceder o contato sistemático com a escrita alfabética.
III. A apropriação do sistema de escrita e o desenvolvimento de habilidades fonológicas influenciam-se reciprocamente.
IV. O bom desempenho em atividades de rima comprova que a criança compreendeu como a escrita alfabética representa a fala.
Assinale a alternativa correta.
● BNC para “boneca”.
● CVL para “cavalo”.
● PRLT para “pirulito”.
● SOL para “sol”, explicando que uma palavra não poderia ser escrita com uma única letra.
Com base na Psicogênese da Língua Escrita, de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, esses registros indicam:
Sobre o texto acima em relação ao uso de livros didáticos, é correto afirmar em relação ao comentário da personagem que:
Discussão – o que é isso?
A palavra discussão tem sentido bastante controverso: tanto pode indicar a hostilidade de um confronto insanável (“a discussão entre vizinhos acabou na delegacia”) como a operação necessária para se esclarecer um assunto ou chegar a um acordo (“discutiram, discutiram e acabaram concordando”). Mas o que toda discussão supõe, sempre, é a presença de um outro diante de nós, para quem somos o outro. A dificuldade geral está nesse reconhecimento a um tempo simples e difícil: o outro existe, e pode estar certo, sua posição pode ser mais justa do que a minha.
Entre dois antagonistas há as palavras e, com elas, os argumentos. Uma discussão proveitosa deverá ocorrer entre os argumentos, não entre as pessoas dos contendores. Se eu trago para uma discussão meu juízo já estabelecido sobre o caráter, a índole, a personalidade do meu interlocutor, a discussão apenas servirá para a exposição desses valores já incorporados em mim: quero destruir a pessoa, não quero avaliar seu pensamento. Nesses casos, a discussão é inútil, porque já desistiu de qualquer racionalização.
As formas de discussão têm muito a ver, não há dúvida, com a cultura de um povo. Numa sociedade em que as emoções mais fortes têm livre curso, a discussão pode adotar com naturalidade uma veemência que em sociedades mais “frias” não teria lugar. Estão na cultura de cada povo os ingredientes básicos que temperam uma discussão. Seja como for, sem o compromisso com o exame atento das razões do outro, já não haverá o que discutir: estaremos simplesmente fincando pé na necessidade de proclamar a verdade absoluta, que seria a nossa. Em casos assim, falar ao outro é o mesmo que falar sozinho, diante de um espelho complacente, que refletirá sempre a arrogância da nossa vaidade.
(COSTA, Teobaldo, inédito)
Entendendo-se a Linguagem como instrumento de interação social num contexto civilizado, deve-se incutir tal processo no âmbito de ensino-aprendizagem de forma ampla. Assim, diante do que fora exposto no texto IV enquanto mensagem, compreende-se que o ato de “discutir”