Questões de Concurso Sobre teorias e práticas para o ensino de história em pedagogia

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Q3783860 Pedagogia
O trabalho com História na escola busca desenvolver a capacidade do aluno de compreender diferentes experiências humanas e reconhecer que os acontecimentos são interpretados de maneiras diversas. Para isso, o professor utiliza fontes, promove comparações e incentiva o aluno a relacionar passado e presente. Esse processo contribui para ampliar o entendimento da realidade social. Nesse sentido, qual opção representa a principal finalidade desse ensino?
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Q3782192 Pedagogia
Qual deveria ser, então, o novo modelo para a História? Que perguntas deveríamos fazer ao nosso passado, ao nosso presente e ao nosso futuro? Qual poderá ser a tábua à qual possamos nos agarrar diante desse naufrágio dos vários modelos?
A resposta de François Hartog lança uma luz penetrante para reorganizarmos nossa maneira de estudar e de ensinar a História. Diz ele que precisamos nos basear em dois princípios:
1. edificar o próprio ponto de vista tão explicitamente quanto possível e
2. realizar sempre uma abordagem comparativa. Trata-se, portanto, de ensinar aos alunos não a contemplar o “edifício da História” como algo já pronto, mas de ensinar-lhes a edificar o próprio edifício.
(Rafael Ruiz, Novas formas de abordar o ensino de História. Em: Leandro Karnal, História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015. Adaptado)
Segundo o artigo citado, ensinar a edificar o próprio ponto de vista histórico significa, entre outros pontos, ensinar a
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Q3782184 Pedagogia
A BNCC-História enuncia, para o 7° ano, resumidamente, as seguintes temáticas: 
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Q3764970 Pedagogia
A partir da década de 1980, o ensino de História no Brasil passou a ser repensado por meio de pesquisas que questionavam sua função e caráter ideológico. Em relação a esse processo, analise as afirmações a seguir.

I – A história do ensino de História tem sido objeto de estudos de vários pesquisadores brasileiros, notadamente a partir da década de 80 do século passado, quando se debatia a reforma curricular que visava substituir os Estudos Sociais pela História e Geografia.
II – A História escolar é apresentada por essas pesquisas com abordagens diferentes, predominando uma análise preocupada em denunciar o caráter ideológico da disciplina e a forma pela qual o poder institucional manipula ou tem o poder de manipular o ensino, submetendo-o aos interesses de determinados setores da sociedade.

Assinale a alternativa correta:
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Q3753556 Pedagogia
O patrimônio cultural, material e imaterial, expressa memórias, identidades e relações de pertencimento de diferentes coletividades. No ensino de História, sua abordagem deve evitar visões restritas a monumentos oficiais, contemplando também festas, saberes, línguas, culinárias e práticas de grupos diversos. Ao reconhecer e preservar tais referências, a escola promove educação patrimonial e respeito às diferenças. Qual abordagem melhor promove essa valorização?
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Q3753554 Pedagogia
Ao problematizar conflitos, permanências e mudanças, o ensino de História contribui para que os estudantes compreendam direitos, deveres e mecanismos de participação social. O acesso crítico a diferentes fontes e narrativas incentiva o reconhecimento da pluralidade cultural e das desigualdades históricas. Nessa direção, a cidadania é entendida como exercício cotidiano, informado por valores democráticos e pela leitura de contextos. Considerando essa articulação entre conhecimento histórico e vida pública, a prática historiadora na educação básica está associada a que dimensão social?
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Q3753548 Pedagogia
Os direitos humanos foram historicamente construídos por meio de resistências e mobilizações coletivas, envolvendo enfrentamentos ao racismo, à escravidão e a outras formas de opressão. Em sala de aula, o estudo dessas lutas requer metodologias que valorizem vozes subalternizadas e problematizam desigualdades persistentes. Ao reconhecer a diversidade étnica e cultural, a escola fortalece práticas democráticas e a participação política. Nesse sentido, como essa abordagem deve ser conduzida no ensino de História?
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Q3750925 Pedagogia

A pintura A Guerra dos Palmares (1955), do artista plástico, desenhista, ilustrador e cartunista paulistano Manoel Victor de Azevedo Filho (1927–1995), representa uma cena idealizada de resistência do Quilombo dos Palmares contra forças coloniais portuguesas. Em anos recentes, imagens semelhantes vêm sendo manipuladas digitalmente mediante o uso da Inteligência Artificial e reapresentadas em redes sociais como se retratassem conflitos contemporâneos em favelas brasileiras. Segundo reportagem da BBC (2024), deepfakes e reconstruções visuais adulteradas passaram a alimentar desinformação histórica, reforçando narrativas racistas, violentas ou anacrônicas sobre grupos sociais negros, indígenas e periféricos. Em uma sala de aula do ensino fundamental, uma versão dessa pintura circula entre estudantes, agora editada digitalmente para representar guerrilheiros de Palmares enfrentando policiais armados no Complexo do Alemão, em um suposto evento datado de 2025.


Imagem associada para resolução da questão

 Figura 2. A Guerra dos Palmares. Manuel Vítor. óleo sobre tela. (1955)


Considerando o papel do ensino de História, o uso pedagógico de fontes visuais e os riscos associados ao uso de Inteligência Artificial na produção de desinformação, negacionismos científicos e historiográficos, marque a alternativa correta:

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Q3750920 Pedagogia

Nos últimos anos, o ensino de História no Estado do Ceará passou por reformulações curriculares alinhadas à BNCC, buscando garantir uma formação crítica, plural e democrática. Esses referenciais orientam o trabalho pedagógico em municípios como Mauriti, reforçando a importância de práticas que valorizem a diversidade cultural, os movimentos históricos de populações afro-brasileiras e indígenas e as relações humanas no tempo e no espaço. Essas novas perspectivas favorecem que os estudantes compreendam sua territorialidade, sua corporeidade e as dimensões propositivas da sua identidade e inserção no meio, dialogando com realidades locais, regionais, nacionais e globais, e reconheçam as dinâmicas sociais como construções históricas atravessadas por disputas, resistências e transformações.


Considerando essas diretrizes e os princípios pedagógicos presentes no currículo estadual cearense, identifique a alternativa que expressa adequadamente uma competência específica do ensino de História no Ensino Fundamental:

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Q3745961 Pedagogia
O desenvolvimento do pensamento crítico no ensino de História é fundamental para que os estudantes compreendam as múltiplas interpretações sobre os acontecimentos passados. Nesse contexto, a prática docente deve priorizar estratégias que possibilitem aos alunos: 
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Q3734221 Pedagogia
Segundo os documentos curriculares nacionais, o ensino de História na Educação Básica deve promover a compreensão das múltiplas temporalidades, das relações sociais e dos processos históricos, estimulando o pensamento crítico dos alunos sobre a realidade.

Considerando esse objetivo, assinale a alternativa que expressa corretamente a função do ensino de História:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711553 Pedagogia
Quantos de nós podemos imaginar alguma população não europeia sem o pano de fundo de uma dominação global, que agora nos parece predeterminada? E como poderão o Haiti ou a escravidão ou o racismo ser mais do que meras notas descabidas no rodapé dessa ordem narrativa?
TROUILLOT, M.-R. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Curitiba: Huya, 2016.

A Revolução do Haiti (1791-1804) é considerada a primeira rebelião vitoriosa de pessoas escravizadas nas Américas, culminando na emancipação do país e na extinção da escravidão. Sob a liderança de Toussaint Louverture, o movimento destacou-se pela atuação central dos africanos e afrodescendentes na formação de um Estado soberano. O historiador Michel-Rolph Trouillot investiga como as narrativas históricas eurocêntricas e coloniais frequentemente invisibilizam esse movimento, seus agentes e suas contribuições para a trajetória global. Em uma aula, o professor propôs um debate sobre a Revolução do Haiti. Com base no texto, ele solicitou aos estudantes uma reflexão sobre o teor das narrativas. Essa proposta didática objetivou
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711548 Pedagogia
Ensinar História é ensinar o seu próprio método, e eu achava isso exagerado. Sempre pensei que essa frase era muito restritiva, mas, se a entendermos como o mínimo do ensino de História — ou seja, como a necessidade de aprender o método histórico e aplicá-lo na vida —, então faz sentido. Se eu me encontrasse em uma situação especial, de emergência ou urgência, e só pudesse escolher uma única coisa de História para ensinar aos alunos, eu não ensinaria a Independência do Brasil, o Descobrimento ou a Revolução Francesa. Em vez disso, ensinaria: como se faz História? Como os historiadores produzem história, e como podemos praticar isso? Essa é a grande contribuição da história para a cidadania — embora não seja a única. O essencial é trabalhar com o método, aprender a lidar com ele. Basicamente, o método histórico consiste em nos perguntarmos: isso que tenho aqui é real ou inventado? Quem disse isso? Quando foi dito? Por quê? Qual foi o motivo para que isso se tornasse um documento?

BONETE JR., W.; MANKE, L. S.; SZLACHTA JR., A. M. Ensino de história:
disputas de narrativas, negacionismos e consciência histórica.
Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História,
Memória & Cultura, n. 32, 2025 (adaptado).

Um professor de História, ao ministrar uma aula sobre a Segunda Guerra Mundial, foi interpelado por alguns estudantes sobre uma informação de um perfil de uma rede social que nega os dados históricos acerca do holocausto judaico. Diante do negacionismo, dialogando com os desafios e dilemas do ensino e da pesquisa em História do tempo presente, apontados no texto, o professor precisa
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711541 Pedagogia
As produções audiovisuais Ms. Marvel (2022) e Star Wars (1977-1983) exemplificam como as mídias estadunidenses e ocidentais interpretam processos históricos asiáticos, destacando a resistência de povos com recursos limitados diante de grandes impérios. Em Ms. Marvel, a partição da Índia é apresentada como uma tragédia derivada do imperialismo britânico, revelando as lutas de populações deslocadas e fragmentadas que resistiram com aquilo que tinham: identidade, memória e redes comunitárias. Já Star Wars adapta, em chave ficcional, a experiência de povos como os vietnamitas que, com armas mais simples, enfrentaram uma potência imperial altamente tecnologizada. A Aliança Rebelde pode ser interpretada como uma metáfora dos vietcongues: grupos organizados que, apesar da precariedade material, utilizaram estratégias de guerrilha e resistência popular contra um império opressor. A cultura midiática ocidental frequentemente projeta esses conflitos em narrativas que reforçam certos valores e perspectivas hegemônicas, transformando resistências históricas reais em metáforas adaptadas aos imaginários do público ocidental.
Com base na análise das fontes audiovisuais citadas, uma professora de História, do Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), solicitou aos estudantes que produzissem um podcast acerca da resistência vietnamita. A atividade teve como objetivo identificar o(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711538 Pedagogia
Sempre foi máxima inalteravelmente praticada em todas as Nações, que conquistaram novos domínios, introduzir logo nos povos conquistados o seu próprio idioma, por ser indisputável, que este é um dos meios mais eficazes para desterrar dos povos rústicos a barbaridade dos seus antigos costumes; e ter mostrado a experiência, que ao mesmo passo, que se introduz neles o uso da língua do príncipe, que os conquistou, se lhes radica também o afeto, a veneração, e a obediência ao mesmo príncipe. Observando pois todas as Nações polidas do mundo, este prudente, e sólido sistema, nesta conquista se praticou tanto pelo contrário, que só cuidaram os primeiros Conquistadores estabelecer nela o uso da língua, que chamaram geral; invenção verdadeiramente abominável, e diabólica, para que privados os Índios de todos aqueles meios, que os podiam civilizar, permanecessem na rústica, e bárbara sujeição, em que até agora se conservavam. Para desterrar esse perniciosíssimo abuso, será um dos principais cuidados dos diretores, estabelecer nas suas respectivas povoações o uso da língua portuguesa, não consentindo por modo algum, que os meninos, e as meninas, que pertencerem às escolas, e todos aqueles Índios, que forem capazes de instrução nesta matéria, usem da língua própria das suas Nações, ou da chamada geral; mas unicamente da portuguesa, na forma, que Sua Majestade tem recomendado em repetidas ordens, que até agora se não observaram com total ruína espiritual, e temporal do estado.

MENDONÇA FURTADO. Diretório que se deve observar nas Povoações dos Índios do Pará, e Maranhão, enquanto Sua Majestade não mandar o contrário (1755).

Disponível em: www2.senado.leg.br. Acesso em: 26 maio 2025.
Uma professora de História utilizou essa fonte para abordar a imposição da língua portuguesa aos povos indígenas do Pará e Maranhão no século XVIII. Nessa proposta didática, a interpretação da fonte e a metodologia para promover a autonomia do estudante, respectivamente, são
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711535 Pedagogia
Um professor propõe que os estudantes analisem os impactos da criação do Estado de Israel sobre a população palestina e elaborem propostas de intervenção que considerem direitos humanos e diversidade de narrativas históricas. Essa proposta didática contribui para o desenvolvimento da autonomia do estudante ao
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711532 Pedagogia

TEXTO 1

 

TEIXEIRA, V. In: ANTUNES. R. (Org.). Riqueza e miséria do


trabalho no Brasil IV: trabalho digital, autogestão e expropriação da vida.


São Paulo: Boitempo, 2019.



TEXTO 2


A crise da sociedade salarial surge com o declínio da hegemonia taylor-fordista, com a reestruturação produtiva, fundada na flexibilização das relações de trabalho, no contexto de globalização da economia, levando à desestruturação dos arranjos sociais anteriores. As reformas que surgem visam diminuir os custos do trabalho, fragilizando a condição salarial, alastrando a precariedade do emprego, como contrato por tempo determinado, tempo parcial, trabalho temporário e subcontratos. O trabalho perde seu poder de integrar socialmente e garantir as proteções sociais. Observe-se que, se essa “propriedade social” não chegou a se consolidar satisfatoriamente no Brasil, pelo menos os trabalhadores já tiveram seus direitos mais protegidos que no momento atual, em que a reforma trabalhista vem coroar o desmonte progressivo da legislação trabalhista, guiado pelo ideário ultraliberal. A reestruturação do capitalismo global desemboca em uma nova morfologia do trabalho da qual emerge, entre outros fenômenos, o proletariado submetido à hegemonia das tecnologias digitais, principalmente na área de serviços, onde a figura do “trabalhador uberizado” toma a frente da cena. Seus efeitos são a degradação das relações de trabalho, já precedida pela série de precarizações, como a terceirização, a desregulamentação das relações de trabalho, ancoradas no discurso enganoso do empreendedorismo, no assédio crescente, no adoecimento, na ausência de proteção sindical ou de formas de organização solidária entre eles.


ARAÚJO, J. N. G. Neoliberalismo e horizontes da precarização do trabalho.


Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, n. 1, 2020 (adaptado).

Na aula de História, um professor solicitou aos estudantes debater o tema das condições de trabalho contemporâneo com finalidade de elaborar uma nuvem de palavras. Na sequência, pediu que analisassem a charge e o texto. Considerando a temática, a estratégia didática adotada pelo professor objetivou identificar o(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711526 Pedagogia

TEXTO 1


Imagem associada para resolução da questão


 Ramsés II oferecendo tecidos ao deus hieracocéfalo Montu. Representação de uma


das salas do tesouro (sul) do Templo Grande, em Abu Simbel.


SALES, J. C. Poder e iconografia no antigo Egipto.


Lisboa: Livros Horizonte, 2008.



TEXTO 2


Na tradição do Egito Antigo, o mundo foi criado a partir de um caos primordial, habitado por deuses que continham o potencial de gerar ordem. Mesmo após a criação, esse caos continuava existindo fora dos limites do Egito, como uma ameaça à estabilidade e à vida. Diante disso, cabia ao faraó a missão essencial de manter essas forças afastadas, garantindo a ordem cósmica. O culto egípcio era sempre oficial: os templos integravam o Estado, os sacerdotes atuavam como funcionários, e apenas o faraó era considerado o verdadeiro oficiante, representando toda a humanidade nas oferendas e rituais que asseguravam o equilíbrio do mundo.


CARDOSO, C. F. Deuses, múmias e ziggurats: uma comparação das religiões antigas do Egito e da Mesopotâmia.


Porto Alegre: EdiPUCRS, 1999 (adaptado).



Ao elaborar um plano de aula sobre o Egito Antigo que incentive a autonomia e a construção do pensamento crítico pelos estudantes de uma turma do Ensino Fundamental, o professor deve

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711522 Pedagogia
A arte Kusiwa, expressão gráfica e corporal do povo Wajãpi, no Amapá, foi oficialmente reconhecida, em 2002, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil por sua relevância simbólica, estética e identitária. O processo foi instruído com ampla documentação, incluindo um catálogo e um vídeo educativo, que detalham a riqueza visual e cosmológica dessa tradição indígena. A arte Kusiwa — termo com o qual nomeiam sua tradição gráfica — transcende a mera decoração. Ela integra pintura corporal, cerâmica, cestaria e outros objetos, sempre com padrões reconhecíveis que carregam significados míticos e cosmológicos. A origem dos padrões remonta à tradição oral, segundo a qual, no tempo dos ancestrais, não havia distinção entre seres. Foi mediante uma grande festa, narrada nos mitos, que o demiurgo Janejar separou humanos e animais, e os padrões visuais passaram a expressar essas diferenças. A arte, portanto, é um sistema de conhecimento que articula estética, espiritualidade, natureza, memória e saberes práticos.

Disponível em: http://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 13 maio 2025 (adaptado).
Durante uma aula sobre patrimônio imaterial, o professor apresentou as pinturas corporais tradicionais dos Wajãpi, destacando a importância de compreender tais práticas no contexto histórico desse grupo étnico. O uso dessas pinturas possibilita
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711516 Pedagogia

TEXTO 1


Imagem associada para resolução da questão


 FEDERICI, S. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva.


São Paulo: Elefante, 2017.



TEXTO 2


Nas cidades medievais, as mulheres trabalhavam como ferreiras, açougueiras, padeiras, candeleiras, chapeleiras, cervejeiras, cardadeiras de lã e comerciantes. Em Frankfurt, havia aproximadamente duzentas ocupações nas quais participavam entre 1 300 e 1 500 mulheres. Na Inglaterra, 72 das 85 guildas incluíam mulheres entre seus membros. Algumas guildas, incluindo a da indústria da seda, eram controladas por elas; em outras, a porcentagem de trabalho de mulheres era tão alta quanto a dos homens. No século XIV, as mulheres também estavam tornando-se professoras escolares, bem como médicas e cirurgiãs, e começavam a competir com homens formados em universidades, obtendo em certas ocasiões uma alta reputação.


FEDERICI, S. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva.


São Paulo: Elefante, 2017.


Em uma aula para a Educação Básica, um professor constatou a percepção, entre os estudantes, de que o trabalho na esfera pública nas cidades medievais era realizado, quase que exclusivamente, por homens, enquanto as mulheres ficariam restritas a tarefas domésticas na esfera privada. Ao utilizar ambos os recursos didáticos — a fonte imagética e o texto acadêmico —, a metodologia adotada pelo professor, para abordar o espaço urbano medieval, foi a

Alternativas
Respostas
101: A
102: A
103: B
104: D
105: C
106: C
107: A
108: C
109: C
110: A
111: B
112: D
113: C
114: B
115: A
116: A
117: C
118: D
119: B
120: D