Questões de Concurso Sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa  em pedagogia

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Q4137363 Pedagogia
Magda Soares é uma autora brasileira que critica a concepção tradicional de alfabetização. Para a autora, essa ideia produz um ensino mecânico e ineficaz, pois a escrita é sempre uma prática social, e não uma tecnologia neutra. Nessa perspectiva, a falha do modelo tradicional de ensino do português reside em não tratar o domínio da escrita como
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Q4137358 Pedagogia
Leia os textos a seguir.
É enorme o progresso que tem sido feito nos últimos cinquenta anos e hoje sabemos muito mais sobre o que as crianças fazem quando adquirem uma língua. Temos hoje formas cada vez mais sofisticadas de testar o conhecimento linguístico e não linguístico disponível às crianças desde a mais tenra idade.
QUADROS, Ronice Müller de; FINGER, Ingrid. As teorias de aquisição da linguagem. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2013.
Costuma-se acreditar que aquisição e aprendizagem são dois processos distintos. Enquanto o primeiro seria um processo natural, espontâneo, o segundo dependeria de uma intervenção planejada, com base em métodos específicos. Assim, o professor assume o papel de um transmissor de conteúdos pré-selecionados e organizados.
SALEH, Pascoalina Bailon de Oliveira. Aquisição de linguagem e ensino de língua materna: um lugar para a subjetividade. Disponível em: Uniletras, Ponta Grossa, v. 30, n. 1, p. 157-172, jan./jun. 2008. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/uniletras/article/view/192/190. Acesso em: 28 nov. 2025.
Os documentos oficiais para o ensino de língua portuguesa estão assentados em uma perspectiva de língua/linguagem que é diametralmente oposta à concepção que coloca o professor como transmissor da língua a ser aprendida pelo aluno. Embora rechaçada pelas modernas teorias linguísticas, a perspectiva aquisicional da linguagem que ainda se faz presente nas salas de aula voltada para o ensino de língua é
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Q4137355 Pedagogia
Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4

A importância e o valor dos usos da linguagem são determinados historicamente segundo as demandas sociais de cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leitura e de escrita diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais até há bem pouco tempo e tudo indica que essa exigência tende a ser crescente. A necessidade de atender a essa demanda obriga à revisão substantiva dos métodos de ensino e à constituição de práticas que possibilitem ao aluno ampliar sua competência discursiva na interlocução. Nessa perspectiva, não é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino as que decorrem de uma análise de estratos letras/fonemas, sílabas, palavras, sintagmas, frases que, descontextualizados, são normalmente tomados como exemplos de estudo gramatical e pouco têm a ver com a competência discursiva. Dentro desse marco, a unidade básica do ensino só pode ser o texto.

BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental. Língua Portuguesa. Brasília, 1998, p. 23.
O texto 4 direciona para uma revisão metodológica do ensino da língua portuguesa, de modo que o ensino do idioma se afaste do estudo de unidades descontextualizadas em favor do texto como unidade básica de comunicação. Esse direcionamento, que possui alinhamento com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), tem como meta
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Q4137354 Pedagogia
Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4

A importância e o valor dos usos da linguagem são determinados historicamente segundo as demandas sociais de cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leitura e de escrita diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais até há bem pouco tempo e tudo indica que essa exigência tende a ser crescente. A necessidade de atender a essa demanda obriga à revisão substantiva dos métodos de ensino e à constituição de práticas que possibilitem ao aluno ampliar sua competência discursiva na interlocução. Nessa perspectiva, não é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino as que decorrem de uma análise de estratos letras/fonemas, sílabas, palavras, sintagmas, frases que, descontextualizados, são normalmente tomados como exemplos de estudo gramatical e pouco têm a ver com a competência discursiva. Dentro desse marco, a unidade básica do ensino só pode ser o texto.

BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental. Língua Portuguesa. Brasília, 1998, p. 23.
O Texto 4, ao direcionar para a ampliação da competência discursiva do aluno e para a adoção do texto como unidade básica do ensino, alinha-se à concepção sociointeracionista de linguagem. Nessa perspectiva, o instrumento pedagógico que permite ao aluno agir socialmente, dominando as condições de produção e circulação dos enunciados na interlocução, é de
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Q4137352 Pedagogia
Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3

Muitas e urgentes são as razões sociais que justificam o empenho da escola por um ensino da língua cada vez mais útil e contextualmente significativo. Sabemos quanto a incompetência atribuída à escola está ligada a conflitos com a linguagem (cf. Soares, 1987), a percepções distorcidas e míticas acerca do que seja o fenômeno linguístico (cf. Bagno, 1999, 2000). Sabemos quanto nos aflige a seletividade, a manutenção da estrutura de classes e a reprodução da força de trabalho (cf. Carraher, 1986) que, incondicionalmente, decorrem também dessa incompetência e dessas distorções. Sabemos que a educação escolar é um processo social, com nítida e incontestável função política, com desdobramentos sérios e decisivos para o desenvolvimento global das pessoas e da sociedade. Sentimos na pele que não dá mais para "tolerar" uma escola que, por vezes, nem sequer alfabetiza (principalmente os mais pobres) ou que, alfabetizando, não forma leitores nem pessoas capazes de expressar-se por escrito, coerente e relevantemente, para, assumindo a palavra, serem autores de uma nova ordem das coisas. É, pois, um ato de cidadania, de civilidade da maior pertinência, que aceitemos, ativamente e com determinação, o desafio de rever e de reorientar a nossa prática de ensino da língua.

ANTUNES, Irandé. Refletindo sobre a prática da aula de português. In ANTUNES, Irandé Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola, 2003.
À luz das teorias contemporâneas de ensino de língua portuguesa, a crítica que está presente no Texto 3 refere-se à predominância, em sala de aula, de uma prática pedagógica que reduz a língua à concepção de gramática
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Q4135591 Pedagogia
Em relação às orientações legais e conceituais vigentes sobre a alfabetização e o letramento nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, analise as assertivas a seguir:

I. A BNCC estabelece que a ação pedagógica, nos primeiros anos do Ensino Fundamental, deve priorizar a alfabetização, articulando-a às práticas de letramento e aos demais componentes curriculares.
II. Os processos para que alguém se torne alfabetizado envolvem a codificação e decodificação dos fonemas em grafemas ou letras, por meio do desenvolvimento de uma consciência fonológica e do conhecimento do alfabeto em seus vários formatos, como letras imprensas e cursivas, maiúsculas e minúsculas.
III. Sob a perspectiva conceitual contemporânea, alfabetização e letramento são compreendidos como etapas independentes, de modo que o trabalho com os usos sociais da escrita só deve ocorrer após a consolidação do domínio do sistema alfabético.

Quais estão corretas? 
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Q4133521 Pedagogia
Uma professora de 1.º ano do Ensino Fundamental I, ao analisar as produções escritas de seus alunos, observa que João escreve a palavra GATO como "GATU", utilizando sistematicamente uma letra para cada sílaba percebida, com correspondência sonora reconhecível. Rafael, por sua vez, já diferencia letras de sílabas e escreve "GAATO", buscando representar os sons de maneira mais precisa, mas ainda sem domínio pleno das convenções ortográficas. Com base nas hipóteses da psicogênese da língua escrita de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, a análise precisa sobre os níveis de escrita evidenciados por João e Rafael, respectivamente, é:
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Q4126110 Pedagogia

Texto 03






(MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. p. 136).

No que tange à avaliação das produções textuais orais e escritas em sala de aula, a BNCC orienta que: 
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Q4126109 Pedagogia

Texto 03






(MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. p. 136).

Conforme o que se enuncia no primeiro período do texto 03, durante os anos finais do ensino fundamental, amplia-se a diversidade de interlocutores com os quais o aluno passa a interagir. Assim sendo, assinale a alternativa em que a habilidade apresentada está mais diretamente ligada a esse aspecto particular dos anos finais do ensino fundamental.
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Q4126108 Pedagogia

Texto 03






(MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. p. 136).

Acerca do enriquecimento das habilidades e competências relativas à oralidade na escola e do conhecimento linguístico prévio do discente, é correto afirmar somente que:
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Q4122243 Pedagogia
A educadora Magda Soares defende em seu livro “letramento: um tema em três gêneros” que a alfabetização deve estar atrelada a um processo de letramento. Segundo a professora, o letramento é o estado ou condição que assume aquele que aprende a ler e escrever, onde tal aquisição é uma conquista social, política, linguística, cognitiva e cultural e tem implicações na sua relação com seu grupo social e suas aplicações. De acordo com autora acima citada, marque a alternativa incorreta em relação ao letramento: 
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Q4118028 Pedagogia
Conforme preconiza a Base Nacional Comum Curricular, a alfabetização das crianças deve ser o foco dos 
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Q4118021 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) fixa textualmente as competências específicas em Língua Portuguesa que os estudantes devem adquirir ao longo do Ensino Fundamental. Entre as competências elencadas pela BNCC, estão: 
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Q4117689 Pedagogia
A linguista brasileira Roxane Rojo concebe o letramento como um processo de aprendizagem que está intimamente ligado ao uso social da linguagem, de forma que o ensino da leitura deve estar em sintonia com os propósitos do letramento. No processo de ensino e aprendizagem do Português, a prática do letramento favorece
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Q4117688 Pedagogia
Texto 7


Nesse sentido, ao investigar e ao transpor para o ensino a oralidade de modo mais geral ou um gênero oral em específico, é essencial contemplar os vários sistemas e explorar como eles impactam na construção dos sentidos dos textos e dos discursos.

MAGALHÃES, T. G.; BUENO, L.; STORTO, L. J.; COSTA-MACIEL, D. A. G. Um decálogo para a inserção da oralidade na formação docente. Veredas – Revista de Estudos Linguísticos, v. 26, n. 1, 2022. [Adaptado].
Acerca do ensino da linguagem oral na escola, o docente deve considerar a importância
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Q4117687 Pedagogia
Texto 7


Nesse sentido, ao investigar e ao transpor para o ensino a oralidade de modo mais geral ou um gênero oral em específico, é essencial contemplar os vários sistemas e explorar como eles impactam na construção dos sentidos dos textos e dos discursos.

MAGALHÃES, T. G.; BUENO, L.; STORTO, L. J.; COSTA-MACIEL, D. A. G. Um decálogo para a inserção da oralidade na formação docente. Veredas – Revista de Estudos Linguísticos, v. 26, n. 1, 2022. [Adaptado].
Os alunos precisam ter consciência do modo como os recursos dos textos orais impactam na produção dos sentidos. Diante disso, o professor precisa 
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Q4117686 Pedagogia
Leia o texto a seguir.

Invertemos o jogo, começando pela formulação de perguntas, para as quais juntos buscaremos as respostas. O tratamento da língua materna tem esse objetivo maior entre seus falantes: provocar a indagação, desenvolver o espírito crítico que se espera de cidadãos de uma democracia.
CASTILHO, A. T. de; ELIAS, V. M. Pequena gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2012. [Adaptado].

Com base na leitura do texto 6, infere-se que o ensino da língua deve promover, sobretudo, o espírito crítico entre os alunos, em vez de apenas oferecer respostas prontas ou regras fixas, como ocorre no processo tradicional. Nesse sentido, na escola, o ensino de gramática deve
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Q4117685 Pedagogia
Texto 6


Enfatizando a natureza histórica e social da língua, dos sujeitos e das interações verbais, [João Wanderley Geraldi] considera fundamental compreender o trabalho linguístico (dos sujeitos) como atividade constitutiva, em que se entrecruzam produção histórica e social de sistemas de referências e de operações discursivas. Nesse âmbito, por sua vez, há ações que se fazem com a linguagem e sobre a linguagem, assim como há ações da linguagem sobre os sujeitos. Trata-se, assim, de distinguir, nesses níveis de ação, os diferentes níveis de reflexão: atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas; e, nesse trabalho linguístico, que ocorre sempre em determinada situação histórico-social – espaço de relações interlocutivas – produzem-se discursos necessariamente significativos. [...] a especificidade do ensino da língua encontra-se, portanto, no trabalho com o texto, compreendido sempre como uma atividade de produção de sentidos [...].

SILVA, L; FERREIRA, N; MORTATTI, M. (Orgs.). O texto na sala de aula: um clássico sobre o ensino de língua portuguesa. Campinas: Autores Associados, 2014. Adaptado.
A linguista brasileira Irandé Antunes enfatiza que o uso do texto em sala de aula é um pretexto para análise frasal à luz da gramática normativa. Tal ação, segundo a pesquisadora, configura um equívoco quanto ao modo de agenciar atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas. A distinção entre a aula de gramática e a aula de análise linguística reside no fato de a primeira 
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Q4117684 Pedagogia
Texto 6


Enfatizando a natureza histórica e social da língua, dos sujeitos e das interações verbais, [João Wanderley Geraldi] considera fundamental compreender o trabalho linguístico (dos sujeitos) como atividade constitutiva, em que se entrecruzam produção histórica e social de sistemas de referências e de operações discursivas. Nesse âmbito, por sua vez, há ações que se fazem com a linguagem e sobre a linguagem, assim como há ações da linguagem sobre os sujeitos. Trata-se, assim, de distinguir, nesses níveis de ação, os diferentes níveis de reflexão: atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas; e, nesse trabalho linguístico, que ocorre sempre em determinada situação histórico-social – espaço de relações interlocutivas – produzem-se discursos necessariamente significativos. [...] a especificidade do ensino da língua encontra-se, portanto, no trabalho com o texto, compreendido sempre como uma atividade de produção de sentidos [...].

SILVA, L; FERREIRA, N; MORTATTI, M. (Orgs.). O texto na sala de aula: um clássico sobre o ensino de língua portuguesa. Campinas: Autores Associados, 2014. Adaptado.
O ensino da produção textual, a partir da proposta de João Wanderley Geraldi, é dialógico, reflexivo, interativo e focado no desenvolvimento da capacidade do aluno de agir como sujeito da linguagem. Nesse sentido, o papel do professor, no ensino da escrita, é de 
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Q4117679 Pedagogia
Texto 4

Os modalizadores são as marcas linguísticas responsáveis pela sinalização da atitude do sujeito falante em relação a seu próprio enunciado. Os principais tipos de modalidades apontados pela Lógica são a indicação de necessidade ou possibilidade, certeza ou incerteza, obrigatoriedade ou nãoobrigatoriedade. Cada tipo de modalizador linguístico, produz um efeito de sentido e expressa uma determinada intenção por parte do autor.

KOCH, I. V. Introdução à linguística textual: trajetória e grandes temas. São Paulo: Contexto, 2015.
Ciente de que a concepção de língua/linguagem adotada pelo professor incidirá no modo como o Português será ensinado aos alunos, é possível indicar que o trabalho com os modalizadores está mais alinhado com a concepção de língua/linguagem entendida como
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Respostas
1: B
2: C
3: B
4: D
5: D
6: C
7: B
8: B
9: D
10: D
11: D
12: A
13: A
14: D
15: C
16: A
17: B
18: C
19: A
20: B